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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

PGR decide sobre escutas que envolvem Sócrates e Vara na semana que vem



Pinto Monteiro disse que iria tomar a decisão de divulgar as escutas na próxima semana. Só não disse em que ano...

Ouviu-se ontem uma voz incómoda para o situacionismo reinante, em que cada crítica é considerada um insulto e a divergência uma traição!...

"quem quer a falta de transparência é porque
quer esconder a falta de legitimidade das suas
decisões, quem quer retirar ao Estado a decisão
sobre assuntos públicos é porque quer deixar
essas decisões nas mãos dos privados, quem
quer manter o sistema de 'vira-casacas' entre
funções públicas e privadas é porque quer
servir apenas os grupos privados".
Bernardino Soares, ontem, na Assembleia da República
.
Foi uma intervenção demolidora. Raramente se ouve na Assembleia da República um discurso tão objectivo e tão bem fundamentado, como foi este, o do deputado do PCP, Bernardino Soares, que desmontou com mestria dois dos principais pecados capitais dos governos do PS, os ajustes directos e as aquisições de bens e serviços por parte do Estado.
Bernardino Soares elencou uma série de situações, perpassadas por muitas dúvidas e reservas. A opacidade que caracteriza os apoios a empresas está a revelar-se fatal para a credibilidade do governo. E Bernardino Soares foi o porta voz de todos os cidadãos honestos deste país, que reclamam transparência e honestidade na relações económicas entre o Estado e as empresas privadas.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Níveis de corrupção no país são «escandalosos»


O presidente da Cáritas
Portuguesa disse este
domingo (6 de Dezembro)
que os níveis de corrupção
e as disparidades salariais
no país são escandalosos,
defendendo o regresso da
ética à política e à economia.
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«Sãos escandalosos os níveis de corrupção que este país está a registar. É escandalosa a disparidade que existe de compensações que determinados cidadãos têm pelos cargos que desempenham relativamente ao geral dos rendimentos que são auferidos pela população portuguesa», declarou à Agencia Lusa Eugénio da Fonseca.
No final do conselho geral da Cáritas Portuguesa, que terminou em Fátima, Eugénio da Fonseca acrescentou que «há, muitas vezes, até prémios que se concedem por maus serviços prestados».
Afirmando-se chocado com estas situações, o presidente da Cáritas Portuguesa sustentou que «a corrupção toda ela é má, mas há pessoas que pelos lugares que ocupam não podem, de forma nenhuma, entrar em mecanismos que não sejam éticos para poderem ser farol pelo qual se orientam os demais cidadãos».
«Tudo isto faz criar um certo desânimo porque se perdeu o sentido de alguns valores», observou, adiantando que «Portugal está a passar por um período de grande resignação, parece de um grande fatalismo».

Retrato de um país que se tem em melhor conta do que é

Conheça esta Sociedade Anónima
Chamei-lhe SA e não Lda. As
empresa Lda. são empresas
mais pequenas. E este é um
país que se tem numa conta
maior do que aquilo que é.
São só cinco pessoas que ali
estão, mas é uma SA... tem
até um CEO. Não se sabe o
que a empresa produz nem
o que as caixas têm. E vou
tentar que nunca se saiba .
.
“Chamei-lhe SA e não Lda. As empresa Lda. são empresas mais pequenas. E este é um país que se tem numa conta maior do que aquilo que é. São só cinco pessoas que ali estão, mas é uma SA... tem até um CEO. Não se sabe o que a empresa produz nem o que as caixas têm. E vou tentar que nunca se saiba”.
É a explicação de Luís Afonso, o autor do Cartoon diário do Negócios desde 2003. Em 2009, a SA ganhou vida digital e passou a habitar também o espaço da edição online.
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O quadro de pessoal
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“Há um presidente. Não lhe chamei 'chairman' porque já era demasiado rebuscado. Depois há a secretária, a D. Sílvia, e os dois operários: o Zeca e o Cajó. O Zeca é um bocadinho mais esperto do que o Cajó. Mas os dois são muito mais espertos do que o CEO. Digamos que há um empate técnico entre a D. Sílvia e o CEO, mas com alguma vantagem para ela. O CEO é um cabotino. O presidente será um pragmático desiludido. Não tem expectativas nenhumas. É um advogado do diabo. É muito redutor.
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”Os cenários“
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Há três cenários. Há o tapete rolante, onde estão os operários, um deles sempre com a manete. Passam o tempo com caixas de um lado para o outro. O Cajó empilha as caixas. Outro espaço é o gabinete do presidente, onde aparece o CEO com ideias malucas. E há uma mesa de reuniões onde aparecem todos. Inclusive aparecem, por vezes, o Cajó e o Zeca para alguma coisa mais importante. Tudo o que é actualidade, macroeconomia, grandes temas, são comentados pelos operários.”
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Sobre o Autor: Luís Afonso
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Sente-se no primeiro contacto: tem na vida o mesmo humor perspicaz e corrosivo que coloca na boca dos seus bonecos. Do Alentejo profundo, faz diariamente a leitura mordaz do país e do mundo. Foi "A Bola" que o tornou conhecido no País, quando em 1990 lançou o Barba e Cabelo. Seguiu-se em 1993 o Bartoon no "Público", o Negócios em 2003 e, mais tarde, tornou-se também colaborador regular da "Sábado".

Cantigas ao desafio!...


A propósito do meu último poema, intitulado "Meu País", e publicado no Alpendre da Lua, recebi, por email, de uma pessoa amiga, um texto do jornalista Nicolau Santos, reproduzido em baixo.
Limitei-me a responder da seguinte maneira: "Este é o país onde até os analfabetos são doutores".

