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quinta-feira, 12 de junho de 2014

Prémio atribuído a Soares dos Santos gera indignação


Frei Bento Domingues, o catedrático José Mattoso e o musicólogo Rui Vieira Nery são algumas das mais de 30 pessoas que manifestaram "indignação" pela atribuição do prémio 'Fé e Liberdade' a Alexandre Soares dos Santos, ex-presidente do grupo Jerónimo Martins.
Em documento enviado à reitoria da Universidade Católica Portuguesa (UCP), os subscritores referem que foi com "grande perplexidade, tristeza e indignação" que tiveram conhecimento de que o Instituto de Estudos Políticos da UCP deliberou atribuir o prémio 'Fé e Liberdade' a Elíseo Alexandre Soares dos Santos, designado "um dos homens mais ricos de Portugal".
Enfatizam que esta denúncia não é movida por "qualquer ressentimento contra a pessoa" em causa, mas pelo "dever" de, em consciência, tornar audível a voz dos cristãos que não querem - não podem - silenciar" a sua indignação.
***«***

Alexandre Soares dos Santos sempre foi muito bom em contas de mercearia... Não lhe reconhecia, contudo, este seu talento de também ser bom nos negócios da Fé. Mas, em negócios da Fé, a Universidade Católica é que sabe, pois é por lá que existem peritos que têm a faculdade (o dom...) de descobrir quando é que Deus deixa de escrever direito por linhas tortas. 
Ámen...

quarta-feira, 26 de março de 2014

Economistas defendem saída da Alemanha e França do euro


Sete economistas europeus, incluindo o português João Ferreira do Amaral, defendem que a Alemanha e a França devem abandonar a união monetária, pois só assim o euro é sustentável para os restantes Estados-membros, escreve o Jornal de Negócios.
A ideia é defendida num texto publicado no Project Syndicate, um dos sites mais conceituados de opinião.
http://pub.sapo.pt/lg.php?bannerid=150837&campaignid=91049&zoneid=2925&loc=1&referer=http%3A%2F%2Fwww.noticiasaominuto.com%2Feconomia%2F194466%2Feconomistas-defendem-saida-da-alemanha-e-franca-do-euro&cb=8be185016aO português João Ferreira do Amaral, o alemão Hans-Olaf Henkel e o francês Jean-Pierre Vesperini são três dos sete signatários do texto que defende o desmantelamento da zona euro. Esta seria a solução necessária a adotar para que “nenhum país ou grupo de países” seja obrigado a “suportar o peso do ajustamento”.
Para os economistas este desmantelamento pode até “revigorar o ideal europeu”.
“A chave é assegurar que ela [a ideia do desmantelamento] surja do núcleo económico e político da União Europeia”. Isto é, “a Alemanha, maior potência económica da Europa, e a França, progenitora intelectual da unificação europeia, devem anunciar a sua saída simultânea do euro e a readoção do marco e do franco”, lê-se no texto citado pelo Jornal de Negócios.
Para os signatários do texto, “isso provocaria a reapreciação imediata do marco – e possivelmente do franco - em relação ao euro”. E não significaria que os restantes países tivessem de abandonar a união monetária, isso seria uma decisão de cada um.
“Os outros países membros teriam de decidir se querem manter o euro na sua forma amputada ou regressar às suas moedas nacionais, possivelmente atreladas ao marco ou ao franco. Independentemente da sua decisão, a competitividade dos preços das economias mais fracas da Zona Euro iria melhorar consideravelmente”, explicam.
Consulte aqui o texto dos economistas

