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domingo, 12 de junho de 2016

Não bastam as acções diplomáticas, as cerimónias das condecorações (de má memória) os protocolos e as paradas militares


Não estava no programa oficial a participação de François Hollande na Câmara de Paris, na condecoração dos quatro porteiros portugueses que socorreram vítimas do atentado do Bataclan. Mas já se sabe como Marcelo pode ser persuasivo, a ponto de conseguir desviar o presidente francês do percurso entre o Palácio do Eliseu e o Stade de France. Em vez de ir diretamente, passou pela casa de Anne Hidalgo e, tal como Marcelo e Costa, fez um discurso de improviso.
… Marcelo fez um malabarismo ao protocolo e passou para as mãos de Hollande duas das quatro condecorações para que ele as entregasse. "Vou mudar as regras", disse antes. Já durante a manhã tinha dado a volta ao statu quo, quando retomou, 42 anos depois de 1974, a parada militar no Terreiro do Paço e as condecorações a antigos combatentes da Guerra Colonial - e também a militares no ativo que se destacaram em missões no estrangeiro - e também a militares no ativo que se destacaram em missões no estrangeiro. Sabia que ia agitar os fantasmas de várias gerações, sabia que estava novamente a andar sobre o arame das memórias difíceis. Mais alguém poderia tê-lo feito? Se no dia em que se tornou Presidente ele se juntou a representantes de 18 crenças religiosas na Mesquita de Lisboa, sim, podia. Por muito que seja doloroso voltar a sentir as feridas do passado recente, é preciso procurar no que aconteceu ontem o sinal de que nada é imutável e tudo pode ser posto em causa.
Diário de Notícias _ Ana Sousa Dias

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Na realidade, na História dos Povos, nada é imutável. Tudo muda, porque "o mundo é feito de mudança". Mas é preciso dar um empurrão a essa mudança. E os empurrões não podem estar confinados apenas ao nível diplomático e aos protocolos de Estado, muito embora sejam importantes. O folclore das paradas militares e das cerimónias das condecorações, de má memória (e agora falo na qualidade de ex-capitão miliciano, que fez a Guerra Colonial) não são suficientes para resolver os problemas que, neste momento, se colocam a Portugal, e que ameaçam a sua identidade, a sua dignidade e a sua independência, que está em perigo. O problema que Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa têm de resolver rapidamente é a posição de Portugal no contexto europeu, uma relação que está a descambar perigosamente para uma típica situação neocolonial, embora de forma encapotada. A União Europeia, que se apresentou como um espaço de solidariedade, está a transformar-se num pesadelo para os povos que não conseguiram (também por culpas próprias, é certo) acompanhar o desenvolvimento dos países europeus mais ricos (que também enriqueceram à custa dos países mais pobres, através da economia de troca desigual, uma vez que o dinheiro dos subsídios aos países pobres destinava-se a promover a compra de bens e serviços aos países mais ricos), o que me leva a afirmar que a União Europeia se transformou num grande espaço de negócios. E a situação chegou a um ponto extremo e insustentável, quando se assiste ao degradante espectáculo de uma instituição comunitária, a Comissão Europeia, controlada à distância pela Alemanha e pela França, ameaçar Portugal com sanções económicas, medidas estas que nunca deveriam ser incluídas em nenhum Tratado Internacional, e que, ao constar nos tratados europeus, constitui uma originalidade vergonhosa, já que nunca se viu, em tempos de paz, dois ou mais países estabelecerem, entre si, a aplicação de sanções, nos acordos entretanto firmados.
E é isto que tem de ser resolvido rapidamente pelos altos dirigentes de Portugal.
Alexandre de Castro

Publicado também aqui, por deferência dos editores do "Abril de Novo Maganize".