***
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"EU CONHEÇO UM PAÍS..."
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Nicolau Santos, Director - adjunto do Jornal Expresso, In Revista "Exportar"
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Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade mundial de recém-nascidos, melhor que a média da UE.
Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores.
Eu conheço um país que é líder mundial na produção de feltros para chapéus.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para> telemóveis e os vende no exterior para dezenas de mercados.
Eu conheço um país que tem uma empresa que concebeu um sistema pelo qual você pode escolher, no seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou um sistema> biométrico de pagamento nas bombas de gasolina.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou uma bilha de gás muito leve que já ganhou prémios internacionais.
Eu conheço um país que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, permitindo operações inexistentes na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos.
Eu conheço um país que revolucionou o sistema financeiro e tem três Bancos nos cinco primeiros da Europa.
Eu conheço um país que está muito avançado na investigação e produção de energia através das ondas do mar e do vento.
Eu conheço um país que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os toda a EU.
Eu conheço um país que desenvolveu sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos às PMES.
Eu conheço um país que tem diversas empresas a trabalhar para a NASA e a Agência Espacial Europeia.
Eu conheço um país que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas.
Eu conheço um país que inventou e produz um medicamento anti-epiléptico para o mercado mundial.
Eu conheço um país que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça.
Eu conheço um país que produz um vinho que em duas provas ibéricas superou vários dos melhore vinhos espanhóis.
Eu conheço um país que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamento de pré-pagos para telemóveis.
Eu conheço um país que construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade pelo Mundo.
O leitor, possivelmente, não reconheceu neste país aquele em que vive...
PORTUGAL
Mas é verdade.Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses.
Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Out Systems, WeDo, Quinta do Monte d'Oiro, Brisa Space Services, Bial, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Portugal Telecom Inovação, Grupos Vila Galé, Amorim, Pestana, Porto Bay e BES Turismo.
Há ainda grandes empresas multinacionais instalada no País, mas dirigidas por portugueses, com técnicos portugueses, de reconhecido sucesso junto das casas mãe,como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal e a Mc Donalds (que desenvolveu e aperfeiçoou em Portugal um sistema que permite quantificar as refeições e tipo que são vendidas em cada e todos os estabelecimentos da cadeia em todo o mundo).
É este o País de sucesso em que também vivemos, estatisticamente sempre na cauda da Europa, com péssimos índices na educação, e gravíssimos problemas no ambiente e na saúde... do que se atrasou em relação à média UE...etc.
Mas só falamos do País que está mal, daquele que não acompanhou o progresso.
É tempo de mostrarmos ao mundo os nossos sucessos e nos orgulharmos disso.
Acabou o artigo. Porque é que esses técnicos e gestores tão bons não estão no governo?

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O próximo treinador do Sporting Clube de Portugal!...


Boneco de Berlusconi agredido faz sucesso nos presépios italianos

Imagem da Visão
***
Na Itália, alguém se lembrou de criar um boneco, alusivo à agressão de que foi vítima Berlusconi, e que já começou a ser vendido para figurar nos presépios. Se fosse em Portugal, lá teríamos de mobilizar a criatividade de um artesão das Caldas.

Não é nenhuma vergonha para os macacos!...

Clicar na imagem para a ampliar

Enviada pelo João Fráguas, seguidor deste blogue
***
Dizem-me que é pura coincidência. Tenho as minhas dúvidas...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O abastardamento da Medicina?

O governo oficializou hoje na Universidade
de Aveiro (UA) a criação de um novo curso
de medicina. Trata-se de um mestrado com
uma duração de quatro anos - destinado a
alunos que já detenham uma licenciatura
na área da saúde - que, segundo considerou
o primeiro-ministro, virá combater a falta
de médicos do país.
PÚBLICO
.
Espero que esta iniciativa, inédita no contexto do ensino da Medicina, não seja uma fórmula mágica e abastardada para formar médicos a baixo custo e de inferior qualidade técnica, para preencherem as vagas dos Médicos de Família, no interior do país, passando a coexistir, em conflito permanente, dois tipos de médicos, os de primeira e os de segunda. Uns destinados ao Serviço Nacional de Saúde, que este governo vai esvaziando progressivamente, sem o cidadão se aperceber, e, os outros, os oriundos das Faculdades de Medicina, a engrossarem o sistema de saúde dos privados, que paulatinamente vão preenchendo as lacunas do serviço público.
Já agora, deixamos a sugestão aos veterinários para se candidatarem a este inovador mestrado, já que possuem também uma licenciatura na área da saúde. Da parte da manhã atendiam as vacas, os cães, os gatos e os piriquitos, e, à tarde, atendiam os humanos. Seria um duplex perfeito, um dois em um, perfeitamente rentável.
Com os enfermeiros, a rentabilidade ainda seria maior. O mesmo profissional passaria a exercer em simultâneo as duas funções, nos hospitais e nos centros de saúde.
Porque não se lembraram disto há mais tempo?
Penso que José Sócrates apanhou esta luminosa ideia, quando andou a tirar o seu curso de engenharia na Universidade Independente.

Palestina: 60 anos de opressão, depois do Holocausto!... (1)






Tizipi Livne safou-se por uma unha negra!...



Um juiz britânico emitiu um mandado
de captura contra a ex-ministra israelita
dos Negócios Estrangeiros, Tzipi Livni,
por crimes relacionados com a ofensiva
em Gaza de há cerca de um ano, numa
acção inédita na justiça do Reino Unido.
Público
.
A maior parte dos dirigentes de Israel tem as mãos sujas de sangue. As sucessivas guerras contra o povo da Palestina, matando mulheres e crianças, a prisão arbitária de milhares de palestinianos, sem culpa formada e sem um julgamento justo e independente, a implantação de um apartheid a céu aberto, através da construção do Muro da Vergonha, construído em territórios ilegalmente ocupados, caracterizam a natureza criminosa e perversa do regime sionista de Israel, que apenas sobrevive com a conivência dos Estados Unidos e a cumplicidade disfarçada dos países europeus.
Enaltece-se a coragem deste juíz britânico, que apenas pecou por ter errado a pontaria, não se apercebendo a tempo que Tizipi Livne tinha cancelado a sua viagem à Grã-Bretanha. Fica o registo de ter pretendido aplicar a justiça, onde ela sempre faltou.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Favelas: Os pontos negros dos mapas das cidades (2)







