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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Entrevista: D. Renato I. "Vendam-me Portugal, que eu governarei melhor que os portugueses" - por Rosa Ramos

Retrato oficial de D. Renato I, Príncipe da Pontinha

O príncipe da Pontinha, dono de um pequeno ilhéu na baía do Funchal, diz que quer comprar Portugal por um euro
Quer comprar Portugal por um euro e compromete-se a assumir a totalidade da dívida do Estado. Na Madeira há quem garanta que é louco. Outros gabam-lhe a franqueza. Há 13 anos que Renato Barros, professor de EVT, reivindica a independência de um ilhéu na baía do Funchal - um forte em cima de uma rocha que comprou em 2000. Autoproclamou--se príncipe - dá pelo nome de "D. Renato I, o Justo" - porque garante que o Principado da Pontinha foi alienado pelo rei D. Carlos em 1903. Numa entrevista via email, o príncipe da Pontinha gaba- -se de liderar um dos poucos estados do mundo sem dívida pública e revela que procura uma nova primeira-dama. Acusa Cavaco Silva de lhe dever dinheiro, atira-se aos bancos e aos políticos portugueses e nem o bispo do Funchal escapa às suas críticas.

O Principado da Pontinha ainda não é um reino. Porquê?
Por acaso já perguntaram à família Rainier do Mónaco porque são um principado e não um reino? O meu principado será um reino quando estiver em fase expansionista. A esse propósito, reitero a firme proposta de aquisição de Portugal, por um euro, e assumindo o respectivo passivo. Enviei um ofício real ao vosso ex-ministro Vítor Gaspar a dar conta da minha proposta, mas ainda estou a aguardar que o representante da República na Madeira me dê uma resposta. A não ser, claro, que tenham escondido o ofício - como esconderam os swaps.

O D. Renato não reconhece a soberania portuguesa?
Tal qual Portugal se desfez de vários territórios (Macau, Timor, Goa, Moçambique, Guiné, etc.), também a minha ilha - o Principado Ilhéu da Pontinha - foi alienada pelo vosso rei D. Carlos I em Outubro de 1903. É uma realidade que as vossas autoridades pretendem camuflar e daí ser mais fácil mandarem-me chamar louco ou irresponsável. Quando o que estou a fazer é o legítimo exercício de um direito à autodeterminação, face ao qual os vossos governantes não sabem como lidar, tão-pouco conseguem ver esta situação de uma maneira mais positiva e até rentável para todos os lados. Preferem (ilegalmente) cobrar IMI a uma realidade à qual dão (para efeitos fiscais) 74 anos de vida. Isso é ridículo. Não reconheço legitimidade nem soberania a Portugal sobre o meu território independente. Aliás, já em 1973 a Guiné era reconhecida pelas Nações Unidas e Portugal ainda para lá mandava soldados. Vocês não evoluíram nada. Por isso não estou surpreendido.

Quem são os seus súbditos na ilha?
Quer uma "Lista de Schindler" ao contrário? A senhora jornalista já pediu ao seu presidente a lista dos cidadãos nacionais? Tenho súbditos espalhados pelo mundo, tal como os portugueses têm os seus imigrantes. E dou plena liberdade aos meus súbditos para afirmarem, ou não, em público a sua lealdade ao meu principado. Não o farei por eles, por uma questão de princípio.

E como é afinal um dia normal na vida do líder de um principado?
É um dia-a-dia igual ao de qualquer chefe de Estado que esteja verdadeiramente empenhado na bem-estar da sua nação e do seu povo. Mas até neste propósito parece que estou em minoria técnica.

Tem filhos? A educação deles está a ser pensada em função de um dia virem a assumir o governo da ilha?
A minha vontade foi ser príncipe. A vontade dos meus filhos é deles, não interfiro. Eles não são como a gentil Diana de Gales, que, de acordo com uma sua biografia, e para explicar a degradação do seu casamento, terá dito que se achava uma "égua de Windsor", destinada a procriar reizinhos.

