Páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta Emprego. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Emprego. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Jovens devem “concentrar energias” em encontrar soluções e não em “lamentar-se”, diz secretário de Estado


O secretário de Estado do Empreendedorismo defendeu hoje a necessidade de alterar o paradigma segundo o qual cabe ao Estado criar emprego e pediu aos jovens que “concentrem energias” em encontrar soluções para o país e não em “lamentar-se”.
Temos que perceber que não cabe ao Estado criar emprego. Quem cria emprego são as empresas”, afirmou o secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, Carlos Oliveira, na conferência “Emprego jovem, perspectiva e horizonte”, que decorreu hoje no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), em Lisboa.
PÚBLICO
***&***
O secretário de Estado do Empreendedorismo é uma figura alienígena. Aterrou no Terreiro do Paço, vindo de um outro planeta. É evidente que são as empresas que criam empregos, mas compete ao Estado propiciar condições para fomentar o crescimento económico, que é aquilo que não está a ser feito. Ou melhor: está a ser feito o contrário, ao destruir-se o aparelho produtivo e de serviços, vocacionados para o mercado interno.
Julgo que este insignificante vendedor de ilusões, que, possivelmente, tirou um curso de empreendedorismo em 10 lições, através da revista Reader Digest, está prestes a atingir o princípio de Peter, e, se não lhe calam a boca, amanhã ainda vem dizer que cada português tem de ser patrão de si mesmo, pelo que deverá passar recibos verdes a si próprio. Brilhante!...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Notas do meu rodapé: Agora a culpa é da metodologia! Amanhã será da meteorologia!...


Sócrates diz que taxa é resultado da metodologia do INE
O secretário-geral do PS considerou hoje que o indicador de uma taxa de desemprego de 12,4 por cento em Portugal é resultado da nova metodologia do Instituto Nacional de Estatística (INE) e da crise internacional.
Diário de Notícias
***
Este homem até a matemática é capaz de enganar. É verdade que a alteração da metodologia no processamento do inquérito ao emprego mudou, deixando de ser presencial e passando a entrevista telefónica. Mas isso não altera a dura realidade que o país está a viver em relação ao desemprego, pois, mesmo considerando o modelo de processamento antigo, verifica-se que ele está a aumentar tendencialmente. Por outro lado, se o INE optou por ou novo modelo, é porque o anterior não era muito fiável. Caso contrário, não teria havido motivos que justificassem a alteração efectuada. Por isso, a taxa de desemprego calculada para o 1º Trimestre deste ano, 12,4%, é aquela que mais se aproxima da realidadede. E se à crise financeira e económica de 2008, pode ser imputada alguma responsabilidade, não podemos deixar de considerar a culpa deste governo, por inércia e desleixo, na evolução deste indicador sócio-económico.
Quando se chegou a 2005, ano em que o governo socialista conquistou a maioria absoluta, já se sabia que, desde o início da década, as exportações portuguesas não estavam a crescer o suficiente para manter a convergência da economia com a evolução das economias dos países da UE. Os tímidos crescimentos do PIB, inferiores à média da economia da UE, deviam-se ao maior peso do consumo público e privado. Nos seus dois primeiroa anos de governação, José Sócrates ocupou mais tempo a organizar as campanhas publicitárias para se defender das acusações de que era alvo, do que propriamente governar para resolver os assuntos do país. As grandes decisões, quase sempre envoltas em grandes polémicas, eram avulsas, e muitas delas eram incoerentes, pois obedeciam mais aos interesses privados instalados do que ao interesse público. O novo aeroporto, o TGV, o terminal de Alcântara e as parcerias público-privadas foram situações paradigmáticas desse conluio enttre o Estado e as grandes empresas. Quando a crise internacional chegou, estava tudo por fazer. As medidas assumidas para reanimar o sector exportador chegaram muito tarde, ao mesmo tempo que o consumo começou a sua fase de inversão, devido às medidas dos sucessivos PEC. A partir daqui, o desemprego começou a disparar. E vai, no futuro, continuar a crescer, devido à aplicação das medidas impostas pela trioka, que ainda irá agravar mais a situação.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Desempregados com "canudo" crescem mais do que com o básico


