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quarta-feira, 8 de março de 2017

DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Em 1977 ficou reconhecido pelas Nações Unidas o dia 8 de Março, como o Dia Internacional da Mulher. Nesse mesmo ano, realizou-se o Congresso de todos os Sindicatos, da Intersindical, com reivindicações específicas das mulheres trabalhadores.

Este artigo encontra-se em:
Entrada – CGTP-IN http://bit.ly/2lWYpde

Imagem e texto retirados do blogue Abril de Novo Magazine.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Centenas de pessoas preparam-se para a manifestação da CGTP [e uma reprimenda ao jornalista]


Centenas de pessoas estão concentradas, em Lisboa, no largo do Martim Moniz, para iniciar a manifestação comemorativa do Dia do Trabalhador até Alameda D. Afonso Henriques, organizada pela CGTP-Intersindical.
Alguns manifestantes ostentam cravos vermelhos e empunham a bandeiras nacionais, e da CGTP-IN, assim como cartazes críticos da situação socioeconómica portuguesa.
Notícias ao Minuto [ver notícia]
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Centenas de pessoas?!... O (a) jornalista que escreveu esta noticia não deve saber contar. Vou pedir ao Crato para lhe mandar fazer o exame da antiga 4ª classe, com um grau de dificuldade igual ao da 1ª classe.
Alexandre Lopes de Castro - Jornalista (C.P. Nº 5907)

[Este comentário foi escrito no espaço da notícia do N.M, para que chegue à respetiva redação. Daí, a minha identificação como jornalista].

sábado, 19 de outubro de 2013

Estamos todos convocados!...


Estamos todos convocados!...

A ponte vai mesmo estremecer! E as ondas de choque do terramoto humano do protesto vão fazer abanar o país. Até o defunto de Santa Comba vai saltar do caixão. A ponte não é apenas uma passagem. Vai entrar no universo mitológico da luta dos trabalhadores portugueses. Ulisses virá na sua barca contemplar a maravilha. E os sismógrafos do Terreiro do Paço vão ficar avariados.
Ainda não chegámos ao Carmo nem à Trindade. Mas vamos a caminho. E o caminho faz-se caminhando, como dizia o poeta espanhol Antonio Machado. Não podemos baixar os braços perante a calamidade que nos atingiu. E esta luta já está a fazer o apelo ao dever patriótico, ao qual eu não me esquivo. É a nossa independência como país que começa a estar em perigo.
Estamos todos convocados!

Nota do meu rodapé: É preciso desmontar os argumentos dos teóricos do aventureirismo esquedista