O principado apresenta contas publicamente?
O principado não é nenhuma sociedade de responsabilidade limitada que tenha de prestar contas. Até a filial irlandesa do "benemérito" Bill Gates (que manda vacinas, e não comida, para África) passou a ser de responsabilidade ilimitada para não ter de as prestar. Por que razão teria de o fazer? Ele quer ser Dom? Eu já sou.

E a crise? Já chegou ao principado?
Apenas leves ricochetes, vindos daí desses lados, de crises de valores, ignorância, inveja, mesquinhez e falta de sentido de humor.

Também há desemprego aí?
Antes pelo contrário. Mas há um lugar para um sem-abrigo destinado a um tal Ulrich. A ver se ele aguenta...

A ilha é auto-suficiente? E exporta?
Sou um principado global e não faço embargo a nenhum país. Há dois tipos de produtos: os materiais ou (a)palpáveis (o vinho do príncipe, e, em breve, o tomate fortezão, pela falta que parece existir por aí) e os imateriais: criatividade, originalidade e irreverência. Ou seja, também exporto inteligência natural.

Diz a Wikipédia que, até 2010, a economia do principado se resumia ao turismo. Mas consta que está a preparar uma revolução económica, expandindo-se para outras áreas. Quais?
Enquanto andam a assassinar a economia portuguesa, eu dei instruções claras ao meu governo para fomentar e diversificar áreas de negócio que dêem aos portugueses (que pretendam a dupla nacionalidade luso-fortense e a outros cidadãos do mundo) emprego, bem-estar económico e desenvolvimento cultural. Tenho, por exemplo, um Real Centro Internacional de Negócios e as minhas 200 reais milhas marítimas para explorar. Sempre será melhor que vender tudo aos angolanos, como parece que o (Santoro?) país-irmão está a fazer.

Que opinião tem acerca do seu congénere português, D. Duarte?
Para já ele não é Dom, porque não tem o domínio sobre nada. Eu sou D. Renato porque tenho a posse e o domínio sobre o meu principado. Não conheço pessoalmente esse sujeito, não me posso pronunciar com rigor. Se é realmente monárquico? deixará, a meu ver, um pouco a desejar, pois, sinceramente, já teria mais que condições para reunir as tropas e pôr ordem nessa bagunça republicana. Preferia encontrar-me com a duquesa do Cadaval. Teria todo o gosto em recebê-la no meu principado.

Também já convidou Passos Coelho?
Quando Portugal tiver um primeiro- -ministro que não seja uma marioneta dos Bilderberg (do "amigo Balsemão") ou da Maçonaria, do Opus Dei, ou mesmo da recente Opus Gay, então terei todo o gosto em mandar formular um convite real. Até, inclusive, dada a minha dupla cidadania luso-fortense, pois não renego as minhas origens lusas, apenas não me conformo com quem governa (mal) os portugueses. No que toca ao sujeito em questão, um eventual convite teria de ter em conta os períodos anuais de abertura da caça ao dito, para não coincidir e criar um conflito armado desnecessário, pois não ouso cercear a liberdade dos meus súbditos no que a essa prática desportiva diz respeito.

Tem acompanhado a situação política portuguesa?
É uma crise política forjada para distrair os portugueses da má governação, da supressão de direitos sociais, económicos e culturais e, daqui a tempos, dos próprios direitos, liberdades e garantias. Vejam as cidades chinesas isoladas, qual Muro de Berlim, onde só entram os livros que as autoridades querem. Quem fomentou a crise deveria pagar do seu próprio bolso o diferencial agravado da situação financeira que causou ao Estado que diz ("i?rrevogavelmente") servir.

Defenderia eleições antecipadas?
Defendo a imediata intervenção das Forças Armadas portuguesas para que ponham no poder pessoas para quem o interesse colectivo pese mais que os interesses individuais ou corporativos. Eu disponibilizo as minhas forças armadas nesse desígnio conjunto. E até ofereço os calabouços reais.

Aceitaria uma troika no principado?
Se, além da China, sou o único estado do mundo sem dívida pública, não vejo tal necessidade. Quando muito eu próprio aceitaria intervir na troika, a bem dos portugueses e dos europeus.

