sexta-feira, 14 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Notas do meu rodapé: Os sacrifícios pedidos pelo governo não são iguais para todos. O grande capital não é beliscado!
Já se sabia que o PEC, na sua primeira versão, além de absurdo, no que concerne à distribuição equitativa dos sacrifícios, era insuficiente para satisfazer os objectivos a que se propunha. Também já se sabia que o governo necessitava de criar um clima psicológico favorável para assumir as medidas mais duras. Só não se sabia que as medidas iriam apenas penalizar os trabalhadores por conta de outrem, os consumidores de menores recursos e os pequenos e médios empresários dos sectores dos serviços e da produção de bens. De fora ficaram os bancos, que continuam a beneficiar, por bem articulados dispositivos da lei fiscal, de um escandaloso regime favorável na tributação do IRC e as Sociedades Gerais de Participações Sociais, onde não são tributados impostos aos dividendos dos rendimentos dos principais accionstas das grandes empresas, estrategicamente nelas colocados, assim como as grandes fortunas, que delas se servem para fazer rodar o dinheiro pelas praças bolsistas internacionais e pelos off shores.Além de injusto, o novo plano, hoje anunciado, continua a ignorar, por interesse próprio dos governantes e dos lobies que o controlam, os necessários cortes na despesa do Estado, que continua sobredimensionada em relação ao PIB, em comparação com a média europeia, constituindo-se parte dela num verdadeiro desperdício, que só prejudica o crescimento económico.
A esta irracionalidade económica, acrescenta-se agora uma outra, talvez de muito maior impacto. Ao aumentar todos os impostos, para obter mais receita, o governo está a ser o coveiro do país, já que, neste sombrio quadro, vai fazer diminuir o consumo e o investimento, não favorecendo o crescimento do PIB, que nem sequer pode receber o contributo do crescimento das exportações, já que a procura dos nossos clientes diminuiu e também porque todos os países trabalham a mesma estratégia de crescer por esta via.
Se a economia portuguesa já estava anémica, ela irá ficar moribunda nos próximos anos. Acresce ainda que, com a diminuição previsível do consumo, conjugadamente, o aumento da carga fiscal proposto para as pequenas e médias empresas vai acelerar o ritmo das falências, que já é elevado, desencadeando a jusante mais desemprego e mais despesa para a Segurança Social, o que vai obrigar o governo, na coerência da sua tese, a aumentar, mais tarde ou mais cedo, os cortes nas prestações sociais, principalmente ao nível do subsídio de desemprego.
O grande capital e a direita rejubilaram com este plano. A bênção do PSD às novas medidas propostas pelo governo socialista (?) é um sinal evidente desse contentamento. Aos espoliados apenas resta o protesto, a indignação e a revolta.
Sem papas na língua: Discussão entre a deputada Cidinha Campos e | José Nader DE NOVO Parte 2
Vídeo sugerido pelo João Fráguas, seguidor deste blogue
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Eu já aqui manifestei que seria necessário convidar a deputada brasileira Cidinha Campos para vir discursar na Assembleia da República. Talvez não fossem necessárias mais comissões de inquérito.
Sem papas na língua: Discussão entre a deputada Cidinha Campos e | José Nader DE NOVO Parte 3
Vídeo sugerido pelo João Fráguas, seguidor deste blogue
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Joana Come o Papa
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Este vídeo foi sugerido pelo leitor João Carlos Moreira, que deixou o respectivo endereço do You Tube no comentário ao texto do padre Mário da Lixa, aqui publicado.
Notas do meu rodapé: Foi sol de pouca dura!...

Wall Street fecha mista dominada por incertezas sobre plano europeu
A bolsa de Nova Iorque terminou a sessão de hoje em terreno
"misto", sem direcção definida, com o índice Dow Jones (DJI)
a perder 0,34 por cento enquanto o Nasdaq (mais ligado às
tecnológicas) registou ganhos de 0,03 por cento.
A sessão ficou marcada pelas dúvidas dos investidores quanto
ao plano de urgência na zona euro, após a euforia da véspera,
em que Wall Street registou a mais forte valorização diária
desde Março de 2009, com o DJI a ganhar 3,9 por cento.
Alguns investidores interrogavam-se sobre a pertinência de
"resolver um problema de dívida soberana criando ainda mais
dívida", outros ainda devido à falta de detalhes, indicou
Patrick O’Hare, do site de análise Briefing.com.
PÚBLICO
PSI-20 regressa ao vermelho com 19 títulos em queda
A bolsa nacional encerrou em baixa, a corrigir dos fortes ganhos
de ontem, devido aos receios de que o fundo de emergência
UE/FMI no valor de 750 mil milhões de euros possa não ser
suficiente para solucionar a crise da dívida soberana nalgumas
economia da Zona Euro.
Jornal de Negócios
***
As bolsas de valores são como as putas (com todo o respeito pelas putas). Não se pode confiar nelas. Ontem, entraram em euforia, acumulando subidas, reagindo ao anúncio da criação do fundo de emergência UE/FMI, destinado a defender a estabilidade do euro, e, hoje, regressaram às perdas, depois de verificarem que todo aquele dinheiro funciona apenas como garantia dos empréstimos a contrair pelos países em dificuldade da zona euro e cujas regras se desconhecem.