As favelas e os Jogos Olímpicos


Por Pedro Frias

... Penso, e sobretudo desejo, que a 7 anos da realização dos JO no Rio de Janeiro as entidades e organizações brasileiras olhem de uma vez por todas para as favelas.Este "olhar/actuar" que desejo não aponta, tal como parece estar a acontecer, para o incremento de uma linha repressiva, violenta e estigmatizada nas favelas. Muito pelo contrário.O que penso ser fundamental é a planificação e implementação de acções de combate à pobreza e de inserção social. Isto sim, deduzo eu que estou longe e não vivo o drama de perto, poderá transformar a vida de milhares de pessoas que hoje habitam as favelas do Rio de Janeiro, dando-lhes condições condignas e humanas para o desenvolvimento da sua vida.Para terminar dizer que penso que a verdadeira ameaça, na minha opinião,virá de actos repressivos e violentos que apenas criarão um "caldo social" difícil de controlar não só durante a realização dos JO mas antes e depois desse mesmo acontecimento.Isto é, a verdadeira ameaça estará na ausência de políticas sociais, da responsabilidade directa do Governo brasileiro, que apontem numa clara linha de combate à pobreza, de melhoria das condições de vida, de inserção social e redução do estigma do Mundo relativamente às favelas.

Afinal, ela tinha razão!...


domingo, 13 de dezembro de 2009

Silvio Berlusconi in action

.
Teria sido o filho deste motorista, o autor da agressão a Berlusconi, hoje, em Milão? É que há ofensas à dignidade, que nunca se perdoam.

Silvio Berlusconi hospitalised in attack

.
O fantasma de Mussoline, enforcado em 1943, e cujo corpo, pendurado pelos pés, ficou exposto à execração pública, durante vários dias, na Piazza Loreto, em Milão, deveria ter assombrado Berlusconi, quando hoje foi agredido naquela cidade.

Tudo em família!...

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Imagem enviada por M.J. Neves

À primeira vista, perante o cruzamento de tantos irmãos, filhos, tios, sobrinhos, a que se acrescentam as mulheres de cada um deles, mais parece estarmos perante a árvore genealógica de uma grande família, do que na presença de um organograma de um executivo governamental. É o governo de Alberto João Jardim, que optou pela estrutura familiar, muito mais simples do que a do governo central, chefiado por José Sócrates, muito mais complexa e burilada, com a sua estrutura accionista, estilo S.A. Compreende-se por que razão AJJ tem tantos indefectíveis apoiantes, a exibirem sempre a sua fidelidade canina ao seu dono. Será por isso que o comparam a um soba, estilo Bokassa, chefiando uma sociedade tribal, onde as diversas linhagens se cruzam, enquanto a Madeira é jocosamente considerada um exemplar perfeito de uma república das bananas.

Notícia de última hora!...

Descontente com as tricas do PSD do continente, Alberto João Jardim desfiliou-se daquele partido e inscreveu-se no Partido Socialista, na base de um acordo secreto com José Sócrates, que concedeu excepcionalmente ao governo da Região Autónoma da Madeira a possibilidade de, mais uma vez, aumentar a sua dívida pública.
Amanhã, Alberto João Jardim publicará um decreto que determinará a transferência automática de todos os militantes do PSD da Madeira para o Partido Socialista.
Os deputados do PS, do parlamento regional, protestaram para o Largo do Rato, sem qualquer sucesso, contra esta manobra, que classificaram de oportunista, e, em bloco, rasgaram publicamente o cartão do partido, e foram inscrever-se no Bloco de Esquerda.
Comentário: Tudo é possível neste país.

Agradecimento...

O editor do Alpendre da Lua manifesta o seu agradecimento ao Saul , pela sua decisão de se inscrever como seguidor deste blogue.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Notas do meu rodapé: Os estudos que sustentaram a opção pelo TGV tiveram por referente macro-económico um cenário sem a crise económica...



O ministro das Obras Públicas, António
Mendonça, garantiu hoje que o investimento
no TGV funciona precisamente como
“resposta à crise”, para criar “condições
muito importantes” no desenvolvimento
económico do país e para a competitividade
das empresas.
Público

O Ministro da Economia, que é professor universitário, deveria fundamentar a sua afirmação e não ceder ao discurso populista do primeiro ministro. Não foi efectuado nenhum estudo de viabilidade económica depois de ter eclodido a crise internacional. O processo do concurso público da alta velocidade baseou-se em cenários, que na altura em que foram desenhados, não podiam prever o descarrilamento da economia, o aumento do défice orçamental do Estado e da dívida pública. Avançou-se politicamente para a opção de construir esta nova e importante infra-estrutura, admitindo-se a expansão contínua da economia nacional e internacional, o que não se verifica no momento.
A curto prazo, o rácio custo/benefício é desastroso, até porque, segundo ameaçam as agências internacionais de notação financeira, o custo do financiamento no exterior, necessário para a construção desta gigantesca obra, vai ficar mais caro e difícil. O único importante sector de actividade que, de imediato, irá beneficiar será o turismo, principalmente o da capital, e de que dependem muitos postos de trabalho. Para as outras actividades, enquanto a crise nacional se mantiver, e ela vai durar, não se vê grande vantagem económica.
Por outro lado, as vantagens da dinamização de todas as actividades a montante acabam por diluir-se quando as obras terminarem, repetindo-se assim a infernal oscilação dos indicadores económicos, ligados aos ciclos do betão e do cimento.
Para se preparar para o futuro e para se enquadrar nos novos paradigmas, a única alternativa viável, que se apresenta a Portugal, assenta na reforma profunda do sistema de ensino, a todos os níveis, e na reformulação da formação profissional contínua. E isto não está a ser feito.

A crise não chega à Madeira!...



