Maria Luís já pode trabalhar na Arrow e ser deputada
"Não existe incompatibilidade ou impedimento no exercício do cargo de administradora não executiva da Arrow Global Group PLC, pela Senhora Deputada Maria Luís Albuquerque e as funções decorrentes do exercício do mandato parlamentar…
Diário de Notícias
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Isto é a mesma coisa do que ser freira de um convento, durante o dia, e, à noite, trabalhar numa casa de alterne.
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quarta-feira, 13 de abril de 2016
Maria Luís já pode trabalhar na Arrow e ser deputada
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Maria Luís mandou esconder contas da Parvalorem para reduzir prejuízos, avança Antena 1
Maria Luís
mandou esconder contas da Parvalorem para reduzir prejuízos, avança Antena 1
A
administradora da Parvalorem Paula Poças, admite à Antena 1 o pedido da actual
ministra das Finanças para 'maquilhar' os números.
O Governo terá mandado alterar as contas da
Parvalorem para que os prejuízos fossem menores que do aquilo que eram na
realidade, baixando em 150 milhões de euros, revela hoje a Antena 1.
Numa investigação, a rádio estatal avança que a
ministra das Finanças, Maria Luis Albuquerque, enquanto secretária de Estado do
Tesouro, pediu para a administração da Parvalorem, empresa pública que ficou a
gerir os activos de má qualidade do ex-Banco Português de Negócios (BPN), que
mexesse nas contas de forma a que estas revelassem um cenário de perdas mais
optimista do que o real, reduzindo os prejuízos reconhecidos em 2012.
Revela a investigação da Antena 1 que, quando
Maria Luís Albuquerque soube, em Fevereiro de 2013, que as contas da Parvalorem
apresentavam perdas de 577 milhões de euros com créditos em riscos de
incumprimento, o que iria engordar o défice orçamental, fez o pedido à
administração da empresa pública.
Tal pedido é admitido à Antena 1 pela
administradora da Parvalorem Paula Poças, recordando a pergunta da então
secretária de Estado: "qual é melhor expectativa quanto à informação que
tínhamos às garantias no momento. Nós considerámos que não fazia sentido estar
a agravar no momento as imparidades".
No entanto, e de acordo com declarações à Antena
1 de uma fonte que refez o relatório da Parvalorem, a empresa pública fez uma
operação contabilística para baixar os prejuízos em 150 milhões de euros, sendo
o impacto adiado para exercícios futuros.
Para responder positivamente a Maria Luis
Albuquerque, a administração da Parvalorem mudou as contas já auditadas,
entregando-as três dias depois após o pedido, adianta a Antena 1.
"Foi uma martelada que demos nas contas, eu
nem questionei, as ordens vinham de cima, para recalcular as imparidades de
forma a baixar o valor, atuámos dentro da margem que tínhamos", revela à
Antena 1 uma das fontes que refez o relatório.
Segundo um documento enviado à tutela, a
Parvalorem anuncia: "após o trabalho cirúrgico conseguimos reduzir o valor
das imparidades de 577 milhões de euros para 420 milhões de euros".
De acordo com a investigação, no mesmo dia, a
empresa recebeu um agradecimento de Maria Luís Albuquerque, referindo que
queria uma redução ainda superior, mas a admitir que talvez "não fosse
possível melhor".
Na sua peça, a Antena 1 diz que pediu
segundo-feira esclarecimentos à ministra das Finanças sobre esta questão, mas
ainda não recebem.
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Sabe-se já que, para a Parvalorem esconder os
prejuízos do BPN, a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, quando ainda era secretária de Estado do Tesouro,
pediu à Volkswagen aquele software
malicioso, que já estava a ser aplicado nos automóveis, com bons resultados.
sábado, 20 de dezembro de 2014
Notas do meu rodapé: Com a verdade me enganas...
A ministra de Estado e das Finanças defendeu
hoje [19 de Dezembro] que a dívida pública portuguesa é elevada, em resultado
de anos de indisciplina orçamental, mas sustentável, e deve ser reduzida
através de excedentes orçamentais.
Durante um debate sobre a dívida pública, na
Assembleia da República, Maria Luís Albuquerque argumentou que a
sustentabilidade das dívidas se afere caso a caso, tendo em conta o nível da
dívida, a situação orçamental, o crescimento económico e as condições de
financiamento e fatores subjetivos como a perceção dos mercados.
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A ministra das Finanças não disse
nada que não se saiba. Para se pagar a dívida é necessário obter saldos
orçamentais primários (sem contabilização dos juros) positivos (no caso presente da situação portuguesa, mesmo muito
positivos) e promover o crescimento económico, através da dinamização das três
vias possíveis: do aumento do investimento público e privado, das exportações e
do consumo interno. Mas o que se critica é a opção ideológica que presidiu à
conceção e à aplicação das respetivas políticas orçamentais, apoiadas unicamente nas políticas de austeridade, inspiradas nas orientações ditadas pelo diretório de Bruxelas e pela Alemanha, e que incidiram
sobre o fator trabalho, beneficiando o fator capital. E é essa opção ideológica
que é extremamente imoral e injusta, já que penalizou trabalhadores,
pensionistas e desempregados, grupos sociais que constituem a esmagadora maioria da população portuguesa, e promoveu intencionalmente um maior enriquecimento dos detentores dos grandes grupos económicos e outros grupos sociais ligados ao grande capital. Esta última afirmação é sustentada por estatísticas já publicadas que nos dizem que, nesta crise, os ricos ficaram mais ricos e a classe média remedida começou a atingir o limiar da pobreza. E isto está a acontecer em Portugal, nos países europeus e nos EUA (ver "O Preço da Desigualdade", de Joseph Stiglitz, prémio Nobel da Economia, em 2001).
Também não pode ficar sem resposta a picardia da ministra das Finanças, quando acusa o governo anterior de práticas de desorçamentação (ocultação do défice). A desorçamentação sempre foi uma prática recorrente de todos os governos constitucionais, que se revelaram peritos, extremamente criativos, nesta arte de empurrar os problemas para à frente, com a barriga, seguindo aquela perversa lógica de que quem vem atrás que feche a porta . E a desorçamentação continua com este governo. A recente transferência de competências, nas áreas da Educação e da Saúde, e a que se seguirão provavelmente outras, do âmbito da Segurança Social, é uma forma habilidosa de transferir despesa para os orçamentos municipais, assim como os respetivos ónus políticos de futuros insucessos nas áreas das políticas sociais.
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