O que se sabe de fonte segura, é que os países ricos não estão dispostos a financiar os défices e as dívidas dos países do euro em dificuldades, o que os leva a pressionar (ameaçar de expulsão) estes países para acelerarem a aplicação das medidas de correcção, pouco se preocupando com as consequências devastadoras resultantes nas respectivas economias, que irão ficar de rastos, totalmente anémicas e sem forças para recuperar o que quer que seja. Que o diga o primeiro-ministro, que entrou para a reunião dos líderes da Eurolândia a pensar no défice orçamental, em 2010, de 8,3% do PIB e saiu de lá com as orelhas a arder, pois exigiram-lhe que aquele valor baixasse para 7,3%. Igual a si próprio, José Sócrates anunciou o novo objectivo como uma vitória pessoal, fruto da sua determinação e coragem.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Notas do meu rodapé: A principal contradição da moeda única

Economistas alemães consideram pacote europeu de ajuda insuficiente
Vários economistas alemães consideraram hoje
o programa de 750 mil milhões de Euros da União
Europeia “insuficiente” para debelar uma crise e
estabilizar a moeda única, se não houver consideráveis
medidas de poupança nos países mais deficitários.
PÚBLICO
***
Uma moeda é um instrumento financeiro do poder do Estado, que reflecte uma certa realidade económica, e que não se compadece com visões românticas nem obedece a considerações de ordem moral. É hoje reconhecido, embora na altura da fundação da moeda única isto já fosse admitido por alguns, talvez os mais informados, que uma moeda não dispensa uma gestão centralizada da economia. E foi esse o pecado original do euro. Concebido num período expansionista, apenas se cuidou do seu controlo central para evitar surtos inflacionistas, principal função do Banco Central Europeu. Esqueceu-se a economia, confiando a sua planificação e execução a cada estado membro. Esqueceu-se também o princípio de que a moeda unifica um território, sobre o qual exerce a sua soberania. Ora o euro, que, nesta sua curta existência, vinha a demonstrar solidez, favorecendo o desenvolvimento, fragilizou-se e tropeçou perante a primeira grande dificuldade, porque a sua soberania obedecia aos impulsos de economias muito assimétricas, com diferentes estadios de desenvolvimento. Por exemplo, a valorização do euro, que se apresentava favorável a algumas economias dos estados membros, era desfavorável a outras. Se os estados mais desenvolvidos já promoviam o investimento altamente qualificado, havia outros que ainda se encontravam a construir as infra-estruturas de que careciam, como foi o caso de Portugal. Com políticas económicas justificadamente diferenciadas, a moeda única não podia corresponder, ao mesmo tempo, aos objectivos estratégicos de cada estado membro. À instituição do euro faltou um orçamento e um plano económico comum, que harmonizasse o desenvolvimento de todos os países aderentes, tal como acontece em cada país, que tem de harmonizar o desenvolvimento de todas as suas regiões, embora se se saiba que umas são mais favorecidas do que outras. Assim, como esta crise evidenciou, os problemas da dívida soberana e os desequilíbrios orçamentais de um ou mais países rapidamente se transformam num grave problema para todos os países do euro.
O Papa disfarçou-se de mulher...
Antes da viagem pastoral e de Estado, que se inicia hoje, o cardeal Ratzinger deslocou-se secretamente a Portugal, a título particular, tendo ficado alojado numa quinta da Região do Douro, disfarçado de mulher camponesa. Sua Santidade quis pisar o chão que produz o afamado néctar, que muito aprecia, o vinho do Porto. Não sei se o vai adoptar para a celebração das missas. Seria um milagre para os vitivinicultores durienses. segunda-feira, 10 de maio de 2010
Papa Bento XVI vem a Fátima caucionar um crime - por Padre Mário da Lixa*

Porventura ainda pior que o da pedofilia, que o clero de Ourém cometeu, em 1917, contra três crianças daquela freguesia.
Pelos vistos, nos próximos dias 12, 13 e 14 de Maio, o papa Bento XVI, vem mesmo a Portugal, concretamente, Lisboa, Fátima e Porto, sem querer saber para nada de tudo o que ultimamente está a ser revelado na comunicação social sobre os inúmeros e escabrosos casos de pedofilia, ocorridos no interior da Igreja, inclusive, com clérigos em cargos de grande visibilidade e cujos bispos, no passado, foram seus cúmplices (o próprio papa, na qualidade de Cardeal Ratzinger, à frente da Congregação para a Doutrina da Fé, terá feito de conta, quando, há anos, foi sabedor de um desses casos mais escabrosos).
