Páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta País EUA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta País EUA. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

A realidade na Venezuela é esta: garantir, por parte dos EUA - e tal como aconteceu no Iraque e na Líbia - o controlo das maiores reserva de petróleo do mundo



Para se perceberem melhor as hipócritas intenções dos EUA e dos países ocidentais, seus fiéis aliados, é necessário rever o que se passou no Iraque e na Líbia, em que as respectivas invasões militares, que destruíram aqueles dois países, foram justificadas pela cruzada da democracia, e precedida pela diabolização de Saddam Hussein e de Kadafi, que foram barbaramente assassinados, por mercenários dos países invasores. E o denominador comum entre aqueles dois martirizados países e a Venezuela, é que todos eles têm petróleo, no seu subsolo. Se a Venezuela de Maduro sucumbir aos lacaios treinados pela CIA, os EUA ficam a dominar as principais reservas de petróleo do mundo, o que constituirá uma enorme vantagem estratégica em relação à Rússia e à China.  E andam por aí uns tolos a reduzirem tudo isto à democracia, aos Direitos Humanos e à Liberdade, quando tudo não passa de uma grosseira cabala para justificar o saque.

Alexandre de Castro
2019 01 30

domingo, 15 de abril de 2018

EUA: Um Presidente, que não faça uma guerra, não é um bom presidente...


Checkpoint Asia

Desde meados da década de sessenta, do século passado, todos os presidentes dos EUA tinham de engrandecer o seu currículo, desencadeando uma guerra. Trump já tem a sua, mas que não passou de uma vitória de Pirro.
Alexandre de Castro
2018 04 15

Rússia: “Tais acções vão ter consequências”




Rússia: “Tais acções vão ter consequências”

Numa primeira reacção, o embaixador russo nos EUA, Anatoly Antonov, publicou um comunicado no Facebook, afirmando que os EUA e os seus aliados sabem "que tais acções terão consequências". E acrescentou: “Insultar o Presidente da Rússia é inaceitável e inadmissível”, além de que os EUA “não têm moral para criticar os outros países”, uma vez que tem um grande arsenal de armas químicas, argumentou.

Os alvos dos bombardeamentos dos EUA já tinham sido evacuados há vários dias, disse à Reuters uma fonte de uma aliança regional que apoia o regime de Assad. “Tivemos um aviso dos russos sobre o ataque e todas as bases militares foram evacuadas há alguns dias”, disse a mesma fonte. “Cerca de 30 mísseis foram disparados no ataque e um terço deles foi interceptado”.
PÚBLICO

***«»***

No ponto de vista militar, a operação desencadeada pelos predadores Trump, May e Macron foi um fracasso.

A operação destinava-se mais para consumo interno da opinião pública americana e europeia do que para assustar a Rússia e a Síria, que suportam bem estas arranhadelas.

No entanto, não deixou de ser um grave acto de guerra e uma agressão a um país independente, que o Direito Internacional proíbe e sanciona.

A Carta das Nações Unidas apenas consente o uso da força militar, contra um país soberano, no caso de legítima defesa ou actuando, através de um mandado do Conselho de Segurança da ONU, o que não foi o caso, permitindo assim que possamos considerar delinquentes paranóicos os três dirigentes políticos acima citados, e que, com esta iniciativa criminosa, deslustraram os valores da chamada civilização ocidental, que dizem defender.

Em relação às armas químicas, cito o PÚBLICO:
“A Convenção sobre o Uso de Armas Químicas diz que o Conselho de Segurança pode impor 'medidas' contra quem voltar a usar armas químicas na Síria, mas não autoriza directamente o uso da força. O tratado não tem um mecanismo de imposição que autorize outras partes a atacarem ou a punirem quem o violar”, explica Sofia Olofsson, na revista online Cornell Policy Review".

O crime está provado. E a apatia e a condescendência do secretário geral da ONU também.

Uma nota a preceito:
Parece que, agora, é moda chamar políticos portugueses para cargos internacionais importantes. Pudera!... São os melhores lacaios.
Eu, por mim, continuo a preferir os cães de guarda. São mais fiéis.