Jovens com menos de 35 anos, uma maioria de mulheres, na maior parte dos casos à espera de colocação há menos de um ano. Em Junho de 2010 havia cerca de 43 mil diplomados inscritos no centro de emprego - mais 15 por cento do que um ano antes. E é este o seu retrato. Continuam a ser uma pequena fatia do universo dos que não têm trabalho (oito por cento). Mas o número de desempregados com um curso superior aumentou. E a um ritmo maior do que o registado no desemprego em geral, que subiu 12 por cento, segundo um relatório do Ministério da Ciência e Ensino Superior divulgado esta semana.
O levantamento, que tem como título A procura do emprego dos diplomados com habilitação superior, é feito semestralmente, desde 2008. Baseia-se nas inscrições dos candidatos a emprego, registadas pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional, e na informação fornecida anualmente pelas instituições de ensino. Mostra apenas uma parte da realidade do desemprego, já que, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), cujos cálculos são feitos com outra metodologia (com base nos inquéritos às famílias), o universo é bem maior. No terceiro trimestre de 2010, do total de 609 mil desempregados, 11,2 por cento tinham concluído um curso superior: eram 68,5 mil, segundo o INE, mais 6,5 por cento do que no ano anterior.
PÚBLICO
***
Se existe um sector, em Portugal, onde se verifica que o mercado não tem plena capacidade de, automaticamente, se auto-regular, esse sector é o do ensino superior, que não consegue coordenar a sua oferta com as necessidades de médio prazo do mercado de trabalho e da economia. E ainda ninguém fez as contas aos prejuízos que isso provoca à economia nacional, pois trata-se de um desperdício, quando se gasta dinheiro (das famílias e/ou do Estado) com a formação de um diplomado e esse diplomado não encontra um emprego compatível com a sua formação superior e é obrigado a trabalhar numa actividade, em que essa formação não é necessária.
Os casos mais gritantes de desfasamento entre a oferta de cursos superiores e a oferta do mercado de trabalho, encontram-se ao nível dos cursos de Medicina e de Direito. Em Medicina, por força dos lobbies, existe pouca oferta da parte das respectivas faculdades e muita procura, não satisfeita, por parte do mercado. Em Direito, ocorre precisamente o contrário. Em cada esquina tropeçamos com um licenciado em Direito, enquanto o país se está a ressentir da falta de médicos de família, que constituem a espinha dorsal do Serviço Nacional de Saúde. E o Estado, que há bastantes anos se defronta com este magno problema, mostra-se incapaz de o resolver, abdicando escandalosamente da sua função reguladora. Com esta anarquia, perdem os alunos, perdem as famílias e perde a sociedade. As admissões às universidades e aos institutos politécnicos deveria obedecer a um planeamento nacional, da responsabilidade da tutela, que procuraria, através do numerus clausus, e em coordenação com os outros ministérios e com as associações empresariais, adaptar o número de vagas às necessidades a médio prazo da economia e não apenas em relação à capacidade de cada instituição de ensino superior.
http://www.publico.pt/Educação/desempregados-com-canudo-crescem-mais-do-que-com-o-basico_1480045

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Notas do meu rodapé: Portugal aposta nas receitas do capitalismo primitivo


