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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Viagem de governante ao Euro com a Galp chega à Justiça


Viagem de governante ao Euro com a Galp chega à Justiça

O Ministério Público está a recolher elementos sobre a viagem do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Rocha Andrade, a convite da Galp, para ver a seleção. São três os envolvidos.

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Mesmo que fosse legal (e não é legal, segundo prescreve o Artigo 16.º da Lei nº 41/2010 de 03-09-2010), é política e eticamente condenável. Um membro do governo tem de estar acima de qualquer suspeita. E é por estes pequenos favores, embora, de imediato, sem prejuízos para o erário público, que começam as cumplicidades para o desencadeamento posterior de outros favores, então já ilícitos, e que acabam por se transformar em chorudos negócios. 
Lembrei-me agora dos robalos do sucateiro e do ex-governante Armando Vara.
AC
2016 08 04

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Professora foi forçada a dar aulas em estado terminal. Filha recebe indemnização de 20 mil euros


O caso chocou o país inteiro, incluindo o então primeiro-ministro José Sócrates. A padecer de uma leucemia aguda, Manuela Estanqueiro, uma professora de 63 anos, viu a Caixa Geral de Aposentações negar-lhe a reforma duas vezes. A instituição só emendou a mão escassos dias antes de a docente morrer, em 2007, depois de a ter forçado a dar aulas em grande sofrimento.
No mês passado, o Supremo Tribunal Administrativo condenou definitivamente a Caixa Geral de Aposentações (CGA) a entregar 20 mil euros à filha de Manuela Estanqueiro, uma indemnização a que a instituição tentou furtar-se usando todos os meios legais ao seu alcance – tendo inclusivamente invocado a sua situação financeira deficitária. Este, como outros argumentos, não comoveram, porém, os juízes, para quem a situação que atravessa o país não pode servir de pretexto para esvaziar o direito à compensação financeira pela situação a que Manuela Estanqueiro foi sujeita. Contactada pelo PÚBLICO, a CGA remeteu esclarecimentos sobre este caso para o Ministério das Finanças, que não os prestou.
Com mais de 30 anos de serviço, a professora de Cacia, Aveiro, já tinha sido submetida a quimioterapia quando foi presente a uma junta médica. Os clínicos que a observaram acharam-na permanentemente incapaz de voltar a trabalhar, mas o médico que os chefiava – e que nunca viu a doente – decidiu contrariar o seu parecer, recusando a aposentação. Para isso, baseou-se num relatório dos Hospitais da Universidade de Coimbra anterior à ida de Manuela Estanqueiro à junta médica. Dizia o documento que a leucemia se encontrava “em remissão”. Mas acrescentava também que a docente havia “chegado ao limite das suas capacidades para lidar com crianças” e com problemas relacionados com elas. Para não perder o salário e correr o risco de ser despedida por faltas injustificadas, a professora de Educação Tecnológica voltou à Escola Básica 2/3 de Cacia. Era a filha, na altura com uma gravidez de risco, quem tinha de a levar e ir buscar. Os colegas improvisaram-lhe uma cama com os sofás da sala dos professores, de modo a poder descansar entre as aulas, que nem sempre conseguia dar. Mesmo furando os regulamentos, houve docentes que a substituíram na sala de aula. “Regularmente tinha de ser alimentada pela filha ou pelos colegas quando se encontrava a leccionar, pois não conseguia fazê-lo sozinha”, descrevem duas sentenças de tribunal. Havia dias em que o prato ia para trás como tinha vindo.
O calvário durou um mês, ao longo do qual Manuela Estanqueiro voltou a precisar de cuidados hospitalares. Foi nesta altura que o caso saltou para os jornais e para as televisões, juntamente com outro, de contornos similares, de um docente de Braga com cancro na laringe que mal conseguia falar mas a quem também havia sido recusada a passagem à reforma. Sócrates declarou-se chocado, ao ponto de decretar uma auditoria às juntas médicas da CGA. Foi também por causa de Manuela Estanqueiro que as juntas médicas passaram, a partir daí, a ser compostas exclusivamente por clínicos.
Pela voz do hoje ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares, o grupo parlamentar do CDS exigiu explicações para tão “atroz desumanidade”. Foi na sequência do escândalo público – e já depois de ter negado a aposentação à professora por duas vezes – que a CGA lhe concedeu finalmente a reforma, numa altura em que estava outra vez internada no Hospital de Aveiro para não mais sair.
A juíza que analisou o caso no Tribunal Central Administrativo Norte – para o qual recorreu a CGA depois de condenada em primeira instância – não hesitou em classificar o sucedido como um desrespeito pela dignidade humana. “O período de tempo durante o qual se viu obrigada a trabalhar foi extremamente penoso e quase indigno da condição humana e de professora”, escreveu na sentença. “Como se não lhe bastasse a doença”, acrescenta a magistrada, chamando a atenção para o inútil sofrimento acrescido que a atitude negligente da CGA provocou. Por isso, não acedeu ao pedido do Ministério Público para baixar a indemnização para cinco mil euros. “A minha mãe vivia na angústia desta injustiça que lhe estavam a fazer”, recorda a filha, também professora, que pediu em tribunal uma indemnização de 300 mil euros. O advogado do Sindicato de Professores da Zona Centro que a representou em tribunal admite recorrer da decisão da justiça portuguesa para instâncias europeias, como o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

