sexta-feira, 22 de maio de 2015

Notas do meu rodapé: E se a Rússia e a China viessem em socorro da Grécia?...


E se a Rússia e a China viessem em socorro da Grécia? ...

Eu ainda acredito que o governo da Grécia possa ter na manga uma alternativa segura e secreta, em relação à sua saída, mais que provável, da esfera da zona euro. Possivelmente, os dirigentes gregos apenas estarão à espera de um forte pretexto para, na eventualidade de um fracasso das atuais negociações, justificarem, perante o mundo e perante o povo grego, o endosso do ónus da culpa sobre os dirigentes europeus.
Essa alternativa poderá estar a ser negociada secretamente com a Rússia e a China, países que poderão vir a obter generosas concessões na exploração das jazidas de gás e de  petróleo do mar Jónico e do mar Egeu, em troca de contrapartidas financeiras ajustadas, que garantiriam a independência da Grécia em relação ao FMI e aos mercados financeiros da Europa e dos EUA. E os Países Ocidentais não poderão, posteriormente, vir a condenar este negócio, já que, aparentemente, se desinteressaram da Grécia e do sofrimento do seu povo.
Com a saída da zona euro, a Grécia teria de abandonar a UE, e, a seguir, por sua iniciativa soberana, sairia da Nato, ficando assim aberto o caminho para outras alianças estratégicas com aqueles dois países, de elevado peso no xadrez internacional. Para a Rússia e para a China seria como espetar uma lança, não em África, mas de na própria Europa.
Quebrava-se assim um dos presumíveis pilares da desmedida ambição da Alemanha, que gostaria de assenhorear-se da gestão daqueles águas, através das instâncias europeias, que já manifestaram o seu interesse em centralizar a gestão dos mares que circundam um Europa.
A confirmar-se este cenário (meramente hipotético) estaríamos na presença de um golpe de mestre, em que uma arrogante Europa sairia derrotada e humilhada. Sobraria ainda, para saciar os vorazes apetites imperialistas da Alemanha, a extensa Zona Económica Exclusiva (ZEE) de Portugal, uma das maiores do mundo, isto no caso de os portugueses continuarem estupidamente a acreditar na bondade das intenções da Alemanha e na dos demais dirigentes europeus a seu mando, assim como na dos seus governantes dos partidos do Arco da Traição, que estão a fazer tudo, com as suas políticas subservientes, para que o povo português, sobrecarregado por uma dívida que lhe foi draconiamente imposta, caia na indigente miséria e se coloque de joelhos para receber umas migalhas do valor dos anéis que terá de vender.
AC

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