Alexandre de Castro
2018 04 15

sábado, 14 de abril de 2018

De falácia em falácia até ao desastre final…



De falácia em falácia até ao desastre final…

À enorme falácia de Bush, sobre a existência de armas de destruição massiva, no Iraque, e que nunca foram encontradas, segue-se, agora - como argumento para os EUA desencadearem uma guerra contra a Síria - a falácia das armas químicas (que ninguém provou existirem).

A Síria e o Irão são os únicos países do Médio Oriente que o imperialismo americano ainda não conseguiu vergar, impedindo-se assim o seu desígnio de pretender assegurar o seu domínio total sobre a zona onde se encontram as maiores reservas de petróleo do mundo. Trata-se, pois, de uma guerra de rapina, que o mundo inteiro deve condenar.

Mas, esta guerra contra a Síria poderá ter consequências dramáticas, a nível global, despoletando uma espiral de violência, nunca vista, através do recurso às armas nucleares, pois a Rússia reagirá imediatamente, para proteger o seu aliado histórico, que é um país independente, reconhecido pela comunidade internacional, que tem assento na ONU e que tem todo o direito de defender a sua soberania e a sua integridade territorial.

Alexandre de Castro
2018 04 12

sexta-feira, 30 de março de 2018

Um combate de boxe viciado à partida



Um combate de boxe viciado à partida

A Coreia do Norte há muito que diz estar aberta a abandonar o seu arsenal nuclear se os Estados Unidos retirarem as suas tropas da Coreia do Sul e cessarem a sua aliança de segurança do “guarda-chuva nuclear” com Seul, entre outras condições.
Os Estados Unidos, por seu lado, têm insistido num desmantelamento completo, verificável e irreversível do armamento nuclear da Coreia do Norte e de todas as infra-estruturas necessárias para a sua produção
PÚBLICO
 ***
Ronald Trump quer entrar num combate de boxe com o líder norte-coreano Kim Jong-un, mas com a condição de ser declarado vencedor, à partida, pelo que exige ao adversário que baixe os braços, para não se defender dos golpes desferidos.
Kim Jong-un já declarou, alto e em bom som, que está disposto a destruir o arsenal nuclear do seu país, desde que os Estados Unidos retirem as suas tropas da Coreia do Sul e cessem a sua aliança de segurança do “guarda-chuva nuclear” com Seul, entre outras condições, declaração esta que não teve retorno por parte dos Estados Unidos nem da Coreia do Sul, o que leva a concluir que as intenções destes dois países não são honestas e enformam de má-fé.
Alexandre de Castro
2018 03 30

quarta-feira, 28 de março de 2018

Cuidado com as cabalas do imperialismo…

.


Cuidado com as cabalas do imperialismo…


Andou bem o governo português em não alinhar com a histeria colectiva da expulsão de embaixadores russos nos países ocidentais, com base no argumento da tentativa de assassinato, por envenenamento, de um ex-espião russo, no Reino Unido, tentativa essa rapidamente atribuída, com uma grande ligeireza, à maldade de Putin, mas sem que fosse apresentada uma qualquer prova material e objectiva. Quem me diz a mim, que o antigo espião não foi vítima de uma operação levada a cabo pelos serviços secretos britânicos, num esquema combinado pelo governo britânico e pelo governo dos EUA, para assim, através deste incidente mediático, explorado até ao limite da infâmia, dar o pontapé de saída a uma nova guerra fria, que, nos tempos actuais, poderá transformar-se numa guerra quente?
Não tenho nenhuma prova para fazer esta presunção de culpa, é certo. Mas também a primeira-ministra britânica não possui nenhuma prova (pelo menos não a publicitou) de que aquela tentativa de assassinato tenha o dedo de Putin.
Por outro lado, uma campanha destas, mediaticamente bem programada e também bem executada e ampliada pela comunicação social do sistema, serve perfeitamente para desviar as atenções da opinião pública, em relação aos crimes de guerra que os EUA, através da CIA, e a França e o Reino Unido, através de destacamentos militares especializados, andam impunemente a cometer no território da Síria, repetindo o modelo que os EUA e a França aplicaram na Líbia, com os resultados que se conhecem: metade do mundo árabe, em vinte anos, foi devastado por guerras sanguinárias, levadas a cabo pelos EUA, como foi o caso da invasão do Iraque, ou com o seu apoio e patrocínio, como foi nos restantes casos. E disto ninguém fala, porque tudo foi feito em nome dos supremos valores da civilização ocidental.