Bruxelas explica por que razão Portugal ainda cresce: empregados estão a trabalhar mais para compensar subida do desemprego.
A crise foi mais branda em Portugal comparativamente
a muitos outros países europeus porque o esforço dos
trabalhadores foi maior, permitindo às empresas
aumentar a facturação e, assim, contribuir mais para
o crescimento da economia, conclui um estudo da
Comissão Europeia. Nos próximos anos, este
fenómeno de aumento da produtividade sem criação
de emprego deverá intensificar-se.
Diário de Notícias
***
Existem duas maneiras de aumentar a competitividade das empresas, através do factor trabalho: ou dimimuindo os salários reais, objectivo que este governo persegue em termos de médio e longo prazo, e/ou aumentando o ritmo de trabalho da população empregada, depois de eliminar postos de trabalho, para se obterem efeitos a curto prazo.
Como não podia deixar de ser, o governo socialista de José Sócrates está a aplicar os dois mecanismos.
A perversidade não podia ser maior. Criando um exército de desempregados, cria-se automaticamente no mercado de trabalho uma pressão negativa sobre os salários. Aumentando a precariedade, favorece-se o prolongamento da carga horária do trabalho, sem qualquer remuneração extraordinária.
O recente estudo da União Europeia, embora de uma forma benevolamente rebuscada, para ocultar a monstruosidade, vem revlar que as empresas portuguesas são aquelas que melhor estão a resistir à crise, porque se socorrem do instrumento do aumento da carga horária dos seus trabalhadores, sem contrapartidasao nível do pagamento de horas extraordinárias, violando-se assim descaradamente as leis laborais vigentes.
É evidente que não será com esta política que o país irá inverter o seu empobrecimento progrssivo. Pontualmente, poderá apresentar alguns resultados, como tem acontecido recentemente com o comportamento positivo das exportações, mas isso deve-se a causas meramente conjunturais, que o futuro encarregar-se-á de comprovar, e não, como ouvi hoje a afirmar, ao ministro das Finanças, no seu discurso no parlamento, a propósito da aprovação do Orçamento de Estado de 2011, à modernização e à capacidade de inovação das empresas. O que aconteceu é que as empresas já estão a aplicar a velha receita, que remonta aos primórdios da época da primeira industrialização (sec. XVIII), promovendo o aumento do ritmo de trabalho e da carga horária. Tenho notícias de que, por exemplo, no sector da restauração, alguns empregados chegam a trabalhar doze horas por dia. E é isso que a Comissão Europeia elogiou no seu relatório.

sábado, 3 de julho de 2010

José Sócrates: crescimento do desemprego vai continuar a abrandar



O primeiro-ministro, José Sócrates, manifestou-se
hoje confiante de que os próximos meses darão
sinais claros de uma tendência para o
abrandamento do crescimento do desemprego em
Portugal.
Dados hoje publicados pelo Eurostat indicam que
a taxa de desemprego continua a subir em Portugal,
tendo atingido 10,9 por cento em Maio, enquanto na
UE e na zona euro se manteve nos 9,6 e dez por cento,
respectivamente.
PÚBLICO
***
Este homem já começou a derrapar para a mais pura irracionalidade política. Desacredita-se cada vez mais, sempre que abre a boca para falar da crise. O Eurostat a dizer que o desemprego continua a aumentar e a criação de novos empregos a diminuir, e ele a tentar confundir-nos a razão, como se já não se tivesse percebido que a situação vai agravar-se progressivamente, uma vez que as previsões de crescimento económico são muito sombrias.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Incompetência e irresponsabilidade...


465 milhões de euros

foi quanto o Estado gastou
a mais no ano passado com
o desemprego do que
estava orçamentado. Os
1578,29 milhões inicialmente
previstos (uma subida de 3,6
por cento face a 2008) ficaram
muito aquém dos 2044,28
milhões gastos (mais 34 por
cento que em 2008).
PÚBLICO
.
O anterior governo do PS subavaliou o verdadeiro impacto da crise na economia portuguesa, o que leva a afirmar que José Sócrates e o seu ministro das Finanças acreditaram nas suas próprias mentiras e na sua demagogia eleiçoeira.
Cronicamente, todas as previsões optimistas do governo acabam por ser desmentidas pela realidade. Não acertam uma. A isto chama-se incompetência e irresponsabilidade.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Notas do meu rodapé: Os desempregados foram esquecidos...