É preciso desmontar os argumentos dos teóricos do aventureirismo esquedista

Raquel Varela, numa publicação recente, resolveu alinhar pela argumentação enviesada de todos aqueles que, afirmando-se de esquerda, estão sempre disponíveis para atacar as posições da Intersindical e do Partido Comunista Português.
O artigo referido é altamente tendencioso e perigoso, pela indisfarçável intenção de atingir o prestígio da CGTP. Apesar de todo o respeito que me merece a historiadora e investigadora Raquel Varela, eu não posso aceitar a sua opinião, quando afirma "Contudo, o recuo da CGTP, que implica a aceitação de que o Governo é senhor da lei e pode aplicá-la como quiser, mostra que o país não tem só um problema de Governo, mas um sério de problema de ausência real de oposição".
A Intersindical procedeu bem em não desafiar o Governo, obedecendo à proibição de realizar um cortejo pedestre pelo tabuleiro da Ponte 25 de Abril. Seria dar um pretexto ao Governo para desencadear cargas policiais sobre os manifestantes e de poder vir, logo no dia seguinte, a desencadear uma campanha mediática contra a Intersindical, apelidando-a de uma central de “arruaceiros” e “desordeiros”. Desafiar o Governo e a polícia, desta maneira inútil e prosaica, seria matar a possibilidade de, no futuro, vir a mobilizar os trabalhadores para novas manifestações, que se pretende que atinjam sempre um grande impacto. Veja-se o que aconteceu no ano passado com as manifestações espontâneas de grupos independentes, junto da Assembleia da Republica. Bastou uma encenada provocação da própria polícia, a justificar uma carga violenta sobre os manifestantes, e aquele tipo de manifestações acabou. Nunca mais se fez uma manifestação junto da Assembleia da República.
Por outro lado, a CGTP já alcançou duas vitórias: obrigou o governo a mostrar o seu medo e a ter de recorrer a uma impopular medida de cerceamento das liberdades, o que veio favorecer a CGTP, que assim conseguiu multiplicar o número de adesões à sua iniciativa de fazer uma grande concentração em Alcântara, decidindo que o percurso no tabuleiro da ponte seria feito pelos mais de quatrocentos de autocarros que hoje rumarão até Lisboa, o que, só por si, é já uma grande manifestação.
Não pode haver aventureirismos nestas coisas, tal como na guerra, pois nenhum general manda às cegas os seus exércitos lutar contra um inimigo, sabendo de antemão que não o poderá vencer. A Drª Raquel Varela que organize uma manifestação com os seus amigos do minúsculo Bloco de Esquerda e que se atreva a desobedecer à proibição governamental, oferecendo o seu corpo à violência policial. É o mínimo de coerência que se lhe exige.
Alexandre de Castro

domingo, 26 de maio de 2013

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, anunciou nova jornada de luta da central sindical para 30 de Maio.


“Mais do que salvar a coligação do Governo, como pretende o Presidente da República, estamos aqui a manifestar-nos para salvar o país de uma política que inferniza as nossas vidas e hipoteca o futuro colectivo da nação”, afirmou Arménio Carlos durante a sua intervenção. Aproveitou para censurar o líder do CDS-PP, Paulo Portas. “Afirma-se como defensor dos reformados, mas não nos esquecemos que foi o CDS que deu cobertura a medidas que atingem esta camada”, disse, indicando os cortes nos subsídios como exemplo. 
***«»***
Trata-se, na realidade, de salvar o país e de reconquistar a dignidade perdida. Trata-se, na realidade, de uma luta para evitar um desastre social de proporções gigantescas.
A CGTP-Intersindical poderá ser o rio principal de todo o nosso descontentamento, para onde devem confluir todos os afluentes, que queiram fazer chegar ao mar a sua água. As trincheiras da luta, que cada um de nós vai construindo, serão inúteis, se não se integrarem num exército organizado, com meios e estratégia para poder derrotar o inimigo - o inimigo interno e o inimigo externo. 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

GREVE GERAL


A Greve Geral de hoje tem todas as condições para marcar um ponto de viragem na estratégia da contestação às políticas do atual governo e à ditadura da troika, em função da ampla convergência de vários movimentos e organizações de protesto à iniciativa da CGTP-Intersindical, que assim se constitui no centro aglutinador das forças de esquerda que pretendem uma radical mudança em relação às violentas políticas de austeridade. Sem se diluirem e sem perderem a sua matriz identitária, esses movimentos aderiram à iniciativa da central sindical, percebendo que só um grande movimento unitário poderá provocar a queda do governo e liquidar as nefastas políticas da direita.
Seria importante e desejável que, a partir de hoje, uma nova dinâmica do movimento de contestação e de protesto, assente num amplo consenso de posições e reforçado pelo estabelecimento de objetivos e processos comuns, pudesse conferir à data a marca da divisória entre dois tempos: O antes e o depois da Greve Geral. O povo português reconheceria aí um obejetivo sinal de mudança, condição necessária para poder continuar a acreditar na existência de alternativas consistentes ao estabelecimento de uma nova política para Portugal.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O mau jornalismo televisivo de Mário Crespo