Alexandre de Castro
2018 03 28
***«»***

MEU COMENTÁRIO NO FACEBOOK

Percorri alguns blogues progressistas da minha preferência e verifiquei uma grande sintonia de posições em relação a este caso do antigo espião russo.

No entanto, em alguns desses blogues também se refere a necessidade que a primeira-ministra-ministra, Theresa May, teria tido para construir uma narrativa empolgante, à maneira das tragédias gregas, para desviar a atenção da opinião pública britânica da discussão sobre o Brexit, que está a aquecer, como é natural.

Ao mesmo tempo, e isto já é da minha lavra, os países ocidentais aproveitaram a ocasião para mostrar ao mundo que estão unidos, o que é uma outra narrativa para tentar esconder as profundas divisões que estão a minar o bloco euro-americano.

A situação começa a ficar preocupante. A tentação do Trump de querer carregar o botão nuclear é enorme. Isto remete-me para os períodos antes das duas guerras mundiais, do século passado, em que os futuros beligerantes alternavam nas provocações, a fim de medir forças e intenções.

Os EUA chegaram a uma situação desesperada. Perderam a hegemonia militar, em relação à Rússia, e estão também a perder a posição dominante, a nível económico, em relação à China. Estes dois motivos ponderosos são suficientes para levar Trump a carregar no botão, antes que seja tarde, a fim de eliminar de vez os dois adversários. E é disto que eu tenho medo, pois as consequências para a Humanidade (aquela que viesse a sobreviver), seriam incalculáveis e nem sequer temos capacidade para as imaginarmos.

O Hitler não soube ponderar os riscos de uma guerra... E basta um doido, para fazer deflagrar a guerra, que todos nós tememos.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Um caso exemplar em que o establishment ataca Trump sem fundamento

Melania Trump visitaram jardim japonês  |  REUTERS/JOE SKIPPER/DN

Um caso exemplar em que o establishment
ataca Trump sem fundamento

Não há dúvida nenhuma que o clássico establishment dos EUA e de todo o mundo ocidental está apostado em mover uma feroz campanha para descredibilizar Donald Trump, que parece querer virar os EUA às avessas, não se sabendo ainda se é para o bem ou para o mal. E, com a ajuda de uma imprensa pressurosa e servil, escolhe todos os pretextos, que consegue apanhar, para concretizar os seus intentos. O caso, amplamente noticiado, de um suposto exagero do aparelho de segurança, que está a guardar o edifício, em Nova Iorque, onde a esposa do presidente, por razões familiares, continua a residir, é um exemplo claro da desonestidade do processo, pois joga com o desconhecimento da maioria das pessoas, em relação ao modus operandi da segurança das figuras públicas.
Neste caso, não é o presidente que determina a forma como se organiza a segurança, a si próprio e às pessoas da sua família nuclear. Essa difícil tarefa pertence por inteiro ao respectivo responsável máximo do departamento da segurança da Casa Branca, que, a cada momento, planeia, organiza e põe em execução esquemas de segurança, em função grau de perigosidade. E como é ele o responsável, não arrisca facilitismos, principalmente, perante a enorme crispação que se está a viver nos EUA, em relação a Trump.
Estamos, pois, perante uma ofensiva desabrida, que não hesita em recorrer a processos ínvios de desinformação e de intoxicação mediática. Uma coisa é não gostar de Trump. Outra coisa é atacá-lo, sem fundamento, o que é o caso, aqui referido.

DECLARAÇÃO DE INTERESSES: Não apoio Trump, mas também não apoiei nenhum dos presidentes recentes dos EUA. Todos eles recorreram a guerras, desencadeadas directamente ou, indirectamente, encomendadas a terceiros.
Alexandre de Castro

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

O Novo World Center será o último símbolo imperial dos EUA?



O Novo World Center será o último símbolo imperial dos EUA?

