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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Passos como nada fosse: "Recebi um mandato claro para governar"...


Passos como nada fosse: "Recebi um mandato claro para governar"...
''Tendo recebido dos portugueses um mandato claro para governar, assumo a responsabilidade indeclinável de respeitar essa vontade dos portugueses'', afirmou o primeiro-ministro. 
EXPRESSO
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Como é possível Passos Coelho vir dizer, no seu discurso de tomada de posse, como primeiro-ministro do XX Governo Constitucional, que recebeu "um mandato claro para governar"(?!), quando a maioria dos eleitores, que votaram em 4 de Outubro, não votaram na coligação de direita, mas sim nos restantes partidos que se apresentaram a sufrágio, com destaque para os três partidos (PS, PCP, BE), que, em conjunto, têm uma maioria de votos e uma maioria de mandatos parlamentares, condições estas que conferem àquela maioria legitimidade constitucional e política para dar sustentabilidade a um governo de esquerda, liderado por António Costa?...

domingo, 18 de outubro de 2015

Passos fala de "vitória exemplar" em carta a líderes europeus


Passos fala de "vitória exemplar" em carta a líderes europeus
Os líderes partidários da família europeia do PSD - Angela Merkel, Mariano Rajoy, Victor Órban, mas também a Nicolas Sarkozy (da oposição), receberam a carta de Passos Coelho.
Pedro Passos Coelho enviou uma carta aos líderes do Partido Popular Europeu (PPD para interceder junto de Paulo Rangel - candidato a vice-presidente do PPE no congresso da próxima semana - onde acabou por deixar um ‘autoelogio’ pelo que diz ser uma “vitória exemplar” nas legislativas.

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Não pode falar em “vitória exemplar”, quem perdeu tudo: deputados, votos e, principalmente, a maioria absoluta.
Não vale a pena mistificar a situação, iludindo, em proveito próprio, a nova realidade política, emergente das eleições legislativas, em que os portugueses, inequivocamente, castigaram os partidos do poder e manifestaram a sua recusa às políticas de austeridade. 

segunda-feira, 2 de março de 2015

"Primeiro-ministro caloteiro" tem de explicar dívidas


Catarina Martins exigiu hoje explicações ao país por parte de um "primeiro-ministro caloteiro para com a Segurança Social" ainda antes do próximo debate quinzenal, agendado para 11 de março, na Assembleia da República.

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Em qualquer país civilizado, daquela Europa que os políticos portugueses costumam avocar como pertença, qualquer membro de um governo que, tal como o primeiro-ministro português, Passos Coelho, tivesse fugido às suas obrigações fiscais, sentia-se obrigado a pedir imediatamente a sua demissão. Em Portugal não é assim, quer pela falta de carácter e de honorabilidade da maioria dos membros da classe política, quer pela ausência de uma opinião pública civicamente exigente. E isto é uma questão eminentemente cultural, que resulta de um complexo processo de sedimentação social, através da História. Os países da Reforma luterana, porque passaram a valorizar a dignidade do trabalho, fundaram uma moral superior, em comparação com a moral dos países da Contra-Reforma tridentina, nos quais se incluía Portugal, países estes que continuaram agarrados, até à Revolução Francesa e atá a todas as outras revoluções, que nela se inspiraram, aos paradigmas residuais e às arcaicas estruturas mentais e sociais da Idade Média, em que ainda imperava o conceito da servidão, pelo que, aos senhores, tudo era permitido, até a imoralidade.
AC

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Notas do meu rodapé: Em 2014, metade dos trabalhadores da Função Pública poderá ser despedida