O PS cedeu mais uma vez à chantagem de Alberto João Jardim, o Bokassa da Madeira, que sabe magistralmente utilizar os deputados daquela Região Autónoma à Assembleia da República, para pressionar o governo central a abrir os cordões à bolsa. Desta vez, a direcção parlamentar do PS e o ministro dos Assuntos Parlamentares nem sequer se preocuparam em evitar a exposição ao ridículo do ministro da Finanças, que, momentos antes do acordo informal em aceitar o pedido de endividamento, tinha afirmado que não podia "continuar-se a pagar os devaneios financeiros da região governada por Alberto João Jardim".
Por tibieza do PS, perdeu-se a soberana oportunidade de desautorizar o autocrata da Madeira, que governa o arquipélago, como se tratasse de uma coutada sua, e onde exerce, sustentado num grosseiro discurso populista e demagógico, um poder discricionário, a quem ninguém põe limites.
A Madeira já apresenta um nível de endividamento preocupante, resultado da obsessão faraónica de Alberto João Jardim. Ao conceder mais uma autorização para o governo regional contrair mais dívida, é contribuir para a continuidade do regabofe financeiro, que todos os portugueses andam a pagar.
Os governos têm de começar a pensar que a insularidade não pode sobrepôr-se mais à interioridade, que continua a ser esquecida nos sucessivos orçamentos de Estado. Trás-os-Montes já é a região mais pobre da União Europeia e não existe vontade política para, em nome da coesão, tantas vezes invocada, promover ali planos de desenvolvimento sustentados, que evitem a depressão, o seu subdesenvolvimento e a progressiva desertificação.

Portugal na vanguarda da engenharia genética!...

Enviada pelo Jorge M. Ribeiro
Em vez de leitão, eu preferiria lombo de vaca.

Mulher árabe, israelita, possivelmente muçulmana, não se envergonha de mostrar a sua beleza!...

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A mais bonita
Uma israelita árabe prepara-se para o concurso de beleza Miss Arab, em Shefaram, perto de Haifa, no Norte de Israel. Manar Dabah, uma árabe israelita da localidade de Deirel Asad, venceu o concurso que foi organizado pela comunidade árabe de Israel.
Fotografia:Gil Cohen Magen/Reuters

Prémio Pessoa, (da Ética?!), vai para um bispo!... Já há quem diga que, além dos futebolistas, também temos os melhores bispos do mundo!

Esgotados os escritores, músicos, arquitectos e actores, o júri do Prémio Pessoa resolveu escolher a Ética. Para o ano talvez seja a Moral ou a Teologia.
Já consta no Vaticano que Ratzinger vai naturalizar-se português, ou, pelo menos, pedir a dupla nacionalidade. Talvez comova o júri, quando, em Maio, visitar Portugal e o santuário de Fátima. É que Ética é com ele!

All You Need is love from BANDAGED TOGETHER

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Inspirado no blog Pink Floyd My Life, que o publicou.
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Favelas: os pontos negros dos mapas das cidades...

Clicar na imagem para a aumentar









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Não sei se estas fotografias, enviadas pelo Pedro Frias, seguidor deste bogue, se referem à favela das Celebridades, da Chumbada, da Maré, da Rocinha, de Acari, ou de uma outra qualquer, das muita que existem no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro e em S. Paulo. Só sei que são as bolsas de miséria, que o desenvolvimento do Brasil ainda não apagou do mapa. Elas existem, na sua brutalidade chocante, e a mim parecem-me todas iguais, a confirmar nivelamentos sociais. E de tal maneira são iguais que todas elas cabem na definição operacional das Nações Unidas: um território onde se verifica acesso insuficiente à água potável, ao saneamento básico e a outras infraestruturas, além de se caracterizar pela má qualidade da habitação, superlotação populacional, estruturas residenciais inseguras e pelo baixo nível socioeconómico dos seus residentes.
É também a rota do crime e do tráfego da droga, alternativa que fica para quem nunca poderá encontrar um trabalho minimamente digno, mesmo que precário e mal pago. É o mundo obscuro da violência entranhada, que nunca poderá ser eliminado com rusgas policiais.
Apesar dos níveis de pobreza no Brasil terem diminuído nos últimos anos, as profundas desigualdades mantêm-se, assim como a população das favelas aumenta, devido a uma taxa de natalidade descontrolada.
Segundo Pedro Frias, as favelas ameaçam a reputação dos Jogos Olímpicos, que se realizam em 2016. E, para já, a resposta das autoridades apenas se circunscreve ao nível policial.
Em próximos posts, serão publicadas as restantes fotografias.

Agradecimento


O editor do Alpendre da Lua manifesta o seu agradecimento à Dora Ferreira, pela sua decisão de se inscrever como seguidora deste blogue.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

O carbono irá dar origem a mais um mercado virtual e especulativo?


Mitos e realidades*

Por Luis - Almada

O enfoque colocado no problema das alterações climáticas em termos inacessíveis à análise objectiva e à compreensão das massas é um artifício que pretende desviar as atenções e confundir as questões fundamentais do presente e do futuro da sociedade humana, é pois também um ardil ideológico. Não podendo negar as influências antropogénicas sobre o ambiente (...) e sobre certos processos que actuam e conformam o clima planetário, nem tão pouco podendo ignorar a progressiva exaustão dos combustíveis fósseis (...), importaria avaliar objectivamente as situações de risco e os factores de constrangimento. E em conformidade orientar o esforço de investigação científica e desenvolvimento tecnológico e de investimento material para a respectiva resolução ou minoração. Porém a «racionalidade» que nos tem sido proposta e imposta é a da regulação pelo mercado, sob a superintendência política das instituições intergovernamentais ou internacionais e sob a pressão de interesses económicos que visam objectivos próprios; nesse espaço actuam as corporações empresariais (...), suas associações, diversas tipologias de ONG's, e em última instância os próprios governos.

* Comentário de um leitor, publicado no PÚBLICO.

As impressões digitais de Deus!.. (com vídeo legendado em português)


Leonardo Pisano (Fibonacci)


Enviado pelo meu amigo José Camelo

Este vídeo tentou demonstrar-me matematicamente a existência de Deus, socorrendo-se do diagrama de Fibonacci, e das múltiplas espirais existentes na natureza e no longínquo universo, como se fossem marcas indeléveis do dedo indicador divino, que assim foi deixando espalhado por todo o lado as suas impressões digitais. Continuo a não acreditar. Preciso de uma prova concreta. Só acreditarei, quando Deus me mostrar o cartão de cidadão ou a carta de condução.

