Páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta Políticos António Costa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Políticos António Costa. Mostrar todas as mensagens

sábado, 20 de janeiro de 2018

Lista transnacionais para o PE: uma nova armadilha

Macron e Costa

Lista transnacionais para o PE: uma nova armadilha

Além de já dominarem a Europa, através da economia, com o Mercado Comum a assegurar-lhes um enorme desenvolvimento, a França e a Alemanha querem agora, sub-repticiamente, através da criação de listas transnacionais, para o Parlamento Europeu, abocanhar o poder político, esbatendo assim as seculares identidades nacionais.
A acontecer esta aberração, que iria diminuir o poder de influência dos pequenos países, Portugal passaria a ser os "Trás-os-Montes" da Europa, (que já é).
A obsessão pelo figurino do "bom aluno" tem levado os nossos primeiros ministros a evidenciarem-se, com pompa e circunstância, através da saloia cabotinice, da subserviência rasteira e da fidelidade canina aos senhores da Europa.

Alexandre de Castro

2018 01 19
Ver aqui

domingo, 3 de dezembro de 2017

Costa quer mudar a Europa, a começar pelo euro


Costa quer mudar a Europa, a começar pelo euro

Numa altura em que se discute a eleição de presidente do Eurogrupo, o primeiro-ministro defendeu, em frente a socialistas europeus, que tem de haver uma reforma da união económica e monetária para que deixe de haver “uma moeda do Sul e outra do Norte”.
***«»***

Se Costa acredita no que disse, é um ingénuo. Se não acredita, é um malabarista.
Inclino-me para a segunda hipótese, em que se debita o discurso que Angela Merkel vai gostar de ouvir. Mais Europa, até ao sufoco total, mais integração, até à perda de soberania, e mais dependência em relação ao imperialismo financeiro europeu, que tem as suas agências políticas em Bruxelas, em Berlim e em Paris.
Em relação ao euro, tenho de contar ao Costa aquela minha história da criança que vestiu o casaco do pai, Era grande demais, o que lhe dificultava os movimentos.
É dos livros de economia e de finanças: o valor cambial da moeda da economia de um país deve seguir em linha com o nível da produtividade, bem como com o nível do seu PIB per capita. E estes dois indicadores económicos são muito baixos, em Portugal, o que o coloca no último grupo dos países europeus, onde apenas se encontram os países de Leste.
Não nos contem a história do Capuchinho Vermelho, porque o lobo mau está ali, ao dobrar a esquina.
Alexandre de Castro
2017 12 03

domingo, 8 de outubro de 2017

Segredos de Estado...

                                                                                                                           

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

sábado, 10 de dezembro de 2016

O Estado Social não pode ser descentralizado nem privatizado...


"A melhor forma de celebrar estes 40 anos do poder local democrático é confiar e apostar na necessidade de maior descentralização", reiterou.
Na sua opinião, os autarcas serão capazes de "governar melhor o mundo", o que justifica um reforço da descentralização de competências da Administração Central para as autarquias.
António Costa - primeiro-ministro
***«»***
[Fica a faltar pouco, para privatizar os municípios].

Eu penso que António Costa, pressionado pelos apertos orçamentais, provocados pelo torniquete da comissão europeia e do BCE, vai iniciar a sua deriva à direita. E uma das fugas para a frente, poderá muito bem ser - à boleia dos propalados méritos da descentralização (que serão úteis e aconselháveis em alguns aspectos) - a transferência de competências para as autarquias, de algumas áreas da Saúde e da Educação, o que será um erro, pois estes dois pilares do Estado Social, que é necessário defender, têm de ser geridos de uma forma holística, tal é a sua complexidade. 