Passos diz que situação grega não põe em causa o plano de troika em Portugal
O primeiro-ministro afirmou hoje que “o cumprimento do programa” de assistência a Portugal “não está em causa”, independentemente das negociações na Grécia, dizendo esperar que Atenas consiga “acertar” um segundo plano que “dê estabilidade” à Europa.
Passos reconheceu que o mundo é “interdependente” e que “não há países imunes ao que se passa no exterior”, mas sublinhou o que considerou serem as diferenças entre Portugal e a Grécia: “Nós não temos uma situação parecida com a da Grécia, temos uma situação muito mais próxima à da Irlanda, que começou o seu programa há mais tempo, o nosso começou há cerca de oito meses”.
PÚBLICO
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São um puro exercício de ilusionismo, temperado com uma manhosa dose de demagogia, estas afirmações do primeiro-ministro. O nosso percurso está a ser o da Grécia e não o da Irlanda, de quem ninguém fala. E da Grécia, Portugal está separado apenas por um ano. O que está a passar-se em Portugal é uma reprise da situação grega. Na segunda metade de 2013, coincidindo com o final do programa de assistência, Passos Coelho não tem soluções para garantir em 2014 o valor do défice orçamental exigido pela Pacto de Estabilidade e Crescimento da União Europeia, já que, nessa altura, não terá as almofadas de mais fundos de pensões, e, também, tal como se comprometeu, terá de repor o pagamento  do subsídio de férias e do 13º mês aos funcionários públicos e aos pensionistas. Em 2011, o défice orçamental cumpriu o objetivo da troika, graças à injeção dos dinheiros do Fundo de Pensões dos bancários. Em 2012 e 2013, vai funcionar o recurso ao esbulho de um sétimo dos rendimentos anuais aos funcionáros públicos e aos reformados. Trata-se, como é evidente, de almofadas temporárias que não vão consolidar o défice orçamental do Estado, como seria desejável. Como nesse ano, segundo o otimismo governamental, Portugal já deverá regressar aos mercados para se financiar (o que eu não acredito), os credores e as agências de rating voltarão novamente à carga, pondo em dúvida a capacidade do país de poder pagar as suas dívidas. Sendo assim, onde é que, em 2014, Passos Coelho (ou um seu sucessor) vai cortar na despesa do Estado, já que as receitas dos impostos (IVA, IRS e IRC) vão diminuir em virtude da recessão económica provocada pelas brutais medidas dde austeridade? É esta a pergunta pertinente que alguns atentos economistas, não comprometidos com o sistema, já andam a fazer, depois de terem feito as contas, ao mesmo tempo que afirmam que já estará a fermentar no Ministério das Finanças a ideia de despedir metade dos trabalhadores da Função Pública para se conseguir a normalização do défice orçamental, em 2014, que é o que os gregos são obrigados a fazer já neste ano e no próximo.  
Como se pode ver, Portugal está a seguir as pisadas da Grécia e não as da Irlanda, como quer Passos Coelho. E ele já sabe isto, o que o leva a querer fazer passar a ideia de que os funcionários públicos trabalham pouco.
Nota: Nas declaraçõs proferidas hoje, e reproduzidas na notícia do Público que serviu de suporte a esta nota de rodapé (ver hiperligação), Passos Coelho terá dito: "Reafirmo que esse programa é fazível e cumprível". O vocábulo "cumprível" não existe na Língua Portuguesa. É triste ter um primeiro-ministro que, além de incompetente, é também ignorante.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Passos sobre Cavaco: "Os sacrifícios têm que ser repartidos por todos"


O primeiro-ministro garantiu neste sábado que os “sacrifícios vão valer a pena e que Portugal vai passar esta situação difícil” e que todos, independentemente da sua posição, têm que fazer sacrifícios, reagindo às declarações do PR sobre a sua reforma.
PÚBLICO
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Passos Coelho ainda não leu o relatório da Comissão Europeia, comentado e referido aqui, no post anterior, onde se afirma que Portugal foi o país, entre todos aqueles que estão sujeitos a políticas de austeridade, que mais fez incidir os sacrifícios sobre as classes de menores rendimentos. Ao contrário do que afirma Passos Coelho, que na mentira nada fica a dever a José Sócrates, os sacrifícios não são iguais para todos. Observando o gráfico, pode ver-se que à medida que diminui o rendimento, aumenta a percentagem da perda do poder de compra, até chegar, no fim da escala, aos seis por cento para os mais pobres, enquanto os mais ricos perderam apenas dois por cento.  Com estas selvagens medidas de austeridade, que não vão resolver a crise profunda em que se encontra o país, o fosso entre os rendimentos dos vinte por cento dos portugueses mais pobres e os vinte por cento dos portugueses mais ricos vai agravar-se, aproximando-se do patamar que caracteriza os países subdesenvolvidos, em termos da distribuição dos rendimentos.
A conclusão que tem de se tirar, leva a concluir que o grande patronato e o governo prosseguem uma gravosa política de empobrecimento da maioria da população, aproveitando a crise financeira para acentuar a transferência de rendimentos dos trabalhadores para o capital.
http://www.publico.pt/Política/passos-sobre-cavaco-os-sacrificios-tem-que-ser-repartidos-por-todos_1530145

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Notas do meu rodapé: O execrável calibre moral de Manuela Ferreira Leite!...

