quarta-feira, 19 de maio de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
O povo... imbecilizado
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"O povo saiu à rua para festejar a vitória do Benfica e eu, apesar de ser do FC Porto, não achei mal. As pessoas têm o direito de ficar alegres.
O povo saiu à rua para ver o Papa e eu, apesar de ser agnóstica, não acho mal. As pessoas têm direito à sua fé.
O povo vai à Covilhã espreitar a selecção e eu, apesar de não ligar nenhuma, não acho mal. As pessoas têm direito ao patriotismo.
O governo escolhido pelo povo impõe medidas de austeridade umas atrás das outras, aumentando os impostos e não abdicando dos mega investimentos. O povo não reage. Não sai à rua. Reclama à boca pequena e cria grupos zangados no Facebook.
É triste que este povo, que descobriu meio mundo, não imprima à reivindicação dos seus direitos a mesma força que imprime à manifestação das suas paixões."
Do "Bag girls go everywhere"
Sugestão do meu amigo Jorge M. M. Ribeiro
Notas do meu rodapé: A especulação boa e a especulação má...
A União Europeia (UE) anunciou ontem
que quer impor uma "transparência total"
no mercado dos produtos financeiros
altamente especulativos que são geralmente
acusados de terem agravado a crise da dívida
grega.
PÚBLICO
PÚBLICO
***
A União Europeia quer agora apagar algumas das fogueiras que ateou e que ameaçam, a breve trecho, incendiar a casa toda. Ao implementar, na década de noventa, as políticas económicas e financeiras, derivadas do Consenso de Washington, o instrumento teórico que acabou por abrir as portas à aplicação das doutrinas neoliberais, que preconizavam a desregulamentação dos mercados de capitais, as privatizações e a total liberalização da economia, os dirigentes europeus, incluindo os portugueses, que, na altura, se pavoneavam petulantemente pelos salões e pelas televisões, repetindo até à exaustão aquela célebre frase "menos Estado, melhor Estado", não se aperceberam que a castanha iria rebentar-lhes na boca. Permitiram que a especulação financeira, quer a mais visível quer a mais opaca, se constituísse no motor do sistema, que através de um jogo complexo de intervenções veio favorecer a obscena acumulação de lucros pelo capital financeiro e pelas multinacionais. A partir daí, os governos europeus atrelaram-se ao poder económico. Em Portugal, os subservientes governos de Guterres, Durão Barroso, Santana Lopes e, agora, o de José Sócrates passaram ao estatuto de agências camufladas do capitalismo financeiro indígena, que esconde a sua riqueza nas SGPS, onde o Estado não vai cobrar impostos sobre as mais-valias.
Querer disciplinar, ou mesmo acabar, com os chamados Credit Default Swaps" (CDS), como pretende Michel Barnier, o comissário europeu responsável pelos serviços financeiros, apenas porque são estes produtos financeiros que estão a valorizar com as reconhecidas debilidades da economia europeia, que se reflectem nos orçamentos e nas dívidas soberanas, é como pedir ao árbitro de uma partida de futebol que marque faltas apenas à equipa adversária.
Senhor comissário, e o dinheiro, fruto da riqueza produzida em cada país, que se abriga nos off shores, para daí fazer caminho em veículos ( de quatro rodas?) na especulação bolsista? Não está esse dinheiro (a sua falta) a prejudicar, devido à fuga de impostos, os orçamentos dos Estados e a diminuir a liquidez de cada país?
Nunca a alheira de Mirandela foi tão badalada!...
Correio da Manhã
Bruna Real na Playboy
Confesso aqui a minha tristeza por não ter tido nos meus tempos de liceu uma Bruna Real como professora. O melhor que me calhou, nesses tempos, foi uma jovem professora de Física que, nas aulas práticas, e beneficiando-se de uma maior mobilidade de movimentos, que as aulas teóricas não proporcionavam, nos consentia distraidamente uns breves e cautelosos contactos físicos, assumidos como não intencionais, enquanto, encostados discretamente ao seu corpo, nos mostrávamos excitados com as maravilhas e os prodígios das leis da Física, que ela explicava com rara mestria. Fazíamos fila para ocupar os privilegiados lugares. Coisa muito pouca, comparada com a exuberância desta professora de música de Mirandela, agora nas bocas do mundo, e que já deveria estar farta de ensinar a tocar pífaro aos seus alunos.
Ao ser transferida, por castigo, para a um serviço da Câmara Municipal de Mirandela, julgo que os autarcas vão querer que ela lhes ensine a tocar um outro instrumento musical. E se tiver sorte, talvez algum partido ainda venha a colocá-la como cabeça de lista nas próximas eleições para as autarquias. Em Itália, esta prática já se encontra banalizada. Mulheres exuberantes e esculturais conseguem ser eleitas pelo partido de Silvio Berlusconi para a chefia dos municípios. Basta ter um palmo de cara, umas pernas elegantes, umas mamas excitantes e um ar sedutor. Não interessa nada se tiverem um cérebro de galinha.
