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domingo, 7 de janeiro de 2018

Trump não é tão doido como o pintam...


Trump não é tão doido como o pintam...

Trump não é tão doido como o pintam e como ele se faz parecer. Ele é a fiel expressão presidencial do poderoso lobie judaico-financeiro (sionista), que pretende, nem que seja à bomba, estancar o evidente declínio dos EUA - como potência mundial hegemónica - perante a ascensão da China, da Rússia, e também da UE, cuja respectiva liderança pertence, cada vez mais, à Alemanha. Não podemos esquecer que Trump, logo no início do seu mandato, dirigiu palavras hostis à UE, o que não é de admirar, pois a Alemanha e a França fizeram da UE uma coutada, que muito as beneficiou, e da qual habilmente afastaram, com o mercado único, a Grã-Bretanha e os EUA. É significativo o facto de Trump ainda não ter efectuado uma visita de cortesia a Bruxelas, a Paris e a Berlim. E nem a irá fazer, creio eu. (Ver também aqui)
Alexandre de Castro
2018 01 07

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Um caso exemplar em que o establishment ataca Trump sem fundamento

Melania Trump visitaram jardim japonês  |  REUTERS/JOE SKIPPER/DN

Um caso exemplar em que o establishment
ataca Trump sem fundamento

Não há dúvida nenhuma que o clássico establishment dos EUA e de todo o mundo ocidental está apostado em mover uma feroz campanha para descredibilizar Donald Trump, que parece querer virar os EUA às avessas, não se sabendo ainda se é para o bem ou para o mal. E, com a ajuda de uma imprensa pressurosa e servil, escolhe todos os pretextos, que consegue apanhar, para concretizar os seus intentos. O caso, amplamente noticiado, de um suposto exagero do aparelho de segurança, que está a guardar o edifício, em Nova Iorque, onde a esposa do presidente, por razões familiares, continua a residir, é um exemplo claro da desonestidade do processo, pois joga com o desconhecimento da maioria das pessoas, em relação ao modus operandi da segurança das figuras públicas.
Neste caso, não é o presidente que determina a forma como se organiza a segurança, a si próprio e às pessoas da sua família nuclear. Essa difícil tarefa pertence por inteiro ao respectivo responsável máximo do departamento da segurança da Casa Branca, que, a cada momento, planeia, organiza e põe em execução esquemas de segurança, em função grau de perigosidade. E como é ele o responsável, não arrisca facilitismos, principalmente, perante a enorme crispação que se está a viver nos EUA, em relação a Trump.
Estamos, pois, perante uma ofensiva desabrida, que não hesita em recorrer a processos ínvios de desinformação e de intoxicação mediática. Uma coisa é não gostar de Trump. Outra coisa é atacá-lo, sem fundamento, o que é o caso, aqui referido.

DECLARAÇÃO DE INTERESSES: Não apoio Trump, mas também não apoiei nenhum dos presidentes recentes dos EUA. Todos eles recorreram a guerras, desencadeadas directamente ou, indirectamente, encomendadas a terceiros.
Alexandre de Castro

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Portugal já está a arder…


Imagem da cnoticias.net

Donald Trump reivindica Ilha Terceira por usucapião

No embarque para a sua deslocação a Los Angeles, o Presidente dos EUA declarou que tudo fará para tomar posse da Base das Lajes e da ilha onde está inserida, apesar de esta ser considerada território português. Invocando o acordo firmado na construção da base aérea com o Coronel Eduardo Gomes da Silva e os tratados assinados durante a 2ª Guerra Mundial entre Óscar Carmona e Franklin D. Roosevelt, Trump declarou à CNN que “…todo o investimento realizado durante décadas pelos americanos na base aérea e espaço envolvente e o não cumprimento das regras básicas de manutenção da ilha por parte de Portugal dá aos EUA o direito à posse do território por usucapião.”
cnoticias.net (ver aqui)

