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domingo, 20 de dezembro de 2015

TAP um negócio feito por um bando de criminosos... por Rui Mateus


TAP um negócio feito por um bando de criminosos...

"Nunca ninguém acreditou que o português da Barraqueiro, Humberto Pedrosa, fosse realmente o principal dono na sociedade que comprou a TAP. Só o Governo nacional, pouco dado a honestidades, o aceitou.
Agora os jornais contam os pormenores. Humberto Pedrosa tem realmente 51% das acções da tal sociedade adquirente da TAP, e o americano-brasileiro Davis Neeleman apenas 49%. Mas, afinal, isto é em número total de umas acções de diferente valor. Na verdade, as acções de Pedrosa, de menor valor, representam apenas 5% da sociedade."
No passado mês de Novembro afirmava-se a dado passo, no jornal Luta Popular online: "O roubo da TAP está finalmente consumado. O caderno de encargos para a privatização da TAP não passou de uma fraude do governo de traição nacional Coelho/Portas para enganar os trabalhadores da TAP e roubar o povo Português. Afinal, não há nenhum encargo que onere o comprador privado, o consórcio Atlantic Gateway.
Os bancos, credores da TAP, só aceitaram a privatização na condição de o estado português assumir o risco pela dívida, que deveria ter sido assumido pelo consórcio comprador.
A TAP foi privatizada a favor de um consórcio constituído à pressa – o Atlantic Gateway – que não dispõe nem de capitais próprios, nem de crédito bancário em parte nenhuma do mundo. O consórcio comprador tem uma estratégia bem definida, que sempre denunciámos mas ninguém parecia querer acreditar: entrar na TAP, vender os aviões, vender as rotas, vender os prédios e os terrenos, e deixar as dívidas nos bancos para o Estado português pagar.
O consórcio Atlantic Gateway é uma sociedade parasita e parasitária: veio para liquidar a TAP, vendendo o património da companhia aérea portuguesa, embolsando o produto da venda, deixando os trabalhadores sem emprego e encarregando o Estado, quer dizer, o erário público, isto é, os contribuintes, de pagar as dívidas.
O negócio da privatização da TAP é um negócio ruinoso e criminoso: o privado vende o activo e fica com o dinheiro; os trabalhadores da TAP ficam desempregados; o povo português paga a dívida. A TAP desaparece.
As vendas já começaram. Com efeito, a TAP já colocou à venda os terrenos do chamado reduto da TAP, que envolvem a sede, os escritórios e as oficinas da companhia, junto ao aeroporto da Portela."
Só existe uma saída aos trabalhadores da TAP, erguer-se, com todas as formas de luta ao seu alcance, contra este latrocínio e contra esta ladroagem. E terão, sem dúvida, o apoio de todo o povo português, porque só assim conseguirão impor a reversão da privatização desta empresa estratégica, ao governo actual e aos seus aliados. Reversão essa que deve ser na totalidade.
Rui Mateus [Facebook]

Amabilidade de Lara Raquel Caldeira Ferraz

sábado, 21 de novembro de 2015

A roubalheira continua _ Estado fica como fiador das dívidas da TAP aos bancos portugueses

Naquele tempo era assim:
Eles pareciam almirantes e elas modelos de passerelle

A roubalheira continua _ Estado fica como fiador das dívidas da TAP aos bancos portugueses

Eu nem queria acreditar no que estava a ler (ver notícia aqui). Belisquei-me, para me certificar que estava acordado, e tive de ler três vezes a notícia, para ter a certeza de que não estava com Alzheimer.
O Estado, para obter receitas para ir pagando a dívida à troika (assim o exige o memorando de entendimento de 2011), vende a joia da coroa, a TAP, a um consórcio internacional, que leva também as dívidas da companhia aos bancos portugueses. Mas os banqueiros portugueses, por um sentido patriótico, NÃO PERMITEM O NEGÓCIO (onde é que já chegámos, com os bancos a mandarem no Estado!), e exigem do Estado garantias, como se o Estado, depois da venda, continuasse a ser o devedor. E o governo da nossa desgraça dobra os joelhos aos banqueiros, garantindo-lhes que, no futuro, no caso do consórcio comprador falhar com os compromissos de pagamento da dívida da TAP (o que será o mais certo), será o Estado a suprir essa falha, comprando acções da TAP, com o nosso dinheiro, para, também com sentido patriótico, as converter em meios de pagamento, a favor dos banqueiros portugueses, que, como se vê, são os verdadeiros donos disto tudo.
Eu nunca vi um negócio assim!... É mais uma originalidade à portuguesa. E os portugueses vão aceitar estes negócios escuros e opacos, que delapidam o erário público?
ACORDAI, OH GENTE!... ACORDAI PARA A REALIDADE!... ESTE GOVERNO, ALÉM DE NOS ROUBAR INDECENTEMENTE, AINDA QUER FAZER DE NÓS ESTÚPIDOS!...
E ainda falta saber quanto dinheiro, em luvas e comissões, circulou por baixo da mesa.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Governo incorre "em pena de prisão" ao impor requisição civil na TAP


É o que diz Garcia Pereira à Renascença. Sendo um comando "completamente ilegal", os trabalhadores da TAP não lhe devem qualquer obediência, defende o advogado especialista em direito do trabalho.

***«»***
Eu ofereço-me para levar tabaco aos presos...

Consumada, através das políticas de austeridade, a "gloriosa investida" sobre os rendimentos do trabalho, uma desvalorização de cerca de 20 por cento, o governo, quimicamente puro, dos interesses instalados (banqueiros e o grande patronato), prepara-se para lançar uma grande ofensiva contra os direitos dos trabalhadores. A decisão de avançar com uma requisição civil contra os trabalhadores da TAP é o ensaio geral para, proximamente, vir a impor fortes limitações ao direito à greve e limitações a outros direito da área do trabalho.