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Nem os talibãs do Afeganistão revelam tanta insensibilidade e tanto desprezo pela dignidade das pessoas e pela vida humana.
Neste caso, a Justiça funcionou contra o despotismo dos burocratas, embora os vinte mil euros de indemnização não apaguem a monstruosidade da afronta. O Estado foi condenado, mas  0 médico-chefe da Junta Médica e os dirigentes da CGA, diretamente envolvidos no caso - que foram os verdadeiros autores materiais da hedionda decisão de não reconhecerem a incapacidade total para o trabalho da professora Manuela Estanqueiro, que se viu obrigada a dar aulas, quando já se encontrava gravemente doente, a atravessar a fase terminal de uma leucemia aguda - ficaram na sombra, incólumes. Pelo menos, deveríamos conhecer a sua identidade, para que, se os encontrássemos na rua, podermos cuspir-lhe na cara.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Licenciatura de Relvas já está em tribunal


O Ministério Público (MP) instaurou um processo no Tribunal Administrativo de Lisboa contra a Universidade Lusófona, por causa da licenciatura do ex-ministro Miguel Relvas, disse à agência Lusa fonte do tribunal.
O processo 1596/13.2BELSB deu entrada e foi distribuído à Unidade Orgânica 3 nesta terça-feira, conforme pode ser confirmado no portal Citius do Ministério da Justiça.
Miguel Relvas não é réu nesta acção administrativa, mas figura como contra-interessado, podendo ser envolvido em função da relação com os factos aludidos na queixa, de acordo com o código administrativo, relata ainda a Lusa.
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Ou eu me engano muito, ou Miguel Relvas ainda vai sair desta caricatura como Professor Catedrático, com direito a indemnização e a retroativos. 

terça-feira, 2 de abril de 2013

Alegada foto de Angela Merkel nua incendeia redes sociais

Antes da censura

Alegada foto de Angela Merkel nua incendeia redes sociais
Uma alegada foto da chanceler alemã, Angela Merkel, a fazer nudismo na companhia de outras duas mulheres está a agitar as redes sociais.
A imagem, cuja autenticidade é alvo de controvérsia, teria sido tirada quando a líder alemã teria cerca de 20 anos.
Figura impopular, em particular no sul da Europa, Merkel é associada às políticas de austeridade impostas nos países europeus em dificuldades financeiras.
Para já, a imagem – verdadeira ou não – tem sido partilhada por milhares de pessoas na Internet.»

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Desempregados fazem de Pai Natal por 43 cêntimos/hora


Quatro desempregados foram contratados pela Associação Empresarial de Penafiel para se vestirem de Pai Natal por 43 cêntimos à hora. Os animadores, operários da construção civil, no final do mês somam 83 euros, mais subsídios de transporte e alimentação.
Os Pais Natal trabalham de segunda-feira a domingo e permanecem seis horas e meia por dia nas casinhas natalícias espalhadas pelas ruas da cidade. O trabalho consiste em distribuir balões e afeto a quem passa, notícia o Jornal de Notícias.
São operários da construção civil, atualmente desempregados, que se sujeitam a receber 83 euros por 30 dias de trabalho. Vários outros desempregados estão revoltados com a maneira como se efetuou o processo de recrutamento, pois esperavam que a notificação fosse "uma proposta séria de trabalho', diz o JN.
Diário de Notícias
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Portugal no seu máximo esplendor! Engasguei-me com a notícia. Não me escandalizei, porque já estou a habituar-me ao horror, ao cheiro nauseabundo do pântano, à perfídia e à maldade.
... A mim, bem me queria parecer que o Pai Natal era um imigrante ilegal, a trabalhar no duro, sem contrato de trabalho.