Nota: O vídeo contém erros de palmatória e algumas imprecisões históricas. Leonardo Pisano nasceu em Pisa em 1170 e morreu em 1250, contrariando assim a informação que reporta a sua vida a 1200 a.c. Por outro lado, nunca o insigne matemático, que deu a conhecer aos europeus a numeração hindu, adoptada pelos árabes, se aventurou pelos caminhos pios, nem se entregou a devaneios místicos. Também os seus conhecimentos matemáticos nunca serviram de base para a sustentação de teses teológicas. Aliás, é de supor que, em matéria religiosa, Fibonacci fosse bastante liberal, já que conviveu intensamente com o mundo muçulmano, ao acompanhar frequentemente o seu pai nas suas viagens comerciais ao norte de África. Foi aí que ele conheceu a numeração arábica, que hoje utilizamos, logo reconhecendo-lhe enormes vantagens em relação à secular numeração romana, utilizada até então. Posteriormente estudou álgebra com matemáticos árabes. É considerado o maior matemático da Idade Média.

As impressões digitais de Deus!...

Leonardo Pisano (Fibonacci)
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Este vídeo tentou demonstrar-me matematicamente a existência de Deus, socorrendo-se do diagrama de Fibonacci, e das múltiplas espirais existentes na natureza e no longínquo universo, como se fossem marcas indeléveis do dedo indicador divino, que assim foi deixando espalhado por todo o lado as suas impressões digitais. Continuo a não acreditar. Preciso de uma prova concreta. Só acreditarei, quando Deus me mostrar o cartão de cidadão ou a carta de condução.


Nota: O vídeo contém erros de palmatória e algumas imprecisões históricas. Leonardo Pisano nasceu em Pisa em 1170 e morreu em 1250, contrariando assim a informação que reporta a sua vida a 1200 a.c. Por outro lado, nunca o insigne matemático, que deu a conhecer aos europeus a numeração hindu, adoptada pelos árabes, se aventurou pelos caminhos pios, nem se entregou a devaneios místicos. Também os seus conhecimentos matemáticos nunca serviram de base para a sustentação de teses teológicas. Aliás, é de supor que, em matéria religiosa, Fibonacci fosse bastante liberal, já que conviveu intensamente com o mundo muçulmano, ao acompanhar frequentemente o seu pai nas suas viagens comerciais ao norte de África. Foi aí que ele conheceu a numeração arábica, que hoje utilizamos, logo reconhecendo-lhe enormes vantagens em relação à secular numeração romana, utilizada até então. Posteriormente estudou álgebra com matemáticos árabes. É considerado o maior matemático da Idade Média.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Perguntas embaraçosas!...


Inquérito
.
Como classificaria esta década?
1 - Década da Crise
2 - Década dos Países Emergentes
3 - Década da Internet e da Tecnologia
4 - Década da Ecologia
5 - Década do Terrorismo



Confesso que tenho dificuldade em responder a este inquérito do jornal Público, já que qualquer uma das opções colocadas me parece mais apropriada do que as outras. Poder-se-ia dizer que, nesta década, vários factores confluíram para marcarem um momento histórico, único e decisivo. Daí a complexidade do tempo presente e a extrema dificuldade em encontrar o melhor caminho a seguir.
No entanto, a leitura correcta do contexto actual só poderá ser feita no futuro, quando o distanciamento temporal permitir identificar qual ou quais daqueles factores irão prevalecer no processo histórico.
Uma coisa é certa. As linhas de força da grande mudança já estão no terreno. Para o bem e para o mal!
http://publico.clix.pt/

Dia Mundial contra a Corrupção


Nove em cada 10 portugueses consideram
a corrupção um grande problema do país
e a maioria aponta a classe política como aquela
em que o fenómeno estará mais enraizado,
de acordo com um inquérito divulgado
hoje pela Comissão Europeia.
Público


O Alpendre da lua constituiu-se numa trincheira permanente da denúncia vigorosa do crime de corrupção, materializando assim, em várias das suas intervenções, a percepção dos portugueses em relação a este fenómeno, registada pelo estudo do Eurobarómetro, e que a Comissão Europeia divulgou hoje.
As iniciativas de tomar as medidas eficazes, que previnam e punam exemplarmente este flagelo, não podem ser adiadas por mais tempo, embora se saiba que, ao nível do poder político e económico, existem poderosas forças, empenhadas em as obstaculizar, recorrendo a um manobrismo pacavóvio e ao discurso falacioso.
Espera-se que este alerta seja ouvido e entendido pelo poder político e judicial, a quem se exige uma postura de rigor e de intransigência na elaboração e na aplicação das leis anti-corrupção.

Cartaz da Cimeira de Copenhaga!...


Com este cartaz, os responsáveis da Cimeira de Copenhaga esperam sensibilizar o presidente dos Estados Unidos, no sentido de o envolver num acordo global sobre o Clima. Na realidade, as imagens simples são as mais eficazes. E as ceroulas e as cuecas sabem exprimir bem as suas nobres funções anti-poluição.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Protocolo de Quioto

Mapa do Protocolo de Quioto em 2009. ; Legenda : :* Verde : Países que ratificaram o protocolo. :* Amarelo : Países que ratificaram, mas ainda não cumpriram o protocolo. :* Vermelho : Países que não ratificaram o protocolo. :* Cinzento : Países que não assumiram nenhuma posição no protocolo

O Protocolo de Quioto foi o culminar de um longo percurso, iniciado em 1991, no Rio de Janeiro, discutido e acordado em 1997, e tendo entrado em vigor em 2005, após a ratificação da Rússia, em 2004, ter possibilitado atingir a respectiva condição necessária, que estabelecia a sua ratificação por 55 por cento de países, responsáveis por 55 por cento das emissões de gases com efeito de estufa, considerados responsáveis pelo aquecimento global, devido a causas antropogénicas. Isentando trinta e oito países em vias de desenvolvimento de qualquer obrigatoriedade, o novo tratado internacional impôs metas de emissão de gases com efeito de estufa aos países desenvolvidos, com o objectivo de obter globalmente, entre 2008 e 2012, uma redução de 5,2 por cento em relação a 1990.

