Aceitei o novo Acordo Ortográfico (embora com
algum desconforto em relação a algumas mudanças na grafia de algumas palavras),
porque compreendi a importância política e económica, no contexto mundial, em
usar uma única grafia da Língua Portuguesa no importante universo da lusofonia.
Hoje, verifico que os mais importantes países
lusófonos, talvez por um recalcamento de um antigo complexo de inferioridade,
em relação ao colonizador, não estão interessados em aderir ao grandioso
projeto, que beneficiaria todos os países da lusófonos.
E, perante isto, entendo que Portugal não
deveria avançar para a institucionalização da nova grafia sem que, pelo menos,
o Brasil procedesse à sua devida ratificação.
É que, se não for assim, eu poderei mudar de
campo e tornar-me mais um rebelde contra o novo Acordo Ortográfico.
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