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Ricciardi desmente Marcelo e lembra "férias na mansão de Salgado"


O presidente do BESI emitiu um violento comunicado onde desmente afirmações de Marcelo Rebelo de Sousa no seu comentário semanal na TVI. O banqueiro acusa o comentador de proferir "mentiras" e de sentir "mágoa" por ter deixado de passar férias na casa de Ricardo Salgado no Brasil.
"Relativamente aos comentários da autoria do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa no seu programa dominical da TVI, venho por esta forma transmitir publicamente o seguinte: Eu compreendo que o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa tenha muita mágoa em não poder continuar a passar as suas habituais e luxuosas férias de fim de ano na mansão à beira-mar no Brasil do Dr. Ricardo Salgado, mas essa mágoa não o autoriza a dizer mentiras a meu respeito e do banco a que presido, conforme fez no seu comentário de ontem", referiu José Maria Ricciardi numa declaração enviada às redacções ao final da noite de domingo.

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Eu já perdi a capacidade de me indignar com todos estes escândalos dos políticos, dos banqueiros e quejandos. Agora, comecei a querer divertir-me com a zanga das comadres, que é o melhor meio para descobrir as verdades.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Marcelo: Vítor Gaspar perdeu credibilidade, “parece um astrólogo”


O ministro das Finanças, “o bom aluno” de Bruxelas, pode ter conseguido melhorar a imagem externa de Portugal e a credibilidade do país junto dos mercados, mas acabou por “chumbar o ano”. Vítor Gaspar “chumbou porque não estudou economia portuguesa”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, neste domingo, no habitual espaço de comentário na TVI.
“Parece um astrólogo, não parece um ministro das Finanças. Perdeu larguissimamente a credibilidade”, sublinhou o antigo presidente do PSD, para quem o “fracasso” no défice do ano anterior – que ficou muito acima do previsto pelo Governo – foi o pior dos números apresentados na sequência da sétima avaliação da troika.
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Na realidade, Vitor Gaspar parece um astrólogo, que não sabe ler os sinais dos astros. Mas Marcelo Rebelo de Sousa é, certamente, um cartomante, pois a sua opinião varia com a posição das cartas no baralho. Marcelo Rebelo de Sousa foi um dos que endeusaram o ministro das Finanças, mas agora, como é um bom cartomante, consegue ler sempre a carta certa. Sai sempre por cima, por mais asneiras que diga. É um artista! 

domingo, 11 de novembro de 2012

Alemanha recusa exibir filme sobre Portugal proposto por Marcelo

Ver aqui 
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Autoridades alemãs recusam exibir publicamente filme sobre Portugal idealizado por Marcelo Rebelo de Sousa.
E ideia partiu de Marcelo Rebelo de Sousa e o social-democrata Rodrigo Moita de Deus deu-lhe corpo. Fazer um filme que mostrasse aos alemães a realidade portuguesa. As autoridades alemãs recusaram a exibição pública da obra.
Segundo revelou a TVI, o filme, chamado “Eu sou um berlinense”, foi proposto às autoridades alemãs para que fosse exibido em locais públicos este fim-de-semana, antes da visita de Angela Merkel a Portugal.
A resposta foi clara. “Não”, disserem as autoridades alemãs, alegando razões políticas.
PÚBLICO
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Caiu a máscara a Angela Merkel, que não resistiu em assumir mais um tique imperial, recusando liminarmente, nos espaços públicos da Alemanha, a exibição do filme de Rodrigo Moita de Deus. 
Antes de desencadear a guerra financeira, em articulação com os países mais ricos da Europa, o governo de Angela Merkel intoxicou a opinião pública do seu país, inculcando a ideia de que os portugueses e os gregos viviam acima das suas possibilidades, o que é uma mentira, facilmente desmontada pelas estatísticas da UE. O salário mínimo, em Portugal, é dos que mais se afasta da média dos salários mínimos da UE. As despesas da Saúde e da Segurança Social evoluem abaixo das da média da UE, quando reportadas à evolução dos respetivos PIB's. Apenas a Educação esteve acima desta linha, mas, com as medidas da austeridade dos últimos três anos, o seu valor percentual em relação ao PIB passou para um patamar inferior, o que vai comprometer a formação dos atuais jovens para enfrentar os problemas do futuro.
São estas verdades objetivas, que contrariam as mentiras postas a circular, que Angela Merkel quer ocultar ao seu povo. E é esta mulher, farisaica e demoníaca, que o subserviente governo português vai receber amanhã, com todas as honras.   
http://publico.pt/Política/alemanha-recusa-exibir-filme-sobre-portugal-proposto-por-marcelo-1571970