Para a posteridade e para a memória futura, cada civilização deixa as suas marcas no seu território e naquele que vai ocupando. O Novo World Trade Center é a marca mais emblemática da potência que se impôs ao mundo, nos últimos cem anos, através dos seus modelos ideológicos, políticos, económicos, culturais e militares. Nova Iorque é a Roma dos tempos actuais, monumental e grandiosa em todos os aspectos. É o símbolo imperial do provisório (na História tudo é provisório) triunfo do capitalismo financeiro e do neoliberalismo. Como o tempo virtual da História, ao nível de todas as mudanças evolutivas, vai encurtando progressivamente, em relação ao andamento do tempo real, e como os EUA já atingiram o seu zénite, onde se cruzam todas as contradições, que os “impérios tecem”, é muito possível que o Novo World Trade Center seja a sua última marca imperial. É que o Mundo começa a mexer-se e já se sente que a Humanidade está a caminhar sobre um vulcão, que mais tarde ou mais cedo vai entrar em erupção. Que ninguém pense que se chegou ao fim da História. 

Novos tempos chegarão, com novas alegrias e novas dores, com gloriosas realizações e com enormes decepções. Um tempo novo, que também vai ter os seus heróis e os seus carrascos, as suas glórias e as suas misérias. A obra humana nunca foi perfeita. Deixou atrás de si, apesar do brilho ostentado e do progresso carreado pelas sucessivas civilizações, as marcas da violência e dos horrores. Trata-se de uma herança genética, biológica e social, que teve origem naquele primitivo Homo Erectus, quando ele descobriu, que, dando uma forte pancada, com a tíbia de um mamute, na cabeça do seu companheiro, lhe podia roubar um suculento pedaço de carne. A partir daí, a Humanidade nunca mais sossegou. E nunca irá ficar sossegada... 
Alexandre de Castro
2017 02 09

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Donald Trump não aterrou de paraquedas, na Casa Branca, por mero acaso…


Donald Trump não aterrou de paraquedas, na Casa Branca, por mero acaso…

Tal como Hitler subiu ao poder, com o oculto apoio, político e financeiro, dos grandes patrões da indústria alemã, que necessitavam de uma ditadura, para expurgar o país da ameaça comunista, que, internamente, se agigantava, também Donald Trump, que não aterrou de paraquedas, na Casa Branca, por mero acaso, tem atrás de si a força de, pelo menos, dois grandes lobies: o lobie judaico-sionista, da alta finança, que pretende mais pragmatismo dos EUA, na protecção, consolidação e no alargamento territorial do Estado de Israel, na Cisjordânia, e o lobie da indústria exportadora, que quer, por um lado, voltar à Europa, de onde foi destronada, através do Mercado Único Europeu e da criação do euro, e, por outro lado, conter o crescimento económico da China, que começa a ser, no mercado mundial, um sério concorrente dos EUA. Não foi por acaso que Trump, durante a campanha eleitoral, mencionou, com intencional hostilidade, a China, a Alemanha e a União Europeia.  

Já não interessa a esses lobies, o confronto permanente com a Rússia, que não ajuda nada a economia americana, assim como a política belicista no Médio Oriente, aplicada pelos anteriores presidentes. A nível de política interna, o que o lobie dos industriais pretende é a total desregulamentação do mercado de trabalho, para aumentar, ainda mais, a produtividade, à custa da diminuição dos salários.

Para estes dois lobies, muito poderosos, e que comandam toda a realidade política, estes objectivos só serão alcançados com um Presidente populista, que faça uma limpeza em todo o aparelho de Estado, eliminando todas as resistências que se atravessem no seu caminho. E Trump, devido ao seu perfil e condição, foi o homem escolhido, para operar esta viragem na política interna e na política externa dos EUA.