No mínimo, é uma insensatez que o papa Bento XVI está a cometer. Perante tudo o que está a ser divulgado (e, em muitos casos, até já confirmado pelos Tribunais de cada país), o papa Bento XVI, se tivesse um mínimo de pudor (o Poder monárquico absoluto nunca será capaz de semelhante qualidade humana, habituado que está a excomungar quem não diz com ele, quem dissente dele, mesmo por fidelidade a Jesus, o Evangelho Vivo de Deus Criador, nosso Abbá, entre nós e connosco) já teria anunciado, nesta data, urbi et orbi, que essa e outras viagens "pastorais" de chefe de Estado do Vaticano ficariam canceladas sine die. Tanto mais, quanto, que, no caso presente de Fátima, das três crianças da freguesia, escolhidas e arregimentadas em 1917 pelo clero de Ourém (o clero não olhou a meios só para, com aquela montagem das "aparições" de Maio a Outubro, tentar pôr de novo as populações a rezarem o terço, todos os dias, a frequentarem a missa ritualizada ao domingo e a regressarem à tenebrosa prática das primeiras nove sextas-feiras de cada mês; já agora, porque não as primeiras doze sextas-feiras do ano?! O que faziam os clérigos confessores nos três meses restantes?!).
Sim. Em verdade, em verdade vos digo: o, teologicamente imbecil, fenómeno das "aparições" de Fátima foi, perversa e metodicamente, preparado pelo clero de Ourém, e, por isso, perfaz uma barbaridade de todo o tamanho, certamente, pior, muito pior, que os inúmeros casos de pedofilia, à excepção, porventura, daqueles casos mais escabrosos. Hoje, sabemos bem quais foram os resultados dessa barbaridade, com tudo de crime sem perdão (desculpem a força da expressão literária, mas é a única apropriada, neste caso): – duas das três crianças, Jacinta e Francisco, irmãos de sangue e primos direitos de Lúcia, a mais velha das três e vizinha, porta-com-porta das outras duas (como se vê, ficou tudo em família!), quando a Pneumónica, poucos meses depois das "aparições", atingiu o concelho de Ourém (como vêem, nem a senhora de Fátima lhe valeu! Pudera! E como havia de lhe valer, se aquilo é tudo mentira e invenção do clero de Ourém?!), não lhe resistiram, de tão fraquinhas que andavam com todos aqueles estúpidos "sacrifícios pela conversão dos pecadores". Morreram ambas, num total abandono, por parte do clero de Ourém que, meses antes, as havia utilizado para aqueles perversos fins moralistas. Morreram as duas devoradas por indescritíveis dores e mergulhadas em horrendas alucinações, sobretudo a Jacinta, sozinha no Hospital D. Estefânia, em Lisboa (é um facto histórico, senhoras, senhores, não é invenção minha, nem do Jornal Fraternizar). E quanto à outra menina sobrevivente, a mais velhinha, é absolutamente obsceno o que o clero de Ourém e o próprio Bispo auxiliar do Patriarcado, candidato a Bispo e, depois Bispo titular efectivo, da restaurada Diocese de Leiria, lhe fizeram (já, então, pelo andar da carruagem, era previsível que Fátima viria a ser a galinha de ovos de oiro da Igreja em Portugal e da Cúria Romana e, por isso, uma e outra se apressaram a restaurar a Diocese!...).
Obrigaram Lúcia, pela força – e com um chorrilho de mentiras clericais à mistura, de que ela era "vidente", etc e tal – a sair de Fátima e da família. Sequestraram-na até à morte, primeiro, no então Asilo de Vilar, Porto, depois, num convento de Doroteias em Tui, Galiza, onde lhe foi imposto pelo confessor que tinha de ser freira, e, finalmente, freira de total clausura no Convento das Carmelitas, em Coimbra. Horrendo! Só mesmo de clero celibatário à força, eunuco à força, não, obviamente, eunuco pelo Reino /Reinado de Deus!
A pobre rapariga tinha a terceira classe, quando a sequestraram, e assim ficou (ou pouco mais!), pelo resto da vida. E à mãe dela, que sempre disse que a conhecia bem e que aquela sua filha era compulsivamente mentirosa e vaidosa (por isso, nunca acreditou nem na filha nem nas "aparições"), nem mesmo na hora da sua agonia, deixaram que ela visse a filha; tão pouco, permitiram que, pelo menos, a mãe ouvisse a voz da filha pelo telefone! (Digam lá, se os sacerdotes e as freiras do Ídolo Religioso não são cruelmente vingativos e sádicos?!).
Ora, é este horrendo crime e esta mentira sem perdão, que o papa Bento XVI vem caucionar com a sua visita de chefe de estado do Vaticano a Portugal e a Fátima, numa altura em que sobem de tom e de número, os clamores de inúmeras vítimas de casos de pedofilia, cometidos por clero, inclusive, de grande visibilidade, todos funcionários exemplares do Institucional Religioso-Eclesiástico católico. Haja modos e pudor, meu irmão Ratzinger!
