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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Fernando Ulrich toda a gente aguenta SIC

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Depois de estar dedicada ao jornalismo, entrou no PSD e recentemente arranjou trabalho no Governo. E o povo? “ai aguenta aguenta”.
Costuma-se dizer em gíria popular que quem tem telhados de vidros não deve atirar pedras. As recentes declarações de Fernando Ulrich sobre os sem-abrigo bem como outras proferidas meses antes estão na ordem do dia e a indignar a maioria dos Portugueses.
Uma investigação feita ao passado familiar de Ulrich deixou-nos com a resposta do “ao aguenta, aguenta”. A esposa de Ulrich estava numa carreira de jornalista quando entrou para o PSD onde as suas funções desde 1979 era a gestão do Gabinete de Comunicação desse mesmo partido.
Em 2011 integrou um gabinete semelhante, mas na Presidência da República, conforme pode comprovar esta informação do Dário da República e publicada sexta-feira no nosso Facebook.
No final do ano passado Ulrich informou os Portugueses que Portugal “aguenta” mais austeridade. Há alguns dias, firmou que “se os Gregos aguentam uma queda do PIB de 25% os Portugueses não aguentariam porquê”.
O presidente do Banco que teve lucros em 2012 na ordem dos 249 milhões de Euros e que a esposa trabalha no Governo com um ordenado acima da média dos Portugueses, não pode comparar os Portugueses em dificuldades com a vida que lhe pode acontecer, pois não há comparação possível.
Tugaleaks

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

"Se os sem abrigo aguentam, por que é que nós não?"


O "patrão" do BPI decidiu hoje explicar a sua polémica (e famosa) declaração "Ai aguenta, aguenta", relativamente à questão de se o país aguenta mais austeridade. E fê-lo com uma frase igualmente polémica.
Foi no passado mês de outubro que Fernando Ulrich, presidente executivo do BPI, disse que Portugal aguentaria ainda mais austeridade. Hoje, esclareceu o que queria dizer, comparando a situação de cada cidadão à dos sem-abrigo.
Durante a conferência de apresentação dos resultados do banco, o banqueiro começou por dar o exemplo da Grécia:"Se os gregos aguentam uma queda do PIB de 25% os portugueses não aguentariam porquê? Somo todos iguais, ou não?", questionou, citado pela TVI24.
E depois chegou aos sem-abrigo: "Se você andar aí na rua e infelizmente encontramos pessoas que são sem-abrigo, isso não lhe pode acontecer a si ou a mim porquê? Isso também nos pode acontecer".
"E se aquelas pessoas que nós vemos ali na rua, naquela situação e sofrer tanto, aguentam, porque é que nós não aguentamos?", acrescentou. "Parece-me uma coisa absolutamente evidente", concluiu.
Diário de Notícias
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Eu nunca vi um banqueiro cair na miséria e, muito menos, tornar-se um sem-abrigo. Mas o banqueiro Fernando Ulriche admite que essa situação pode ocorrer, inclusivamente com ele. À cautela, já encomendei uma manta, que lhe oferecerei, no caso ele ter de vir dormir todas as noites, debaixo das arcadas dos prédios da avenida Almirante Reis.O almocinho está garantido, na sopa dos pobres, ali perto, aos Anjos. Eu julgo que ele vai aguentar!
À insensibilidade já demonstrada anteriormente, o banqueiro exibiu agora um descaramento obsceno e grotesco, que ofendeu os portugueses.