“A recessão – se se confirmar
– não será uma boa notícia
para todos os que estão nas
margens da força laboral
(...) Há uma mensagem política.
Os orçamentos dos governos
estão sob stress, mas os cidadãos
estão à espera de que, se há
fundos para salvar os bancos,
então os governos podem
subsidiar benefícios para o
desemprego e para o emprego.
Se os governos podem ser credores
de último recurso, então gostaríamos
de os ver como empregadores de último
recurso. Falando claro, os governos
têm de entrar em acção tal como
Roosevelt fez na Grande Depressão”.
Anthony Atkinson, Professor da Universidade de Oxford


Na realidade, os países das democracias ocidentais, não seguiram os avisados conselhos de Anthony Atkinson. Optaram, tal como é próprio da sua natureza intrínseca, por socorrer os bancos falidos pela voragem especulativa da economia virtual, que o capital financeiro promoveu e estimulou nos últimos trinta anos. Depois de terem acumulado astronómicos lucros, em prejuízo da economia real, que é aquela que gera emprego e produz bens e serviços, indispensáveis às populações, os bancos foram salvos da falência com o dinheiro dos impostos de todos os cidadãos, avançando-se, para justificar o vergonhoso esbulho, com o falacioso argumento da imprescindibilidade de promover o reequilíbrio da sua liquidez, a fim de garantir a segurança dos depósitos do cidadão comum. Na verdade, o que estava a defender-se era a sobrevivência e a perpetuação de um sistema iníquo de acumulação de capital, já que todas essas ajudas, em vez de se constituirem em esteios do desenvolvimento sustentado das empresas, através da concessão de empréstimos, foram reorientadas para as bolsas de valores e para os vários e lucrativos fundos financeiros, que nenhuma autoridade de supervisão controla.
Nos Estados Unidos, por exemplo, não foi equacionada nenhuma medida política para apoiar os incumpridores do crédito à habitação, as vítimas imediatas do rebentamento da bolha do imobiliário, que poderia muito bem ter passado por uma promoção de um esquema de renegociação e de escalonamento das respectivas dívidas, com apoios estatais, o que permitiria a milhares de norte-americanos manter a titularidade das casas que compraram.
Em todos os países, incluindo Portugal, ignorou-se o drama dos desempregados, mantendo-se praticamente inalterados os apoios da Segurança Social, embora no discurso oficial dos políticos o tema do desemprego tivesse sido hipocritamente abordado até à exaustão e promovido ao estatuto de problema prioritário a apoiar e a resolver.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Organização Internacional do Trabalho sustenta que os salários reais vão descer em 2009

***

A Organização Internacional do Trabalho desmascarou a manipulação estatística, operada pela comissão europeia e pelos governos da UE, no cálculo da previsão da evolução salarial em 2009 e em 2010. Num grande afã de esconderem as mazelas da crise e de sossegarem as respectivas opiniões públicas, os responsáveis políticos europeus não hesitaram em recorrer a uma leitura linear das estatísticas, ao apresentarem como adquirido que os salários reais (salários nominais menos a inflação) vão aumentar em 2009 e 2010, pelo impulso provocado pela queda dos preços, verificada nos produtos de maior consumo, o que é uma verdade assumida pela teoria económica, apenas quando os outros factores determinantes se mantêm inalterados, o que não é o caso da actual situação, que é nitidamente marcada pelo factor do desemprego.
A OIT sustenta, pelo contrário, a ocorrência de uma erosão salarial em 2009, considerando que o aumento do salário/hora apresentado pelas comissão europeia é meramente artificial. Uma vez que a maioria do número dos desempregados auferia salários baixos, e como esse número já não está incluído nos actuais cálculos, a massa salarial total, mesmo que inalterada, a dividir pelo número de trabalhadores empregados, agora em menor número, aumenta matematicamente, criando a ilusão de que esse valor iria reflectiir-se no salário real.
Este é um exemplo típico de como as estatísticas podem ser manipuladas pelos políticos, que até já são capazes de transformar a matemática numa ciência irracional.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Desemprego e Pobreza: O Porto e o Norte foram esquecidos...



