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sábado, 21 de junho de 2014

Meco: MP recusou investigar trajetos de carros dos 'dux'


Os pais pediram para investigar as vias verdes dos carros de quatro ‘dux’ para saber se teriam estado na casa alugada pelos estudantes da Universidade Lusófona, em dezembro passado, mas o Ministério Público negou a investigação, de acordo com o Diário de Notícias.
A investigação que a família pedia junto da Via Verde tinha como objetivo clarificar se haveriam mais ‘dux’ na casa alugada pelos estudantes, além do sobrevivente João Gouveia e das seis vítimas.

***«»***
Paira no ar uma sombra de muitas dúvidas sobre a forma como o Ministério Público e a Polícia Judiciária (PJ) estão a investigar o caso do Meco. As sucessivas denúncias das famílias das vítimas e do seu advogado, que acusam aquelas autoridades de não efetuarem todas as diligências necessárias para o apuramento da verdade, inclusivamente negando avançar com os procedimentos devidos para aquelas que lhes são sugeridas, leva-nos a perguntar que tipo de cavernosos poderes ocultos e sinistros estão por detrás do mundo nebuloso das praxes académicas.
A morte trágica daqueles jovens universitários, em circunstâncias estranhas, que não se enquadram na narrativa daqueles que vieram logo a terreiro defender a tese do acidente fortuito, sem qualquer ligação com exercício de práticas iniciáticas (como é que eles sabiam?!), exige uma investigação séria e profunda. É a credibilidade da Justiça que está em causa.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Praxes – por Luís Menezes


Se há algo que demonstra a degradação em que tem caído a nossa sociedade é a proliferação de praxes académicas, a pretexto de uma tradição que não tem qualquer cabimento, especialmente em universidades que surgiram no século xx. Na verdade, as praxes académicas, pretendendo ser rituais iniciáticos, são efectivamente exercícios de sadismo e de humilhação, que nunca deveriam ter lugar num Estado de direito. Invocando uma tradição académica inexistente, praticam-se a coberto das praxes verdadeiras violações dos direitos humanos, por vezes com consequências trágicas para os estudantes envolvidos.
O que mais choca nas praxes é a total complacência das autoridades académicas e dos responsáveis políticos, que têm transigido com essas práticas em lugar de as reprimir severamente. Não é aceitável que os claustros universitários, em lugar de serem destinados ao ensino e à investigação, sejam utilizados como coliseus onde se praticam verdadeiros massacres de estudantes. E muito menos é aceitável que as universidades, em lugar de acautelarem a segurança física dos seus alunos, aceitem pacificamente que os mesmos sejam submetidos a práticas de risco para a saúde e a própria vida.
Em 1727, D. João V determinou que "todo e qualquer estudante que por obra ou palavra ofender a outro com o pretexto de novato, ainda que seja levemente, lhe sejam riscados os cursos". Sigam o exemplo do Magnânimo e decretem desde já medida semelhante. Vão ver como estes abusos acabam num instante.
Luís Menezes
Professor da Faculdade de Direito de Lisboa

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Praxes: "Nós pagamos o passaporte para a morte dos nossos filhos"


Há 12 anos, Maria Macedo passava por uma dor semelhante àquela que os pais dos seis estudantes que morreram na praia do Meco estarão a sentir. O seu filho, Diogo, de 22 anos, perdeu a vida depois de uma noite de praxes na Tuna da Universidade Lusíada, em Famalicão. Ao Diário de Notícias esta mãe, que continua de luto, diz não ter ainda desistido de encontrar os culpados para tão trágico desfecho.
 “É um reviver de um filme que passa todos os dias pela minha cabeça”. Assim descreve Maria Macedo, em entrevista ao Diário de Notícias, a forma como tem acompanhado a tragédia do Meco. Afinal, há 12 anos passava sensivelmente pela mesma devastadora experiência dos pais dos seis alunos que morreram no passado mês de dezembro. O seu filho Diogo, de 22 anos, perdeu a vida após uma noite de praxes na Tuna da Universidade Lusíada, em Famalicão.
Naquele dia de outubro, de 2001, Diogo até já estava de pijama, em casa, quando recebeu um telefonema que lhe traçaria o destino. Acabou por sair. “Só vou à tuna resolver a minha vida”, justificou, então, aos pais. Estas viriam a ser as últimas palavras que lhes haveria de dirigir.
Maria Macedo conta ao Diário de Notícias que também naquela altura se ergueu um muro de silêncio sobre o sucedido.
Aos pais dos estudantes que morreram no Meco, que considera ser ainda muito cedo para terem acordado face à realidade que os circunda e circundará daqui para a frente, esta mãe deixa o conselho: “Lutem para que se faça justiça. Responsabilizem a faculdade”. Porém, reconhece, “não será fácil. Até porque vê-se que a faculdade está a cozinhar com os alunos. O mesmo que me fizeram a mim. Exatamente igual”.
E, desabafa: “Nós, pais, pagámos o passaporte para a morte dos nossos filhos. Nós andamos anos a pagar o passaporte para a morte dos nossos filhos. Eles [instituições de ensino superior] só veem números, não veem a parte humana”.
Para Maria, que assegura, nunca desistirá de descobrir a verdade, não há duvidas. As praxes são “um crime público”, havendo, contudo, “uma falta de vontade política para resolver isto. Porque há muitos interesses”.