E, por outro lado, nunca fica garantido que, no presente e no futuro, o poder central não venha a cortar no financiamento respectivo. Perante um cenário destes, as autarquias, principalmente as da ala direita do espectro partidária, seriam tentadas a avançar para a privatização dessas competências. Seria uma segunda frente para, por exemplo, os privados prosseguirem a sua estratégia de se instalarem no aparelho do SNS, principalmente na área hospitalar. E falamos em segunda frente, porque a primeira já está em marcha, com a cumplicidade e o apoio da actual equipa ministerial da Saúde, e que consiste em enviar doentes do sector público para gabinetes privados de meios auxiliares de diagnóstico, que, no último ano, nasceram como cogumelos nas principais cidades do país. A explicação oficial é que o sector público, na área dos meios auxiliares de diagnóstico, se encontra saturado, aumentando dia a dia as correspondentes listas de espera. O slogan é a enganadora frase, muito atractiva e sedutora, além de bem elaborada, "o dinheiro anda atrás do doente". 

Ora, seria melhor que esse dinheiro andasse à frente do doente, aplicando-o na compra de novos equipamentos e alargando a dimensão dos respectivos serviços, o que, em termos de escala e a longo prazo, ficaria mais barato para o Estado.

Este conceito e este slongan não são uma novidade lusitana. Um e outro foram usados com sucesso na Grã-Bretanha, durante o doloroso governo de  Margaret Tatcher, na sua ofensiva brutal contra o Serviço Nacional de Saúde britânico, que era exemplar. A Dama de Ferro desvirtuou-o totalmente.

Em Portugal, a estratégia dos privados está a avançar com pèzinhos de lã, para não causar alarme social. De início, até vão ser pródigos no estabelecimento de custos acessíveis, para o utente, enquanto o Estado pagar, e no atendimento, até ao dia em que, já completamente instalados e com o poder de decisão na mão, possam avançar com uma estratégia predadora e com um outro slogan, do género, "quem quer saúde paga-a".

Por isso, afirmamos: deve optar-se pela descentralização, não para destruir direitos, mas para os reforçar. Descentralizar a Saúde e a Educação seria tão desastroso como se se descentralizassem as Forças Armadas, pois não seria uma boa ideia ver o presidente da Junta de Freguesia de Ranholas de Cima, promovido a segundo sargento...
Alexandre de Castro 

domingo, 12 de junho de 2016

Não bastam as acções diplomáticas, as cerimónias das condecorações (de má memória) os protocolos e as paradas militares


Não estava no programa oficial a participação de François Hollande na Câmara de Paris, na condecoração dos quatro porteiros portugueses que socorreram vítimas do atentado do Bataclan. Mas já se sabe como Marcelo pode ser persuasivo, a ponto de conseguir desviar o presidente francês do percurso entre o Palácio do Eliseu e o Stade de France. Em vez de ir diretamente, passou pela casa de Anne Hidalgo e, tal como Marcelo e Costa, fez um discurso de improviso.
… Marcelo fez um malabarismo ao protocolo e passou para as mãos de Hollande duas das quatro condecorações para que ele as entregasse. "Vou mudar as regras", disse antes. Já durante a manhã tinha dado a volta ao statu quo, quando retomou, 42 anos depois de 1974, a parada militar no Terreiro do Paço e as condecorações a antigos combatentes da Guerra Colonial - e também a militares no ativo que se destacaram em missões no estrangeiro - e também a militares no ativo que se destacaram em missões no estrangeiro. Sabia que ia agitar os fantasmas de várias gerações, sabia que estava novamente a andar sobre o arame das memórias difíceis. Mais alguém poderia tê-lo feito? Se no dia em que se tornou Presidente ele se juntou a representantes de 18 crenças religiosas na Mesquita de Lisboa, sim, podia. Por muito que seja doloroso voltar a sentir as feridas do passado recente, é preciso procurar no que aconteceu ontem o sinal de que nada é imutável e tudo pode ser posto em causa.
Diário de Notícias _ Ana Sousa Dias