***«»***
Se esta proposta, a da saída da Alemanha e da França do euro, fosse adotada, todas as economias da zona euro saiam beneficiadas, pois permitiria a cada país escolher a situação que mais lhe conviesse. O franco e o marco valorizar-se-iam, possibilitando o afluxo de capitais para as bolsas de valores daqueles dois países, que viam assim aumentar a sua liquidez, fator importante para o aumento de investimento na economia produtiva e, consequentemente, para a diminuição do desemprego.
Os países extremamente endividados com o exterior, situação em que se encontram Portugal e a Grécia, só beneficiariam com o regresso às suas antigas moedas, o que permitiria proceder a um ajustamento cambial equilibrado, a fim das suas respetivas economias ganharem elevada competitividade, essencial para obter saldos robustos com o exterior. O aumento da produção, induzido por esta forma, também iria refletir-se, a nível orçamental, na formação de saldos primários elevados, única forma de arranjar dinheiro para pagar as dívidas soberanas respetivas, sem ter de recorrer ao inferno de decretar mais austeridade.
Os restantes países, nivelados em termos de competitividade, talvez lhe conviesse a manutenção do euro.
Com este modelo, a Alemanha e a França beneficiavam imediatamente com a mudança de moeda. Portugal, a Grécia e, caso também adotassem a antiga moeda nacional, a Espanha e a Itália, beneficiariam a longo prazo. O terceiro grupo de países, os que se mantivessem com a moeda única, os benefícios apareceriam a médio prazo.
Trata-se de uma proposta revolucionária, que iria corrigir muitos problemas estruturais da zona euro, sendo o principal a rigidez cambial de uma moeda muito valorizada, o que provocou muitas entorses nas economias dos países periféricos, onde se destaca o excessivo endividamento a que foram obrigadas.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

FNAM recorda o médico e o cidadão, Albino Aroso, falecido ontem.


O médico Albino Aroso, conhecido
como o "pai"  do planeamento familiar
e eleito um dos 65 clínicos "mais
dedicados a causas  públicas no
campo da saúde", morreu hoje [ontem]
no Porto, segundo fonte do Ministério 
da Saúde. 

Federação Nacional dos Médicos

O Dr. Albino Aroso deixou-nos. Mais sós e com responsabilidades acrescidas.
Perdemos o colega de sorriso franco e disponível, solidário e sempre motivador para novos projectos em prol da saúde de todos e para todos. Perdemos o colega que ousou pensar e tomar partido mesmo quando isso poderia ser incómodo. Tomou partido pelas Carreiras Médicas, pelo SNS, pelo Direito das Mulheres.
Tomou sempre o partido da cidadania e dos valores humanistas mais profundos e assim exerceu Medicina. Com o saber e os afectos.
Portugal perdeu o cidadão, o profissional mas também o político e governante que soube colocar os princípios e valores maiores ao serviço dos seus semelhantes.
Fomos testemunhas e parceiros de alguns episódios relacionados com a sua acção governativa enquanto Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde entre 1987 e 1991. Com ele negociamos com êxito o DL 73/90 que viria a consolidar as Carreiras Médicas enquanto base fundamental para o reforço e
aprofundamento do nosso Serviço Nacional de Saúde, ideia e projecto em que sempre militou. A sua acção nas áreas do Planeamento Familiar e, mais genericamente na Saúde Materno Infantil e Direitos da Mulher, contribuiria como poucas para projectar Portugal para resultados verdadeiramente notáveis realizados nos últimos 30 anos.
Neste momento de consternação a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) mais não pode fazer do que recordar tão extraordinária existência assumindo as suas responsabilidades, enquanto estrutura sindical médica, no prosseguimento dum conceito partilhado que entende o exercício da medicina indissociável do
direito universal do acesso a serviços de saúde de qualidade sem distinção de raça, género, idade ou condição social e económica.
À família do Dr. Albino Aroso endereçamos as nossas condolências sem deixar de realçar o enorme privilégio de com ele termos cruzado e partilhado uma parte inesquecível das nossas histórias.

Porto, 27 de Dezembro de 2013
P’la Federação Nacional dos Médicos

Merlinde Madureira

domingo, 30 de junho de 2013

Edward Snowden tem opções cada vez mais reduzidas para a sua fuga

Mandala Olho do Mundo, Ana Felix GarjanBrasil-abril 2010

"O tempo está a esgotar-se" para o analista informático acusado de traição nos EUA, dizem especialistas. Posição do Equador e da Venezuela é pouco clara.
Quase um mês depois de Edward Snowden ter revelado os programas ultra-secretos de vigilância dos Estados Unidos, o analista informático que trabalhou para os serviços secretos não parece muito perto de conseguir asilo para escapar às acusações. As suas opções parecem estar a reduzir-se.
À espera de ver resolvido um impasse legal numa área de trânsito de um aeroporto de Moscovo e sem a certeza de que os destinos que tinha contemplado – Equador, Venezuela e Cuba – o acolham, Snowden parece estar à mercê de forças geopolíticas que vão além do seu controlo. Snowden não foi visto desde que chegou a Moscovo no fim-de-semana passado e tudo parece incerto perante as respostas de bastidores.