Como é que a Europa poderá sobreviver à crise económica?
Só há crise económica porque vós estais todos nas mãos da (recapitalizada com o dinheiro dos contribuintes) alta finança internacional e nacional e porque deixaram os vossos governantes gastar mais do que estava orçamentado sem que o Tribunal de Contas exercesse a responsabilidade financeira reintegratória. Nacionalizem os bancos e confisquem os beneficiários das parcerias público- -privadas (beneficiários de um enriquecimento sem causa vergonhoso à luz do vosso direito civil) e das fundações-fantasma que delapidam o Orçamento do Estado e voltarão a ver o desenvolvimento económico em Portugal e na Europa.

Portugal precisaria de um Presidente da República mais incisivo?
A rainha de Inglaterra tem alguma palavra? Cavaco Silva já fez tanta asneira enquanto primeiro-ministro - ao assassinar a agricultura e a indústria - e o prémio foi a presidência. E, já agora, deve- -me 360 mil euros por ter atravessado o meu espaço aéreo (quando foi às Selvagens) sem a minha autorização. Já entreguei a nota real de débito junto do representante da República, que agora tem instruções para não receber cartas minhas, em clara violação ao vosso Código do Procedimento Administrativo.

Sonha conquistar Portugal um dia?
O sonho de qualquer cidadão português preocupado com o futuro do país é ter um príncipe como eu a liderar o seu destino colectivo. E já disse que ofereço um euro e assumo a vossa dívida, incluindo os swaps tóxicos.

Sente-se confortável com o facto de se ter autoproclamado soberano?
Tão confortável como D. Afonso Henriques e os conselheiros da revolução portuguesa de 1974. E, já agora, a evolução (justificada) dos rendimentos desses senhores e dos políticos portugueses antigos e actuais chegou a ser auditada pelo Tribunal de Contas?

Sei que é professor de EVT. Como concilia a sua actividade profissional com a actividade de príncipe?
Sou professor em Portugal e príncipe no meu estado. Ao contrário da maioria dos governantes, não tenho públicas virtudes nem vícios privados, nem chamei o Rumsfeld a Portugal para intimidar as minhas próprias autoridades.

Os seus alunos tratam-no por "professor Renato" ou por "D. Renato"?
Em Portugal sou professor.
Li que tem embaixadores em alguns países. Onde? E quem são?
Tenho representação diplomática em países como o Brasil, a Costa Rica, a Argentina, Timor, o Irão, Espanha, a Austrália, a Venezuela, o Reino Unido e Portugal. O meu primeiro-ministro é que lhe poderia dar informação mais detalhada.

E o que é que os embaixadores fazem, concretamente?
Já fez essa pergunta ao titular do Palácio das (efectivas) Necessidades, homólogo do meu chanceler para os Negócios Exteriores?

Em que ponto está o pedido que enviou à ONU sobre a independência do ilhéu? Já teve uma resposta?
O meu advogado em Nova Iorque está com esse processo em carteira e a prestar contas directamente ao meu embaixador plenipotenciário em Londres, Sir Kevin Almond, que tem a responsabilidade pela coordenação internacionalista, ao nível de uma comissão trilateral (entidade, tal como o C. F. R. do Braga de Macedo, que vocês ocultam aos leitores portugueses).

É Verão. O príncipe D. Renato tira férias? Costuma ir para onde?
Gozo as férias na minha fragata real, ao longo das 200 milhas marítimas adjacentes ao meu principado, à luz do direito internacional público.

Na sua página do Facebook apela a donativos para a causa da independência do principado. Quanto é que já angariou?
Prefiro donativos a ter de cobrar impostos. Sobre montantes, quem trata disso é o meu chanceler para a Economia e a Criatividade, cujo perfil pessoal marcante é não revelar assuntos de Estado.

Em que medida é que esse dinheiro pode ajudar a causa?
A senhora jornalista parece estar equivocada. A independência é um dado adquirido. Por favor leia a Carta Régia do meu colega luso D. Carlos I - cuja inequívoca legalidade foi reconhecida pelo vosso Arquivo Nacional da Torre do Tombo. O reconhecimento da independência é o que está neste momento em causa por Portugal. Este processo, de âmbito internacional, junto de muitos países, tem, naturalmente, os seus custos, pelo que qualquer ajuda é bem-vinda.