***«»***
Na realidade, na História dos Povos, nada é imutável. Tudo muda, porque "o mundo é feito de mudança". Mas é preciso dar um empurrão a essa mudança. E os empurrões não podem estar confinados apenas ao nível diplomático e aos protocolos de Estado, muito embora sejam importantes. O folclore das paradas militares e das cerimónias das condecorações, de má memória (e agora falo na qualidade de ex-capitão miliciano, que fez a Guerra Colonial) não são suficientes para resolver os problemas que, neste momento, se colocam a Portugal, e que ameaçam a sua identidade, a sua dignidade e a sua independência, que está em perigo. O problema que Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa têm de resolver rapidamente é a posição de Portugal no contexto europeu, uma relação que está a descambar perigosamente para uma típica situação neocolonial, embora de forma encapotada. A União Europeia, que se apresentou como um espaço de solidariedade, está a transformar-se num pesadelo para os povos que não conseguiram (também por culpas próprias, é certo) acompanhar o desenvolvimento dos países europeus mais ricos (que também enriqueceram à custa dos países mais pobres, através da economia de troca desigual, uma vez que o dinheiro dos subsídios aos países pobres destinava-se a promover a compra de bens e serviços aos países mais ricos), o que me leva a afirmar que a União Europeia se transformou num grande espaço de negócios. E a situação chegou a um ponto extremo e insustentável, quando se assiste ao degradante espectáculo de uma instituição comunitária, a Comissão Europeia, controlada à distância pela Alemanha e pela França, ameaçar Portugal com sanções económicas, medidas estas que nunca deveriam ser incluídas em nenhum Tratado Internacional, e que, ao constar nos tratados europeus, constitui uma originalidade vergonhosa, já que nunca se viu, em tempos de paz, dois ou mais países estabelecerem, entre si, a aplicação de sanções, nos acordos entretanto firmados.
E é isto que tem de ser resolvido rapidamente pelos altos dirigentes de Portugal.
Alexandre de Castro

Publicado também aqui, por deferência dos editores do "Abril de Novo Maganize".

segunda-feira, 9 de março de 2015

A quadratura do círculo

António Costa a transportar o leite da Alemanha

Os dirigentes do PS não podem apenas culpar António Costa. Têm também de se culpar a si próprios, pois continuam a pensar e a agir como se fosse possível resolver a quadratura do círculo. Ou seja, continuam a pensar que será possível, no plano mediático, e para o eleitor consumir, manter o partido numa posição equidistante, em relação ao PSD, por um lado, e ao PCP e ao BE, por outro. Esse equilibrismo político já não é possível, pois o quadro social eleitoral alterou-se com a crise dos últimos quatro anos. 
O eleitorado tradicional do PS, principalmente o colocado mais à esquerda, e que se integra na classe média, uma classe social que foi severamente castigada com as medidas de austeridade, impostas pelo governo PSD/CDS, já não se contenta com os eloquentes discursos, feitos de lugares comuns, e que de substancial nada dizem, ou dizem pouco. Acusar o governo de ter empobrecido o país e, em contrapartida, não apresentar um projeto credível e objetivo para inverter a situação, não é suficientemente apelativo. Dizer que o PS vai fazer uma política diferente da do governo da coligação de direita, e omitir a questão do Tratado Orçamental e a magna questão da dívida pública, que é necessário e urgente renegociar e reestruturar, é entendido pela opinião pública como mais uma grande mentira. 
Já se percebeu que António Costa não pretende alterar a política atual, em relação às instâncias europeias. Ele é um europeísta convicto, tal como o são António Seguro e Passos Coelho. Percebeu-se que ele não tem nenhuma intenção de contrariar tudo aquilo que seja decidido em Bruxelas e em Berlim. Mas as pessoas também já perceberam, até pelo tratamento arrogante e ditatorial assumido pelos dirigentes europeus, em relação à Grécia, que os donos políticos desta Europa não estão minimamente interessados em alterar a sua política de austeridade e de empobrecimento. Parte do eleitorado está mais informado sobre as questões económicas e políticas da Europa, e, também, alarga-se o número de portugueses que já começam a perceber que estas políticas de austeridade são inimigas do desenvolvimento económico e que não levam a lado nenhum, pois a colossal dívida pública externa  será impossível de pagar. Os eleitores, que já percebem isto, não irão votar em António Costa. Os eleitores que anteriormente votaram no PSD e que agora estão descontentes, não vislumbrarão vantagens em votar no PS, recusando assim o ritual da alternância do voto, o chamado voto flutuante, ao centro. Os eleitores do PS, mais à esquerda, e que pretendem uma efetiva mudança política, que se afirme convictamente anti-austeritária, ou irão exilar-se na abstenção ou votarão em partidos da verdadeira esquerda. E é esta quadratura do círculo que os dirigentes do PS e António Costa não conseguem resolver, a não ser que ocorra uma revolução dentro deste partido, que conduza a uma maior radicalização em relação à Europa e a uma aproximação sincera e transparente ao PCP e ao BE, coisa em que eu não acredito.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