***«»***
É revoltante que o destino de Edward Snowden esteja submetido ao jogo das forças geopolíticas. Ele, com a sua ousadia e a sua coragem, conquistou a simpatia e a admiração do mundo inteiro, ao desafiar a arrogância da maior potência imperialista, que através de um olho gigante espia as nossas vidas, só lhe faltando vigiar também as nossas consciências.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Morreu Luiz Goes, a voz do fado de Coimbra

**
A morte vai ceifando os ícones da minha geração, aqueles que, pela sua arte, pela sua inteligência e pela sua frontal postura cívica povoaram o meu imaginário. Agora, foi a vez de Luís Góis, que eu conheci nos finais da década de sessenta do século passado. Vão morrendo, um a um, e, para meu desespero, parece-me que não deixam herdeiros, que também transportem para o futuro as bandeiras da esperança dos sonhos redentores. 

terça-feira, 29 de maio de 2012

Três bilhetes postais para Christine Lagarde...

Esta criança grega passa fome, porque o seu pai não paga impostos.
Está desempregado...

O que se dizia ser uma ajuda, afinal, agora, chama-se ajustamento,
e para o Estado grego vai uma pequena quantia do FMI-BCE-UE.
Por isso, o sistema de saúde e o sistema educativo estão a
degradar-se inexoravelmente.

Desde que começou a ser aplicado o memorando da troika, o desemprego
mais do que duplicou. Está demonstrada a razão por que os gregos não
pagam impostos. 
Imagens do blogue Ladrões de Bicicletas
***
Se a Grécia sair do euro, o grande perdedor será a União Europeia, pois a tranche que cada estado membro terá de desembolsar é muito superior às que estão previstas para o programa de ajustamento em curso. É uma vantagem competitiva para o povo grego, e que deve estar presente no espírito de cada eleitor, no dia das próximas eleições. 
A política de austeridade falhou redondamente. Os políticos e os economistas não previram (ou fingiram não saber prever) o aumento galopante do desemprego para níveis insuportáveis, numa sociedade organizada, nem a queda das receitas fiscais, o que paralisou o Estado. Por incompetência ou má fé, esses economistas e esses políticos, que evidenciaram uma insensibilidade chocante, perante o sofrimento humano, contrairam uma pesada dívida, que só poderá ser redimida pelo braço da justiça.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Lagarde: "Portugal vai não apenas sobreviver mas crescer" com pacote de austeridade


Portugal "vai não apenas sobreviver mas até crescer" com o pacote de austeridade, afirmou hoje em Lisboa a ministra da Economia francesa, Christine Lagarde.
Jornal de Negócios
***
Claro que vai crescer, então não vai! Só que ainda não se sabe quando e como!.
Eu julgo que esta mulher ainda não sabe o que é levar no pacote!

Porra! Outra vez o dedo!...


Gestos que marcam a vida de uma mulher de fibra!


Christine Lagarde, no momento em que respondia a um jornalista, que lhe perguntou se, caso fosse eleita presidente do FMI, estaria na disposição de facultar um empréstimo extra a Portugal, com um juro baixo.
O jornalista em questão ainda não se refez do susto, confessando que, naquele momento da entrevista, ele não sabia aonde poderia aquele dedo ir enfiar-se. É que quem tem cu, tem medo, rematou.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Leonard Cohen vence Prémio Príncipe das Astúrias das Letras



Leonard Cohen foi distinguido com o Prémio Príncipe das Astúrias das Letras. O compositor e intérprete canadiano foi também nomeado para o Prémio Príncipe das Astúrias das Artes pelo seu trabalho como músico.
O júri constituído pelos escritores Andrés Amorós, Juan José Armas Marcelo, Fernando Sánchez Dragó e Berta Piñán e pela directora do Instituto Cervantes, Cármen Cafarell, destacou a riqueza das letras das músicas de Cohen, assim como os seus trabalhos e livros publicados.
PÚBLICO
***
A minha singela homenagem a Leonard Cohen
"De uma carta que escrevi a uma amiga sobre Leonard Cohen:
O percurso de Leonard Cohen é apaixonante, e eu, confesso, não o conhecia. Judeu, canadiano, educado por mulheres, um pai ausente, brilhante aluno no liceu, culto e inteligente, iniciou a sua actividade intelectual como poeta, atingindo alguma notoriedade. Depois, abandonou os poemas, que não lhe sustentavam a vida, e inicia a sua brilhante carreira musical, como compositor e intérprete. Viciou-se nas drogas e amou obsessivamente algumas mulheres, principalmente Marianne, a quem dedicou uma das suas emblemáticas canções".

domingo, 15 de maio de 2011

Um comentário de luxo!...