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Mário Crespo é um péssimo jornalista. Ainda não aprendeu que, no decorrer de uma entrevista, a boa prática profissional exige ao jornalista uma reserva prudente quanto à emissão das suas próprias opiniões, pois o objetivo é recolher a opinião do entrevistado, que é aquilo que interessa ao público, sendo por isso que a sua presença se justifica. O jornalista deve anular-se e dar o palco ao entrevistado. Deve limitar-se a enquadrar o tema com inteligência e criatividade e fazer as perguntas com objetividade. Se for sagaz, deve fazer perguntas armadilhadas para explorar eventuais contradições do entrevistado. Mas Mário Crespo, enrola-se nas suas palavras, e assume-se como comentador. Aos entrevistados, seus correligionários ideológicos, espreguiça-se untuosamente, num canhestro servilismo, fazendo perguntas bondosas e inocentes. Aos entrevistados que não lêem pela sua cartilha política, faz perguntas impertinentes e capciosas. Se Mário Crespo pretende exercer a função de comentador político, terá de criar o seu próprio espaço de opinião, bem marcado e bem definido. Aí, pode dizer o que muito bem entender.
Mas, além de ser um mau jornalista, Mário Crespo não percebe nada de economia. Destila venenosamente os estereótipos da direita neoliberal, delicia-se ronceiramente com os lugares comuns que debita, na presunção de que são pensamentos brilhantes. Nesta entrevista ao dirigente da CGTP, Arménio Carlos, percebeu-se que não sabe o que é a taxa de produtividade, focalizando-a exclusivamente no fator trabalho. Não sabe que os grandes motores para o aumento da taxa de produtividade assentam no investimento, na inovação tecnológica e na melhoria do sistema de gestão e de comercialização, que são os principais fatores que promovem o aumento do PIB.
Salvou-se nesta entrevista o desempenho de Arménio Carlos, que deu uma lição ao ignorante jornalista.

domingo, 2 de outubro de 2011

Notas do meu rodapé: Ontem, o povo saiu à rua para protestar...

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As manifestações políticas e sindicais deixaram de ser românticas. Em face do agravamento das condições de vida dos trabalhadores portugueses e da população em geral, os manifestantes já não descem a avenida, cumprindo um ritual e embrulhando a bandeira no fim da festa. A jornada de protesto deste domingo, promovida pela CGTP-Intersindical, foi uma manifestação de viragem, quer pela sua elevada adesão, quer pela mudança de atitude dos manifestantes, que já estão a sentir na pele os efeitos gravosos das medidas impostas pelo governo de direita e ditadas pelo capitalismo financeiro internacional, através da troika (UE-BCE-FMI). Vi pessoas a chorar. Vi muitas pessoas, cujo rostos já evidenciavam os sinais de profundas carências.
Carvalho da Silva, o secretário geral da CGTP, fez um discurso vigoroso, denunciando com objectividade os meandros obscuros das causas da actual crise e a perversidade das medidas de austeridade, que mais não visam do que diminuir os rendimentos do trabalho. Zurziu no Presidente da República (ver na parte final do primeiro vídeo), pondo a ridículo uma resposta de Cavaco Silva a uma jornalista, em que ele, de uma forma desastrada e infantil, mais parecendo um mau aluno que não trouxe a lição estudada, afirmou que o crescimento económico regressaria em 2013, porque era isso que estava escrito no memorando de entendimento da troika.
Mas Carvalho da Silva foi, com as suas palavras, altamente mobilizador para os trabalhadores em geral e para os jovens em particular, convidando estes a construir o seu futuro, envolvendo-se na luta geral de protesto, através da sua integração nas organizações sociais, políticas e sindicais.
Ao Partido Socialista deixou o recado de que não poderia fazer mais o jogo duplo habitual, apregoando na oposição aquilo que não fez quando foi governo.
A última semana de Outubro irá ser determinante para a continuação sequencial do protesto contra o governo do PSD/CDS. Será uma semana de greves e de mais manifestações. 
Os rios fazem-se através dos seus muito afluentes. Também o caudal do descontentamento irá engrossar com a chegada de mais portugueses descontentes e desesperados. 