«Quem tem mais de 70 anos e quer fazer hemodiálise tem de pagar»
A pergunta é feita a António Barreto, outro interveniente no debate, mas a resposta vem da parte da líder do PSD: «[Ana Lourenço pergunta] Não acha abominável que se discuta se alguém que tem 70 anos tem direito à hemodiálise ou não? [Resposta de Ferreira Leite] Tem sempre direito se pagar. O que não é possível é manter-se um Sistema Nacional de Saúde como o nosso, que é bom, gratuito para toda a gente. Para se manter isso, o Sistema Nacional de Saúde vai-se degradar em termos de qualidade de uma forma estrondosa. Então, nem para ricos, nem para pobres. E será inevitável que tratamentos desse estilo, evidentemente que existem, e que as pessoas têm direito a eles, desde que paguem. Fora disso não é possível gratuitamente. O país não produz riqueza para isso e se não produz riqueza para isso degrada-se a qualidade».
TVI 24
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Manuela Ferreira Leite, numa declaração desastrada, perversa e moralmente inqualificável, confessou em público aquilo que o governo anda a fazer secretamente. Os portugueses estão assim a ser confrontados com a maior monstruosidade do programa do governo, que pretende implementar o "assassinato lento" dos idosos mais pobres do país, restringindo o seu acesso ao Serviço Nacional de Saúde. Negando-lhes a assistência médica, que lhes prolongaria a vida, e esbulhando-os nas pensões de reforma, o que os condenará à morte, o governo diminui os gastos nas rubricas da Saúde e da Segurança Social. Reduzidos a lixo social, considerados marginais numa sociedade regida pela ferocidade fundamentalista das leis do mercado, profundamente fragilizados e sem mecanismos próprios de defesa, os idosos são infamemente ultrajados na sua dignidade de cidadãos, sendo remetidos para a condição de apêndices a abater na execrável engenharia financeira do governo. Eu já escrevi aqui que uma sociedade que não sabe tratar das suas crianças nem dos seus idosos não merece existir. E eu hoje já não sei se o país indiferente e apático, que se chama Portugal, merece existir.
Mas Manuela Ferreira Leite teve pelo menos um mérito, ao afirmar que os direitos têm de ser pagos. Veio dar sustentação ao meu radicalismo crescente, que se extrema cada vez mais, ao ponto de começar a advogar o extermínio de quem pretende eliminar-me fisicamente. É que eu estou a três anos de completar os setenta anos de vida e não aufiro rendimentos para pagar os tratamentos de hemodiálise, caso deles venha a necessitar. Considero que já os paguei durante a minha vida ativa, com o dinheiro dos meus impostos, parte dele desviado para alimentar a corja nojenta que tem esbulhado o país.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Passos Coelho: Grande Mentiroso!...

Montagem da autoria de Ricardo Santos do blogue "Aventar" e reproduzidas pelo blogue "Ladrões de Bicicletas"
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Espanto-me como ainda não caíram os dentes ao primeiro-ministro, Passos Coelho. Já afirmei aqui, várias vezes, que a arte da mentira é a melhor arma táctica dos políticos do Arco da Traição, utilizada ao serviço de uma perversa estratégia de alcançar o poder a qualquer preço. O que fica, depois do visionamento deste vídeo, é o vómito! A democracia não pode degradar-se mais! Chegou-se ao limite da repugnância!  

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Passos promete reformas para “democratização” da economia