Se esta perspectiva estiver correcta, não poderemos estranhar o fenómeno atípico da eleição de Trump para presidente dos EUA. É uma necessidade do sistema, para garantir, no futuro, a sua sobrevivência, como maior potência mundial. Eu até me atreveria a dizer que se tratou de um acto de desespero, se também tomarmos em consideração o domínio militar. É que a intervenção decisiva da Rússia de Putin, no conflito Síria, demonstrou, de forma inequívoca, que os EUA não poderão continuar a fazer, no Médio Oriente, o que muito bem entendem.
Alexandre de Castro
2017 02 09

sábado, 21 de janeiro de 2017

O Grito no Capitólio [inspirado em "O Grito de Edvard Munch"]

Amabilidade de Emilia Fernández

Um excelente cartoon, inspirado na célebre pintura “O Grito”, de Edvard Munch, uma pintura em que o autor consegue, através da força expressiva das linhas, das formas e das cores, transmitir a profundidade da dor humana universal, que todas as tragédias provocam.
O autor do cartoon não foi neutro. Tomou partido, como compete aos criadores da Arte e da Literatura.

O Grito”_ Edvard Munch

Donald Trump: um político atípico e controverso...


Donald Trump, através das suas declarações públicas assumidas, está a revelar-se um líder atípico e controverso, que não se enquadra no tradicional perfil político-partidário do mundo ocidental, centralizado na existência de dois partidos, aparentemente antagónicos, mas que se confundem na comum defesa e aceitação do sistema político e económico, instituído nos países ocidentais.

Trump, de certa forma, veio baralhar esta conformidade, criada e consolidada, na sequência da segunda guerra mundial e aprofundada, posteriormente, com a globalização. Principalmente, em relação à política externa, ele vai dividir a meio os dois partidos, o Republicano e o Democrata, quer na cúpula, quer nas bases, criando, em ambos, apoiantes e opositores. A aproximação à Rússia, a declarada hostilidade em relação à China e um certo distanciamento e desinteresse em relação à Europa - as três questões, onde ele foi mais claro e assertivo - são as que mais cócegas vão fazer nos dois aparelhos partidários e aos congressistas e aos serviços secretos (CIA e companhia).

Já, em relação ao Médio Oriente, ele foi errático nas suas promessas, nas quais não se percebem bem as suas intenções e os seus objectivos. Talvez aqui, tenha imperado alguma prudência, pois a política a seguir no Médio Oriente é a que mais interessa ao poderoso lobie sionista, que não irá permitir desvios à política dos EUA, sobre Israel.

A nível interno, é de esperar a assumpção de uma política neoliberal pura e dura, com algum populismo à mistura.

Alexandre de Castro

2017 01 21

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Afinal, Donald Trump não tomou posse


Afinal, Donald Trump não tomou posse, como Presidente dos EUA. Apareceu nu, para a respectiva cerimónia. Foi imediatamente levado por agentes da CIA para um manicómio, onde ficou internado. Obama, de susto, até ficou branco, quando o viu.
Alexandre de Castro
2017 01 20


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Trump que se cuide…


Na primeira conferência de imprensa desde que foi eleito, o Presidente eleito dos EUA, [Trump] diz que se o Kremlin tivesse informação sensível sobre si a tinha divulgado. "Se Putin gosta de Trump, óptimo, é uma vantagem", disse.
***«»***

Trump que se cuide…

Sabendo-se que a CIA, o FBI e a NSA não morrem de amores por Trump, devido, entre outras coisas, ao seu perfil heterodoxo, que não se coaduna com a convencional postura presidencial norte americana, é muito possível que estejamos a assistir a uma montagem cabalística, para o derrubar ou para o domesticar, pois é muito estranho que essas informações comprometedoras, na posse dessas agências, tivessem chegado à praça pública. A CIA, principalmente, que se alcandorou, devido às políticas intervencionistas dos anteriores presidentes, ao estatuto de um Estado, dentro do Estado, perderá importância e poder, se Trump, tal como anunciou, optar em politica externa, por uma política isolacionista, abdicando de andar a provocar guerras, directamente ou por encomenda, no Médio Oriente e em outros países, considerados vitais para os interesses dos EUA.
Se esta minha tese estiver certa, então, Trump irá ter o mesmo destino de Kennedy, que foi assassinado pela mão oculta do FBI.
Alexandre de Castro
12 JAN 2017

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

De quem é a culpa?


Não há extremista político, populista isolacionista, ditador ou candidato a ditador que não se encontre reconfortado com a vitória de Trump.
Vicente Jorge da Silva -  PÚBLICO
***«»***
De quem é a culpa?

