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domingo, 18 de março de 2018

Bloco Central informal...


PCP afirma estar em curso no país um "Bloco Central informal" PSD/PS


O secretário-geral do PCP afirmou hoje que está em curso no país um "Bloco Central informal" entre PSD e PS, convergência em que os sociais-democratas já preparam uma revisão constitucional a pretexto de uma reforma na justiça.
Jerónimo de Sousa [In NOTÍCIAS AO MINUTO]


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Vai ser um Bloco Central informalmente formal

O Partido Socialista fez um casamento, com separação bens, com os partidos de esquerda, mas, agora, quer continuar a ir dormir à casa da amante, com quem, aliás, sempre andou a dormir. E este adultério é apadrinhado pelos seus primos políticos de Bruxelas e de Berlim, que sempre torceram o nariz a este casamento, considerado politicamente contra natura.

O doutor Costa, em breve, vai começar a dizer que não se tratou de um casamento, mas sim de um arranjinho de ocasião, para satisfazer as necessidades do poder, e já começou a construir a metáfora adequada às suas ambições, (as partidárias e as pessoais), em que o Partido Socialista será o árbitro de um combate de boxe, entre a esquerda e a direita, quando afirmou que é necessário fazer consensos alargados com todo o espectro político, uma vez que estão em causa grandes opções, ligadas à UE, e que vão repercutir-se nas várias legislaturas futuras, o que é uma grande falácia, pois é na cozinha de Bruxelas que se escolhem as ementas e se cozinham os pratos, dispensando-se os temperos que o doutor Costa julga (ou finge que julga) poder acrescentar.

Alexandre de Castro
2018 03 18

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Debates quinzenais com o primeiro-ministro podem ter os dias contados


Se PSD e PS não têm concordado em diferentes aspetos, parece haver pelo menos um ponto em que estão de acordo: os debates que, quinzenalmente, implicam a presença do primeiro-ministro no Parlamento, poderão ter os dias contados, adianta o Sol.
O modelo de debates quinzenais que contam com a presença do primeiro-ministro no Parlamento poderá terminar depois das próximas eleições. Os dois partidos mais representados na Assembleia da República – PS e PSD – parecem estar de acordo neste aspeto, noticia o semanário Sol.

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Começa a ser aplainado o caminho para um futuro governo do Bloco Central, em que será necessário resguardar a imagem do respetivo primeiro-ministro, eventualmente António Costa, evitando que ele se sujeite ao bombardeamento dos partidos da verdadeira esquerda. É que, no parlamento, com a hipotética coligação PS e PSD, a linha divisória entre esquerda e direita muda de posição, e vai assumir-se politicamente fraturante, proporcionando o aumento da visibilidade mediática do PCP, que liderará uma oposição muito combativa. E é esta situação incómoda que os partidos da troika querem a todo custo evitar, acabando com os debates quinzenais com o primeiro-ministro, no parlamento, e empobrecendo o debate democrático.