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domingo, 25 de março de 2018

Catalunha: A Europa com dois pesos e duas medidas…

Fotografia SAPO


Milhares de pessoas estão hoje a protestar nas ruas de Barcelona contra a detenção do ex-presidente do Governo Regional da Catalunha Carles Puigdemont e a prisão de cinco políticos independentistas, o que já levou à intervenção da polícia.
SAPO


Catalunha: A Europa com dois pesos e duas medidas…

Se o Putin prendesse um seu opositor, na Rússia, caía o Carmo e a Trindade, e a chinfrineira na comunicação social domesticada seria infernal e ensurdecedora, até á náusea.
Prender um líder político, eleito pelo povo, parece não causar nenhum prurido nem nenhum sobressalto, nos círculos políticos dos civilizados países europeus.
Dois pesos e duas medidas.
O encapotado franquismo de Madrid pode prender os dirigentes políticos independentistas da Catalunha, mas não pode prender um povo inteiro.
E, mais tarde ou mais cedo, a Catalunha será LIVRE E INDEPENDENTE, por direito histórico inalienável.

Alexandre de Castro
2018 03 25

quinta-feira, 22 de março de 2018

Relembrando de memória…



Negligência da EDP pode ter causado
o maior incêndio de sempre

Tal como em Pedrógão Grande, há fortes suspeitas de que o maior incêndio da história de Portugal, que queimou 45 mil hectares e atingiu nove concelhos a meio de outubro de 2017, começou devido a uma linha elétrica da EDP.
TSF


Relembrando de memória

Todos aqueles que há trinta anos apoiaram convictamente as desnacionalizações das empresas, (incluindo a EDP), que o governo de Vasco Gonçalves tinha nacionalizado, devem agora estar a remoer a sua consciência, da sua parte na culpa colectiva, induzida, na altura, pela acção contra-revolucionária dos partidos do arco do poder (PS, PSD e CDS).  
Nesses tempos, já recuados, esses fanáticos apoiantes das desnacionalizações não deram ouvidos aos apelos do PCP, que considerava mais vantajoso para a vida dos portugueses e para o desenvolvimento do país a gestão estatal das empresas estratégicas.
Actualmente, a EDP é uma empresa majestática, que tem, face ao Estado, privilégios escandalosos, ao nível de impostos e ao nível do seu posicionamento no mercado da electricidade, onde goza de «amplas liberdades», sendo pois necessário eliminar esse estado de favor, que é humilhante para o país.

Alexandre de Castro
2018 03 22

quarta-feira, 21 de março de 2018

Os portugueses não podem contar com o ministro das Finanças, Mário Centeno.

.



A forte restrição orçamental, quer pela via do
financiamento operacional, quer pela via
do investimento, tem condicionado
a capacidade do Hospital Público em melhorar
os seus índices de desempenho qualitativo.
Sejamos claros, as transferências do Orçamento
do Estado para o Serviço Nacional de
Saúde (SNS) em percentagem do PIB têm
 vindo em queda desde pelo menos 2010,
sendo o ano de 2018 o mais baixo do período.
Sim, mais baixo que durante o programa de
ajustamento económico e financeiro (PAEF).
Sendo o orçamento o instrumento por excelência
de aplicação de políticas públicas, esta é a
prioridade dada ao SNS — o menor
investimento em percentagem do
PIB desde 2010.


Dois terços dos hospitais pagam dívidas com atraso.
O problema pôs a Comissão Europeia em alerta e
levou o ministro das Finanças a pôr o sector sob
vigilância de um grupo de trabalho: os hospitais
mais demorados chegam a levar ano e meio
para saldar dívidas, um problema que
os representantes dos médicos e dos
enfermeiros dizem sentir-se
em todo o país.
PÚBLICO


Respondendo à pergunta do Presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Alexandre Lourenço, pergunta com que termina o seu assertivo texto, eu respondo: Não... Não, não podem. Os portugueses não podem contar com o actual ministro das Finanças, Mário Centeno. E isto, além de outras razões de âmbito ideológico e político, pelo simples facto de ele ser também, simultaneamente, Presidente do Euro Grupo, o que o obriga a ter de obedecer mais à Comissão Europeia do que defender os verdadeiros interesses de Portugal. Aliás, a sua eleição para aquele alto cargo, cozinhada pela Comissão Europeia, teve precisamente esse objectivo, o de retirar a Portugal a capacidade de regatear qualquer medida mais musculada, que venha a ser proposta e aplicada. E não é por acaso que Centeno se apressou a fazer cativações de verbas já consignadas no Orçamento de Estado do corrente ano, de várias áreas da governação, incluindo, muitas delas, as destinadas ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), que, neste momento, já está a passar por grandes dificuldades financeiras, de subfinanciamento e de pessoal, e que estão a ameaçar a sua sustentabilidade e o seu funcionamento pleno, e, acima de tudo, o seu futuro.