O D. Renato escreve com "y" em vez de "i" e com "k" em vez de "q". Isto é a língua do principado? Tem nome?
Falta acrescentar a troca do "m" pelo "w". A língua oficial chama-se "fortense". A raiz da minha língua resulta, por um lado, do legítimo direito à diferença e à autodeterminação (que até está na vossa Constituição - mas não foi Vital Moreira que aconselhou "suspendê-la", em estado de emergência?). Por outro lado, introduzimos os "y" porque aqui não temos necessidade de pôs os pontos nos is. Também é uma tentativa de contrariar a estupidificação do ensino em Portugal (92% dos alunos chumbam num exame de Cultura Geral?), levando as pessoas a exercitar os neurónios. E é ainda uma reacção diplomática junto dos irmãos-PALOP ao novo ("socretino") acordo ortográfico em vigor no país-irmão Portugal. Estou aliás disponível para ajudar à internacionalização do vosso jornal i, obviamente alterando o nome para "Y".

Já recebeu pedidos de asilo político? E tem concedido alguns?
Já recebi. Claro que concedo. E se a Rússia do meu colega Putin se vergar aos americanos, o Snowden pode vir para cá.

A quem nunca concederia asilo?
Aos pedófilos, aos canalhas internacionais dos Bilderberg e aos políticos portugueses que, uma vez irradiados pelo seu povo, rastejarão em frente do meu principado, em vez de pensarem em expropriar o meu forte, como já me disseram que tencionam fazer, contratando uma sociedade de advogados para o efeito. Mas como pode Portugal expropriar um território que já alienou?

E pedidos de asilo fiscal, também concede?
Alguns até são públicos, tendo em conta o torniquete fiscal aos contribuintes portugueses. Basta ir à minha página de Facebook e ler as mensagens de compatriotas seus.

O principado tem algum banco?
Sim. Além do banco real, onde me sento, há também os bancos de jardim, os do miradouro do Forte, etc. Com o reconhecimento internacional, ou até antes, se me apetecer, o principado terá o seu Banco Nacional e mandarei emitir títulos do Tesouro.

O Estado social é um conceito ultrapassado e insustentável?
O que é insustentável são as mordomias de quem "gere" (delapida) o Estado social. A riqueza está mal distribuída em todos os países. E se em vez de recapitalizarem os bancos começarem a recapitalizar as famílias e as pequenas e médias empresas, então o vosso problema estará automaticamente resolvido. Mas vocês, portugueses, infelizmente, são uns cobardes, têm medo de quem está no poder. Não os vêem como meros empregados, que recebem um vencimento à conta dos vossos impostos.

Como se define em termos de estilo de governação?
O poder é meu, mas antes de decidir ouço atentamente os meus chanceleres e reflicto na melhor decisão a tomar. E estou grato pela lealdade dos meus chanceleres, que não precisam de assessores nem de "afrodites", o que desonera substancialmente os cofres reais. Um exemplo a seguir...

Costuma ser convidado para casamentos e eventos das outras casas reais europeias?
Só agora o "manto de encobrimento" a respeito do Principado da Pontinha (graças à acção dos embaixadores e cônsules honorários no estrangeiro) começa a ser desfeito. Mas não sou muito desses eventos sociais, acho até uma fantochada para distrair as populações de assuntos mais sérios e para os políticos continuarem a fazer as suas negociatas na sombra.

O Principado da Pontinha é laico? Qual é a religião oficial?
Sou um príncipe cristão que admite que cada pessoa tenha o seu deus e a sua religião.

É verdade que anda a tentar comprar um papamóvel do Papa João Paulo II?
O meu chanceler para os Assuntos Religiosos tem tido alguma dificuldade em encontrar o bispo do Funchal, que, não tendo favelas para onde ir, parece que gosta muito de estar à mesa do poder. A aquisição do papamóvel permitiria criar um roteiro turístico na ilha-sobrinha Madeira, tal como o Papa aparece semanalmente aos fiéis na Praça de S. Pedro, ou tal e qual a minha colega rainha de Inglaterra na varanda do seu palácio aos súbditos e turistas. Cego é quem não quer ver este potencial. O Vaticano tem o seu banco, a rainha tem os seus negócios e eu não posso ter um príncipemóvel?