PS: Costa 'enfrenta' socialistas que anseiam por respostas


A Comissão Política do PS reúne-se na noite desta quinta-feira e, segundo a Rádio Renascença, deverá servir para o secretário-geral do partido, António Costa, revelar aos socialistas qual é afinal a sua estratégia para o país.
Há dirigentes do PS que, segundo a Rádio Renascença, começam a questionar qual é afinal o plano que António Costa tem delineado para o futuro do país e de que forma o líder 'rosa' pretende subir nas sondagens, isto porque, por esta altura, esperava-se que a diferença entre PS e PSD nas intenções de voto fosse maior.

***«»***
Até ao momento, António Costa ainda não disse nada que o demarque de A.J. Seguro. A mesma vassalagem e a mesma fidelidade, em relação às instituições europeias. Proclama aos quatro ventos que é contra a austeridade, mas não diz como nem quando. Limita-se a remeter para a Europa essa responsabilidade, quando já todos sabemos, através das posições agressivas e chantagistas, assumidas em relação ao novo poder político da Grécia, que a Europa não quer ceder um milímetro que seja nas draconianas condições impostas aos países devedores. Até o seu camarada social democrata, que é vice-primeiro ministro da "Hitler de saias", veio a terreiro afirmar que a Grécia tem de cumprir os compromissos assumidos (leia-se, continuar, e aumentar, se preciso for, a austeridade). 
O socialismo de Costa continua na gaveta, onde Mário Soares o guardou. Presumo que para sempre...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Costa diz que próximo Governo deve ser de maioria


O líder socialista insistiu hoje [ontem] que o melhor para o país é uma maioria do PS nas legislativas de 2015, considerando que o próximo Governo deve ser "uma escolha direta dos portugueses" e não resultar de um "jogo partidário".
Aludindo à sua intervenção na terça-feira, num jantar com o grupo parlamentar do PS, António Costa disse que se terá expressado mal ou sido "mal compreendido" sobre a formula política do Governo do Bloco Central, reiterando que apenas elogiou o exemplo de Mário Soares "e não propriamente essa fórmula de Governo em concreto".
"O que eu quis sublinhar é que o bem mais precioso que o país tem perdido ao longo destes anos é a confiança e que não há nenhum país que seja capaz de vencer uma crise, de superar as suas dificuldades sem recuperar a confiança e dei o exemplo do doutor Mário Soares e da forma como liderou esse Governo, tendo sido capaz de incutir ao conjunto do país, confiança", disse.

***«»***
António Costa dá uma na pata e outra na ferradura, embora o cavalo esteja quieto. Diz uma coisa hoje e outra amanhã; Guina para um lado, aos dias pares, e guina para o outro, aos dias ímpares. Avança e recua com uma grande facilidade, fingindo que está a andar para a frente. Há dias foi buscar à História, a propósito da confiança e da falta dela, a epopeia dos Descobrimentos e o processo de descolonização, mas esqueceu-se de referir Alcácer Quibir, cuja catastrófica visão da sua própria repetição, nos tempos próximos, se afigura cada vez mais provável, e isto sem que ele diga aos portugueses a verdade em relação à situação da astronómica dívida pública, que será impossível de pagar, se, entretanto, não se avançar para a sua profunda reestruturação. 
Para fugir a esta questão, que é uma questão central da atual política portuguesa, António Costa refugia-se num discurso oco e vazio, sem propostas concretas, mas intencionalmente empolgante, à custa de uma retórica bem elaborada, capaz de enganar os mais incautos. A não ser no estilo e na novidade, António Costa não acrescenta nada de positivo, que nos faça acreditar numa qualquer mudança estrutural de fundo, se ele vier a ser primeiro-ministro.