É no palco de Bruxelas que Centeno quer brilhar, e isso limita a sua capacidade de defender os interesses de Portugal, por mais que os socialistas possam dizer o contrário. E isso interessa ao Presidente da Comissão Europeia, que assim evita fazer o papel do mau da fita, quando for necessário apertar o garrote à despesa nas áreas sociais, cuja previsível degradação e disfuncionamento nada  interessam aos donos da Europa e aos seus representantes, em Bruxelas.
Alexandre de Castro
2018 03 21

segunda-feira, 19 de março de 2018

Floresta Amazónia ameaçada…


Com um clik, amplie a imagem do vídeo.

Isto diz-nos respeito. Aliás, isto diz respeito a toda a Humanidade. E não podemos ficar calados, perante a tentativa do actual governo do Brasil de querer vender a investidores estrangeiros, e para fins industriais, uma área significativa da maior floresta do mundo, a Amazónia, o que conduziria à sua lenta e progressiva destruição.

Sem a Amazónia, a grande fábrica natural de oxigénio, os desequilíbrios ambientais, em todo mundo, seriam dramáticos, quer para a saúde humana, quer para a agricultura, da qual dependemos para viver.

E a melhor maneira de participares nesta luta é divulgares este vídeo pelos teus amigos, pedindo-lhes que façam o mesmo. É o que eu estou a fazer.

Alexandre de Castro.
2018 03 18

Vídeo enviado pela minha amiga, a "poeta" Maria Gomes.

domingo, 18 de março de 2018

Bloco Central informal...


PCP afirma estar em curso no país um "Bloco Central informal" PSD/PS


O secretário-geral do PCP afirmou hoje que está em curso no país um "Bloco Central informal" entre PSD e PS, convergência em que os sociais-democratas já preparam uma revisão constitucional a pretexto de uma reforma na justiça.
Jerónimo de Sousa [In NOTÍCIAS AO MINUTO]


***«»***


Vai ser um Bloco Central informalmente formal

O Partido Socialista fez um casamento, com separação bens, com os partidos de esquerda, mas, agora, quer continuar a ir dormir à casa da amante, com quem, aliás, sempre andou a dormir. E este adultério é apadrinhado pelos seus primos políticos de Bruxelas e de Berlim, que sempre torceram o nariz a este casamento, considerado politicamente contra natura.

O doutor Costa, em breve, vai começar a dizer que não se tratou de um casamento, mas sim de um arranjinho de ocasião, para satisfazer as necessidades do poder, e já começou a construir a metáfora adequada às suas ambições, (as partidárias e as pessoais), em que o Partido Socialista será o árbitro de um combate de boxe, entre a esquerda e a direita, quando afirmou que é necessário fazer consensos alargados com todo o espectro político, uma vez que estão em causa grandes opções, ligadas à UE, e que vão repercutir-se nas várias legislaturas futuras, o que é uma grande falácia, pois é na cozinha de Bruxelas que se escolhem as ementas e se cozinham os pratos, dispensando-se os temperos que o doutor Costa julga (ou finge que julga) poder acrescentar.

Alexandre de Castro
2018 03 18

sexta-feira, 16 de março de 2018

Adeus, Stephen Hawking…





Adeus, Stephen Hawking…


Foste habitar aquela estrela, que descobriste,
e pela qual te apaixonaste,
depois de teres encontrado Deus
num buraco negro, onde ELE se escondia,
para o obrigares a renegar tudo o que ELE dizia
sobre a criação do Universo e da vida humana…

Do teu corpo morto fizeste uma nova vida
para o nosso espanto,
pois não temos a tua força nem a tua inteligência
nem sabemos devorar as insónias
das galáxias, das estrelas, dos planetas e dos cometas
e tudo aquilo que a Física Quântica
provoca nas nossas cabeças
com as suas insondáveis incógnitas…

Nasceste no dia em que Galileu, há trezentos anos, morreu,
e morreste no dia em que Einstein nasceu,
na ponta final de dois séculos atrás,
e eu não sei se isto não foi uma partida de Deus,
para vos catalogar à entrada do céu…

O que eu sei é que vais levar os seus corações na tua mão
para que a Física vença a ignorância
e triunfe no meio das trevas e da escuridão…

Adeus, Stephen Hawking…

Alexandre de Castro

Lisboa, Março de 2018

segunda-feira, 12 de março de 2018

O escândalo Novartis que está a abalar a Grécia

© Swipe News, SA © Fornecido por ECO - Economia Online

O escândalo Novartis que está a abalar a Grécia

Os dez políticos gregos, alegadamente envolvidos no esquema de corrupção da Novartis (uma multinacional farmacêutica suíça), já fizeram saber que pretendem ser julgados em Portugal.
(Nota de humor, claro)

Alexandre de Castro
2018 03 12

Soberbio Dali




Depois de Dali e de Picasso, nada passou a ser igual no universo da Pintura.
A transgressão do cânone é o motor das revoluções, sejam elas artísticas, políticas, sociais, económicas, tecnológicas ou de outra natureza. Por isso, não aceitemos nada como definitivo, nem nos acomodemos à inércia da nossa mente, que nos convida preguiçosamente a ofuscar a nossa clarividência.