Má notícia para Portugal
Agora, o FMI terá de subir juros do empréstimo a Portugal para cobrir despesas judiciais e extra-judiciais da defesa de DSK. Portugal também é a empregada de quarto de hotel da Europa que entrou no quarto da Troika e de lá saiu agredida. Mas não apresentou queixa, porque já leva 800 anos de subserviência e descrédito.
Manuel Ciborro 15.05.2011 09.02 (Via Facebook)
PÚBLICO
***
Não resisti em partilhar com o leitor a excelência deste comentário, que faz do humor e da ironia uma arma poderosa da inteligência e da crítica social.

A bronca do ano: Director do FMI detido e acusado de agressão sexual

Dominique Strauss-Kahn, presidente do FMI
O líder do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, foi esta noite detido no aeroporto John F. Kennedy, em Nova Iorque, acusado de atacar sexualmente uma empregada de um hotel, avança o jornal "New York Times".
Diário de Notícias
***
Dominique Strauss-Kahan devia saber que só em Portugal "é permitido" aos altos dirigentes políticos e às celebridades públicas infringirem a lei sem consequências judiciais. Se este episódio tivesse ocorrido em Lisboa, seria a vítima a ser presa pelo crime da difamação. Nos EUA, a lei aplica-se igualmente a todos, e não existe a possibilidade de bloquear a acção da Justiça com manobras dilatórias ou com os ocultos proteccionismos e clandestinas influências dos vários poderes instituídos.

Tchaikvosky: Abertura 1812

Clicar na imagem para a ampliar





Amabilidade da Dalia Faceira

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Governo "de algum modo ignorou crise global" o que foi "grave" para o país, diz Mário Soares

Fotografia do Público

Mário Soares considera que o Governo "de algum modo ignorou a crise global", o que considera ter sido "grave" para o país, num livro que é hoje lançado e reúne artigos de opinião do antigo Presidente da República.
No texto de abertura, Soares afirma que na União Europeia "há um estado que manda", a Alemanha, "e todos os outros obedecem", nos momentos cruciais.
"A União Europeia não pode deixar germanizar-se", critica.
Na nota final, com a data de 11 de Abril, o antigo Presidente da República diz que José Sócrates "teve de, em nome do superior interesse nacional, ajoelhar perante as medidas de austeridade impostas por Bruxelas e pelo FMI [...]", referindo-se ao PEC IV.
No texto de abertura, Soares afirma que na União Europeia "há um estado que manda", a Alemanha, "e todos os outros obedecem", nos momentos cruciais.
"A União Europeia não pode deixar germanizar-se", critica.
Na nota final, com a data de 11 de Abril, o antigo Presidente da República diz que José Sócrates "teve de, em nome do superior interesse nacional, ajoelhar perante as medidas de austeridade impostas por Bruxelas e pelo FMI [...]", referindo-se ao PEC IV.
PÚBLICO
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Não sou só eu a dizer que o governo de José Sócrates (e agora, também o PSD e o PSD) ajoelhou aos pés da União Europeia e pediu a bênção à senhora Angela Merkel. Só não concordo com Mário Soares, quando ele afirma que essa genuflexão foi feita em nome do interesse nacional.
Ao apontar o dedo a José Sócrates, por este não ter valorizado, na sua governação, os previsíveis efeitos da crise global de 2008 sobre a economia portuguesa, Mário Soares está a admitir implicitamente que ele é o verdadeiro culpado da actual crise financeira do país. Só faltou dizer que José Sócrates não pode continuar à frente do governo, na actual situação.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Fernando Nobre é candidato do PSD à presidência da Assembleia República