sábado, 24 de novembro de 2012

Gasóleo: É tudo igual ao litro e a diferença apenas está no preço

A Deco diz que há uma “acção enganosa” e “prática comercial desleal”

Deco diz que gasóleo premium ou low cost é todo igual
Associação de Defesa do Consumidor testou quatro marcas de gasóleo em quatro automóveis. Os consumos foram “muito idênticos”.
O gasóleo vendido em Portugal é todo igual. Não há diferença entre as gamas premium e as mais baratas. A conclusão é da Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, que anunciou que vai denunciar o caso às autoridades e enviar um abaixo-assinado ao Ministério da Economia.
PÚBLICO
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Esta indecorosa história, reveladora da mentalidade cleptocrata e cleptomaníaca dos grandes capitalistas portugueses, faz-me lembrar uma outra, posta em prática nos anos seguintes ao da privatização da banca, e que, embora não possa ser considerada formalmente ilegal, evidencia bem a imoralidade de certas práticas comerciais, destinadas, à custa dos clientes, a engordar as receitas e os lucros das empresas que as concebem e põem em prática.
Os bancos, a troco de um insignificante prémio anual, começaram, a partir de um determinado momento, a vulgarizar os seguros de acidentes pessoais, associados à abertura de contas por particulares, e aos quais os clientes facilmente aderiam, por, nessa altura, ainda ingenuamente, acreditarem na bondade daquelas instituições. Distraído como sou, dei-me conta que já tinha uns cinco seguros de acidentes pessoais, dois associados às minhas duas magras contas bancárias, e os outros três agregadas à minha condição de membro de três associações. Resolvi acabar com todos aqueles seguros, acreditando que a divina providência me protegeria dos riscos associados à minha própria existência. Só que a divina providência não conseguiu proteger-me da manhosice do banco, que teimou em não abdicar daquela módica receita anual, a que já estava habituado. Para minha surpresa, no ano seguinte, num extrato bancário, apareceu-me debitada, sob a designação de uma comissão qualquer, uma importância do mesmo valor da do prémio do seguro, do qual já desistira, e que estava prefigurada para ser cobrada anualmente. Reclamei, puxando pelos meus galões de cliente modesto. Ameacei, dizendo que ia mudar de banco. Aquela importância foi-me creditada, embora saiba que ela acabou por vir a ser integrada em posteriores comissões criadas, sob várias designações (recentemente descobri que o banco onde tenho domiciliada a minha conta ordenado começou a cobrar-me trimestralmente trinta euros por despesas de manutenção).
Lembro-me de, na altura, ter feito um pequeno exercício. Multipliquei o valor daquela comissão, abusivamente cobrada, por um milhão de contas de clientes particulares, abertas naquele banco. Sem dúvida, uma pequena fortuna para o banco, mas que, para mim, seria grande, pois poderia vir a fazer a minha felicidade vitalícia, se é que é verdade que o dinheiro traz felicidade.
Aproveite o leitor o exemplo, se consome gasóleo para a sua viatura, e faça as contas. Eu não as vou fazer porque o empresário da oficina, que presta assistência à viatura em que ando montado, a uma pergunta minha, aconselhou-me a consumir gasóleo normal. E acrescentou, "anormais são eles", referindo-se aos donos e administradores das empresas petrolíferas nacionais. E ladrões também, acrescento eu, agora.   

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Cartão Relvas...

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Em Portugal, nunca um ministro foi sujeito a tanta chacota! Mas o mais hilariante é que o homem não se demite, nem ninguém o demite. Cavaco Silva e Passos Coelho falam do caso como se Relvas fosse uma entidade virtual. Atrevo-me a dizer que o país já perdeu a dignidade. A seguir irá perder a liberdade e, depois, a independência.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Portugal: Um país de chicos espertos...