***«»***
Não estou a ver no poder político nem nas autoridades universitárias qualquer vontade em mudar seja o que for no que diz respeito às praxes académicas. A atitude dúbia de Nuno Crato e a recusa de Passos Coelho em legislar sobre aquela matéria são indicadores esclarecedores. Adensa-se a suspeita que, por detrás daquelas organizações cabalísticas, outros interesses e poderes andam escondidos, e que têm a ver com organizações secretas poderosas, vinculadas a ideologias políticas pouco recomendáveis num regime democrático. 
A clarificação desta suspeita poderá a vir ser dada pela Justiça. Esperemos que o Ministério Público não ceda à subterrânea influência daqueles poderes e daqueles interesses.

Praxes: "Nós pagamos o passaporte para a morte dos nossos filhos"


Há 12 anos, Maria Macedo passava por uma dor semelhante àquela que os pais dos seis estudantes que morreram na praia do Meco estarão a sentir. O seu filho, Diogo, de 22 anos, perdeu a vida depois de uma noite de praxes na Tuna da Universidade Lusíada, em Famalicão. Ao Diário de Notícias esta mãe, que continua de luto, diz não ter ainda desistido de encontrar os culpados para tão trágico desfecho.
 “É um reviver de um filme que passa todos os dias pela minha cabeça”. Assim descreve Maria Macedo, em entrevista ao Diário de Notícias, a forma como tem acompanhado a tragédia do Meco. Afinal, há 12 anos passava sensivelmente pela mesma devastadora experiência dos pais dos seis alunos que morreram no passado mês de dezembro. O seu filho Diogo, de 22 anos, perdeu a vida após uma noite de praxes na Tuna da Universidade Lusíada, em Famalicão.
Naquele dia de outubro, de 2001, Diogo até já estava de pijama, em casa, quando recebeu um telefonema que lhe traçaria o destino. Acabou por sair. “Só vou à tuna resolver a minha vida”, justificou, então, aos pais. Estas viriam a ser as últimas palavras que lhes haveria de dirigir.
Maria Macedo conta ao Diário de Notícias que também naquela altura se ergueu um muro de silêncio sobre o sucedido.
Aos pais dos estudantes que morreram no Meco, que considera ser ainda muito cedo para terem acordado face à realidade que os circunda e circundará daqui para a frente, esta mãe deixa o conselho: “Lutem para que se faça justiça. Responsabilizem a faculdade”. Porém, reconhece, “não será fácil. Até porque vê-se que a faculdade está a cozinhar com os alunos. O mesmo que me fizeram a mim. Exatamente igual”.
E, desabafa: “Nós, pais, pagámos o passaporte para a morte dos nossos filhos. Nós andamos anos a pagar o passaporte para a morte dos nossos filhos. Eles [instituições de ensino superior] só veem números, não veem a parte humana”.
Para Maria, que assegura, nunca desistirá de descobrir a verdade, não há duvidas. As praxes são “um crime público”, havendo, contudo, “uma falta de vontade política para resolver isto. Porque há muitos interesses”.


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Não estou a ver no poder político nem nas autoridades universitárias qualquer vontade em mudar seja o que for no que diz respeito às praxes académicas. A atitude dúbia de Nuno Crato e a recusa de Passos Coelho em legislar sobre aquela matéria são indicadores esclarecedores. Adensa-se a suspeita que, por detrás daquelas organizações cabalísticas, outros interesses e poderes andam escondidos, e que têm a ver com organizações secretas poderosas, vinculadas a ideologias políticas pouco recomendáveis num regime democrático. 
A clarificação desta suspeita poderá a vir ser dada pela Justiça. Esperemos que o Ministério Público não ceda à subterrânea influência daqueles poderes e daqueles interesses.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Meco : as provas que apontam para ritual de praxe

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É a verdade o que esta corajosa mãe pretende, já que não podem restituir-lhe a vida da filha. É a verdade o que todos nós queremos, para que a ignomínia e a tragédia não se repitam. Queremos saber quais os poderes ocultos que se escondem por detrás desta sofisticada máquina das praxes académicas das universidades privadas, que procuram alienar e manietar, para fins pouco claros, os jovens universitários. Começam a surgir muitas dúvidas e muitas perguntas inquietantes, ainda sem resposta, sobre a natureza e os objetivos destas práticas iniciáticas, que têm na base organizações secretas e obscuras e, pelos vistos, tenebrosas.
AC

sábado, 25 de janeiro de 2014

Professor da Universidade do Minho 'praxado' por alunos


Professor da Universidade do Minho 'praxado' por alunos
Numa abordagem a uma turma que se encontrava em praxe, na Universidade do Minho, um docente ouviu a pergunta “O que é o caralho?” ser-lhe colocada por um ‘doutor’. Como conta o Diário de Notícias, a ‘praxe’ ao professor só terminou quando o mesmo chamou os seguranças.

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A praxe académica está a transformar-se numa paranóia coletiva, cruel, boçal e animalesca. Fruto de uma demência monstruosa e delirante, que se apoderou dos nossos jovens universitários, a praxe está a ser assumida como uma cultura de rituais satânicos e bárbaros, emoldurados num quadro de extrema violência física e psicológica. Com a imaginação à solta, cada jovem veterano dá largas à sua criatividade, inventando cenários de tortura originais, nem que, para conseguir o orgasmo sádico, se recorra a práticas atentatórias da dignidade das suas vítimas, e pondo em perigo a sua saúde e até a própria vida.
Enganou-se quem falou de uma Geração à Rasca. A atual geração universitária é a geração da cerveja e da praxe.
Que tipo de sociedade está a ser formada?
AC