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domingo, 10 de maio de 2015

FMI quer mais cortes nos salários e pensões em Portugal


"É importante racionalizar mais a despesa pública através de uma reforma abrangente dos salários e das pensões e de reformas fiscais". Previsões do FMI são mais pessimistas do que as do Governo.
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O que o FMI pretendeu dizer é que Portugal ainda não conseguiu alcançar os resultados da Grécia. Mas a senhora Lagarde pode ficar descansada: O PS do Costa e o PSD do Coelho tudo farão para que tal aconteça..

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

FMI: Excessiva desigualdade de rendimentos trava crescimento


A excessiva desigualdade de rendimentos, refletida num dado recente de que 80 pessoas mais ricas do mundo controlam metade da riqueza global, é um obstáculo para o crescimento sustentável, afirmaram hoje economistas e ativistas de prestígio internacional em Davos.
"A excessiva desigualdade não propicia crescimento sustentável", declarou hoje a diretora gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, num debate sobre a concentração da riqueza no Fórum Mundial de Davos (WEF), que decorre em Davos na Suíça.

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Esta mulher está sempre a dar uma no cravo, outra na ferradura. Desta vez, acertou. Deu no cravo. E bem. Na realidade, e ao contrário do que pensam as nossas luminárias indígenas e os mais empedernidos economistas neoliberais, as políticas redistributivas induzem o crescimento económico. E é fácil perceber porquê. Estimulam o consumo, o que se reflete positivamente no aumento do investimento e do emprego, que por sua vez também vão puxar pelo consumo, constituindo-se assim uma triangulação de fatores favoráveis, que, conjugados, vão aumentar a riqueza (PIB).
É evidente que esta equação não tem uma progressão infinita. Tem um limite, o limite imposto pela equidade e pela razoabilidade dos objetivos das políticas económicas, uma coisa a que, em Portugal, já não estamos habituados.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Três bilhetes postais para Christine Lagarde...

Esta criança grega passa fome, porque o seu pai não paga impostos.
Está desempregado...

O que se dizia ser uma ajuda, afinal, agora, chama-se ajustamento,
e para o Estado grego vai uma pequena quantia do FMI-BCE-UE.
Por isso, o sistema de saúde e o sistema educativo estão a
degradar-se inexoravelmente.

Desde que começou a ser aplicado o memorando da troika, o desemprego
mais do que duplicou. Está demonstrada a razão por que os gregos não
pagam impostos. 
Imagens do blogue Ladrões de Bicicletas
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Se a Grécia sair do euro, o grande perdedor será a União Europeia, pois a tranche que cada estado membro terá de desembolsar é muito superior às que estão previstas para o programa de ajustamento em curso. É uma vantagem competitiva para o povo grego, e que deve estar presente no espírito de cada eleitor, no dia das próximas eleições. 
A política de austeridade falhou redondamente. Os políticos e os economistas não previram (ou fingiram não saber prever) o aumento galopante do desemprego para níveis insuportáveis, numa sociedade organizada, nem a queda das receitas fiscais, o que paralisou o Estado. Por incompetência ou má fé, esses economistas e esses políticos, que evidenciaram uma insensibilidade chocante, perante o sofrimento humano, contrairam uma pesada dívida, que só poderá ser redimida pelo braço da justiça.