sábado, 3 de março de 2012

Notas do meu rodapé: O mal está no Euro...


Desde o 25 de Abril, os défices orçamentais foram sempre negativos.
O saldo orçamental apresentou o seu pico mais negativo em 1981, atingindo 12 por cento do PIB. O outro valor mais negativo ocorreu em 2010, representando 10 por cento do PIB.
A Dívida Pública, que em 1974 representava 14 por cento do PIB, começou também a crescer, plafonando entre os 50 e os 58 por cento do PIB, no período compreendido entre 1985 e 2000, e disparando exponencialmente na primeira década do atual século. Em 2010, o valor da Dívida Pública já era 102 por cento do PIB.
O agravamento do saldo orçamental e da Dívida Publica ocorre, numa correlação significativa, após a adesão ao Euro. Desprovido do poder cambial e do pode monetário sobre a moeda, o que impediu os governos de recorrer à desvalorização, a economia portuguesa perdeu competitividade externa.
A arquitetura do Euro foi desenhada para corresponder às necessidades das economias mais desenvolvidas do Eurogrupo, prejudicando as economias de menor valor acrescentado, como é a economia portuguesa. Eu costumo dizer que o euro é um casaco demasiado grande para o meu corpo.
Nota: Escrevi este pequeno texto, como comentário, para o blogue Ponte Europa. Uma vez que me pareceu muito objetivo e sintético, resolvi transportá-lo para aqui.

1 comentário:

Ricardo Amaral disse...

Está bem analisado mas podemos ainda ver a coisa de outro anglo,veja meu blog.