domingo, 1 de maio de 2011

1º Maio: dirigentes socialistas assobiados e insultados

Alguns participantes da manifestação do 1º de Maio da CGTP receberam escreve o domingo a delegação socialista com apupos e insultos, embora a direcção da central sindical tenha feito questão de demonstrar a sua simpatia com os militantes do PS, escreve a Lusa.
A delegação, composta por Ferro Rodrigues, Vítor Ramalho, Isabel Santos, Catarina Marcelino, Rui Paulo Figueiredo e Hugo Costa, foi cumprimentar, como é habitual, a direcção da CGTP. No entanto, alguns manifestantes começaram a assobiar e a chamar «traidores» aos socialistas, acusando-os de serem os responsáveis pela actual situação do país.
Portugal Diário
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Os dirigentes do Partido Socialista, que se deslocaram ao Martin Moniz, para cumprimentar os elementos da direcção da Intersindical, antes do desfile da manifestação do 1º de Maio arrancar, rumo à Alameda D. Afonso Henriques, ao serem assobiados, só podem queixar-se de si próprios. É que em política, assim como noutras coisas na vida, não se pode jogar em dois carrinhos. Não se compreende como, há dias, os mesmos dirigentes que deram o seu aval à política predadora e suicida de José Sócrates, no congresso do Partido Socialista, venham agora, de uma maneira hipócrita, manifestar solidariedade com os trabalhadores que foram vítimas daquela mesma política, que foi contestada com veemência, neste 1º de Maio.
É certo que Ferro Rodrigues não é Vital Moreira, e também esta visita não pretendeu ser uma provocação, como foi aquela, protagonizada pelo professor de Direito de Coimbra, quando era cabeça de lista pelo PS às eleições do Parlamento Europeu. É certo que Ferro Rodrigues manteve uma ligeira e calculada distância, no seu discurso ao congresso socialista, em relação os discurso dominante nas altas esferas do PS. Mas a atitude não deixa de reflectir um descarado oportunismo político, ao pretender conquistar votos no universo eleitoral, onde se concentra a maioria de cidadãos, que considera o Partido Socialista como um partido de direta, ao serviço dos lobies instalados no aparelho de Estado. É contranura e improcedente. Quem desfilou pela avenida não vai, certamente, votar no Partido Socialista.

1º de Maio

sábado, 19 de março de 2011

A Avenida da Liberdade foi pequena para tantos manifestantes



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O secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, declarou-se hoje agradado com os "muitos milhares de pessoas" presentes na Avenida da Liberdade no protesto da CGTP-IN, sublinhando que "só se mexe quem confia no futuro" do país.
"O povo está descontente e indignado com as injustiças, pobreza e precariedade, mas a afirmar esperança e confiança no futuro", disse Carvalho da Silva à agência Lusa enquanto descia a Avenida da Liberdade na frente da manifestação.
A Avenida da Liberdade ficou repleta de manifestantes que aderiram ao protesto convocado pela CGTP-IN contra o desemprego, a precariedade e por aumentos salariais e das pensões.
PÚBLICO
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O movimento popular começa a ganhar forma. Já não se trata de manifestações ritualizadas, marcadas pela fidelização partidária e ideológica, em que o manifestante, depois de desfilar ao ritmo das palavras ordem, enrolava a bandeira e ia para casa. Nesta fase, em que todas as ameaças sobre as famílias e sobre os trabalhadores pairam no horizonte, a voz da rua ganha uma força renovada para chegar aos ouvidos do poder e daqueles partidos que se inspiram nas telenovelas mexicanas para fazer da política um chiqueiro. A contínua desvalorização das sucessivas manifestações da CGTP, que os políticos do sistema e a maioria dos órgãos da comunicação promovem, por omissão, vai acabar nos próximos tempos com a agudização dos conflitos sociais. É certo que o sistema já está a preparar-se para mudar de cenário e de actores para a representação da mesma peça, procurando daí criar na opinião pública uma expectativa de mudança favorável, com efeitos desmobilizadores. Mas o que é certo, é que as medidas gravosas já tomadas por este governo do Partido Socialista já são suficientes para desencadear novos rastilhos de protesto e de contestação, que é necessário apoiar e enquadrar, para que a mudança de política se possa concretizar.