*Mário, Presbítero da Igreja do Porto
P.S. Meu irmão Ratzinger, Bispo de Roma: aceitas uma sugestão que aqui te adianto?! Cancela esta viagem e todas as outras já agendadas para outros países. E, em vez dessa montra de vaidade e de ostentação de Poder Eclesiástico, que estás sempre disposto a protagonizar, convida à conversão, a Igreja universal, da qual és o principal animador. Não, obviamente, a estafada conversão pregada ao longo dos séculos pelo Moralismo Eclesiástico, hoje mais do que rançoso, mas a conversão proclamada /exigida por Jesus, o do Deus do Reino /Reinado-de-Deus. Perdoa, mas se calhar, nem tu saberás, sobretudo, por força dos Privilégios de que desfrutas na Igreja e no Mundo, o que significa o verbo CONVERTER-SE, utilizado por Jesus, logo a abrir a sua Missão na Galileia, por meados do ano 28 desta nossa era comum. Humildemente, te digo: Significa renunciarmos, duma vez por todas e por toda a vida, ao Deus-Ídolo Religião, e abrirmo-nos alegremente ao Deus Criador, nosso Abbá, o de Jesus, que nos habita e é mais íntimo a nós do que nós próprios, os seres humanos todos, mulheres e homens, em radical igualdade. És capaz de semelhante decisão? Fico abraçado a ti, cheio de Esperança Teológica, a de Jesus!
Do jornal Fraternizar, edição n.º 177, de Abril-Junho 2010 e do resistir.info
Passos Coelho e Sócrates reúnem-se entre segunda e terça-feira para discutir crise financeira
Clicar na imagem para a ampliar
Imagem enviada pelo João Fráguas, seguidor deste blogue
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Imagem enviada pelo João Fráguas, seguidor deste blogue***
O líder social-democrata Pedro Passos Coelho
declarou hoje (ontem), em Lisboa, que se reunirá
com o primeiro-ministro José Sócrates, para
discutir as medidas que possibilitarão a redução
do défice nacional, entre segunda e terça-feira.
PÚBLICO
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Eu já não sei se o PSD é um governo da oposição ou se já faz parte de um governo de coligação do Bloco Central.
À semelhança do primeiro encontro, é bem possível que amanhã seja anunciada mais uma gravosa medida contra os trabalhadores. Sócrates já encontrou uma muleta.
domingo, 9 de maio de 2010
Notas do meu rodapé: Eurolândia quer concluir hoje o novo mecanismo de socorro a países em dificuldades
da União Europeia (UE) vão ter de concluir hoje,
durante uma reunião convocada de emergência
em Bruxelas, os detalhes de um mecanismo
concebido na sexta-feira à noite pelos líderes
dos 16 do euro para socorrer os países que
enfrentem dificuldades de financiamento.
PÚBLICO
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Segundo alguns especialistas, a União Europeia acordou tarde de mais para uma realidade, que nunca quis admitir, e talvez já não vá a tempo de corrigir a trajectória das subidas de juros da renegociação das dívidas a curto prazo dos países com maiores debilidades financeiras, onde se inclui Portugal.
Pela primeira vez, e ao contrário do que acontece numa situação normal, os juros dos empréstimos a curto prazo, na zona euro, já são superiores aos juros dos empréstimos a longo prazo, o que comprova a grande preocupação dos bancos credores, que, depois de terem recebido dos estados o dinheiro dos contribuintes para reequilibrarem os seus balanços, após o colapso financeiro dos bancos dos Estados Unidos, regateiam agora os empréstimos a esses mesmos estados. Contradições insanáveis do sistema!
Por outro lado, não é de esperar que o plano de apoio gizado ontem pelos primeiros-ministros europeus, e que, hoje, está ser trabalhado pelos ministros da Finanças, venha a ser entusiasmante para os operadores financeiros. A economia dos países europeus, incluindo a da Alemanha, encontram-se em estado de estagnação, não conseguindo o crescimento económico desejado, à custa do aumento das suas exportações, já que a China e os Estados Unidos, os dois principais clientes, estão a diminuir gradualmente a respectiva carteira de encomendas. A China, porque vai subindo o seu patamar, incorporando cada vez mais tecnologia na sua produção industrial, e, os Estados Unidos, porque, contrariando o Consenso de Washington, que deu o impulso à liberação dos mercados de capitais, começou a recuperar indústrias que tinham cessado a actividade, devido à deslocalização.
Assim, a economia europeia começa a ficar ensanduichada entre os dois colossos económicos, e sem espaço para crescer. E é essa percepção que leva os mercados a duvidar da capacidade da UE, principalmente os países do sul, de gerarem receitas para poder pagar as dívidas. E esse é que é o problema!
Papa aceita demissão de bispo alemão
O Papa Bento XVI aceitou hoje a renúncia do bispoalemão Walter Mixa, da diocese de Augsburgo, que
admitiu actos de violência contra menores órfãos
praticados há mais de 20 anos.
O bispo, nomeado para o cargo em 2005, está
também a ser investigado pelo Ministério Público
por alegados abusos sexuais, acusação que “rejeita
categoricamente”. A Igreja está igualmente a averiguar
desvios de dinheiro numa instituição onde os actos de
violência ocorreram, o orfanato católico de Schrobenhausen.