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Portugal já está a arder…

Não se assustem! Trata-se de uma montagem, bem conseguida e bem humorada. Mas não me admiraria nada, se a fantasia se transformasse em realidade. Nos tempos conturbados, que se avizinham, tudo é possível. Até uma nova aparição da Santa, em Fátima, para comemorar o centenário do embuste. E, também, não me admiraria nada, se o Papa viesse a reivindicar a soberania do Estado do Vaticano sobre a cidade de Fátima. O que seria justo, pois aquela cidade nasceu e cresceu à custa da fábrica dos milagres e da fábrica da cera, ambas com uma taxa de produtividade elevada.
É que, Portugal, dentro de pouco tempo, e tal como vai acontecer à Grécia, irá ser posto à venda, não por culpa do actual governo, que tem feito um esforço notável, para manter um equilíbrio, que é, no entanto, muito instável, mas sim, por culpa dos anteriores governos, desde os de Mário Soares até ao de Passos Coelho, que, quer por convicção, uns, quer por desleixo e incompetência, outros, meteram o país numa grande alhada, fazendo-o mergulhar na segunda maior crise da sua história, e para a qual não se vislumbra uma saída, devido os constrangimentos impostos pela UE e pela moeda única.
Alexandre de Castro
2017 02 11

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Donald Trump não aterrou de paraquedas, na Casa Branca, por mero acaso…


Donald Trump não aterrou de paraquedas, na Casa Branca, por mero acaso…

Tal como Hitler subiu ao poder, com o oculto apoio, político e financeiro, dos grandes patrões da indústria alemã, que necessitavam de uma ditadura, para expurgar o país da ameaça comunista, que, internamente, se agigantava, também Donald Trump, que não aterrou de paraquedas, na Casa Branca, por mero acaso, tem atrás de si a força de, pelo menos, dois grandes lobies: o lobie judaico-sionista, da alta finança, que pretende mais pragmatismo dos EUA, na protecção, consolidação e no alargamento territorial do Estado de Israel, na Cisjordânia, e o lobie da indústria exportadora, que quer, por um lado, voltar à Europa, de onde foi destronada, através do Mercado Único Europeu e da criação do euro, e, por outro lado, conter o crescimento económico da China, que começa a ser, no mercado mundial, um sério concorrente dos EUA. Não foi por acaso que Trump, durante a campanha eleitoral, mencionou, com intencional hostilidade, a China, a Alemanha e a União Europeia.  

Já não interessa a esses lobies, o confronto permanente com a Rússia, que não ajuda nada a economia americana, assim como a política belicista no Médio Oriente, aplicada pelos anteriores presidentes. A nível de política interna, o que o lobie dos industriais pretende é a total desregulamentação do mercado de trabalho, para aumentar, ainda mais, a produtividade, à custa da diminuição dos salários.

Para estes dois lobies, muito poderosos, e que comandam toda a realidade política, estes objectivos só serão alcançados com um Presidente populista, que faça uma limpeza em todo o aparelho de Estado, eliminando todas as resistências que se atravessem no seu caminho. E Trump, devido ao seu perfil e condição, foi o homem escolhido, para operar esta viragem na política interna e na política externa dos EUA.

Se esta perspectiva estiver correcta, não poderemos estranhar o fenómeno atípico da eleição de Trump para presidente dos EUA. É uma necessidade do sistema, para garantir, no futuro, a sua sobrevivência, como maior potência mundial. Eu até me atreveria a dizer que se tratou de um acto de desespero, se também tomarmos em consideração o domínio militar. É que a intervenção decisiva da Rússia de Putin, no conflito Síria, demonstrou, de forma inequívoca, que os EUA não poderão continuar a fazer, no Médio Oriente, o que muito bem entendem.
Alexandre de Castro
2017 02 09

sábado, 21 de janeiro de 2017

O Grito no Capitólio [inspirado em "O Grito de Edvard Munch"]

Amabilidade de Emilia Fernández

Um excelente cartoon, inspirado na célebre pintura “O Grito”, de Edvard Munch, uma pintura em que o autor consegue, através da força expressiva das linhas, das formas e das cores, transmitir a profundidade da dor humana universal, que todas as tragédias provocam.
O autor do cartoon não foi neutro. Tomou partido, como compete aos criadores da Arte e da Literatura.

O Grito”_ Edvard Munch

Donald Trump: um político atípico e controverso...


Donald Trump, através das suas declarações públicas assumidas, está a revelar-se um líder atípico e controverso, que não se enquadra no tradicional perfil político-partidário do mundo ocidental, centralizado na existência de dois partidos, aparentemente antagónicos, mas que se confundem na comum defesa e aceitação do sistema político e económico, instituído nos países ocidentais.