Os Estados Unidos, o segundo maior poluidor do planeta, a seguir à China, não ratificaram o tratado, com o argumento dos prejuízos para a sua economia, que tal redução implicava, e, também, porque não aceitavam o princípio de que o aquecimento global tivesse como principal causa os factores antropogénicos. Esta posição egoísta e radical da maior potência do mundo, então governada pelos neo-conservadores e pelos neo-liberais, colocou em risco todo o trabalho realizado.
Obama apresentou-se mais cooperante com a comunidade internacional, mas são conhecidas as fortes reservas que qualquer concessão neste domínio desencadeará no Congresso, mesmo entre alguns congressistas democratas.

Desde 1995 a debater as questões climáticas...


Não existe unanimidade sobre as questões climáticas, quer entre os cientistas, quer entre os governos dos diferentes países. As causas antropogénicas imediatas do aumento dos gases com efeito de estufa são postas em dúvida por muitos climatologistas, que não se revêm nas conclusões dos trabalhos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU e das cimeiras realizadas sob os seus auspícios.
Os interesses políticos dos países mais industializados constituem um obstáculo à viabilização de um acordo global sobre a redução das emissões de CO2.
Para agravar mais a situação, começou a ser denunciado o sistema dos créditos de carbono (Redução Certificada de Emissões), que permite aos países mais ricos continuar a poluir, comprando os créditos atribuídos aos países mais pobres, abrindo-se assim, eventualmente, uma frente especulativa, com a consequente privatização do mercado de carbono.

A cimeira de Copenhaga, actualmente a decorrer, é a 15ª cimeira organizada pelas Nações Unidas sobre Alterações Climáticas. A primeira teve lugar em Berlim em 1995, três anos depois da conferência do Rio de Janeiro – que ficou conhecida por Cimeira da Terra - onde 154 países assinaram o United Nations Framework Convention on Climate Change, que entrou em vigor a 21 de Março de 1994.

Desde aí, os países têm-se reunido anualmente (Conferences of the Parties (COP)) para analisar as alterações climáticas e negociar os termos do Protocolo Internacional, que veio a ser acordado em Quioto. Este ano tem lugar a COP crucial. O desejo do governo dinamarquês é que seja alcançado um acordo global ambicioso com todos os países do mundo. O acordo que vai ser alcançado em Copenhaga irá, eventualmente substituir o Protocolo de Quioto, que entrou em vigor em 2008 e que vigorará até 2012.


Desde 1995 a debater as alterações climáticas


COP1, Berlim 1995

Na primavera de 1995, teve lugar a primeira Conferences of the Parties – COP em Berlim. Esta cimeira ficou marcada pela incerteza relativamente aos meios que cada país dispunha para combater as emissões de gases com efeito de estufa. Foi assinado o "Mandato de Berlim" que definia um período de dois anos de análise e avaliação.


COP2, Genebra 1996

Na segunda conferência, foram analisados os resultados do segundo relatório do IPCC, divulgado ainda em 1995. Os países membros chegaram à conclusão que não era possível definir soluções uniformes para todos. Assim, cada país teria a liberdade de definir as suas próprias soluções.


COP3, Quioto 1997

Nesta conferência, foi adoptado, após intensas negociações, o Protocolo de Quioto. O protocolo introduziu, pela primeira vez, limites às emissões de gases com efeito de estufa em 37 países industrializados entre 2008 e 2012. Seguiram-se vários anos de negociações e incertezas relativamente à possibilidade de não haver países suficientes para rectificar o tratado. Mas a 16 de Fevereiro de 2005, o Protocolo de Quioto ficou concluído, apesar de vários países do UNFCCC não o terem rectificado.


COP4, Buenos Aires 1998

Neste ano ficou claro que existiam muitas dúvidas relativamente ao Protocolo de Quioto. Foi assim definido um período de dois anos para esclarecer e desenvolver instrumentos para implementar o Protocolo de Quioto.


COP5, Bona 1999

Esta conferência foi dominada pela discussão de aspectos técnicos relacionados com o Protocolo de Quioto.


COP6, Haia 2000

Esta conferência ficou marcada pelas discussões em torno de uma proposta apresentada pelos Estados Unidos, que pretendia que a agricultura e as florestas fossem consideradas dissipadores de carbono. A reunião terminou quando os países europeus se recusaram a assinar uma proposta de compromisso. As negociações foram retomadas em Bona seis meses mais tarde.


COP6 (segunda parte) Bona 2001

Em Bona as expectativas não eram muito elevadas. Entretanto, o novo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, rejeitou o Protocolo de Quioto e o país passou a participar nas negociações do protocolo apenas como observador. Apesar das expectativas serem muito baixas, os países conseguiram chegar a acordo em diversas questões, entre elas, as sanções a aplicar aos países que não cumprissem os limites de emissões.


COP7 Marraquexe 2001

No final de 2001, o COP voltou a reunir-se. As negociações relativamente ao Protocolo de Quioto estavam quase terminadas. Os resultados alcançados neste encontro ficaram reunidos no documento "Acordos de Marraquexe".


COP8 Deli 2002

Nesta conferência, a União Europeia tentou, sem sucesso, que fosse assinada uma declaração a exigir mais acção por parte dos países do UNFCCC.COP9 Milão 2003Esta reunião voltou a centrar-se nos aspectos técnicos do Protocolo de Quioto.COP10 Buenos Aires 2004Na capital da Argentina, falou-se pela primeira vez nos pós-Quioto. Mas as questões técnicas voltaram a dominar o encontro.


