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sexta-feira, 2 de março de 2018

Video Galeria _ Afonso Armada de Castro





Vídeo Galeria

Como pai do autor, não irei fazer nenhuma abordagem crítica a este seu trabalho.
No entanto, deixo aqui a opinião de um pintor consagrado, Ribeiro Farinha: " É um trabalho de características geométricas, nada orgânicas, mas que apresenta composições muito equilibradas: linhas verticais a atingir alguma sublimidade (ou instabilidade) em contraponto com as linhas horizontais. a restabelecer a ordem e a calma".
Alexandre de Castro
2018 03 02

domingo, 9 de novembro de 2014

A dança das linhas – Desenho de Afonso Armada de Castro

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Afonso Armada de Castro _ mancha negra

Afonso Armada de Castro _ figuras no escuro

Afonso Armada de Castro _ cabos vermelhos


A dança das linhas – Desenho de Afonso Armada de Castro

Se, nos anteriores trabalhos de Afonso Armada de Castro, meu filho, aqui publicados, ele privilegiou a exuberante abordagem policromática, de que é exemplo a pintura “Índio”, o que levou uma leitora a dizer «Perco-me no meio de tanta criatividade», nestes trabalhos, agora aqui apresentados, a opção virou-se para um processo de uma apurada estilização extrema – a máxima que é possível na nossa imaginação – reflectida naquilo que eu chamo a “pureza e a elegância das linhas”. A simplicidade beneficiou o autor, que resistiu à tentação de encher a tela com muitos e variados elementos pictóricos. Utilizou apenas as linhas rectas, em “cabos vermelhos”, e uma variedade de figuras geométricas, em “figuras no escuro”, o que será, tecnicamente, fácil de executar, mas que é naturalmente muito difícil de conceber, para que se alcance aquele patamar, em que a obra consiga entrar no universo do que aceitamos ser “Arte”.

Em “figuras no escuro” e “cabos vermelhos” consegue-se um equilíbrio e uma harmonia, através de um muito bem estudado ordenamento das linhas e das figuras geométricas, às quais a opção de um fundo monocolor deu relevo.

Em “mancha negra”, para mim, o melhor trabalho desta série, deparei-me com aquilo que eu mais admiro em qualquer obra de arte (pintura, arquitectura, escultura, literatura, cinema, etc.), e que se constituiu num elemento importante e decisivo do meu processo analítico, e que defino assim: “A obra de arte, em todas as artes, tem de superar a realidade visível, que ela imediatamente exibe, e obrigar o pensamento a migrar para outros construções mentais, quanto mais misteriosos e enigmáticos melhor, e que a obra não refere explicitamente. E, ao olhar pela primeira vez para “mancha negra”, o meu pensamento deslocou-se da tela e voou ao sabor da imaginação, à procura do significado daquela mancha, apenas sustentada, num equilíbrio delicado, por frágeis suportes e por curtas linhas rectas cruzadas, que transmitem ao conjunto um enquadramento esteticamente perfeito.

Alexandre de Castro
2014 11 09
***«»***
Poderá ver aqui os trabalhos do Afonso, assim como a minha abordagem crítica e três comentários de leitores.

A dança das linhas - Desenho de Afonso Armada de Castro

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Afonso Armada de Castro _ mancha negra

Afonso Armada de Castro _ figuras no escuro

Afonso Armada de Castro _ cabos vermelhos

A dança das linhas curvas

Se, nos anteriores trabalhos de Afonso Armada de Castro, meu filho, aqui publicados, ele privilegiou a exuberante abordagem policromática, de que é exemplo a pintura “Índio”, o que levou uma leitora a dizer «Perco-me no meio de tanta criatividade», nestes trabalhos, agora aqui apresentados, a opção virou-se para um processo de uma apurada estilização extrema – a máxima que é possível na nossa imaginação – reflectida naquilo que eu chamo a “pureza e a elegância das linhas”. A simplicidade beneficiou o autor, que resistiu à tentação de encher a tela com muitos e variados elementos pictóricos. Utilizou apenas as linhas rectas, em “cabos vermelhos”, e uma variedade de figuras geométricas, em “figuras no escuro”, o que será, tecnicamente, fácil de executar, mas que é naturalmente muito difícil de conceber, para que se alcance aquele patamar, em que a obra consiga entrar no universo do que aceitamos ser “Arte”.

Em “figuras no escuro” e “cabos vermelhos” consegue-se um equilíbrio e uma harmonia, através de um muito bem estudado ordenamento das linhas e das figuras geométricas, às quais a opção de um fundo monocolor deu relevo.

Em “mancha negra”, para mim, o melhor trabalho desta série, deparei-me com aquilo que eu mais admiro em qualquer obra de arte (pintura, arquitectura, escultura, literatura, cinema, etc.), e que se constituiu num elemento importante e decisivo do meu processo analítico, e que defino assim: “A obra de arte, em todas as artes, tem de superar a realidade visível, que ela imediatamente exibe, e obrigar o pensamento a migrar para outros construções mentais, quanto mais misteriosos e enigmáticos melhor, e que a obra não refere explicitamente. E, ao olhar pela primeira vez para “mancha negra”, o meu pensamento deslocou-se da tela e voou ao sabor da imaginação, à procura do significado daquela mancha, apenas sustentada, num equilíbrio delicado, por frágeis suportes e por curtas linhas rectas cruzadas, que transmitem ao conjunto um enquadramento esteticamente perfeito.

Alexandre de Castro

2014 11 09
***«»***
Poderá ver aqui os trabalhos do Afonso, assim como a minha abordagem crítica e três comentários de leitores.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Desenhos e Pinturas de Afonso Armada de Castro

Equilíbrio 1997- afonso armada de castro

Indio 1998-afonso armada de castro

Infinito 1996-afonso armada de castro

Quatro Estações 1995-afonso armada de castro
*
Por se tratar de trabalhos artísticos do meu filho, eu deveria abster-me de fazer uma qualquer abordagem crítica. No entanto, julgo que não serei acusado de favoritismo nem de parcialidade, se assinalar aqui a capacidade de estilização das formas e a intensidade policromática, muito bem combinada, que ele, de forma incisiva, conseguiu transmitir aos seus quatro trabalhos. 
"Equilíbrio" foi uma obra premiada num concurso para universitários, organizado pelo Diário de Notícias. Posteriormente, foi ilustração de capa do livro de Psicologia, "O que é o Transpessoal?", de Marc-Alain Descamps  É de uma grande beleza geométrica, com as figuras, delicadamente, a desafiarem o equilíbrio, de uma forma que parece periclitante e instável. Há, no seu traço, uma nítida influência de Salvador Dali.
"Índio", com uma grande carga de expressividade e de um pormenor exaustivo, é a obra onde a policromia e a estilização atingem uma eficaz complementaridade estética e funcional, provocando um grande impacto visual. 
As outras duas obras, não perdendo as características das duas anteriores, mergulham a fundo num abstracionismo eclético, onde qualquer significado se perde no emaranhado das cores e das linhas. Em o "Infinito", a ideia de vertigem atinge o olhar e assoma ao pensamento de quem observa o desenho/pintura.