Trump, de certa forma, veio baralhar esta conformidade, criada e consolidada, na sequência da segunda guerra mundial e aprofundada, posteriormente, com a globalização. Principalmente, em relação à política externa, ele vai dividir a meio os dois partidos, o Republicano e o Democrata, quer na cúpula, quer nas bases, criando, em ambos, apoiantes e opositores. A aproximação à Rússia, a declarada hostilidade em relação à China e um certo distanciamento e desinteresse em relação à Europa - as três questões, onde ele foi mais claro e assertivo - são as que mais cócegas vão fazer nos dois aparelhos partidários e aos congressistas e aos serviços secretos (CIA e companhia).

Já, em relação ao Médio Oriente, ele foi errático nas suas promessas, nas quais não se percebem bem as suas intenções e os seus objectivos. Talvez aqui, tenha imperado alguma prudência, pois a política a seguir no Médio Oriente é a que mais interessa ao poderoso lobie sionista, que não irá permitir desvios à política dos EUA, sobre Israel.

A nível interno, é de esperar a assumpção de uma política neoliberal pura e dura, com algum populismo à mistura.

Alexandre de Castro

2017 01 21

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Afinal, Donald Trump não tomou posse


Afinal, Donald Trump não tomou posse, como Presidente dos EUA. Apareceu nu, para a respectiva cerimónia. Foi imediatamente levado por agentes da CIA para um manicómio, onde ficou internado. Obama, de susto, até ficou branco, quando o viu.
Alexandre de Castro
2017 01 20


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Trump que se cuide…


Na primeira conferência de imprensa desde que foi eleito, o Presidente eleito dos EUA, [Trump] diz que se o Kremlin tivesse informação sensível sobre si a tinha divulgado. "Se Putin gosta de Trump, óptimo, é uma vantagem", disse.
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Trump que se cuide…

Sabendo-se que a CIA, o FBI e a NSA não morrem de amores por Trump, devido, entre outras coisas, ao seu perfil heterodoxo, que não se coaduna com a convencional postura presidencial norte americana, é muito possível que estejamos a assistir a uma montagem cabalística, para o derrubar ou para o domesticar, pois é muito estranho que essas informações comprometedoras, na posse dessas agências, tivessem chegado à praça pública. A CIA, principalmente, que se alcandorou, devido às políticas intervencionistas dos anteriores presidentes, ao estatuto de um Estado, dentro do Estado, perderá importância e poder, se Trump, tal como anunciou, optar em politica externa, por uma política isolacionista, abdicando de andar a provocar guerras, directamente ou por encomenda, no Médio Oriente e em outros países, considerados vitais para os interesses dos EUA.
Se esta minha tese estiver certa, então, Trump irá ter o mesmo destino de Kennedy, que foi assassinado pela mão oculta do FBI.
Alexandre de Castro
12 JAN 2017

sábado, 12 de novembro de 2016

Carta a uma amiga sobre a semelhança entre Donald Trump e Hitler


Carta a uma amiga sobre a semelhança entre Donald Trump e Hitler

Amiga Lara:

No meu texto, que lhe enviei, e que anteontem publiquei no blogue Alpendre da
Lua, eu dizia que Trump me recordava Hitler.

Hitler ganhou o poder, porque, discretamente, foi apoiado fortemente, no ponto de vista político e financeiro, pelos grandes industriais alemães, que viviam em pânico, perante o avanço do movimento comunista. Cada vez mais, intelectuais, operários e franjas das classes médias começaram a aderir ao marxismo. Por outro lado, as eleições “livres”, burguesas, antes, devidamente condicionadas pelo pensamento dominante, inspirado pelo grande capital, começaram a abrir brechas e a não corresponder aos interesses das classes dominantes. Era necessário uma ditadura e um demagogo, que a dirigisse, e que soubesse, para encobrir o que de odioso todas as ditaduras têm, encontrar um inimigo, que o povo, intimamente, também odiasse. Esse povo, foi o povo judeu. E à boleia da perseguição aos judeus, meteram-se no mesmo saco os comunistas.