A culpa pelo ressurgimento da extrema-direita não é dos políticos extremistas, dos populistas isolacionistas e dos ditadores ou dos candidatos a ditadores. É, somente, culpa do sistema e das actuais elites políticas, económicas, financeiras e culturais (incluindo a comunicação social), que dirigem esse sistema. 

Um sistema que, pelo delírio neoliberalizante, alargou o fosso entre ricos e pobres. 

Um sistema que regressou aos argumentos da guerra, e que, agora, passou a ser encomendada a terceiros, para iludir as respectivas opiniões públicas.

Um sistema que fez da globalização uma bandeira, ignorando a sua rectaguarda ao nível do emprego, cuja oferta diminuiu, estando, assim, cada vez mais distante o pleno emprego, prometido tantas vezes.

Um sistema que deixou o sector financeiro à solta, sem freios e sem lei nem roque, para fazer todas as tropelias, que os contribuintes tiveram de pagar.
AC

sábado, 12 de novembro de 2016

Carta a uma amiga sobre a semelhança entre Donald Trump e Hitler


Carta a uma amiga sobre a semelhança entre Donald Trump e Hitler

Amiga Lara:

No meu texto, que lhe enviei, e que anteontem publiquei no blogue Alpendre da
Lua, eu dizia que Trump me recordava Hitler.

Hitler ganhou o poder, porque, discretamente, foi apoiado fortemente, no ponto de vista político e financeiro, pelos grandes industriais alemães, que viviam em pânico, perante o avanço do movimento comunista. Cada vez mais, intelectuais, operários e franjas das classes médias começaram a aderir ao marxismo. Por outro lado, as eleições “livres”, burguesas, antes, devidamente condicionadas pelo pensamento dominante, inspirado pelo grande capital, começaram a abrir brechas e a não corresponder aos interesses das classes dominantes. Era necessário uma ditadura e um demagogo, que a dirigisse, e que soubesse, para encobrir o que de odioso todas as ditaduras têm, encontrar um inimigo, que o povo, intimamente, também odiasse. Esse povo, foi o povo judeu. E à boleia da perseguição aos judeus, meteram-se no mesmo saco os comunistas.

Donald Trump poderá muito bem ser uma emanação política dos mais secretos e sujos interesses das multinacionais americanas e do poderosíssimo clã sionista-judaico, que impera na banca e move todos os cordelinhos na política.
Aliás, Israel vive à custa dos movimentos desses cordelinhos.

Falta falar da guerra. Há duas semanas, a tensão entre os EUA e a Rússia esteve ao rubro, o que levou Putin a ter de exibir um sofisticado míssil balístico, capaz de atingir o coração da América, respondendo assim à construção de bases de lançamento de mísseis, pela NATO, na sua fronteira ocidental. A guerra da Síria, país que os EUA precisam de neutralizar, para dominar o Médio Oriente, está a ser o ensaio geral de uma guerra total. E Trump é suficientemente louco, tal como Hitler, para a desencadear.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

As eleições americanas serão o princípio do fim?


As eleições americanas serão o princípio do fim?

O que eu valorizei mais, nestas eleições dos EUA, foi a estrondosa derrota do establishment. Além das elites políticas e económicas americanas, quem também está verdadeiramente assustado, com a vitória de Trump, são os dirigentes políticos dos países da ortodoxia neoliberal, aliados do império, e que já estão a ver o poder a fugir-lhes debaixo dos pés. Foi confrangedor ouvir e ver Holland, no seu discurso de felicitações (a fazer fisgas) ao novo presidente dos EUA, que mais parecia um discurso fúnebre, da assumpção da derrota, numas eleições francesas.

Trump, como elemento off side do sistema, baralhou o jogo do discurso do politicamente correcto, ao falar para todos aqueles americanos, que já não se reviam no sistema do bipartidarismo instituído, e que os impedia de aceder a uma vida digna. A população branca americana, marginalizada e pobre, descobriu, nestas eleições, um processo de dar uma grande machadada nas elites da política, da economia e das do mundo académico, que sempre a ignoraram, não optando, agora, pela clássica abstenção, mas votando em Donald Trump. Assim, Donald Trump seria o elefante, que iria entrar numa loja de porcelanas.