DIA DE INDIGNAÇÃO E DE PROTESTO - TEMPO DE ANTENA DA CGTP-IN

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Lutar contra as gritantes desigualdades sociais, contra o desemprego e contra a precariedade é um imperativo nacional. Portugal não pode ser o país, onde só os trabalhadores e os desempregados pagam os custos da actual crise.

CGTP espera "grande manifestação" uma semana após 200 mil terem descido Avenida da Liberdade

A CGTP espera ter “uma grande manifestação nacional” hoje em Lisboa, tendo em conta a mobilização demonstrada pelos trabalhadores ao longo das últimas semanas.
Temos expectativas muito boas para a manifestação tendo em conta o envolvimento dos trabalhadores nos plenários realizados nos locais de trabalho e a disponibilidade demonstrada para participar na manifestação”, disse à agência Lusa Arménio Carlos, da comissão executiva da Intersindical. A Inter convocou para hoje uma manifestação nacional que pretende que seja um “dia de indignação e de protesto” contra o desemprego, o aumento do custo de vida e as injustiças sociais.
PÚBLICO
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Irá ser, decididamente, um "dia de indignação e de protesto", juntando o mundo do trabalho e de todos aqueles que exigem uma nova política que inverta o rumo do país. Mas, esta manifestação, organizada pela CGTP, também deve constituir um sério aviso às forças da direita, que já estão a organizar-se para assaltar o poder político e prosseguir a mesma política do PS, agravando-a até, sob a exibição de uma nova e enganadora roupagem, mas cujo objectivo será a destruição do Estado Social e o empobrecimento das população trabalhadora.
http://economia.publico.pt/Noticia/cgtp-espera-grande-manifestacao-uma-semana-apos-200-mil-terem-descido-avenida-da-liberdade_1485668

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

GOVERNO DECLARA GUERRA AOS DIREITOS DOS TRABALHADORES

Amabilidade da amiga Pilar Vicente, que sugeriu este vídeo.
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Prossegue implacavelmente, de uma forma gradual e cirúrgica, para evitar sobressaltos, o esvaziamento dos direitos do trabalhadores, até que se consiga alcançar o objectivo da almejada liberalização total dos despedimentos. O chamado Estado Social começa a ser uma fantasia, apenas para ilustrar o discurso político.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Frases que eu subscrevo...

“O Banco Português de Negócios (BPN) é uma montanha de fraudes e de esquemas para enriquecimento de alguns e isso está mais que provado. Foi um autêntico roubo e uma plataforma de acumulação indevida de riqueza. Esse é que é o problema do BPN. Quem se envolveu e como se envolveu compete à justiça clarificar e há que assumir responsabilidades”.
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“o desenvolvimento do compadrio e da corrupção, do jogo de interesses entre o poder económico e poder político, sempre escondido e executado, contaminou profundamente a sociedade portuguesa nos últimos anos”.
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“A pré-campanha eleitoral para as presidenciais reflete essa podridão: Só surgem os problemas porque a podridão existe”.
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"O caso BPN degradou o principio da ética e dos valores morais da governação, no seu conceito amplo, e só haverá saídas para a situação em que o país se encontra quando houver governantes com autoridade moral e com princípios éticos capazes de mobilizar e responsabilizar os portugueses".
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“Nós não sairemos dos bloqueios onde estamos se não dinamizarmos a capacidade produtiva dos portugueses e se não formos capazes de responsabilizar cada homem e mulher e isso só é feito pelo seu trabalho”.
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"Cavaco Silva é hoje o maior animador do projeto da indústria da pobreza".
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“Nós recusamos iniciativas caritativas, pois não são solução para os problemas”.
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Declarações de Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP.
PÚBLICO