PÚBLICO
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Uma renúncia asséptica, reduzida a uma rotineira decisão administrativa, a anular a infâmia praticada sobre as crianças indefesas por um prelado sem escrúpulos. Não bastam as declarações pias de arrependimento, se elas não tiverem uma correspondência efectiva na necessária e visível condenação. O Vaticano não pune os padres pedófilos, através do Direito Canónico. Aguarda que eles resignem para se livrar deles e escondê-los das vítimas e da opinião pública. O branqueamento dos crimes praticados por milhares de clérigos e as manobras redutoras para inverter o ónus da culpa, inventando um processo de intenções de ataques contra o papa, não apagarão as feridas provocadas às vítimas inocentes.
Protestos contra medidas de austeridade chegaram à Acrópole
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Cerca de duas centenas de militantes
comunistas ocuparam hoje, terça-feira,
a Acrópole, na capital grega, em protesto
contra as novas medidas de austeridade
anunciadas pelo governo para evitar a
bancarrota do país.
Os manifestantes desenrolaram uma faixa
Os manifestantes desenrolaram uma faixa
gigante onde se lê "Povos da Europa
- Levantem-se", em grego e em inglês, e
instalaram-na no rochedo da Acrópole,
no flanco que fica de frente para a entrada
principal.
Jornal de Notícias
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Espero poder participar brevemente nas manifestações de protesto contra as medidas de austeridade, que vêm penalizar os portugueses mais desfavorecidos, os trabalhadores assalariados, os reformados e os desempregados, e poupando o grande capital, principalmente o detido pelos accionistas e pelos gestores dos bancos e das grandes empresas e que se aloja nas sociedades gestoras de participações sociais (SGPS), onde as mais-valias vão continuar a não ser tributadas pelo fisco.
sábado, 8 de maio de 2010
O Papa sabe nadar! Eh!
Fotografia do PúblicoPraça do Comércio pronta para receber Bento XVI, que ficará sentado em cima do rio
.
Será talvez a primeira vez que o Papa celebra
missa praticamente em cima da água. A ideia,
explica Pedro Castro, da Multilem, empresa
encarregue da montagem dos espaços, foi
aproveitar ao máximo a capacidade da praça e
ao mesmo tempo mostrar ao Papa “uma das
mais belas praças do mundo”.
PÚBLICO
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Espero que não tenham colocado no palenque pontifício a célebre cadeira de Salazar!
Notas do meu rodapé: Será que ainda irei ver a raínha de Inglaterra vestida de burka?
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Este vídeo da Igreja Batista, provocantemente crítico e veladamente ameaçador, não deixa margens para dúvidas sobre o futuro da Europa. Preocupados com a economia, gerindo-a no interesse das classes dominantes, os dirigentes europeus ignoraram por completo a demografia. Continua a discutir-se o sexo dos anjos, tal como em Constantinopla, quando os otamanos muçulmanos assaltaram as muralhas da cidade e arrasaram o Império Romano do Oriente. Se a Europa já apresenta sérios sintomas degenerativos, a caminhar a passos largos para um estado vegetativo, já que não se vê alternativa para a crise actual, será o islão a acabar por lhe desferir o golpe mortal, liquidando os valores civilizacionais herdados do Iluminismo, da Revolução Francesa e dos ideais republicanos. As repúblicas islâmicas, totalitárias e fascistas, encarregar-se-ão de impôr a tirania dos estados teocráticos, a ditadura da sharia e o pensamento único do Alcorão. Tal como a igreja de Roma fez na Idade Média, o islão promoverá a ignorância, o obscurantismo e a intolerância e, com toda a força dos vencedores, irá impor a justiça corâmica, decretando a amputação das mãos aos ladrões, a lapidação das mulheres adúlteras e condenando à morte os apóstatas, os não crentes e os crentes de outras religiões.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Parlamento Europeu: fartar vilanagem!...
Enviado pelo João Fráguas, seguidor deste blogue
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E ainda falta contabilizar o subsídio para o papel higiénico...
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Deputado do PS leva gravadores de jornalistas (vídeo)
Ricardo Rodrigues assume ter "tomado posse"de dois gravadores de jornalistas da revista
Sábado durante uma entrevista. O deputado
diz que optou pela "acção directa".
Tudo se passou na sexta-feira passada, quando
o deputado do PS se sentiu incomodado com as
perguntas que lhe estavam a ser feitas por Maria
Henrique Espada e Fernando Esteves, para uma
rubrica da revista que é apresentada como "uma
entrevista dura".
Expresso
***
Os dois gravadores, que Ricardo Rodrigues abafou aos jornalistas, já se encontram à venda na Feira da Ladra. Entretando, o secretário-geral do PS, José Sócrates, já deu instruções aos deputados do seu partido para apenas concederem entrevistas aos jornalistas que se apresentem com lápis e bloco de apontamentos.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Bruxelas prevê défice público acima do Governo em 2010 e 2011
do que o Governo quanto à evolução do
défice orçamental português, prevendo
um desequilíbrio das contas públicas de
8,5 por cento do PIB em 2010 e de 7,9
por cento em 2011.