Quando morrer quer ser enterrado onde?
No meu principado, é óbvio. Um projecto de vida merece um fim digno e não uma vala comum ou um canto qualquer num condomínio fúnebre.

Ainda é casado? Está a receber candidaturas ao cargo de primeira-dama?
Sou divorciado. A magia da vida decerto irá funcionar para quem não olha essa mesma vida com talas e sob orientação superior.

Que características terá de ter a primeira-dama ideal da Pontinha?
Uma rosa sem espinhas? com pétalas (e não ramos) no regaço.

Qual é a posição do D. Renato em relação a temas como o casamento gay, a co-adopção de crianças por casais do mesmo sexo ou o aborto?
Casamento gay? Nada a opor. Co-adopção? Essa vossa mania de legislarem sobre tudo (e sobre nada) acaba por impedir que façam o que quer que seja de jeito. Não se pode definir por decreto aquilo que é melhor para as crianças, mas olhando para as situações em concreto. Quantos estafermos e estafermas, ditos bem casados com pessoas de sexo oposto, fazem pior às crianças? Não sejam hipócritas. Aborto? Já Gonçalves Zarco usava preservativos de carneiro quando deu a primeira queca da globalização no meu principado. Assim controlou a natalidade a montante. E não era a Simone de Oliveira que cantava que "quem faz um filho fá-lo por gosto"?

Politicamente, define-se como de direita ou de esquerda?
Defino-me como Justo, que, ao contrário de quem vos governa, põe os interesses colectivos acima dos individuais. Desde que a revolução russa de 1917 foi financiada pelo banco americano J. P. Morgan que só não percebe quem é burro: a ideologia é uma treta, apenas serve para dividir e não para fazer as pessoas pensarem em boas ou más gestões dos dinheiros públicos (dos contribuintes). E para os obrigarem a prestar contas e a repor os desvios.

D. Renato vive num apartamento no Funchal.
O meu domicílio fiscal é no Principado Ilhéu da Pontinha. Nada me impede de ter (ou de viver em) apartamentos em Portugal e, por outro lado, as minhas embaixadas fazem parte do principado, à luz do direito internacional.

Que vantagens tem para oferecer aos portugueses que queiram mudar-se para o Principado da Pontinha?
Os meus irmãos portugueses sofrem com o PIB. Eu ofereço-vos a F. I. B. (felicidade interna bruta). Quando os portugueses perceberem que andaram a ser enganados e derem valor ao ser em vez de ao ter, então, mesmo para vós, tudo começará a fazer sentido. Vendam-me Portugal, pois eu governarei melhor os portugueses. Não é o dinheiro nem o poder que me move, ao contrário do que acontece convosco.


***«»***
D. Renato é, sem dúvida, excêntrico e extravagante. Louco é que ele não é. Muito menos, ignorante. A sua análise e as suas opiniões sobre a política nacional e internacional e sobre as questões económicas mostram um homem clarividente e muito bem informado. Se Portugal tivesse um punhado de "loucos" como D. Renato, talvez a crise e o seu tratamento não tivessem vindo a infernizar a vida dos portugueses. 
Neste sentido, eu também sou um "louco", e, depois de ter lido esta hilariante entrevista, talvez me abalance a vir a obter o Principado das Berlengas...

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Slogan político na Roménia: "Roubo menos que os outros"

"Roubo menos que os outros"

O ecologista Gabriel Raduna, candidato a deputado em Iasi, tenta convencer os seus eleitores com o curioso slogan no país onde a imunidade parlamentar é vista como um escudo contra os processos em tribunal.
"Se dissesse que não roubo, as pessoas não acreditavam", afirmou Raduna. Assim, o seu slogan para as eleições de 9 de dezembro é simples: "Eu roubo menos que os outros."
Segundo os números do Instituto para as Políticas Públicas, dez deputados (incluindo ex-ministros) atualmente acusados ou a ser julgados por corrupção são novamente candidatos em lugares elegíveis.
Diário de Notícias
***«»***
Palavra de honra!... E eu que cheguei a pensar que era Portugal que já estava em campanha eleitoral!

sábado, 22 de setembro de 2012

Incongruências de quem luta pelos tachos!...