O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, aproveitou o espaço televisivo da mensagem de Natal para olhar para o próximo ano e garantir que “2012 será um ano de grandes mudanças e transformações”, as quais “incidirão com profundidade nas nossas estruturas económicas”, com o objectivo de conseguir o que entende pela “democratização” economia.
PÚBLICO
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Quando li o título desta notícia do PÚBLICO, deduzi que o primeiro-ministro, Passos Coelho, iria, em 2012, submeter a economia a votos. Mas, enganei-me. Não era isso que ele queria dizer. Passos Coelho, com o ar mais cândido do mundo, veio repetir, de uma forma mais burilada, mas que não deixa de ser hipócrita, a lenga-lenga de António Guterres que também recorreu ao estafado tema de centrar as preocupações do seu governo nos problemas das pessoas. Foi o que se viu. De tanto se preocupar com as pessoas, Guterres fugiu, demitindo-se de primeiro-ministro, não sem dizer aos portugueses que a situação era caótica. De Passos Coelho, estes curtos cinco meses de governo já deram para entender o caminho que resolveu percorrer, optando por infernizar a vida das pessoas, que ele agora diz querer motivar. Cinicamente, e simulando um falso desconforto com a situação, centra o seu discurso naqueles temas que mais escandalizam os portugueses, como são os privilégios de certas castas sociais, a começar pelos banqueiros e pelos altos funcionários do Estado, que não foram (nem serão) minimamente beliscados pelas medidas de austeridade. Os bancos, como se sabe, tiveram da parte do governo uma valiosa prenda natalícia, que deixou os seus administradores e accionistas a cantar o Papá Noel. A transferêcia do fundo de pensões dos bancários para o Estado constitui mais um esbulho para os cofres da Segurança Social, que apenas vai receber uma parte insignificante do valor daquele fundo, mas terá que pagar, a partir de agora, as pensões dos reformados daquele sector profissional, os actuais e os que vierem a reformar-se no futuro. Grande parte do dinheiro daquele fundo nem saiu dos bancos, pois ficou nos seus cofres, a título de pagamento das dívidas do Estado,  de que são credores. Tratou-se de uma maneira criativa de transferir a factura da dívida, que deveria sair do Orçamento de Estado, para os beneficiários da Segurança Social, que, perante o aumento de encargos, virá dizer, daqui por uns anos, não ter dinheiro para pagar as pensões e os diferentes subsídios sociais, optando-se por mais cortes naquelas prestações. Neste esforço para pagar esta dívida, ficaram mais uma vez de fora os rendimentos do capital, cujos detentores são, na realidade, as únicas pessoas que interessam a Passos Coelho e ao seu partido.  

sábado, 17 de dezembro de 2011

“Tal como as dívidas são para pagar, os acordos são para cumprir”, diz Passos Coelho

O primeiro-ministro defende que o futuro do euro passa pela união orçamental e que Portugal deve, tal como os outros países, cumprir as conclusões do Conselho Europeu da semana passada, como a transposição para o direito primário das normas de disciplina orçamental.
Na abertura do debate quinzenal desta manhã, Pedro Passos Coelho afirmou que “tal como as dívidas são para pagar, os acordos são para cumprir”.
PÚBLICO
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E as promessas eleitorais também! A falta de dignidade dos sucessivos primeiros-ministros, incluindo a de Passos Coelho, está bem patente na quebra dos compromissos eleitorais em relação ao não aumento dos impostos. A primeira medida que assumem, logo que tomam posse, é precisamente procederem ao agravamento da carga fiscal. E isto aconteceu com Durão Barroso, José Sócrates, e com o actual faxina de serviço da imperatriz da Europa, Angela Merkel, que já se comporta como se Portugal fosse um protectorado da Alemanha.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Já abriu a corrida a centenas de 'tachos' no Estado

'Troika' exige concursos públicos, mas o Governo ignora regra. Saúde e Segurança Social são os sectores que têm mais vagas para oferecer.
Segundo o Correio da Manhã, a disputa pelo Hospital de Aveiro é a última polémica.
Diário de Notícias
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Já lhe é reconhecida a vocação para as fidelidades caninas, como se pode observar pelo seu seguidismo em relação a Angela Merkel, que, possivelmente, até já lhe ofereceu, como prémio pelos seus bons serviços, o cargo de futuro presidente da Comissão Europeia, em substituição de Durão Barroso, que a Kaiser de saias não suporta. Agora vem à tona a sua alma de camaleão, ao fazer o contrário daquilo que prometeu, antes das eleições. Passos Coelho, o falso moralista, invoca o carácter sagrado do documento da troika para aplicar o brutal programa de austeridade aos portugueses, mas ignora que as  disposições daquele mesmo documento determinam a realização de concursos públicos para a nomeação de cargos de chefia e de direcção do Estado. Os boys do PSD já salivam abundantemente com a hipótese de irem ocupar os lugares bem remunerados que os boys do PS são obrigados a abandonar. Alguns já se instalaram. No Hospital de Abrantes, um engenheiro de uma fábrica de produção de tubos de plástico foi promovido para membro do conselho de administração daquele unidade de saúde. Presume-se que o homem vai mandar substituir os tubos digestivos dos doentes por canalizações de plástico, o que fica mais barato para o Serviço Nacional de Saúde, como quer a troika..   
Os ávidos candidatos só ainda não começaram a engalfinhar-se e a morderem-se uns aos outros, na disputa pelo melhores ossos. Mas isso só irá acontecer quando no canil anunciarem mais vagas.
Entretanto, Passos Coelho, cujo carácter está ao nível do cano de esgoto, continua a fazer orelhas moucas aos apelos dos fornecedores do Estado, que estão a arder com o seu dinheiro, mas, ao invés, invoca os valores morais para exigir o escrupuloso cumprimento dos compromissos assumidos por Portugal para com os credores internacionais e para com as instâncias políticas europeias. Tendo a coluna vertebral de um molusco, Passos Coelho arrisca-se a perder toda a credibilidade para ocupar o lugar de primeiro ministro.
http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=2172740

