segunda-feira, 25 de maio de 2015

A trapalhada do Acordo Ortográfico


Aceitei o novo Acordo Ortográfico (embora com algum desconforto em relação a algumas mudanças na grafia de algumas palavras), porque compreendi a importância política e económica, no contexto mundial, em usar uma única grafia da Língua Portuguesa no importante universo da lusofonia. 
Hoje, verifico que os mais importantes países lusófonos, talvez por um recalcamento de um antigo complexo de inferioridade, em relação ao colonizador, não estão interessados em aderir ao grandioso projeto, que beneficiaria todos os países da lusófonos.
E, perante isto, entendo que Portugal não deveria avançar para a institucionalização da nova grafia sem que, pelo menos, o Brasil procedesse à sua devida ratificação.
É que, se não for assim, eu poderei mudar de campo e tornar-me mais um rebelde contra o novo Acordo Ortográfico.

4 comentários:

RH disse...

Está mal informado em relação ao assunto. O Brasil ratificou o acordo e irá, pretensamente, aplicá-lo em pleno no dia 1 de Janeiro de 2016. Angola e Moçambique é que continuam sem ratificar o acordo, embora os restantantes países (com excepção do Brasil e de Cabo Verde) não o apliquem na prática.
Seja como for, há mil e uma razões para se ser contra o AO (inclusivamente do outro lado do Atlântico), pelo que não apoiar nem aplicar o acordo é a atitude cientifica e filosoficamente sensata. Deite-o no lixo.

Alexandre de Castro disse...

RH: Obrigado pela seu comentário. No entanto,o Expresso, um jornal geralmente bem informado, contraria a sua informação, afirmando que o Brasil está em vias de fazer a aludida ratificação, "criando ainda uma nova grafia" [?!].

RH disse...

A notícia do Expresso é que está uma grande confusão. O que existe actualmente é uma comissão no senado brasileiro que está a analisar possíveis alterações ao acordo: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=772217.
O Brasil ratificou o acordo em 2002: http://noticias.uol.com.br/lusa/ultnot/2002/07/12/ult611u12542.jhtm. Ratificou também o segundo protocolo modificativo em 2004.

Alexandre de Castro disse...

RH: Mais uma vez obrigado pela sua atenção e pelo seu oportuno esclarecimento. Por vezes, os jornais, involuntariamente, transmitem notícias erradas. Eu, que sou jornalista, sei que é assim. A urgência de escrever a notícia, para não perder a oportunidade de sair no dia seguinte, leva o jornalista a não consultar as fontes idóneas.
Um abraço