Clicar na imagem para a ampliar
Amabilidade do João Grazina
Eu compreendo: são 100 votos que podem decidir uma maioria autárquica. Se adicionarmos os votos dos cônjuges, os votos sobem para cerca de duzentos. São muitos votos!... E Portugal é isto! Já não basta mudar de políticas. É necessário e urgente mudar de mentalidades. Eu já não me escandalizo. Prefiro dar uma gargalhada e fazer um manguito.
Sobre isto, alguém escreveu: "Não sei qual será pior : se aquela dos gregos que tinham 45 jardineiros para tratar de 3 arbustos ou se esta ! Acho que esta é pior".

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

«Adriana Xavier: a miúda que abraçou um polícia na manifestação de protesto

Uma imagem que correu o mundo, marcada por uma espontânea
mensagem de um grande valor humanista.
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Há gestos que ficam para a eternidade, porque traduzem sentimentos profundos que ultrapassam a esfera do individual. Adriana Xavier construiu a imagem de marca da idiossincrasia de um povo, que, no seu sentir coletivo, repudia a violência. Foi um simples gesto, de uma ternura contagiante e envolvente, e que ganhou um enorme impacto mediático pela sua imprevisibilidade e espontaneidade. Constituiu-se num notável contributo à difusão da mensagem das manifestações de protesto do último sábado, ampliando a sua grandeza e a sua grande força moral, perante a escandalosa insensibilidade social do poder político e do poder económico.
Ao aproximar-se, com serena coragem, daquela barreira humana de homens fardados, preparados para exibir a violência, esta jovem estudante algarvia não sabia que iria conquistar a sua celebridade, ao mostrar ao mundo que, por dentro de um polícia armado até aos dentes, num grandioso cenário bélico, também existe um homem, igual aos demais, que também sofre por ter de executar o trabalho ingrato de agredir, por vezes com uma ferocidade inaudita, o seu próprio povo. 

sábado, 21 de julho de 2012

Homem com maior pénis do mundo retido em aeroporto com "volume suspeito"

Casal mais feliz do mundo
Jonah Falcon foi detido e revistado no aeroporto de San Francisco por causa de uma embalagem volumosa escondida nas suas calças, mas o que os funcionários não sabiam é que estavam a revistar as calças do homem com o maior pénis do mundo.
Jornal de Notícias
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Até faz inveja aos cavalos e aos elefantes!...

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/MundoInsolito/Interior.aspx?content_id=2670202

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Mulher-pêra desfilou completamente nua

Suéllen Rocha desfilou em São Paulo -DN
Não usou plumas, nem máscara, nem sequer um fio dental: a brasileira Suéllen Rocha, conhecida como a Mulher-Pêra, desfilou na primeira noite de Carnaval em São Paulo apenas com o corpo pintado e uma fina corrente de ouro na cintura.
O próximo passo vai ser ver o seu nome no Guiness como a "menor fantasia" de sempre: "Vai ser uma glória", comentou ao site do Globo a modelo e cantora de 25 anos que foi convidada a desfilar no sambódromo pelo estilista Denis Moraes, que concebeu o "fato".
Suéllen Rocha desfilou com a escola Águia de Ouro. "Primeiro fiquei um pouco receosa de sair assim, sem nada. Depois eu pensei no assunto e achei muito legal. Agora estou adorando. Dançar com roupa machuca, às vezes aperta." E conclui: "Eu adoro dançar pelada. Estou linda, leve e solta."
Diário de Notícias
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Eu apenas quero comer a pêra...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