PÚBLICO
***
Ou eu me engano muito ou a Comissão Europeia já começou a alinhar nas manobras especulativas contra Portugal, em perfeita sintonia com as agências de rating. Proponho que as Forças Armadas sejam colocadas imediatamente no estado de prevenção. É inadmissível que esses senhores desmintam reiteradamente as rigorosas previsões e estimativas de José Sócrates e de Teixeira dos Santos!
Carmona e ex-vereadores ilibados do caso Parque Mayer
O ex-presidente da Câmara de Lisboa, CarmonaRodrigues, bem como os ex-vereadores, Fontão
de Carvalho e Eduarda Napoleão e restantes
arguidos foram ilibados do crime de prevaricação
por titular de cargo público.
O tribunal considerou hoje "inútil" o julgamento de
Carmona Rodrigues e outros antigos responsáveis
da Câmara de Lisboa, envolvidos na permuta de
terrenos da Feira Popular e do Parque Mayer com
o grupo Bragaparques, e decidiu arquivar o processo.
Segundo o juiz do processo, os dados da Acusação não
são considerados "matéria criminal" mas somente do
foro administrativo.
Diário de Notícias
***
Com esta sábia sentença ficou a saber-se que lesar os interesses do Estado não é crime, mas apenas matéria do foro administrativo. Eu também quero ser julgado por este juíz, se for pronunciado, quando começar a falsificar a minha declaração de IRS.
Cada vez mais compreendo melhor a bondade da justiça portuguesa.
terça-feira, 4 de maio de 2010
E a segurança divina?...
ande por onde andar, o Papa Bento XVI não dará
um só passo em que não tenha milhares de olhos
a vigiá-lo. Milhares de armas, de todas as forças
de segurança do país e até das Forças Armadas,
estarão a prontas a proteger aquele que é
considerado um dos maiores símbolos mundiais da
paz.
O número total do efectivo policial envolvido é uma
incógnita. A PSP não revela quantas pessoas
vai ter destacadas na operação, o mesmo
acontecendo, por exemplo, com a PJ ou a Polícia
Marítima. A GNR, por sua vez, conta enviar 800
homens para Fátima, quando o Papa ali se deslocar
no dia 13. A julgar pelos meios operacionais
envolvidos pela PSP (a força policial mais
representada), admite-se que o total de pessoas
arregimentadas possa rondar as 8.000. “teremos
operacionais em número suficiente”, limitou-se
ontem a dizer o director nacional adjunto da PSP,
superintendente chefe Guedes da Silva.
PÚBLICO
***
Isto é uma visita de Estado ou uma acção de guerra? E quanto custará aos cofres do Estado?
Eu até concordo que o Papa seja considerado o maior símbolo da paz, tal como a notícia refere, uma vez que ele até se recusou fazer a guerra à pedofilia dos padres.
Espero que os pais poupem as crianças a todo este espectáculo!
Rosinha - Ele Enterra Bem
***
Oh, Rosinha! Nós não precisamos de mais coveiros! Já chegam os que já cá temos!

O líder parlamentar do PS (Francisco Assis)
reconheceu hoje que “faria sentido” a União
Europeia (UE) avançar com processos judiciais
contra as agências de notação financeira (rating),
à semelhança do que está a suceder em alguns
estados norte-
americanos.
... “É evidente que a nível europeu há aqui um
caminho a prosseguir. Um deles passará por nós,
socialistas do espaço europeu, que temos defendido
isso, passando até pela criação de uma agência de
notação europeia”, sublinhou o líder parlamentar do
PS, defendendo que deveria ser a própria UE “a
promover a criação dessa agência”.
PÚBLICO
***
O deputado Francisco Assis entrou em delírio. Comporta-se como aqueles fanáticos do futebol que culpam sempre o árbito quando a sua equipa perde, pretendendo depois que o jogo seja ganho na secretaria. Ele pretende que a UE promova a criação de uma agência de rating. É evidente que a espúria ideia apenas se destina a distrair a atenção da opinião pública portuguesa, na linha da campanha que tem por objectivo transformar as agências de rating no bode expiatório das graves dificuldades por que passa o país.
Uma agência de rating é uma empresa de direito privado que se dedica a avaliar as finanças de Estados, de bancos e de empresas. Para poder sobreviver, o seu trabalho tem de ser considerado credível pelos bancos que emprestam o dinheiro. Mesmo que fosse possível, a criação de uma agência de rating, promovida pela UE, ela iria levantar muitos reservas àqueles bancos, que certamente não a considerariam independente e isenta. Os mercados não vão comover-se com esta encenação patética.
Percebe-se a intenção do governo e do deputado Francisco Assis. É preciso criar um clima psicológico para anestesiar os portugueses, quando, brevemente, forem tomadas novas medidas, ainda mais gravosas, para tentar equilibrar as finanças.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Teixeira dos Santos: Portugal vai emprestar 2064 milhões de euros à Grécia
Portugal irá emprestar à Grécia 2064 milhõesde euros de um total de 80 mil milhões do
pacote de apoio que os países da Zona Euro
aprovaram hoje (ontem) em Bruxelas, anunciou o
ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos
Santos.