Amabilidade do João Fráguas e do Joaquim Pereira da Silva
Eu já aqui afirmei que as universidades privadas, uma ideia genial de Cavaco Silva, não eram mais do que supermercados de licenciaturas. Agora, parece que já começou a época dos saldos, com a campanha dos cinco em um (pague um e leve cinco).
Os escândalos de Miguel Relvas já são tantos que até Cavaco Silva já está a pensar condecorá-lo com o Grande Colar da Ordem de Mérito, no próximo dia 10 de Junho. E eu apoio, pois claro.

sábado, 17 de março de 2012

José Gomes Ferreira: Henrique Gomes "perdeu o braço de ferro com uma grande empresa"


Amabilidade do João Fráguas
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Se outros casos não existissem, a mexer com a nossa profunda indignação, esta espúria ligação entre o governo e a EDP seria suficiente para demonstrar a incapacidade do atual regime em garantir a sobrevivência do país, pois é disso que se trata, uma vez que vai ser muito difícil, com a prossecução da atual política de promiscuidade, evitar a queda inexorável para o abismo.
O grande capital, sob a liderança do capital financeiro, centralizado nos bancos, conseguiu, através da cumplicidade dos políticos, montar um apertado cerco ao aparelho de Estado, principalmente naqueles setores nevrálgicos, onde se decidem os grandes empreendimentos estratégicos. Quando se fizer a história deste regime, que começou a envolver-se com os grandes interesses privados no tempo do Cavaquismo, chegar-se-á à triste conclusão que os muitos mil milhões de euros, desviados para os grandes capitalistas, contribuíram decisivamente para a situação deficitária do país e para o atual estado do seu endividamento. E a procissão ainda vai no adro. Quando se avaliar a fundo o caso do BPN, das Parcerias Público-Privadas e da maioria dos contratos do Estado com grandes empresas saber-se-á a dimensão do escandaloso esbulho do erário público.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

SÓ FALTA CHAMAREM-NOS PARVOS!*

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SÓ FALTA CHAMAREM-NOS PARVOS!
Aí está uma descoberta do Passos Coelho que até lhe pode dar o Nobel da Matemática**; descobriu a maneira de alguns não fazerem parte do todo. Basta chamarem abono suplementar ao que dantes se chamava Subsidio de Férias ou de Natal e os "boys" não necessitam de perder as mordomias como acontece com os cidadãos a quem trata como idiotas. E, enquanto não mostrarem a sua indignação e correrem com esta escumalha que mente e engana, carregando de sacrifícios os que menos têm enquanto "apaparica" os seus amigos, acabam por ser realmente idiotas aos olhos dos bandalhos que nos governam. De que estão à espera ainda não entendi.
*  Texto de autor desconhecido, que corre na internet e que foi recebido por email.
** Não existe o Prémio Nobel da Matemática.

domingo, 30 de outubro de 2011

Na Alemanha, foi assim que começou a perseguição aos judeus...

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Painel exposto numa rua de uma cidade alemã (imagem recebida por email)
No século XX, a Alemanha tentou duas vezes, através das armas, dominar a Europa. Perdeu sempre. Agora, procura alcançar o mesmo objectivo com a ditadura do euro. Prescinde das forças da  Wehrmacht, mas está a impor o ideário de um fascismo de novo tipo, o fascismo financeiro alemão. Em Portugal, tem fiéis servidores.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Crimes financeiros. FBI prende ex-director da Goldman Sachs sob acusações de inside trading