Não sei qual o tamanho do cérebro de Bruna Real, nem se ela gosta da alheira, atributo indispensável por aquelas bandas para se ser eleito. O que vos afianço é que ela já tem garantido apoio incondicional dos seus alunos. Temos mulher, carago!
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Notas do meu rodapé: O governo já começa a perder os papéis!... A cabeça já a perdeu há muito tempo!...
De Maio a Novembro de 2009, o Governo foi
repetindo que a cobrança fiscal estava "em
linha com o previsto" quando a DGCI ia, mês
após mês, afirmando o contrário.
Ao longo de 2009, os dirigentes da Direcção-
Geral dos Impostos seguiram a cobrança fiscal.
Ao arrepio do discurso oficial traçado desde Maio
desse ano, que insistia estar a cobrança fiscal "em
linha com o previsto", a DGCI foi mensalmente
assinalando uma degradação assinalável e chegou
a estimar, a poucos dias das eleições legislativas de
Setembro, uma quebra de 12,2 por cento face a
2008, quando o Governo ainda afirmava esperar
uma queda de 9,1 por cento. Só em Novembro, o
Governo admitiu o falhanço da previsão. O défice
orçamental de 2009 acabaria por saltar para 9,3
por cento. O Ministério das Finanças não quis
comentar.
PÚBLICO
***
Em ano eleitoral, e com o receio de ser penalizado, o governo, deliberadamente, escondeu dos portugueses a situação catastrófica das finanças públicas até ao final do 3º trimestre de 2009, a acusarem ao longo dos meses, segundo as informações da DGI, uma expressiva quebra das receitas fiscais, quebra esta que acabou por agravar o défice orçamental. Se, perante este quadro alarmante, o governo tivesse tomado as medidas imprescindíveis ao nível da redução da despesa, a situação não se teria degradado até ao nível da insustentabilidade actual, nem o alerta vermelho do perigo do incumprimento da dívida soberana teria soado estridentemente nos mercados financeiros. O governo grego adulterou as contas públicas para esconder o défice e o governo português ocultou-o com o mesmo propósito.
Portugal começa agora a pagar o oportunismo eleitoralista de José Sócrates, que, mesmo agora, perante o quadro negro em que se encontra a economia, não abandona a ideia obsessiva de tentar vender um país que não existe. E o grande drama é que não encontra comprador.
Julgo que ele vai ser o último português a acreditar (a mentira propalada reiteradamente acaba sempre por ser assumida como verdade) que a economia portuguesa "vai no bom caminho". Deus o ouça!
O que Deus já conseguiu, indesmentivelmente, foi fazer desaparecer a nota do director geral dos impostos, de Janeiro de 2009, onde, preto no branco, constava o seu aviso, dado ao governo, sobre a impossibilidade de poder-se cumprir, nesse ano, o objectivo das receitas fiscais. Aquela nota, altamente comprometedora, levou sumiço e ninguém a consegue encontrar.
Como é que alguém pode acreditar num governo que perde os papéis?!
domingo, 16 de maio de 2010
Notas do meu rodapé: Quem empresta tem sempre mais força do quem deve...

Trichet diz que Europa está a viver a pior crise desde a Segunda Guerra
O presidente do Banco Central Europeu (BCE) negou
ontem, numa entrevista à revista alemã Der Spiegel,
que o euro esteja a ser alvo de ataques especulativos
nos mercados financeiros.
Jean-Claude Trichet, que diz que a Europa está a viver
a sua pior crise desde a Segunda Guerra Mundial, defende
medidas que assegurem que os Governo da eurolândia vão
manter as suas finanças públicas sob controlo.Para Trichet,
a responsabilidade pela agitação que conduziu o euro ao
mais baixo nível em ano e meio (1,2358 dólares) não pode
ser atribuída aos mercados onde se formam os câmbios.
Deve ser colocada nos governos que deixaram que os seus
défices crescessem em desvario. A crise actual “não tem
nada a ver com ataques especulativos. Tem a ver com as
finanças públicas e, portanto, com a estabilidade financeira
da zona euro. A responsabilidade dos europeus é tomar
medidas que contrariem as actuais tensões nos mercados”,
defendeu o homem que comanda a política monetária no
espaço da moeda única.