54% dos portugueses fazem sexo duas vezes por semana

Mais de metade dos portugueses dizem fazer sexo pelo menos duas vezes por semana, um pouco acima da média mundial, apesar de 40% desconfiar que o parceiro usa desculpas para não ter relações, revela um estudo internacional.
Um total de 54% dos inquiridos portugueses dizem ter sexo pelo menos duas vezes por semana, 15% acima da média global que se situa nos 39%, indica o Inquérito Global sobre Disfunção Eréctil que entrevistou 1001 portugueses.
Diário de Notícias
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Não admira. As "quecas" ainda não pagam imposto!...
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2303353

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Tribunal condena apoiantes de Putin por terem reunido manifestantes a mais

O Tribunal do Bairro Dorogomilovski condenou hoje os organizadores da “manifestação anti-laranja” ao pagamento de uma multa de mil rublos (25 euros) por terem juntado num comício de apoio a Vladimir Putin um número maior de pessoas do que o anunciado.O comício de apoio ao primeiro-ministro e candidato a Presidente da Rússia decorreu no passado 04 de fevereiro na capital russa. Os organizadores tinham pedido autorização à polícia para juntar até 15 pessoas, mas, segundo declarou Putin, no comício estiveram cerca de 190 mil pessoas.
A fim de evitar o pagamento de novas multas, os apoiantes de Putin pediram autorização para a realização de um comício de apoio ao seu candidato com a participação de 200 mil pessoas no dia 23 de fevereiro.
Blogue "Da Rússia"
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Na próxima manifestação, o partido de Putin vai ser multado por juntar manifestantes a menos.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Governante francesa aconselha sem-abrigo a “evitarem saídas” por causa do frio


Sensibilidade de Nora Berra comparada à de Maria Antonieta
A vaga de frio que está a assolar a Europa levou a secretária de Estado francesa da Saúde a redigir, no passado fim-de-semana, alguns conselhos para os seus concidadãos. Mas o que deveria ser uma iniciativa salutar passou a ser motivo para ridicularizar a autora. É que Nora Berra sugeriu aos “mais vulneráveis”, incluindo os sem-abrigo, que evitassem sair de casa.
O texto original é citado pelo Libération, uma vez que a governante francesa o editou depois de a polémica estalar. Quando o insólito conselho chegou aos olhos do “povo”, a fotografia de Nora Berra começou a ser partilhada nas redes sociais com uma imagem de Maria Antonieta ao lado, comparando a frase da actual governante à famosa declaração da rainha consorte de Luís XVI: “Se não têm pão, que comam brioches" (em português, às vezes, não se lê o "i" *).
***&***
A vida seria mais insípida se não existissem políticos. Como é que eu me divertiria?
* Nota do editor do blogue.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Brasil: "Senado alvo de desinfestação após ataque de rato"


O ataque de um rato a uma funcionária na quarta-feira obrigou a Senado brasileiro a contratar serviços de desinfestação e desratização, publicou hoje o jornal Folha de São Paulo.
Segundo o jornal, a funcionária da câmara alta do Parlamento brasileiro estava a trabalhar quando, ao calçar uma sandália, foi mordida no pé. A mulher foi atendida pelo serviço médico do Senado e está em observação.
O caso ocorreu na sala da Secretaria-geral da Mesa Diretora. Além desta, também a Secretaria do Congresso passará pela desinfestação. A atividade nas duas secretarias foi suspensa.
Diário de Notícias
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É de presumir que o rato apenas tivesse querido comer a rata.
Presume-se também, que seja aproveitada a ocasião para desinfestar os senadores.
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=2240233&seccao=EUA

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

"Vou vender um produto muito especial que é Cascais

Lili Caneças, a raínha do jet-set, em Portugal, quer
vender Cascais para pagar a dívida do país.
Fotografia do Diário de Notícias

Para seleccionar um produto português merecedor de destaque Lili Caneças não precisou de procurar muito: encontrou-o à porta de casa. "Vou vender um produto muito especial que é Cascais. Vivo em Cascais há 57 anos e se estivesse no poder acho que vender Cascais era tão fácil. Porque Cascais podia ser feito das pessoas mais interessantes do mundo", salienta.
Diário de Notícias 
***
Inútil, Lili Caneças. Já se vendeu o Martin Moniz e o Intendente aos paquistaneses, e o único resultado que se obteve foi aumentar o número de putas, que não contam para a contabilidade nacional, porque não passam recibo verde.
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2066800