Rajat Gupta era um dis homens mais respeitado no mundo da alta finança
“One down, hundreds to go” (um já está, faltam centenas) foi a reacção de alguns seguidores das páginas de movimentos ligados ao Occupy Wall Street no Facebook assim que a notícia foi publicada: Rajat Gupta, ex-director da instituição financeira norte-americana Goldman Sachs, entregou-se às autoridades federais dos Estados Unidos para ser julgado por crimes financeiros.
Um dos mais respeitados nomes da elite do mundo financeiro foi detido pelo FBI na manhã de ontem, em Nova Iorque, uma hora depois de duas fontes da Goldman Sachs terem avançado sob anonimato à AFP que o ex-CEO pretendia entregar-se às autoridades – depois de ter sido indiciado por uso ilegal de informações privilegiadas para obter lucro nos mercados, o famigerado inside trading.
O FBI emitira um mandado de captura para Gupta por, entre outras coisas, ter alegadamente passado informações sobre o investimento de cinco mil milhões de dólares do multimilionário Warren Buffett na instituição em 2008 ao também multimilionário Raj Rajaratnam, condenado a 11 anos de prisão no dia 13 por um tribunal de Nova Iorque pelo mesmo crime.
Até agora, Gupta é o mais importante detido na lista do procurador-geral norte-americano Preet Bharhara, que lançou uma guerra declarada no início deste ano para deter e condenar todos os responsáveis pela actual crise económica e financeira, que estalou em 2008.
E se provas faltavam de que as instituições financeiras, banqueiros e agências de rating têm responsabilidades no problema, as chamadas registadas nos telefones de Gupta abriram portas aos investigadores.
Suspeita-se que os registos recuperados pelo FBI mostram ligações do norte-americano (nascido no Sri Lanka e ex-director do Galleon Group, um dos fundos de investimento cujo principal objectivo é obter ganhos independentemente do desempenho no mercado) a muitos outros membros da elite financeira. Mas, para já, apenas Gupta foi apanhado na rede. Gary Naftalis, o seu advogado, já referiu que este “está inocente”.
Jornal "i"
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O azar de Rajat Gupta foi não ter escolhido Portugal para desenvolver os seus negócios. Portugal é um autêntico paraíso terrestre, com boa comida, gente simpática e tolerante, com muito sol e, principalmente, com uma justiça muito benevolente para com a gente graúda. Aqui, em Portugal, políticos, banqueiros e quejandos passam impunemente ao lado das leis. E se algum deles é apanhado com a boca na botija ou com as calças na mão, rapidamente são accionadas todas as formalidades "garantísticas", que, por sua vez, conduzem ao protelamento das investigações e dos julgamentos. A parcialidade da justiça portuguesa é escandalosa. Uma certa aristocracia de um novo tipo (já não aquela que injectava no sangue tinta azul) acaba por ficar impune, em relação aos crimes de colarinho branco. Neste aspecto, pouco se evoluiu desde a Idade Média, em que as penas eram diferenciadas para cada uma das três classes em que se estruturava a sociedade.
Nos Estados Unidos não é bem assim. O seu sistema judicial não é permissivo às influências dos diversos poderes. Os últimos casos conhecidos assim o demonstram. A condição social dos suspeitos e dos arguidos não condiciona o salutar exercício de uma justiça equitativa. 
Na realidade, o azar de  Rajat Gupta foi não ter nascido em Portugal. Ficava bem no retrato, ao lado de Jardim Gonçalves, de Oliveira e Costa e de João Rendeiro. E dos políticos, nem se fala!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Ministro recebe subsídio apesar de passar a semana em casa própria na capital

A assessoria de imprensa do Ministério da Administração Interna
afirma que o subsídio é legal (PÚBLICO/Nuno Ferreira Santos/Arquivo)
O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, recebe todos os meses cerca de 1400 euros por subsídio de alojamento apesar de ter um apartamento seu na área de Lisboa onde reside durante toda a semana. A assessoria de imprensa do Ministério da Administração Interna (MAI) afirma que o subsídio é legal, uma vez que o governante tem a sua residência permanente em Braga.
PÚBLICO
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Este homem também é um daqueles que vem à televisão dizer que todos têm de fazer sacrifícios...

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Eu já estou a olear a guilhotina e não me importo de ir chamar o Robespierre