PÚBLICO
***
Num apontamento anterior, de 2 de Maio último (ver hiperligação), e num outro que já não consigo encontrar, desmomtei a forma capciosa como políticos e comentadores alinhados procuravam esconder as suas responsabilidades próprias, inventando um inimigo externo (os especuladore) para a actual crise da dívida pública, que era necessário combater. Ressalvando o facto de que todo o sistema financeiro se alimenta da especulação, através das bolsas, subindo e baixando as cotações para distorcer os preços dos valores mobiliários, não se pode esquecer, contudo, que os mercados, ou melhor, os seus operadores orientam-se por critérios de racionalidade económica, tal como as famílias, quando efectuam uma grande transacção, um automóvel ou uma casa, por exemplo. Nestes casos, a irracionalidade das decisões paga-se muito cara.
O problema da Europa, principalmente o problema dos países do sul, passa pela fragilidade económica, que começa a ser evidente, perante o domínio da economia dos Estados Unidos e a dos países emergentes. Se a economia europeia se apresentasse pujante, as receitas fiscais serviriam para cobrir a despesa dos estados, sempre a crescer, e o recurso à dívida externa seria reduzido, evitando assim uma grande exposição ao exterior.
Quem empresta dinheiro tem sempre mais força do que quem o deve. E é na relação desse binómio que tem de ser analisada a subida das taxas de juros das dívidas soberanas. Portugal, Grécia, Espanha e, brevemente, a Irlanda e a Itália encontram-se nas mãos dos seus credores. E não são os credores os culpados! A culpa pertence por inteiro aos políticos que irresponsavelmente pensaram que a União Europeia era uma vaca com muitas tetas. Tal como uma família, um país não pode gastar mais do que aquilo que produz, e o recurso ao endividamento só se justifica para investir em projectos que, inquestionavelmente, façam crescer a economia. Ora, o que está a acontecer naqueles países citados, é que já se está a pedir dinheiro para pagar dívidas anteriores, o que só se justifica em situações extremas e excepcionais.
sábado, 15 de maio de 2010
Notas do meu rodapé: Falta o ajuste de contas...

António José Seguro marca terreno no Partido Socialista
A unidade em tempos de crise. Foi assim a Comissão
Política do PS em que José Sócrates ouviu críticas ao
plano de austeridade negociado com o PSD de Pedro
Passos Coelho e um potencial candidato à sucessão,
António José Seguro, dizer que está solidário, neste
"momento de crise", e que este não é ainda o
tempo de fazer avaliações de cinco anos de governo.
PÚBLICO
***
Se não é agora, após uma governação desastrada de cinco anos, que o governo tem de prestar contas aos portugueses pelos desmandos cometidos em relação ao endividamento do país, quando será? Quando o país se afundar definitavamente?!
José Sócrates e Teixeira dos Santos têm de explicar aos portugueses a razão por que não travaram o endivadamento do Estado no exterior, transformando-o, como agora todos podemos verificar, numa presa fácil do capital financeiro internacional. Terá, por exemplo, de explicar esta coisa, que parece comezinha, mas que é importante, da razão por que desvalorizou as remunerações dos certificados de aforro, desencorajando a poupança nacional e reduzindo-a aos piores níveis de sempre. Esta importante fatia de empréstimos ao Estado, através dos certificados de aforro, por pequena que fosse, diminuiria parcialmente a dependência em relação ao exterior. É certo que a medida foi activada para que os portugueses transferissem aquelas poupanças para os bancos privados, que, por sua vez, o investiram nos casinos das bolsas, arrecadando os respectivos lucros.
Mas o pecado capital de José Sócrates e de Teixeira dos Santos, que, quanto a mim, já não têm qualquer credibilidade para ocuparem os seus cargos públicos, reside na irresponsabilidade do seu comportamento no ano de 2009, quando a crise mundial estava no auge. Insistentemente, estes dois políticos vinham a público dizer que a crise não atingiu Portugal, que a crise já tinha batido no fundo, que já se via a luz ao fim do túnel, e mais outros dislates, sustentados por uma argumentação falaciosa e demagógica. Em anos de eleições, o objectivo era assegurar a manutenção do poder, a todo o custo, mesmo que se tivesse de recorrer à trapaça e à mentira. Daí, o terem escondido os resultados catastróficos das finanças públicas do terceiro trimestre do último ano, o que vem acrescentar, à sua comum irresponsabilidade, a sua enorme desonestidade política. Se as medidas correctoras do défice tivessem sido assumidas nessa altura, talvez a situação, embora continuasse grave, não tivesse assumido estas proporções alarmantes. Talvez os mercados internacionais resolvessem prolongar no tempo as suas dúvidas e incertezas em relação ao estado das finanças públicas e da economia.