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

CGTP isolada nas críticas à Iniciativa para a Competitividade e o Emprego


A CGTP foi a única estrutura sindical a criticar abertamente o conjunto de propostas hoje apresentado aos parceiros sociais, ficando isolada na crítica às linhas gerais da Iniciativa para a Competitividade e o Emprego, aprovada em Conselho de Ministros esta quarta-feira.
PÚBLICO
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O governo já castigou os desempregados. Agora prepara-se para fazer a cama aos desempregados potenciais, se estas medidas, enquadradas pela pomposa designação, "Iniciativa para a Competitividade e o Emprego", forem executadas. As empresas vão receber de mão beijada uma belíssima prenda de Natal, que lhes vai permitir lançar para o desemprego milhares de trabalhadores, principalmente os dos grupos etários mais elevados, que, nas condições actuais, em caso de despedimento, receberiam uma melhor compensação remuneratória, que lhes suavizaria um pouco as suas dificuldades futuras. Com uma indemnização mais baixa e com as restrições, já em vigor, ao nível da concessão do subsídio de desemprego, esses trabalhadores mais velhos, que não vão encontrar um novo posto de trabalho, nem podem pedir a reforma, vão rapidamente entrar no limiar da pobreza.
Os desempregados constituem a classe mais fragilizada da sociedade, pois não têm meios de fazer ouvir o seu protesto nas ruas e nos meios de comunicação social, o que para o governo é um seguro de vida. Por outro lado, estas perversas medidas amedrontam os que ainda têm emprego, fragilizando-os na sua capacidade reivindicativa a favor dos seus direitos laborais.
Não se percebe como é que se pode promover o emprego, aprovando medidas que facilitam os processos de despedimento e vêm aumentar o desemprego de longa duração. É certo que as empresas acabam por admitir, em substituição dos trabalhadores despedidos, trabalhadores mais jovens, que vão aceitar o emprego com um salário menor e em condições de maior precariedade.
Tudo isto somado, percebe-se a grande manobra do governo para tentar ganhar competitividade para a economia, que será tentada exclusivamente à custa dos sacrifícios dos trabalhadores, continuando, porém, a proteger os bancos e os grupos económicos, excluindo-os de qualquer contributo para a solução da crise. Portugal será um país cada vez mais pobre e mais desigual.
Neste jogo da concertação social, a UGT mostrou uma vez mais os interesses que defende. Nos momentos decisivos, alia-se ao governo e ao patronato. Para iludir os trabalhadores, que representa, alinhou na greve geral, mas encarou-a sempre como se estivesse a participar no festival da canção da Eurovisão.
http://economia.publico.pt/Noticia/cgtp-isolada-nas-criticas-a-iniciativa-para-a-competitividade-e-o-emprego_1471175

sábado, 29 de maio de 2010

A luta vai começar!...

CGTP espera uma das maiores manifestações "de sempre"

"Esta grande indignação, como não se transformou
em medo, levou as pessoas a reagir." A frase é de
Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum dos
Sindicatos da Administração Pública, que estará
hoje presente na manifestação convocada pela
CGTP. A revolta contra as medidas de contenção
do défice, que têm vindo a ser anunciadas ao longo
das últimas semanas pelo Governo, e os mais de
400 autocarros que já estavam esgotados a meio da
semana, são o principal motivo que leva os dirigentes
da principal confederação sindical do país a
esperarem da manifestação de hoje "uma das maiores
de sempre".
PÚBLICO
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A rua sempre foi o palco priviligiado do protesto e da revolta. Foi na rua que redimiram os conflitos sociais. Foi na rua que se forjaram as revoluções. Se a manifestação de hoje juntar 200 mil pessoas, o poder político tem razões para ter medo. Será uma das maiores manifestações de sempre, a marcar um tempo de resistência e de luta, que já tardava, e a constituir-se no polo aglutinador do descontentamento popular.