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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Portas diz que chegou a hora de "virar a página"


O líder nacional do CDS-PP, Paulo Portas, afirmou hoje [5 de Dezembro] que a autonomia "nunca foi contraditória com patriotismo", sustentando que chegou o momento de "virar a página" na governação da Madeira.

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Este "gajo" nunca mais acaba de ler o livro...

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Portas não vai sobrepor-se a Albuquerque no 'dossier' troika


O primeiro-ministro afirmou hoje que Paulo Portas vai ter um papel nas relações com a 'troika' enquanto vice-primeiro-ministro, mas sem se sobrepor às "competências próprias" da ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque.

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Uma grande humilhação para Paulo Portas, que já tinha sido humilhado por Cavaco Silva. Como pode ter credibilidade um governo com um primeiro-ministro desacreditado (Vitor Gaspar escreveu-lhe uma carta assassina) e um vice-primeiro-ministro humilhado?

domingo, 28 de outubro de 2012

Portas quer Portugal proactivo nas negociações com a troika


Paulo Portas pediu ontem que Portugal seja proactivo, sem ser beligerante, nas negociações com a troika para a próxima avaliação, já em Novembro.
PÚBLICO
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Paulo Portas só agora descobriu as virtudes e as vantagens da pro-atividade. Tarde demais, para ele e para o país. Quanto mais se adiar a reestruturação da dívida (uma inevitabilidade) e a saída negociada do euro (outra inevitabilidade), mais difícil será, e com um grau elevado de irreversibilidade, a tarefa de contornar a inevitabilidade do desastre.
Uma atitude pró-ativa teria exigido, de parte de Portugal, um outro tipo de acordo com a troika, que valorizasse preferencialmente o apoio à economia e dilatasse o prazo para a normalização do défice orçamental. Em termos de interesse nacional, que é apenas o interesse do bem comum e não o interesse do capital financeiro, Portugal tem de romper com a asfixia da agiotagem internacional, se quiser sobreviver como país independente e soberano.
É o momento de pegar ou largar. Não me parece que a solução necessária possa vir do atual governo. Paulo Portas não foi pró-ativo, quando apoiou a entrada na moeda única. Paulo Portas não foi pró-ativo, quando assinou o memorando da troika. E Paulo Portas não tem sido pro-ativo no desempenho das suas funções governamentais.
http://www.publico.pt/Política/portas-quer-portugal-proactivo-nas-negociacoes-com-a-troika_1568995

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Notas do meu rodapé: Empobrecer alegremente se não houver uma nova política

Portugal vai ficar “mais atractivo” ao investimento após 2013
Paulo Portas termina hoje visita ao Brasil, onde foi captar investimento estrangeiro, nomeadamente para as privatizações.
O ministro de Estados e dos Negócios Estrangeiros terminou ontem a visita de três dias ao Brasil, onde contactou com empresários locais para tentar atrair investimento brasileiro, nomeadamente para as privatizações que terão lugar em Portugal. Em declarações ao Diário Económico, Paulo Portas disse que as reformas que estão a ser feitas em Portugal a vários níveis vão tornar o país "ainda mais interessante para o investimento estrangeiro a partir de 2013" e revelou que esta foi uma das mensagens que deixou aos empresários brasileiros nesta visita oficial.
Económico
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Há uma diferença fundamental entre o bom e o mau investimento, e que, quando se trata de investimento estrangeiro, assume uma grande importância estratégica. O bom investimento é aquele que promove emprego e acrescenta mais valor, contribuindo para o aumento da taxa de produtividade. É o caso da Auto Europa. O mau investimento, principalmente quando se trata de investimento estrangeiro para concorrer às privatizações, é aquele que se destina a comprar capacidades já instaladas no país, o que não vem acrescentar mais valor à economia, se não vier acompanhado de um projeto inovador que aumente esse mesmo valor (com reflexos no PIB), o que é o caso do investimento estrangeiro que Paulo Portas anda a tentar captar.
Vender empresas nacionais, do património do Estado, para pagar dívida pública, não é a solução de que o país necessita. As privatizações efetuadas na década de noventa do século passado, com o mesmo fim, demonstraram isso mesmo, pois, nos anos subsequentes, o crescimento da economia portuguesa não acompanhou o crescimento do conjunto dos países da UE. Só com uma outra política - que os partidos do arco da traição (PSD-CDS-PS) já mostraram ser incapazes de aplicar, tal é a sua subserviente dependência, através de correntes de transmissão bem oleadas, em relação ao capitalismo financeiro internacional - será possível superar a crise. E essa outra política, a ser aplicada por políticos honestos, apostados em desenvolver uma economia para o bem comum, tem necessariamente de promover todo o potencial económico do país, para aumentar a produção nacional, que substitua as importações e aumente o emprego e o consumo interno, ao mesmo tempo que terá de optar pelas seguintes medidas estruturais de fundo: sair do euro e adotar um valor da nova moeda de acordo com a atual taxa de produtividade, para ganhar competitividade; renegociar a dívida externa e criar as condições para que o banco do Estado seja o principal aglutinador da poupança nacional e o principal promotor do crédito à economia.     
O país continua a ser enganado, pois, a longo prazo, a estratégia seguida pelo atual governo conduzirá a um irreversível empobrecimento. 
http://economico.sapo.pt/noticias/portugal-vai-ficar-mais-atractivo-ao-investimento-apos-2013_143822.html

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Notas do meu rodapé: Paulo Portas é um verdadeiro submarino...

Amabilidade da Dalia Faceira
Claro que Paulo Portas é muito mais coisas. Ao longo da sua vida pública foi vestindo vários fatos, inclusivamente o de jovem agricultor ribatejano, com botas e boné a preceito, ao mesmo tempo que foi encenando várias personagens, conforme lhe convinha politicamente. Jornalista irrequieto, que pôs o PSD de Cavaco Silva em polvorosa, transferiu-se para a política activa, disputando a Santana Lopes o papel do enfant terrible. Na oposição, foi sempre um aguerrido contestatário, e no governo, vestindo fatos às riscas de marca, sempre se mostrou impecavelmente manso. É um verdadeiro camaleão.
A escolha, pela qual se bateu, de sobraçar a pasta dos Negócios Estrangeiros do actual governo não foi inocente. Permite-lhe apoiar de longe e discretamente a política geral do governo, e de se remeter ao silêncio, quando são anunciadas as medidas mais impopulares. Ele sabe que Passos Coelho e os os seus principais ministros vão ser queimados em lume brando, e ele não quer ficar chamuscado. Continua à espera da sua vez, quer para si, quer para o seu CDS. Com o agravamento da crise, até pode muito bem acontecer que, com um pouco de sorte e de fortuna, ele possa vir a obter aquilo que não conseguiu alcançar através dos votos. Nos seus cálculos, em 2012, que é quando as coisas vão doer mais, Passos Coelho e o PSD vão andar nas ruas de amargura, com os eleitores e muitos militantes desiludidos a começarem a desertar. A uns e a outros, Paulo Portas estenderá a passadeira vermelha do Palácio do Largo do Caldas. Quando a situação amadurecer e a oportunidade esperada se declarar, ele irá escolher no armário o seu melhor punhal para o espetar nas costas de Passos Coelho, que, neste momento, está mais apostado em querer encostar o PS mais à esquerda, colando-o ao Partido Comunista e ao Bloco de Esquerda. Paulo Portas é um verdadeiro submarino, que, de momento, raramente vem à superfície.