COP9 Milão 2003
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Esta reunião voltou a centrar-se nos aspectos técnicos do Protocolo de Quioto.
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COP10 Buenos Aires 2004
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Na capital da Argentina, falou-se pela primeira vez nos pós-Quioto. Mas as questões técnicas voltaram a dominar o encontro.
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COP11/CMP1 Montreal 2005

2005 marca a conclusão do Protocolo de Quioto. A partir daqui, a reunião anual do COP seria acompanha pelo encontro das partes que assinaram o Protocolo do Quioto (CMP ou COP/MOP). Os países que ratificaram o UNFCCC mas não aceitaram o Protocolo de Quioto, participam no CMP apenas como observadores. A duas reuniões centraram-se no pós-Protocolo de Quioto. COP12/CMP2 Nairobi 2006Foram debatidas as últimas questões técnicas relacionadas com o Protocolo de Quioto. Os trabalhos voltaram a centrar-se num novo acordo para o período pós-Quioto.


COP12/CMP2 Nairobi 2006
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Foram debatidas as últimas questões técnicas relacionadas com o Protocolo de Quioto. Os trabalhos voltaram a centrar-se num novo acordo para o período pós-Quioto.
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COP13/CMP3 Bali 2007

Em Bali foram dados passos decisivos para um novo acordo para substituir o Protocolo de Quioto. O grupo analisou o mais recente relatório do IPCC, que concluía que os sinais de aquecimento global eram inequívocos. Foi formulado um texto comum onde se apelava a uma acção mais rápida e adoptado o Plano de Acção de Bali. Este plano definia as linhas gerais que agora vão ser discutidas em Copenhaga.


COP14/CMP4 Poznan 2008

No ano passado, a reunião teve lugar na cidade polaca de Poznan. Continuaram as negociações em torno da cimeira de Copenhaga. Foi ainda debatido o Fundo de Adaptação, que visa apoiar medidas concretas de adaptação às alterações climáticas nos países em desenvolvimento.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Um editorial histórico a marcar o momento histórico da Cimeira de Copenhaga sobre as alterações climáticas...


Hoje, 56 jornais em 44 países dão o passo
inédito de falar a uma só voz através de um
editorial comum [sobre Copenhaga].
Fazemo-lo porque a Humanidade enfrenta
uma terrível emergência.
PÚBLICO