PÚBLICO
***
Afnal, não somos assim tão pobres!
Agora, só falta saber qual é o imposto que o governo vai aumentar...
domingo, 2 de maio de 2010
Notas do meu rodapé: Rebentou a guerra de Portugal contra os especuladores internacionais!..

Os clarins e os tambores de guerra já se ouvem por toda a parte. Portugal está a ser atacado por perigosos bandos de especuladores internacionais, apostados em esbulhar as riquezas do país. Governantes, comentadores encartados e escrevinhadores avulsos dos blogues alinhados desataram numa gritaria medonha e histriónica, a convocar as tropas para defender a Pátria em perigo. Até Manuel Alegre já está compor um poema, a invocar os Afonsos, os Albuquerques, os Gamas e até aquele seu antepassado do tempo da heróica Guerra Civil do século XIX. A caricata situação lembra-me outros episódios passados, requentados por um patriotismo serôdio, como foi aquele de lançar a ideia de uma subscrição pública para comprar um porta-aviões, quando do assalto ao paquete de Santa Maria, e que não passou de mais uma bravata, a denunciar a nossa impotência.
A imagem serve para ilustar o ridículo da grande campanha de intoxicação que está a ser montada pelo poder político para desviar a atenção dos portugueses daquilo que é essencial para compreender a grave situação económica e financeira do país.
Através do discurso político, começou a difundir-se a falsa ideia de que os especuladores eram pessoas marginais ao sistema, que, tal como uma quadrilha de salteadores, se organizavam para, através de maquievélicos planos, ganharem dinheiro à custa da fragilidade das moedas e das economias de países em dificuldades, e deixando no ar, subliminarmente, que a especulação financeira é uma prática a todos os títulos condenável. É fácil, através desta asserção tendencialmente aforística, despertar na opinião pública um sentimento primário de repulsa e de revolta. No entanto, as coisas não são bem assim:
Em primeiro lugar, porque nos negócios, quer sejam os das famílias, os das empresas ou os dos Estados, ninguém dá nada a ninguém, e quem empresta dinheiro quer ter a garantia de que o pagamento irá ser efectuado nos prazos estipulados.
Em segundo lugar, os tais especuladores não são aquelas aquelas sinistras pessoas singulares, para que remete a descrição estereotipada, mas sim os grandes bancos grossistas, sediados na City londrina e na Wall Street de Nova Iorque, pertencentes à fina aristocracia financeira e liderados por gestores de elite, e que suscitam a reverência e o fascínio dos políticos alinhados com o neo-liberalismo reinante, incluindo os políticos dos partidos do arco governamental (PS, PSD e CDS).
Em terceiro lugar, é imperioso reconhecer que a especulação não é exclusiva deste segmento de actividade, antes se estendendo ao funcionamente de todo o mundo financeiro do feroz capitalismo neo-liberal. Genericamente, até poder-se-ia afirmar que a especulação financeira é o motor do sistema, pois foi através da sua sofisticada prática que uma minoria procedeu rápidamente a uma escandalosa apropriação de riqueza dos países, nos últimos quarenta anos. Não se compreende, pois, que aqueles políticos e governantes, que agora verberam contra os tais imaginários especuladores marginais, tenham colaborado dedicadamente com o sistema, promovendo políticas a favor do capital financeiro, dos grandes grupos económicos e das multinacionais. Não se pode dizer bem do sistema quando convém, e só falar da especulação quando os bancos grossistas sobem os juros para cobrir o risco de incumprimeto de alguns países, risco que é real.
Uma outra manobra corre paralela com a anterior, e que consiste em atribuir as culpas às agências de rating (notação financeira), fazendo passar a ideia de que as suas análises são caprichosas e mal intencionadas, favorecendo os especuladores mafiosos. É necessário também desmontar e relativizar este conceito, que os políticos difundiram para tentar esconder as suas enormes responsabilidades no descalabro das finanças públicas e da economia, e, ao mesmo tempo, explicar o seu funcionamento. Antes disso, convém dizer que a contratualização das agências de notação financeira é da responsabilidade dos governos, que têm de lhes pagar os respectivos serviços, e não dos bancos grossistas, que emprestam o dinheiro aos Estados. Os governos podem inclusivamente solicitar que as informações não sejam tornadas públicas, recurso que nenhum governo, carente de créditos do exterior, desencadeia, pois arriscar-se-ia a não encontrar nenhum banco grossista disponível. Estes bancos necessitam, numa lógica de especialização do trabalho, de uma estrutura que, de um modo independente, avalie o risco dos empréstimos. Estas agências funcionam, nesta mediação entre os bancos e os Estados, como as empresas de certificação da Qualidade funcionam na mediação entre as empresas e os consumidores, em relação ao bom estado dos produtos e à eficiência da empresas que prestam serviços. E as agências de rating nem sequer se preocupam muito com os défices orçamentais dos Estados. O que lhes interessa saber é se as economias desses Estados têm potencial suficiente para, no futuro, assumirem o compromisso da dívida, que vão contrair. É o que faz qualquer banco a retalho, perante um cliente que solicite um empréstimo, procedendo imediatamente ao cálculo da respectiva taxa de esforço.