Por sua vez, José Sócrates gastou a maior parte do seu tempo útil a defender-se das graves acusações que sobre ele pendiam, e que o fragilizaram, o que lhe desviou a atenção dos complexos assuntos da governação. E os resultados estão à vista. Portugal vai perder tudo o que ganhou nestes últimos trita anos (as auto-estradas, essas ficam), e a breve trecho vai ser despedido da Europa, ficando desempregado e sem direito ao subsídio de desemprego, o que será uma tragédia.
Gaia: Mar e rio (Andrea Bocelli e Dulce Pontes)
Vídeo enviado pelo João Fráguas, seguidor deste blogue
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Notas do meu rodapé: A crise que aí vem!...
O primeiro-ministro José Sócrates, ao anunciar ontem, aliás com evidente nervosismo, as duras medidas aprovadas no Conselho de Ministros, não explicou a razão que levou o governo a antecipar para 2010 os objectivos estabelecidos no PEC para 2011, mudança esta que vai obrigar as empresas, e com evidentes prejuízos, a terem de rever mais uma vez os seus planos operacionais e de gestão, já que muitos dos seus projectos terão de ser anulados ou, pelo menos, reconvertidos. O governo mudou as regras do jogo a meio do campeonato, o que revela uma grande irresponsabilidade. É certo que a nenhum dos jornalistas presentes na conferência de imprensa ocorreu fazer a embaraçosa pergunta, já que o primeiro-ministro, contrariando a condição prévia inicialmente colocada de apenas permitir duas perguntas às televisões presentes, acabou por disponibilizar-se para os restantes órgãos de comunicação social.O primeiro-ministro não explicou, o que é lamentável, mas toda a gente percebeu as razões que motivaram esta urgência toda. Por pressão de Angela Merk, que não pretende sacrificar o seu futuro político nas próximas eleições parlamentares (ela já perdeu as importantes eleições na Renânia Vestefália, devido à questão grega), os dirigentes europeus resolveram acalmar os mercados, obrigando, possilvemente sob a chantagem da expulsão da zona euro, os países mais problemáticos, onde se inclui Portugal . Ela sabe que, se a Alemanha tiver de desembolsar um euro que seja, através do fundo de 750 biliões de euros, criado há dias pela União Europeia, e que constitui apenas uma garantia para os empréstimos a contrair pelos estados membros, a sua reeleição, que se encontrava bem encaminhada, ficará irremediavelmente comprometida. A opinião pública alemã é convictamente contrária a qualquer ajuda financeira aos países da zona euro em dificuldades.
E para cumprir essa exigência, o governo português escolheu o modelo de intervenção clássico que lhe assegurasse uma maior rapidez e lhe reduzisse o grau de incerteza na obtenção dos resultados desejados, accionando um plano de aumento da receita, através dos impostos, e ignorando o corte das despesas do Estado.
Para a maioria dos economistas, este plano é irracional, pois não irá resolver o problema. A redução do défice vai conseguir-se à força (apenas é necessário controlar os danos colaterais do descontentamento, nem que seja à bastonada, se ele descambar em violência), mas, além dos efeitos perversos sobre a população (carestia de vida, mais desemprego, crescimento da pobreza em segmentos da classe média), salta à vista que a economia poderá ficar estrangulada, ao ponto de não conseguir gerar receitas suficientes para pagar as dívidas. Poder-se-à chegar a 2013 e verificar-se que Portugal se encontra num beco sem saída.
Em relação à dívida, estas medidas apresentam o mérito de reduzir momentâneamente a pressão dos mercados internacionais e facilitar a Portugal a obtenção de empréstimos de curto prazo, a juros razoáveis. No entanto, a dívida de longo prazo vai continuar a estar sob pressão, já que os bancos internacionais e os operadores já perceberam que o problema de Portugal reside na crónica falta de competitividade da sua economia. E, em relação a isto, o governo nada nos diz!
Bem pelo contrário. Em verdadeiro contra-ciclo, o governo insiste na realização das megalómanas obras públicas, que de imediato apenas servem para elevar o ego do primeiro-ministro, que gostará de ver a sua assinatura no cimento, e para salvaguardar os interesses das construtoras, das cimenteiras e, principalmente, da Lusoponte, que, através do monopólio da exploração das travessias sobre o Tejo, vê valorizar os seus activos, quer com o TGV, quer com o novo aeroporto. Nem o argumento da criação de novos empregos é convicente, já que eles, tal como aconteceu com os estádios de futebol, no Euro de 2004, são efémeros e recrutam essencialmente trabalhadores emigrantes. Se estas grandes obras avançarem, é o futuro que fica comprometido, pois poderá não haver dinheiro para as pagar. É por isso que eu não vou comprar um Mercedes!
http://economia.publico.pt/Noticia/economistas-pedem-reducao-mais-forte-da-despesa-do-estado_1437086
http://economia.publico.pt/Noticia/economistas-pedem-reducao-mais-forte-da-despesa-do-estado_1437086
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