quinta-feira, 29 de março de 2012

Greve em Espanha: Sindicatos reclamam “adesão maciça” à greve em Espanha

Fotografia do PÚBLICO
As centrais sindicais Comisiones Obreras e UGT falam de uma “adesão maciça” durante a madrugada à greve geral de hoje, a oitava da democracia espanhola, que segundo os sindicatos fez parar a totalidade dos sectores industrias, como as fábricas de automóveis e metalúrgicas, a construção de infra-estruturas, a recolha de lixo e as minas, relatava a TVE no seu site. O Governo sublinhava a “tranquilidade” com que a greve se desenrolava e o cumprimento dos serviços mínimos.
Os transportes limitavam-se aos serviços mínimos (fixados em 30%), o que indicava uma adesão maciça na região de Madrid. Os 28 portos de “interesse geral” estavam completamente parados. Ainda não havia dados sobre o comércio, que só abriu às 10h locais (9h em Portugal). Os grandes armazéns tinham aberto no centro de Madrid e de Barcelona, mas tinham poucos clientes, segundo o diário El País, no seu sítio electrónico. Vários canais de televisão das regiões autónomas estavam sem sinal.
“Dos 10 milhões de assalariados que deveriam estar a trabalhar até agora, poderemos falar de 85% de adesão, descontando os serviços mínimos”, disse Antonio del Campo, da central sindical Comisiones Obreras, citado também por El País. A convocatória da greve não abrangia os trabalhadores independentes.
PÚBLICO
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A barbárie fascista, tanto em Portugal como em Espanha, esconde-se atrás do biombo de uma democracia de pantufas. A Besta hedionda ainda não foi extirpada.
Tal como em Portugal, a polícia espanhola utilizou desproporcionados métodos repressivos e intimidatórios contra os grevistas. Mas, nesta greve, que vai marcar um ponto de viragem, os trabalhadores espanhóis estão a demonstrar, com a sua coragem e determinação, que não são um rebanho de carneiros. Que sirvam de exemplo à carneirada geral.
http://economia.publico.pt/Noticia/sindicatos-reclamam-adesao-macica-a-greve-em-espanha-1539859

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