Fernando Nobre, presidente da AMI, será o cabeça-de-lista por Lisboa do PSD e será indigitado presidente da Assembleia da República se o partido ganhar as eleições.
PÚBLICO
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Afinal o homem é de direita. E agora fica-se sem se saber se, nas últimas eleições presidenciais, e para roubar espaço a Manuel Alegre, ele foi um submarino de Mário Soares, como eu acreditei, ou se de Cavaco Silva, que de certa maneira lhe deve o lugar de Presidente da República. Fosse qual fosse o mandante, o que é certo, é que Fernando Nobre não é tão apartidário, quanto apregoava, nem se inibe agora, sem um mínimo de coerência e de decência, em fazer um alinhamento partidário, quando na campanha, para sustentar a sua independência, usou e abusou de um discurso ani-partidos. Tal como os políticos, que ele denunciava, Fernando Nobre aprendeu depressa o exercício contorcionista do golpe de rins, que o poderá levar, caso o PSD venha a ser o partido maioritário nas próximas eleições legislativas, a ocupar o segundo cargo da hierarquia do Estado - o de presidente da Assembleia da República.
Mas Fernando Nobre sabe que, com esta manobra oportunista, vai perder o carisma que conquistou, enquanto fundador e principal dirigente da AMI, que, pelos vistos, lhe serviu para obter notoriedade e reconhecimento públicos.
A política em Portugal não vai ficar prestigiada com a opção de Fernando Nobre, que, deste forma inqualificável, traiu os eleitores do Partido Socialista, que nele votaram. Mas a traição aos ideais, a mentira despudorada e a falta de transparência são defeitos que, em Portugal, são virtudes a cultivar no mundo da política.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Citações: Um extrato de texto de Bento de Jesus Caraça

"As ilusões nunca são perdidas. Elas significam o que há de melhor na vida dos homens e dos povos. Perdidos são os cépticos que escondem sob uma ironia fácil a sua impotência para compreender e agir; perdidos são aqueles períodos da história em que os melhores, gastos e cansados, se retiram da luta, sem enxergarem no horizonte nada a que se entreguem, caída uma sombra uniforme sobre o pânatano estéril da vida sem formas.Benditas as ilusões, a adesão firme e total a qualquer coisa de grande, que nos ultrapassa e nos requer. Sem ilusão, nada de sublime teria sido realizado, nem a catedral de Estrasburgo, nem as sinfonias de Beethoven. Nem a obra imortal de Galileo".
Extrato de um texto de uma brochura da autoria do Prof. Bento
de Jesus Caraça, enviado pela amiga Ana Goulart
***
Bento de Jesus Caraça foi um distinto professor catedrático do Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, onde exerceu a docência de matemátca até ser demitido por Salazar, na célebre purga de 1948, que expulsou das universidades muitos professores, onde se incluia também o grande mestre de medicina, o Prof. Pulido Valente.
Militante comunista, participou ativamente em todas as iniciativas da oposição à ditadura. Além de uma vasta obra no domínio da matemática, Bento Caraça publicou muitos livros sobre a história e a filosofia da Ciência. Em 1938, juntamente com os professores catedráticos, Mira Fernandes e Beirão da Veiga, fundou o Centro de Estudos de Matemáticas Aplicadas à Economia. Em 1940 criou a Gazeta de Matemática. Em 1941 criou a "Biblioteca Cosmos", para edição de livros de divulgação científica e cultural, que teve um êxito enorme.
Faleceu em 1948.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Armando Vara passou à frente de utentes de centro de saúde

Armando Vara protagonizou, na passada quinta-feira, um episódio polémico num centro de saúde de Lisboa. O ex-ministro socialista passou à frente dos utentes que aguardavam a sua vez e exigiu a uma médica que lhe passasse um atestado médico, alegando estar com pressa e ter um avião para apanhar, avança a TVI.
PÚBLICO
***
Quando se interioriza a mentalidade de sucateiro, é para sempre. A ferrugem resiste a qualquer mudança.
Resta agora saber qual o objectivo do tal atestado médico, assim pedido com tamanha urgência por um homem, a braços com a justiça, que até já foi constituído arguido no processo Face Oculta, e que, estranhamente, tem o privilégio de se ausentar do país.
O comportamento da médica, ao ter cedido à chantagem de tal personagem, levanta outro problema, que o Ministério da Saúde não pode deixar esquecido. Violaram-se normas importantes de acesso às consultas do Centro de Saúde de Alvalade, que são impostas com todo rigor aos comuns dos utentes.
Também será necessário averiguar se o utente Armando Vara pagou a taxa moderadora da consulta e se está inscrito naquele centro de saúde.
http://publico.pt/Sociedade/armando-vara-passou-a-frente-de-utentes-de-centro-de-saude_1481106