sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

A verdade de Jerónimo de Sousa no XX Congresso do PCP


APONTAMENTO SOBRE 
O XX CONGRESSO DO PCP

Esta opção, sublinhou o secretário-geral do PCP, no seu discurso de abertura do XX Congresso do partido, passa por "enfrentar o problema da dívida, preparar o país para se libertar do euro, rejeitar as imposições do tratado orçamental e de outros instrumentos, assegurar o controlo público sobre a banca e o setor financeiro".
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Socorrendo-nos da célebre frase de Émile-Auguste Chartier, e adaptando-a à situação, poderemos dizer que Jerónimo de Sousa identificou a mãe de todos os vícios – a colossal dívida do Estado à troika e aos privados – mas também a mãe de todas as virtudes – a saída de Portugal do euro, a ruptura com o Tratado Orçamental e o controlo público sobre banca e o sector financeiro.
Por mais piruetas que os paladinos do europeísmo façam, por mais cantigas de embalar, que entoem, por mais vantagens que apresentem, em relação à construção europeia (cheia de entorses) a realidade acabará, tragicamente, por se impor, se não aparecer um outro Alexandre que, com a sua espada, decepe o nó górdio de Portugal.
Com uma crise demográfica, que vai agravar-se no futuro, e sem investimento público e privado (quem é que quer apostar num país falido - uma falência já instalada, tal como afirmou recentemente Thomas Mayer, ex-economista-chefe do Deutsche Bank), Portugal não conseguirá crescer sustentadamente, nem gerar excedentes para satisfazer compromissos financeiros, o que vai obrigar a alienar a privados o Estado Social (saúde, educação e segurança social), uma opção que, segundo consta, já estará a ser planeada secretamente, com o beneplácito da Alemanha e da Comissão Europeia, e que envolve muitos lobies instalados.
Alexandre de Castro