O Norte do País, na generalidade, e a cidade do Porto e o seu distrito, em particular, têm todas as razões a seu favor para condenar as políticas desenvolvidas nos últimos trinta anos, e da exclusiva responsabilidade do PSD e do PS, os partidos do poder, já que, a avaliar pelo número avassalador de desempregados e pela existência de um desproporcionado número de trabalhadores, em relação ao resto do país, a auferirem rendimentos pouco acima do Salário Mínimo Nacional , têm sido as principais vítimas da macrocefalia da Grande Lisboa.
Desde os governos de Cavaco Silva até hoje, o Porto e todo oo Norte do país têm sido preteridos na política do grandes investimentos, o que conduziu ao definhamento da sua ecconomia e ao consequente aumento da pobreza. Ao proporcionar a concentração dos investimentos, públicos e privados, através da canalização preferencial dos fundos da União Europeia para Grande Lisboa, os sucessivos governos, numa óptica de obter rápidos aumentos de rentabilidade desses investimentos, beneficiando dos sinergismos proporcionados pela intensiva concentração populacional e pela redução dos custos operacionais ligados aos transportes, esqueceram-se de equacionar os efeitos preversos de longo prazo, a repercutirem-se obrigatoriamente nas outras regiões do país, onde esses investimentos foram reduzidos.
Esta assimetria do desenvolvimento económico e da repartição desigual do rendimento disponível, a nível geográfico, acabaram, paulatinamente, por desequilibrar o consumo interno dessas regiões, provocando uma razia ao nível das micro e das pequenas empresas, que produziam para o mercado local. Era como se o coração, numa atitude egoísta, começasse a bombear mais sangue para o cérebro, para que ele pensasse melhor, esquecendo-se de o enviar para as pernas, na proporcionalidade respectiva das suas próprias necessidades. Com o tempo, desenvolver-se-ia um organismo que pensava muito bem, mas que não conseguia caminhar. É o que está a acontecer em Portugal.
Nenhum país poderá atingir um desenvolvimento sustentado se os seus governos não souberem nivelar o desenvolvimento de todo o território, tanto quanto seja possível. E o caso de Trás-os-Montes é dramático, já que é a região mais pobre da União Europeia e onde subsistem bolsas de pobreza extrema, que deveriam envergonhar os governantes.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Desemprego continua a aumentar!...





Os dados publicados hoje, em relação ao mês de Junho, pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), não podem deixar de constituir uma grande preocupação, não só por aquilo que objectivamente retratam, mas também pela tendência negativa que revelam em relação ao futuro.
O governo anda a falar que a crise já bateu no fundo, mas a realidade está a mostrar que não é bem assim. O desemprego, em Junho, aumentou em quase todas as varáveis consideradas pelo IEFP. Aumentou brutalmente em relação a Junho de 2008, aumentou também em relação a Maio deste ano, sendo a incidência desta aumento maior na construção civil e na indústria de madeiras. Quer em relação ao mês passado, quer em relação a Junho do ano anterior, o aumento do desemprego afectou, de igual forma, os adultos, os jovens, os que procuram o primeiro emprego, os que foram despedidos por decisão unilateral das entidades patronais e os que foram despedidos por mútuo acordo.
Nenhum indicador melhorou, o que reflecte bem a dimensão da crise, e os seus efeitos devastadores nas famílias, que assim vêem o seu poder de compra reduzido.
Extremamente dependente do exterior, com o consumo interno a diminuir e com a despesa do Estado a disparar e as suas receitas a cair, não é preciso ser economista para se perceber que a economia portuguesa está a atravessar a mais grave crise desde a revolução industrial, só comparada, provavelmente, à da década de oitenta do século XIX.