domingo, 4 de dezembro de 2011

Passos retira culpas a Merkel e Sarkozy na crise portuguesa

O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho afirmou hoje, no Porto, que a crise portuguesa “não é culpa do senhor Sarkozy ou da senhora Merkel”, apoiando os dois líderes europeus na defesa de um reforço da liderança económica europeia.
“Quando os países são indisciplinados e colocam em risco outros, é natural que os que geriram bem as suas economias e emprestam dinheiro queiram receber garantias em como o que emprestam será bem utilizado. Esse governo económico que precisamos de construir na Europa é essencial para que a Europa possa ser solidária”, sustentou o primeiro-ministro, em declarações aos jornalistas.
PÚBLICO
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Com um primeiro-ministro destes, Portugal deixará de ser um país soberano e independente. Passará a ser um protectorado da Alemanha.
A mentira não é apenas o contrário da verdade. É também a intencional e tendiciosa distorção dessa mesma verdade, através da manipulação do seu sentido e desfocalização da sua centralidade. O problema não está em não querer pagar as dívidas, como pretende fazer crer o primeiro-ministro, sempre que se vê acossado pelas duras críticas à sua política suicida.. Ninguém colocou essa hipótese, embora na crise de 1891-93, o incumprimento tivesse sido declarado, sem que Portugal tivesse desaparecido do mapa. O problema situa-se ao nível da urgência imposta pela senhora Merkel para a correcção das contas públicas, através de um obtuso e irracional plano de austeridade, que vai arrasar a economia portuguesa, amarrando-a por uns largos anos  à estagnação. É uma mentira grosseira pretender fazer passar a ideia de que o crescimento poderá ocorrer com o aumento das exportações e a diminuição do consumo. Os ganhos de um dos factores são anulados pelas perdas do outro. Ninguém é capaz de apontar um exemplo de um país que tivesse crescido através de políticas recessivas, exceptuando o caso dos países exportadores de petróleo, o que não é o caso de Portugal.
Passos Coelho não entende este postulado axiomático das teorias keynesianas, que o pensamento neoliberal relegou para uma pasta de arquivo. Limita-se a papaguear o discurso da senhora Merkel, com visível subserviência e escandalosa subalternidade.       

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Orçamento de Estado para 2012 - perguntas pertinentes

Amabilidade do José Camelo
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Já escrevi aqui que os políticos dos partidos da arco do poder entendem que a política é a arte de bem mentir. É por isso que a fábrica que produz os pinóquios nunca irá à falência.
Aqui está mais uma demonstração desta asserção, agora denunciada pelo deputado António Filipe, do Partido Comunista Português. 

sábado, 19 de novembro de 2011

O imperador Nero também se rebolou de riso, enquanto Roma ardia...

O primeiro-ministro, Passos Coelho e o ministro das Finanças, Vitor Gaspar.
"QUE TAL ENVIARMOS AS BOAS FESTAS A TODOS OS CONTRIBUINTES DESEJANDO UM PRÓSPERO ANO DE 2012?"
Amabilidade do João Fráguas

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Bem prega o Frei Tomás! Olha para o que ele diz, não olhes para o que ele faz...

Amabilidade de M. Jorge Neves
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Aqui, nestes apontamentos discursivos, Passos Coelho ainda não sabia que iria ser primeiro-ministro. Se o tivessem avisado, ele teria ficado calado.
Nota: É obrigatório divulgar este vídeo.