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Ginecologia com homens

Já não é a primeira vez que a falta de camas na
unidade hospitalar de Almada é denunciada.
Fotografia e legenda do Correio da Manhã
A falta de camas no Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, obriga ao internamento de homens numa área partilhada pelo Serviço de Ginecologia. É um doente que, num agradecimento aos médicos do serviço de Neurocirurgia, por lhes terem salvo a vida, acaba por denunciar a falta de camas. "Agradeço às grandes profissionais do Serviço de Ginecologia que me acolheu na recuperação pós-cirúrgica, uma vez que não havia camas na Neurocirurgia" lê-se num anúncio ontem publicado.
A medida, explica fonte do HGO, prende-se com a necessidade de aproveitar a capacidade de internamento do hospital. O HGO "garante a privacidade dos utentes". "As dificuldades de internamento são comuns a todos os hospitais e as camas não pertencem a um serviço, estão à disposição das necessidades dos hospitais." A mesma fonte acrescenta que aos hospitais é colocado um novo desafio: funcionar com menos camas e em regime de ambulatório. O objectivo é que os doentes sejam reencaminhados para casa no menor tempo possível, uma vez que estar num hospital implica um maior risco de infecção.
Em Fevereiro, o CM já tinha noticiado a presença de três homens no Serviço de Ginecologia do HGO, uma situação que causou estranheza e controvérsia entre os profissionais de saúde.
Ana Carvalho Vacas
Correio da Manhã 
***
Eu até nem me importo, desde que não ponham os homens a parir.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

domingo, 9 de outubro de 2011

À falta de humanos, avançam os cães...

Uma mulher reza ao lado do seu cão. No dia de S. Francisco de Assis,
padroeiro dos animais no Brasil, os crentes levam-nos à igreja
para serem abençoados (Nacho Doce / REUTERS)
A irracionalidade da Fé não ofende a irracionalidade dos cães. Não sei, no entanto, se este será o entendimento das Sociedades Protectoras dos Animais, que poderão vir a contestar estas conversões à força.
Imagem retirada do blogue papa açordas

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Funcionários sem gravata para poupar ar condicionado


A ministra da Agricultura, Mar e Ambiente vai dispensar os colaboradores de usar gravata para poder reduzir a utilização do ar condicionado e poupar na despesa da electricidade e na pegada ecológica.
"A manutenção do conforto dos colaboradores do ministério poderá ser obtida através da utilização de uma indumentária menos formal, dispensando por regra o uso da gravata", explica uma informação hoje divulgada pelo ministério de Assunção Cristas. Esta medida será adoptada no gabinete da ministra e dos secretários de Estado e em todos os edifícios do ministério para "reduzir a despesa global em eletricidade e a correspondente pegada ecológica, todos os anos, entre 1 de junho e 30 de setembro".
Diário de Notícias
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Não há nada melhor do que uma boutade, para se ser falado nos jornais. E quanto mais bizarra for a brincadeira, melhor. Esta medida não ocorreu aos representantes da troika, que, agora, devem estar roídos de inveja, com esta originalidade indígena.
No entanto, Assunção Cristas arrisca-se a ser contestada, ao lançar mais uma acha para a fogueira da luta pela igualdade de género, já que as mulheres não usam gravata. A inovadora medida poderá ser interpretada como uma tentativa de as excluir desta gloriosa jornada de contribuir para a poupança de uns míseros Km de electricidade. Já há quem diga que as funcionárias do Ministério da Justiça vão exigir que, nos meses da canícula, possam apresentar-se ao serviço, vestindo o bikini.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Inédito: Uma muçulmana na capa da Playboy


Pela primeira vez na história da publicação, uma mulher muçulmana posou nua para a Playboy - na sua versão alemã, que chegou ontem, quarta-feira, às bancas.
Diário de Notícias
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Vou já converter-me ao islão e prometo, desde já, nunca mais comer toucinho.
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1835442&seccao=Europa