Poderá haver em todo este complexo processo do funcionamento das agências de rating, desvios à sua independência, mas, se eles forem muito evidentes, a agência que se deixar tentar pelo favorecimento dos bancos ou dos governos acabará por cavar a sua própria sepultura, por descrédito. Olhando para as finanças públicas da Grécia, de Portugal e de Espanha é evidente que as suas dívidas são anormalmente elevadas e que o esforço para corrigir os seus défices orçamentais obriga os analistas a avaliar se as suas economias, já debilitadas, estão em condições de gerar receitas para pagar as futuras dívidas. E se as agências de rating não questionam a França e outros países, que têm dívidas soberanas elevadas e défices orçamentais desequilibrados, é porque as suas economias têm potencial suficiente para garantir que as dívidas a contrair estão bem ancoradas.
Se na actual situação, existe especulação em relação a Portugal, é porque os sucessivos governos, incompetentes e néscios, se puseram a jeito, não sabendo gerir a dívida externa, deixando-a subir, como se o dinheiro caísse do céu, e não sabendo promover a poupança das empresas e dos cidadãos, assunto que abordaremos proximamente.
O actual governo, ao reeditar a tese da cabala, em relação à subida dos juros da dívida pública, pretende fugir às suas responsabilidades e, ao mesmo tempo, enganar os portugueses, para que os sacrifícios, que estão a ser pedidos à sacrificada classe média e, principalmente, aos trabalhadores assalariados e aos reformados, sejam assumidos sem resistência e em nome do bem da Pátria ameaçada.
CGTP-IN marca manifestação nacional para 29 de Maio
O secretário-geral da CGTP-IN anunciou hoje
a realização de uma grande manifestação
nacional no dia 29 de Maio em Lisboa, na sua
intervenção no final das comemorações do 1º de
Maio.
No longo discurso que fez, Carvalho da Silva também
fez duras criticas ao PEC, dizendo que ele representa
apenas "uma política cega de consolidação
orçamental" que impõe mais sacrifícios aos
trabalhadores mas "não garante que daqui a 4 ou 5
anos a divida seja ainda maior". "O défice é resultado
dos milhares de milhões de euros que foram rapinados
do Orçamento do Estado para tapar buracos do
sector financeiro, que aconteceram por má gestão",
acusou.
PÚBLICO
***
Esta grande jornada do 1º de Maio foi um excelente teste para as lutas dos trabalhadores que se avizinham, em resposta à ameaça que se perfila no horizonte, perante a conjugação de interesses do governo do Partido Socialista, dos partidos de direita, do grande patronato e do capital financeiro. O discurso de Carvalho da Silva foi vibrante, contundente e objectivo. Identificou com clareza os verdadeiros inimigos dos trabalhadores e as suas maquinações perversas para os fazer pagar a crise que eles próprios provocaram e da qual, agora, querem tirar benefícios.
Não foi por acaso que o governo anunciou as medidas restritivas contra os desempregados, dois dias antes do Dia o Trabalhador. O seu objectivo consistiu em avaliar a força da manifestação perante uma medida impopular que vai atingir em cheio aqueles trabalhadores que, por se encontrarem no desemprego e, para a sua grande maioria, sem qualquer perspectiva de encontrar trabalho, constituem o sector mais vulnerável e mais fragilizado da sociedade portuguesa.
A resposta foi conclusiva. Além da grande adesão verificada, a CGTP ganhou mais força para fazer tremer o poder político e o poder económico nas próximas jornadas de luta.
sábado, 1 de maio de 2010
Manuel Alegre quer ser o Américo Tomaz de Sócrates!...

Alegre contra interferência de Cavaco nas opções do Governo
O candidato presidencial Manuel Alegre considerou
hoje incorrecto que perante o ataque especulativo
contra Portugal Cavaco Silva faça afirmações que
possam ser interpretadas como interferência nas
opções do Executivo e como uma oposição ao
investimento público.
PÚBLICO
***
Depois de se afirmar nas últimas eleições presidenciais como o candidato da rebeldia e do confronto, Manuel Alegre, nesta sua segunda candidatura, e na humilhante condição de mendigo, começa a suplicar insistentemente pelo apoio de José Sócrates. Ao estilo da grandiloquência dos discursos do passado e ao apelo constante dos valores da República, sucede agora a colagem ao recurso das cabalísticas teses conspirativas, na nova expressão de um outro inimigo, desta vez externo - as agências de rating.
Sócrates vai esticar a corda até o ver de joelhos, submisso e discreto, para que toda a gente perceba quem é que realmente manda .
É penoso ver um grande poeta nesta posição inconfortável.
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