Se não nos juntarmos para tomar uma acção decisiva, as alterações climáticas irão devastar o nosso planeta, e juntamente com ele a nossa prosperidade e a nossa segurança. Desde há uma geração que os perigos têm vindo a tornar-se evidentes. Agora, os factos já começaram a falar por si próprios: 11 dos últimos 14 anos foram os mais quentes desde que existem registos, a camada de gelo árctico está a derreter-se, e os elevados preços do petróleo e dos alimentos no ano passado permitiram-nos ter uma antevisão de futuras catástrofes. Nas publicações científicas, a questão já não é se a culpa é dos seres humanos, mas sim quão pouco tempo ainda nos sobra para conseguirmos limitar os danos.Mas, mesmo assim, até agora a resposta a nível mundial tem sido frouxa e sem grande convicção.As alterações climáticas estão a ocorrer desde há séculos, têm consequências que durarão para sempre, e as nossas perspectivas de as limitarmos serão determinadas nas próximas duas semanas. Exortamos os representantes dos 192 países reunidos em Copenhaga a não hesitarem, a não caírem em disputas, a não se acusarem mutuamente, mas sim a resgatarem uma oportunidade do maior fracasso político das últimas décadas. Não deverá ser uma luta entre os países ricos e os países pobres, ou entre o Oriente e o Ocidente. O clima afecta-nos a todos, e deve ser solucionado por todos. A ciência é complexa mas os factos são claros. O mundo precisa de dar passos em direcção a limitar o aumento de temperatura a apenas dois graus centígrados, um objectivo que exigirá que as emissões de gases a nível global alcancem o seu máximo e comecem a diminuir durante os próximos cinco a dez anos. Um aumento superior, na casa dos três ou quatro graus centígrados – a subida mais pequena que podemos realisticamente esperar se ficarmos pela inacção –, secaria os continentes, transformando terra arável em desertos. Metade de todas as espécies animais extinguir-se-ia, muitos milhões de pessoas ficariam desalojadas, nações inteiras afundar-se-iam no mar. A polémica sobre os e-mails de investigadores britânicos, sugerindo que eles terão tentado suprimir dados incómodos, tem agitado o ambiente mas não causou mossa na pilha de provas em que estas previsões se baseiam. Poucos acreditam que Copenhaga ainda consiga produzir um acordo completamente definido – progressos efectivos em direcção a um tal acordo apenas se poderiam iniciar com a chegada do Presidente Barack Obama à Casa Branca e a inversão de anos de obstrução por parte dos Estados Unidos. Mesmo hoje, o mundo vê-se à mercê da política interna norte-americana, pois o Presidente não se pode comprometer com as acções necessárias até o Congresso fazer o mesmo. Mas os políticos presentes em Copenhaga podem, e devem, chegar a um acordo sobre os elementos essenciais de uma solução justa e eficaz e, ainda mais importante, um calendário claro para a transformar num tratado. O encontro das Nações Unidas sobre alterações climáticas do próximo mês de Junho em Bona (Alemanha) deverá ser a data-limite. Segundo um dos negociadores: “Podemos ir a prolongamento, mas não nos podemos dar ao luxo de uma repetição do jogo.”No centro do acordo deverá constar um arranjo entre os países ricos e os países em desenvolvimento, determinando como serão divididos os encargos da luta contra as alterações climáticas – e como iremos partilhar um recurso novo e precioso: os milhões de milhões de toneladas de gases de carbono que podemos emitir antes que o mercúrio dos termómetros alcance níveis perigosos. As nações ricas gostam de fazer notar a verdade aritmética de que não poderá haver solução até que gigantes em desenvolvimento como a China tomem medidas mais radicais do que têm feito até agora. Mas os países ricos são responsáveis pela maioria dos gases de carbono acumulados na atmosfera – três quartos de todo o dióxido de carbono emitido desde 1850. São eles que agora devem dar o exemplo, e cada país desenvolvido deve comprometer-se com cortes maiores, que dentro de uma década reduzirão as suas emissões para substancialmente menos que o seu nível de 1990.Os países em desenvolvimento podem argumentar que não foram eles que criaram a maior parte do problema, e também que as regiões mais pobres do globo serão as mais duramente atingidas. Mas vão cada vez mais contribuir para o aquecimento, e por isso devem comprometer-se com as suas próprias medidas significativas e quantificáveis. Apesar de ambos não terem chegado tão longe quanto alguns esperavam, os recentes compromissos de objectivos de emissões de gases dos maiores poluidores do mundo – os Estados Unidos e a China – constituíram passos importantes na direcção certa.A justiça social exige que os países industrializados ponham a mão mais fundo nos seus bolsos e garantam verbas para ajudar os países mais pobres a adaptarem-se às mudanças climáticas, e tecnologias limpas que lhes permitam crescer a nível económico sem com isso aumentarem as suas emissões. A arquitectura de um futuro tratado deve também ser definida – com um rigoroso acompanhamento multilateral, compensações justas pela protecção de florestas, e uma aceitável taxa de “emissões exportadas”, de modo que o peso possa ser partilhado mais equitativamente entre os que produzem produtos poluentes e os que os consomem. E a equidade requer também que a carga colocada sobre determinados países desenvolvidos tenha em conta a sua capacidade para a suportar: por exemplo, novos membros da União Europeia, muitas vezes mais pobres do que a “Velha Europa”, não devem sofrer mais do que os seus parceiros mais ricos. A transformação será dispendiosa, mas muito menos do que a conta que se pagou para salvar o sistema financeiro internacional – e ainda muito mais barata do que as consequências de não fazer nada. Muitos de nós, particularmente nos países desenvolvidos, teremos que alterar os nossos estilos de vida. A época dos voos de avião que custam menos do que a viagem de táxi para o aeroporto está a chegar ao fim. Teremos que comprar, comer e viajar de forma mais inteligente. Teremos que pagar mais pela nossa energia, e usar menos dessa mesma energia.Mas a mudança para uma sociedade com reduzidas emissões de gases de carbono alberga a perspectiva de mais oportunidades do que sacrifícios. Alguns países já reconheceram que aceitar as transformações pode trazer crescimento, empregos e melhor qualidade de vida. Os fluxos de capitais contam a sua própria história: em 2008, pela primeira vez foi investido mais dinheiro em formas de energia renováveis do que para produzir electricidade de combustíveis fósseis.Abandonar o nosso “vício de carbono” dentro de poucas décadas irá exigir um feito de engenharia e inovação que iguale qualquer outro da nossa História. Mas se a viagem de um homem à Lua ou a cisão do átomo nasceram do conflito e da competição, a “corrida do carbono” que se aproxima deverá ser norteada por um esforço de colaboração, de forma a alcançarmos a salvação colectiva.Superar as mudanças climáticas exigirá o triunfo do optimismo sobre o pessimismo, da visão a longo prazo sobre as vistas curtas, daquilo a que Abraham Lincoln chamou “os melhores anjos da nossa natureza”.É dentro desse espírito que 56 jornais de todo o mundo se uniram sob este editorial. Se nós, com tão diferentes perspectivas nacionais e políticas, conseguimos concordar sobre o que deve ser feito, então certamente os nossos líderes também o conseguirão.Os políticos em Copenhaga têm o poder de moldar a opinião da História sobre esta geração: uma geração que encontrou um desafio e esteve à altura dele, ou uma geração tão estúpida que viu a calamidade a chegar, mas não fez nada para a evitar. Imploramos-lhes que façam a escolha certa.O PÚBLICO foi desafiado pelo jornal diário britânico The Guardian a participar neste projecto global. A ideia original de um editorial comum foi sugerida por várias pessoas envolvidas nas questões climáticas e tornada um projecto real por The Guardian. Foi com agrado que, ao longo dos dias, vimos o número de participantes crescer para 56 jornais de 44 países de todos os continentes. Aderimos por acreditarmos na urgência desta mensagem. LISTA DE JORNAIS: “Süddeutsche Zeitung” - Alemanha,“Gazeta Wyborcza” – Polónia,“Der Standard” - Áustria,“Delo” - Eslovénia,“Vecer” – Eslovénia,“Dagbladet Information” - Dinamarca,“Politiken” - Dinamarca,“Dagbladet” - Noruega,“The Guardian” – Reino Unido,“Le Monde” - França,“Liberation” - França,“La Reppublica” - Itália,“El Pais” - Espanha,“De Volkskrant” – Holanda,“Kathimerini” - Grécia,“Público” - Portugal,“Hurriyet” - Turquia,“Novaya Gazeta” - Rússia,“Irish Times” - Irlanda,“Le Temps” - Suíça, “Economic Observer” - China,“Southern Metropolitan” - China,“CommonWealth Magazine” - Taiwan,“Joongang Ilbo” - Coreia do Sul,“Tuoitre” - Vietname,“Brunei Times” - Brunei,“Jakarta Globe” - Indonésia,“Cambodia Daily” – Camboja,“The Hindu” - Índia,“The Daily Star” - Bangladesh,“The News” - Paquistão,“The Daily Times” - Paquistão,“Gulf News” - Dubai,“An Nahar” – Líbano,“Gulf Times” - Qatar,“Maariv” - Israel,“The Star” – Quénia,“Daily Monitor” - Uganda,“The New Vision” - Uganda,“Zimbabwe Independent” – Zimbabwe,“The New Times” - Ruanda,“The Citizen” - Tanzânia,“Al Shorouk” - Egipto,“Botswana Guardian” – Botswana,“Mail & Guardian” - África do Sul, “Business Day” - África do Sul, “Cape Argus” - África do Sul,“Toronto Star” - Canadá,“Miami Herald” – Estados Unidos,“El Nuevo Herald” – Estados Unidos, “Jamaica Observer” – Jamaica, “La Brujula Semanal” - Nicarágua,“El Universal” - México, “Zero Hora” - Brasil, “Diário Catarinense” - Brasil, “Diario Clarin” - Argentina