sábado, 31 de outubro de 2020
terça-feira, 27 de outubro de 2020
Louros, grandes, rosados, de pele branca
bebem o sol às rodelas
em esplanadas de relva
ou nas línguas de areia que o mar descobre ...
nas vísceras da miséria que os cerca
e lá no íntimo, muito dentro de si,
enquanto bebem o seu whisky ou o seu gin,
pensam secretamente:
Que bom não ter nascido aqui!...
sexta-feira, 23 de outubro de 2020
Avô João de Castro - Poeta e Dramaturgo
A minha querida mana, Maria Helena, junto ao busto do nosso avô paterno, João de Castro, poeta e dramaturgo, a quem a Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães homenageou, em reconhecimento da sua obra literária e do seu empenho na organização de importantes eventos culturais.
"Horas Vagas" é o título da sua multifacetada obra poética, muito influenciada, na sua estrutura e na sua temática, pela escola romântica.
A nível teatral, destaca-se a brilhante adaptação do romance, "Amor de Perdição", de Camilo Castelo Branco, que terá sido, no meu entender e no entender de alguns críticos literários, a sua obra prima, e que foi considerada a melhor adaptação teatral daquele romance camiliano.
Também para o teatro, adaptou o romance "As Pupilas do Senhor Reitor, de Júlio Dinis.
"Alma da Pátria" foi a sua inédita obra teatral, e que se concentra na Revolução de 1640.
Todas estas peças teatrais foram representadas em Linhares de Ansiães, sob a sua direcção, como encenador.
Curioso em conhecer a sua árvore genealógica, lançou-se no árduo trabalho de vasculhar arquivos municipais, livros dos baptismos, nas sacristias das igrejas paroquiais, e recolher informações sobre nascimentos, casamentos e óbitos nas conservatórias do registo civil, tendo assim conseguido seguir o ascendente ramo familiar paterno até ao pai do sacerdote, Padre Manuel da Nóbrega (século XVI), sacerdote, este, que se notabilizou no Brasil, então colónia portuguesa, através da sua acção evangelizadora dos povos indígenas.
Segundo informação do meu pai, o meu avô teria emprestado os apontamentos do seu trabalho de investigação a um seu conterrâneo, de apelido Rosinha, que nunca mais lhos devolveu.
quinta-feira, 22 de outubro de 2020
Poema de Fernando Pessoa
É fácil trocar as
palavras,
Difícil é interpretar os
silêncios!
É fácil caminhar lado a
lado,
Difícil é saber como se
encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao
coração!
domingo, 18 de outubro de 2020
Que se lembrou de mim…
Não digas nada que eu não saiba.
Porque a dor é sempre maior do que a ferida
E eu já não tenho tempo para nada…
E as noites são cada vez mais frias…
Falta-me o teu calor para aquecer as mãos
Falta-me a tua voz e o teu canto
Para aquecer os dias…
Não digas nada daquele dia
Em que te encontrei à porta do poema
E tu disseste que já me conhecias…
Não digas nada da tua poesia
Que eu bebia numa taça de prata
Para me embriagar na volúpia dos meus sonhos
Até à chegada das festivas madrugadas.
……………………………………………….
Não digas nada meu amor…
quinta-feira, 1 de outubro de 2020
A dança dos astros
A dança dos astros
que a matéria perseguiu o rasto da luz
que inspirou a “poeta”
as lágrimas de uma nuvem
criaram os mares e as águas
e o hálito quente da sua boca ardente
desenhou na Terra a primeira metáfora
com que inventou a Vida…
depois, muito depois, gozando as delícias da eternidade
e as da infinitude da palavra,
esperou pelo Homem para inventar o amor
… e os átomos continuaram a dançar…
Alexandre de Castro
Lisboa, Fevereiro de 2013
domingo, 27 de setembro de 2020
Memória da Guerra Civil
Memória da Guerra Civil
Percorro
esta Espanha profunda e ferida,
incendiada
pela
metralha...
Farta
de fomes de vidas,
esfarrapada
em
sangue e dor...
Mataram
a esperança renascida
no
grito solto às portas de Madrid,
pela
Pasionária ...
"No
passaron" ...
Viva
la Muerte... Viva
la Muerte...
Era
o grito ébrio do vendaval do terror
da
outra barricada,
arrancado
do fundo das entranhas...
Ao
som dos clarins,
eles
desfilavam em triunfo nas marchas marciais,
invocando
a barbárie
nas
vibrações dos sabres, de sangue ainda quente,
manchados.
Mataram
Garcia Lorca, em Granada ...
Mataram
a cultura...
E
nos curros da praça de Badajoz
ficaram
sós
no
silêncio da matança,
deambulando
na orgia
da
sua loucura e da sua demência !...
Alexandre
de Castro
Lisboa, Abril de 2000
terça-feira, 22 de setembro de 2020
Estou cansado…
Estou cansado…
Sinto o peso do chumbo
dentro de mim
e durmo embrulhado dentro da noite.
O Tempo foge-me pelos dedos
e queima-me a palma das mãos
e só agora descubro que ele existe
e que é tormento, dor,
uma ferida rasgada no coração,
uma fogueira que arde
e que nada nem ninguém pode apagar.
Já não sou o que era
e já não serei o que sou…
Alexandre de Castro
Lisboa, Setembro de 2020
domingo, 6 de setembro de 2020
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Poema bonito, mas de outra autora.
Leitor anónimo:
quinta-feira, 27 de agosto de 2020
A propósito da Festa do Avante
"Tudo vai bem, quando tudo corre bem. O pior será se o André Ventura infiltrar, no espaço do evento, uma vintena de contaminados (pagos), e, nos dias seguintes, emergir uma corrente de transmissão, entre pessoas, que estiveram na Festa do Avante. Aí, cai o Carmo e a Trindade.
Declaração de interesses: Sou simpatizante do PCP, desde antes do 25 de Abril, votei no PCP em todas as eleições realizadas e fui candidato do PCP, à presidência da Câmara Municipal de Ourém, nas penúltimas eleições autárquicas.
quarta-feira, 26 de agosto de 2020
segunda-feira, 24 de agosto de 2020
Poema aos ventos dos céus
Poema aos ventos dos céus
sábado, 15 de agosto de 2020
Dissertação para antecipar a velhice…
Dissertação para antecipar a velhice…
Tento sempre enganar a sombra
sábado, 1 de agosto de 2020
Nos destroços da demência e da memória…
quarta-feira, 29 de janeiro de 2020
quinta-feira, 21 de novembro de 2019
E se eu vos disser...
terça-feira, 11 de junho de 2019
terça-feira, 21 de maio de 2019
Dissertação sobre o Big Bang…
sexta-feira, 17 de maio de 2019
terça-feira, 30 de abril de 2019
segunda-feira, 22 de abril de 2019
quinta-feira, 18 de abril de 2019
Dissertação sobre a ode à liberdade…
sábado, 6 de abril de 2019
Brenda Fassie, a "Madona dos municípios"
Deixo aqui, a acompanhar o vídeo da malograda cantora, na sua interpretação de "Meneza", o texto e o belíssimo poema, que a "poeta" Maria Gomes lhe dedicou.
renascer da esperança. Brenda foi, também para mim, a luz da noite escura.
Ainda é.
