JSD quer “responsabilizar criminalmente” Sócrates pela situação do país
O líder da Juventude Social Democrata, Duarte Marques, defende que “é tempo de responsabilizar criminalmente quem levou o país a esta situação”, entendendo que “José Sócrates e os restantes membros do seu Governo devem ser julgados”.
PÚBLICO
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Não são só José Sócrates e os membros do seu governo que deverão responder criminalmente. O rol de arguidos deve estender-se a todo o Bloco Central. E os políticos do PSD, como pretende este jotinha, que descobriu que, em Portugal, a melhor profissão do mundo é ser político, não podem ficar de fora. A começar pelo inefável Cavaco Silva, que desbaratou os fundos da CEE, e que privatizou, a preço de saldo, empresas do Estado, que, depois, os capitalistas portugueses, que as adjudicaram, se apressaram a vender a capitalistas estrangeiros, por um preço muito mais elevado. Ou aquele ministro das Obras Públicas do PSD, de um dos governos cavaquistas, que, no contracto de concessão da construção e exploração da ponte Vasco da Gama, assinou sigilosamente uma ruinosa cláusula para o Estado Português, que prevê a concessão automática, sem concurso público,  de todas as travessias do Tejo, entre Vila Franca de Xira e Belém, que venham a ser planeadas. Esse ministro é hoje significativamente presidente da Lusoponte, seguindo o mesmo trajecto do seu antecessor do governo socialista, Jorge Coelho, que ocupa agora, não por acaso, idêntica função na Mota Engil, a empresa que mais empreitadas da construção civil arrematou, de obras lançadas pelo Estado. E isto, para não falar dos deputados dos dois partidos, que, sendo advogados, influenciaram a alteração de projectos de lei, para beneficiarem os seus poderosos clientes, ligados ao grande capital.
E se José Sócrates ainda terá de prestar esclarecimentos sobre o caso Freeport e sobre a Fundação para as Comunicações Móveis, também Durão Barroso e Paulo Portas não poderão escudar-se em qualquer imunidade legal para não esclarecerem cabalmente o caso dos submarinos.
Eu já estou a olear a guilhotina e não me importo de ir chamar o Robespierre. 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

"Parem de acarinhar os super-ricos", pede o milionário Warren Buffett


O norte-americano escreve no "New York Times" um artigo em que indica que é altura de subirem as taxas de impostos sobre os milionários. "Enquanto a maior parte dos americanos luta para fazer face às despesas, nós os mega-ricos continuamos a ter isenções fiscais extraordinárias"
“Os nossos líderes têm pedido ‘sacrifícios partilhados’. Mas quando fazem o pedido, têm misericórdia de mim. Verifiquei com os meus amigos mega-ricos para saber que sacrifícios estavam à espera. Tal como eu, também eles ficaram intactos”.
É assim que Warren Buffett começa um artigo no “New York Times” intitulado “Parem de acarinhar os super-ricos”. No artigo, o conhecido milionário analisa as distintas formas de tratamento fiscal a quem consegue o dinheiro através do capital e a quem consegue através do trabalho.
“Enquanto as classes baixas e médias lutam por nós no Afeganistão, e enquanto a maior parte dos americanos luta para fazer face às despesas, nós os mega-ricos continuamos a ter isenções fiscais extraordinárias”, continua o presidente da Berkshire Hathaway.
No artigo no jornal norte-americano, Buffett escreve vários exemplos de taxas de imposto brandas sobre os que ganham milhões só num dia. “É bom ter amigos em lugares altos”, ironiza o norte-americano.
E dá o seu próprio exemplo. “No último ano, a minha conta fiscal – o imposto sobre rendimento que paguei, tal como os impostos sobre salários pagos por mim e por aqueles sobre o meu cuidado – era de 6.938.744 dólares. Parece muito dinheiro. Mas foi apenas 17,4% dos meus rendimentos tributáveis”, confessa. Além disso, salienta que representa uma diferença face às 20 pessoas que trabalham consigo. “As suas taxas de impostos iam de 33% a 41%”.
“Se fazem dinheiro com dinheiro, como muitos dos meus amigos super-ricos, a vossa percentagem pode ser ainda mais baixa do que a minha. Mas se fazem dinheiro através do emprego, a vossa taxa vai certamente superar a minha – muito provavelmente por muito”, avisa o milionário.