Donald Trump poderá muito bem ser uma emanação política dos mais secretos e sujos interesses das multinacionais americanas e do poderosíssimo clã sionista-judaico, que impera na banca e move todos os cordelinhos na política.
Aliás, Israel vive à custa dos movimentos desses cordelinhos.

Falta falar da guerra. Há duas semanas, a tensão entre os EUA e a Rússia esteve ao rubro, o que levou Putin a ter de exibir um sofisticado míssil balístico, capaz de atingir o coração da América, respondendo assim à construção de bases de lançamento de mísseis, pela NATO, na sua fronteira ocidental. A guerra da Síria, país que os EUA precisam de neutralizar, para dominar o Médio Oriente, está a ser o ensaio geral de uma guerra total. E Trump é suficientemente louco, tal como Hitler, para a desencadear.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

As eleições americanas serão o princípio do fim?


As eleições americanas serão o princípio do fim?

O que eu valorizei mais, nestas eleições dos EUA, foi a estrondosa derrota do establishment. Além das elites políticas e económicas americanas, quem também está verdadeiramente assustado, com a vitória de Trump, são os dirigentes políticos dos países da ortodoxia neoliberal, aliados do império, e que já estão a ver o poder a fugir-lhes debaixo dos pés. Foi confrangedor ouvir e ver Holland, no seu discurso de felicitações (a fazer fisgas) ao novo presidente dos EUA, que mais parecia um discurso fúnebre, da assumpção da derrota, numas eleições francesas.

Trump, como elemento off side do sistema, baralhou o jogo do discurso do politicamente correcto, ao falar para todos aqueles americanos, que já não se reviam no sistema do bipartidarismo instituído, e que os impedia de aceder a uma vida digna. A população branca americana, marginalizada e pobre, descobriu, nestas eleições, um processo de dar uma grande machadada nas elites da política, da economia e das do mundo académico, que sempre a ignoraram, não optando, agora, pela clássica abstenção, mas votando em Donald Trump. Assim, Donald Trump seria o elefante, que iria entrar numa loja de porcelanas.

É certo que Trump é um populista perigoso e a sua eleição lembra-me a eleição de Hitler, como chanceler, que centrou o seu discurso na xenofobia, no antissemitismo e na restauração do orgulho germânico, humilhado em Versalhes.

De qualquer forma, não deixo de recorrer ao paradigma da História: os impérios nascem, crescem, atingem o firmamento na idade adulta, envelhecem e morrem. E o império americano e os seus apêndices ocidentais já estão, de forma acelerada, a envelhecer. Não sei se será Trump, que, inadvertidamente, lhes dará a machadada final. No entanto, uma coisa é certa: as contradições do imperialismo já são enormes e não têm solução à vista (a crise da dívida e do euro já dura há seis anos - são muitos anos - e uma nova crise financeira mundial está prevista para breve).

O Brexit constituiu o primeiro alarme, a evidenciar o desconforto de grande parte do eleitorado, em relação ao sistema, principalmente o oriundo da classe média. E, possivelmente, outras hecatombes eleitorais irão ocorrer brevemente na Europa (França, Itália e Alemanha).
Será o princípio do fim?
Alexandre de Castro

sábado, 6 de agosto de 2016

Furacão Trump: guerra aberta no Partido Republicano

 


Furacão Trump: guerra aberta no Partido Republicano

Nos EUA cresce a tensão entre os republicanos. Num partido já dividido quanto ao controverso candidato à Casa Branca, Donald Trump veio reacender esta terça-feira a polémica ao declarar que não iria apoiar Paul Ryan na campanha para a reeleição no Congresso, nem a candidatura do senador John McCain no Arizona.
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Trump sabe (e há muito tempo) que só ganhará a Casa Branca se conduzir a campanha eleitoral num clima de permanente crispação. É o que ele tem andado a fazer. O discurso do politicamente correcto não serve os seus objectivos, nem se insere no seu truculento perfil psicológico. Ele percebeu que não pode ser igual aos seus rivais. 
Se me é permitido um prognóstico, eu diria que ele vai ser o próximo presidente dos EUA. Mas não me perguntem se isso vai ser bom ou mau. Seja qual for o presidente eleito, republicano ou democrata, ele será sempre mau, como história recente tem demonstrado.
AC
2016 08 06