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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019
sexta-feira, 2 de março de 2018
Video Galeria _ Afonso Armada de Castro
Vídeo
Galeria
Como pai do autor, não irei fazer nenhuma
abordagem crítica a este seu trabalho.
No entanto, deixo aqui a opinião de um pintor
consagrado, Ribeiro Farinha: " É um trabalho de características
geométricas, nada orgânicas, mas que apresenta composições muito equilibradas:
linhas verticais a atingir alguma sublimidade (ou instabilidade) em contraponto
com as linhas horizontais. a restabelecer a ordem e a calma".
Alexandre
de Castro
2018 03 02
quarta-feira, 5 de abril de 2017
domingo, 19 de março de 2017
domingo, 9 de novembro de 2014
A dança das linhas – Desenho de Afonso Armada de Castro
Clicar para ampliar a imagem
![]() |
| Afonso Armada de Castro _ mancha negra |
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| Afonso Armada de Castro _ figuras no escuro |
![]() |
| Afonso Armada de Castro _ cabos vermelhos |
A dança
das linhas – Desenho de Afonso Armada de Castro
Se, nos anteriores trabalhos de Afonso Armada de
Castro, meu filho, aqui publicados, ele privilegiou a exuberante abordagem
policromática, de que é exemplo a pintura “Índio”, o que levou uma leitora a
dizer «Perco-me no meio de tanta criatividade», nestes trabalhos, agora aqui
apresentados, a opção virou-se para um processo de uma apurada estilização
extrema – a máxima que é possível na nossa imaginação – reflectida naquilo que
eu chamo a “pureza e a elegância das linhas”. A simplicidade beneficiou o
autor, que resistiu à tentação de encher a tela com muitos e variados elementos
pictóricos. Utilizou apenas as linhas rectas, em “cabos vermelhos”, e uma
variedade de figuras geométricas, em “figuras no escuro”, o que será,
tecnicamente, fácil de executar, mas que é naturalmente muito difícil de
conceber, para que se alcance aquele patamar, em que a obra consiga entrar no
universo do que aceitamos ser “Arte”.
Em “figuras no escuro” e “cabos vermelhos”
consegue-se um equilíbrio e uma harmonia, através de um muito bem estudado
ordenamento das linhas e das figuras geométricas, às quais a opção de um fundo
monocolor deu relevo.
Em “mancha negra”, para mim, o melhor trabalho
desta série, deparei-me com aquilo que eu mais admiro em qualquer obra de arte
(pintura, arquitectura, escultura, literatura, cinema, etc.), e que se
constituiu num elemento importante e decisivo do meu processo analítico, e que
defino assim: “A obra de arte, em todas as artes, tem de superar a realidade visível,
que ela imediatamente exibe, e obrigar o pensamento a migrar para outros construções
mentais, quanto mais misteriosos e enigmáticos melhor, e que a obra não refere
explicitamente. E, ao olhar pela primeira vez para “mancha negra”, o meu
pensamento deslocou-se da tela e voou ao sabor da imaginação, à procura do
significado daquela mancha, apenas sustentada, num equilíbrio delicado, por
frágeis suportes e por curtas linhas rectas cruzadas, que transmitem ao
conjunto um enquadramento esteticamente perfeito.
Alexandre
de Castro
2014 11 09
***«»***
Poderá ver aqui os trabalhos do Afonso, assim como a
minha abordagem crítica e três comentários de leitores.
A dança das linhas - Desenho de Afonso Armada de Castro
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| Afonso Armada de Castro _ mancha negra |
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| Afonso Armada de Castro _ figuras no escuro |
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| Afonso Armada de Castro _ cabos vermelhos |
A dança das linhas curvas
Se, nos anteriores trabalhos de Afonso Armada de
Castro, meu filho, aqui publicados, ele privilegiou a exuberante abordagem
policromática, de que é exemplo a pintura “Índio”, o que levou uma leitora a
dizer «Perco-me no meio de tanta criatividade», nestes trabalhos, agora aqui
apresentados, a opção virou-se para um processo de uma apurada estilização
extrema – a máxima que é possível na nossa imaginação – reflectida naquilo que
eu chamo a “pureza e a elegância das linhas”. A simplicidade beneficiou o
autor, que resistiu à tentação de encher a tela com muitos e variados elementos
pictóricos. Utilizou apenas as linhas rectas, em “cabos vermelhos”, e uma
variedade de figuras geométricas, em “figuras no escuro”, o que será,
tecnicamente, fácil de executar, mas que é naturalmente muito difícil de
conceber, para que se alcance aquele patamar, em que a obra consiga entrar no
universo do que aceitamos ser “Arte”.
Em “figuras no escuro” e “cabos vermelhos”
consegue-se um equilíbrio e uma harmonia, através de um muito bem estudado
ordenamento das linhas e das figuras geométricas, às quais a opção de um fundo
monocolor deu relevo.
Em “mancha negra”, para mim, o melhor trabalho
desta série, deparei-me com aquilo que eu mais admiro em qualquer obra de arte
(pintura, arquitectura, escultura, literatura, cinema, etc.), e que se
constituiu num elemento importante e decisivo do meu processo analítico, e que
defino assim: “A obra de arte, em todas as artes, tem de superar a realidade visível,
que ela imediatamente exibe, e obrigar o pensamento a migrar para outros construções
mentais, quanto mais misteriosos e enigmáticos melhor, e que a obra não refere
explicitamente. E, ao olhar pela primeira vez para “mancha negra”, o meu
pensamento deslocou-se da tela e voou ao sabor da imaginação, à procura do
significado daquela mancha, apenas sustentada, num equilíbrio delicado, por
frágeis suportes e por curtas linhas rectas cruzadas, que transmitem ao
conjunto um enquadramento esteticamente perfeito.
Alexandre
de Castro
2014 11 09
***«»***
Poderá
ver aqui os trabalhos do Afonso, assim como a minha abordagem crítica e três
comentários de leitores.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Desenhos e Pinturas de Afonso Armada de Castro
| Equilíbrio 1997- afonso armada de castro |
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| Indio 1998-afonso armada de castro |
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| Infinito 1996-afonso armada de castro |
| Quatro Estações 1995-afonso armada de castro |
*
Por se tratar de trabalhos artísticos do meu filho, eu deveria abster-me de fazer uma qualquer abordagem crítica. No entanto, julgo que não serei acusado de favoritismo nem de parcialidade, se assinalar aqui a capacidade de estilização das formas e a intensidade policromática, muito bem combinada, que ele, de forma incisiva, conseguiu transmitir aos seus quatro trabalhos.
"Equilíbrio" foi uma obra premiada num concurso para universitários, organizado pelo Diário de Notícias. Posteriormente, foi ilustração de capa do livro de Psicologia, "O que é o Transpessoal?", de Marc-Alain Descamps É de uma grande beleza geométrica, com as figuras, delicadamente, a desafiarem o equilíbrio, de uma forma que parece periclitante e instável. Há, no seu traço, uma nítida influência de Salvador Dali.
"Índio", com uma grande carga de expressividade e de um pormenor exaustivo, é a obra onde a policromia e a estilização atingem uma eficaz complementaridade estética e funcional, provocando um grande impacto visual.
As outras duas obras, não perdendo as características das duas anteriores, mergulham a fundo num abstracionismo eclético, onde qualquer significado se perde no emaranhado das cores e das linhas. Em o "Infinito", a ideia de vertigem atinge o olhar e assoma ao pensamento de quem observa o desenho/pintura.
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