É certo que Trump é um populista perigoso e a sua eleição lembra-me a eleição de Hitler, como chanceler, que centrou o seu discurso na xenofobia, no antissemitismo e na restauração do orgulho germânico, humilhado em Versalhes.

De qualquer forma, não deixo de recorrer ao paradigma da História: os impérios nascem, crescem, atingem o firmamento na idade adulta, envelhecem e morrem. E o império americano e os seus apêndices ocidentais já estão, de forma acelerada, a envelhecer. Não sei se será Trump, que, inadvertidamente, lhes dará a machadada final. No entanto, uma coisa é certa: as contradições do imperialismo já são enormes e não têm solução à vista (a crise da dívida e do euro já dura há seis anos - são muitos anos - e uma nova crise financeira mundial está prevista para breve).

O Brexit constituiu o primeiro alarme, a evidenciar o desconforto de grande parte do eleitorado, em relação ao sistema, principalmente o oriundo da classe média. E, possivelmente, outras hecatombes eleitorais irão ocorrer brevemente na Europa (França, Itália e Alemanha).
Será o princípio do fim?
Alexandre de Castro

sábado, 6 de agosto de 2016

Furacão Trump: guerra aberta no Partido Republicano

 


Furacão Trump: guerra aberta no Partido Republicano

Nos EUA cresce a tensão entre os republicanos. Num partido já dividido quanto ao controverso candidato à Casa Branca, Donald Trump veio reacender esta terça-feira a polémica ao declarar que não iria apoiar Paul Ryan na campanha para a reeleição no Congresso, nem a candidatura do senador John McCain no Arizona.
***«»***
Trump sabe (e há muito tempo) que só ganhará a Casa Branca se conduzir a campanha eleitoral num clima de permanente crispação. É o que ele tem andado a fazer. O discurso do politicamente correcto não serve os seus objectivos, nem se insere no seu truculento perfil psicológico. Ele percebeu que não pode ser igual aos seus rivais. 
Se me é permitido um prognóstico, eu diria que ele vai ser o próximo presidente dos EUA. Mas não me perguntem se isso vai ser bom ou mau. Seja qual for o presidente eleito, republicano ou democrata, ele será sempre mau, como história recente tem demonstrado.
AC
2016 08 06

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Não é a Rússia que anda a provocar guerras no planeta...


Não é a Rússia que anda a provocar guerras no planeta...

Não é a Rússia que anda, secretamente, a apoiar e a promover o terrorismo internacional...

Não é a Rússia que, também secretamente, apoia indirectamente o Estado Islâmico, sob o disfarce de apoiar grupos armados rebeldes de um país soberano do Médio Oriente...

Não é a Rússia que anda a cercar, instalando bases militares, as fronteiras de um outro país...

Não é a Rússia o país que desestabiliza a paz mundial.

[Ver o excelente e elucidativo texto em “Abril de Novo Magazine”]

segunda-feira, 11 de abril de 2016

WikiLeaks - EUA acusados de pagar investigação para atacar Rússia


A WikiLeaks acusa os Estados Unidos da América de patrocinar a investigação que levou à divulgação dos "Panama Papers", para atacar a Rússia e Vladimir Putin.
No Twitter, a WikiLeaks escreve que a investigação produzida pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação tem como alvos a Rússia e o seu presidente, Vladimir Putin. A WikiLeaks defende que a investigação foi patrocinada pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e pelo magnata norte-americano George Soros.
Jornal de Notícias [Ver aqui]

***«»***
O governo dos EUA, através das suas agências, desenvolveu, depois do fim da Segunda Guerra Mundial, um elaborado e sofisticado processo de técnicas de contra-informação, com o objectivo de justificar, perante a opinião pública, principalmente a americana, as guerras punitivas e as ingerências contra os países "descarrilados", aqueles países que pretendiam e pretendem libertar-se da sua órbita de influência política.
AC

domingo, 11 de outubro de 2015

EUA: os números não iludem a realidade...


Os media que se auto-apregoam como "referência" insistem em que, ao contrário da Europa, a economia dos EUA estaria em recuperação. Mas ao examinar este gráfico pode-se perguntar:   se isto é recuperação, o que seria uma recessão?