"Eu e os meus amigos temos sido acarinhados durante muito tempo"
Buffett insurge-se contra a teoria que indica que elevados impostos afastam os investidores. “As pessoas investem para ganhar dinheiro, e os possíveis impostos não os assustam”. “E para aqueles que defendem que as taxas mais altas impedem a criação de empregos, eu digo apenas que foram criados 40 milhões de postos entre 1980 e 2000. Sabem o que tem acontecido desde aí: impostos muito mais baixos e muito menor criação de emprego”, acrescenta num artigo bastante crítico à política fiscal de Washington.
Por essa razão, um dos homens mais ricos do mundo conhecido também por participar em várias acções de caridade, salienta que é altura de subir impostos aos milionários, ou seja, a quem tem um rendimento tributável acima de um milhão de dólares, incluindo “é claro”, dividendos e mais-valias.
E conclui: “Eu e os meus amigos temos sido acarinhados durante muito tempo pelos amigos dos milionários no Congresso. Já é tempo de o nosso Governo assumir seriedade no que diz respeito à partilha de sacrifícios”.
Diário de Notícias     
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Foi este milionário, Warren Buffett, que há tempos, num acervo crítico semelhante, classificou a actual crise económica e financeira, como uma guerra planetária entre os ricos e os pobres, guerra essa que os ricos estavam a ganhar. Agora denuncia a escandalosa permissividade fiscal em relação aos detentores do capital.
Em Portugal, assim como na grande maioria dos países, onde o neo-liberalismo triunfou, por um efeito mimético, reproduz-se esta escandalosa situação. A tributação fiscal do capital é tratada pelo Estado com uma cúmplice benevolência. E esta situação é muito evidente na tributação extraordinária, incluída nas medidas de austeridade. O governo do PSD/CDS está a pedir todos os sacrifícios apenas aos trabalhadores, aos reformados e aos desempregados, excluindo os fabulosos rendimentos do capital . E como salienta Warren Buffett, não colhe aquele estafado argumento da fuga dos capitais. Mesmo beneficiando de um tratamento benevolente, o capital formado pelos dividendos e pelos lucros dos bancos e das grandes empresas sai do país para ir procurar maiores rendibilidades nos off shore e nos grandes bancos de investimento internacionais, ao abrigo da sagrada lei, que consagra a trilogia da da livre circulação de capitais, de mercadorias e de pessoas (as pessoas aparecem aqui para enfeitar o ramalhete).
Trata-se de um esbulho dissimulado, que passa ao lado da percepção para a grande maioria da população.

sábado, 4 de junho de 2011

CP dá carros de luxo a gestores


Presidente da CP, José Benoliel, usa, segundo o relatório
do Governo da firma, um Mercedes E220CDI Elegance.
Fotografia e legenda do Correio da Manhã

A empresa do Estado tem um prejuízo de 195 milhões de euros, Mas cinco gestores tem frota automóvel de luxo que custa mais de 55 mil euros.
O "Correio da Manhã" escreve que cada um dos cinco administradores da CP - Combios de Portugal, empresa pública com um prejuízo superior a 195 milhões de euros e uma dívida hsitórica de 3,3 mil milhões de euros, tem um Mercedes da firma para utilização pessoal.
Os carros de luxo foram, segundo o relatório do Governo da Sociedade da CP de 2010, adquiridos em regime de renting em 2008, altura em que o prejuízo desta firma do Estado já ultrapassava os 190 milhões de euros. Em 2010, a CP (gastou) 55.720 euros com as rendas destes cinco automóveis.
Diário de Notícias (Revista da Imprensa)
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Eu até concordo. Ficava muito mais caro construir ferrovias, até às residências de cada um dos administradores...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Comissão Europeia gastou oito milhões de euros em festas e jactos privados

Durão Barroso terá gasto 28 mil euros numa estadia de 4 noites em Nova Iorque
Fotografia e legenda do PÚBLICO

Enquanto exige aos países da zona euro mais austeridade para reduzir o défice, a Comissão Europeia (CE) não tem refreado os seus próprios gastos. De acordo com uma investigação jornalística, os comissários europeus gastaram cerca de oito milhões de euros em jactos privados, festas e férias luxuosas.
PÚBLICO
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A classe política das democracias dos países ocidentais herdou as taras da aristocracia europeia do tempo de Luís XIV. Era uma aristocracia insaciável na obtenção de prebendas e privilégios, enquanto povo se arrastava numa vida miserável, e que perseguia obstinadamente a ideia de imitar a vida luxuosa do Rei Sol. A ultrapassar os dirigentes políticos das instituições europeias, neste espectáculo indecente de ostentação perdulária, à custa do erário público, apenas se conhecem os boçais ditadores africanos, quando visitam a Europa ou os EUA, mas que ainda não perderam o hábito de cuspir para o chão,  tal como o faziam quando viviam na palhota. e exibindo uma superior indiferença pela conspurcação provocada nos ladrilhos de mármore e nos tapetes persas dos seus palácios. Os dirigentes das instituições europeias não viveram na palhota. Também já não cospem para o chão. Agora cospem para o ar e assobiam para o lado, dizendo que os gregos, os portugueses e os irlandeses vivem acima das suas possibilidades.