Alexandre de Castro
2018 03 11

quinta-feira, 8 de março de 2018

CARTA PARA O FUTURO...



Desemprego real atingiu os 17,5%
no final de 2017, o dobro do oficial

Entre os “desencorajados” que desistiram
de procurar emprego, os indisponíveis
para trabalhar, os trabalhadores em part-time
à força e os chamados “ocupados”
do IEFP, o desemprego real fixava-se
nos 17,5%, no final de 2017,
calculam investigadores.

CARTA PARA O FUTURO...

O problema está na raiz da árvore e não nas suas folhas, que já estão a amarelecer. O que quer dizer que o problema é estrutural e não de conjuntura, o que amplia a sua gravidade.

Não queiram tapar o sol com a peneira, escondendo a negra realidade do momento, com os jogos florais dos discursos dos políticos, que são enganadores, quer os do governo, quer os da anquilosada direita, nem se escondam atrás das estatísticas que não reflectem a realidade.

Portugal está a caminhar para o abismo e a iniciar um percurso de uma crise profunda, que só terá paralelo com a crise de 1580, em que perdeu a sua independência política. Se Portugal já é o "Trás-os- Montes" da Europa do Euro, arrisca-se, também, a vir a ser uma uma região de Espanha, depois de ser decretada a sua insolvência. pelos donos da Europa. E o sinal desta secreta intenção veio de Mario Drague, o presidente do BCE, que advogou, perante a crise financeira, a absorção dos bancos portugueses pelos bancos espanhóis, plano este que não foi para a frente, porque a czarina do Novo Império estava com medo da ascensão dos partidos populistas da extrema-direita, nas eleições que iriam decorrer em vários países europeus, incluindo na Alemanha. E a hipótese de criar o Euro B, para Portugal e para os países de leste ainda não foi descartada.

E um dos pilares que poderá conduzir Portugal para o abismo é precisamente o desemprego da actual geração de jovens, que vai persistir, e que vai ter reflexos na demografia, devido à quebra da natalidade, que já está verificar-se. E venha lá um qualquer político, chame-se ele Costa, Coelho, Rio ou até Marcelo, e que venha indicar-me o país que conseguiu crescer economicamente, com a sua taxa de natalidade persistentemente a cair.
Alexandre de Castro
2018 03 08

quarta-feira, 7 de março de 2018

Não é a Síria o país agressor…


Ler comunicado da CPPC aqui


Não é a Síria o país agressor…

Nesta guerra hedionda, não é a Síria o país agressor. Devido à sua oposição ao Estado de Israel, que lhe invadiu e ocupou os Montes Golã, em 1967, a Síria sempre esteve na mira dos EUA, cujas sucessivas administrações obedeceram e obedecem ao poderoso Movimento Sionista Internacional.

Não podendo fazer uma guerra directa, como aconteceu no Iraque de Sadam Hussein, devido à impopularidade que tal decisão acarretaria, no mundo e entre os os seus cidadãos, os EUA optaram, a partir dessa altura, por encomendar guerras a terceiros, através da CIA, quer organizando, treinando e financiando exércitos de mercenários, em países árabes amigos, que se fazem passar por opositores rebeldes dos regimes recalcitrantes, a abater, quer estimulando minoritários grupos separatistas.

Este modelo foi testado na Líbia, tendo a França, de Nicilas Sarkozy, tomado parte activa.

Trata-se de uma nova forma de terrorismo, ao qual os países ocidentais têm dado cobertura, quer pela cumplicidade dos respectivos governos, quer pela acção desinformativa da comunicação social domesticada, e que é necessário desmascarar, a fim de fazer prevalecer o Direito Internacional e de garantir a paz mundial.

Alexandre de Castro

2018 03 07

P.S.


Quem é que lançou napalm sobre estas crianças vietnamitas?

Os sírios?

Os russos?

Os chineses?

Não!... Foram os americanos!..

E o mundo ficou calado e mudo!...

segunda-feira, 5 de março de 2018

Operação Marquês: O julgamento será também o julgamento do Regime



Tribunal da Relação rejeita afastamento do juiz Carlos Alexandre da Operação Marquês

 O Tribunal da Relação não aceitou o pedido de afastamento do juiz Carlos Alexandre do processo Operação Marquês, como pretendia a defesa do ex-primeiro-ministro José Sócrates. O tribunal considerou "extemporâneo" e "sem fundamento legal" um recurso da defesa de José Sócrates para que o juiz Carlos Alexandre fosse impedido de intervir no processo Operação Marquês, disse o advogado Pedro Delille.

***«»***

 Operação Maquês: O julgamento será também 
o julgamento do Regime

Foi dado mais um passo para que realize, em tempo útil, o julgamento dos arguidos do Processo da Operação Marquês.

Trata-se de um julgamento do próprio Regime, pois corporiza a oculta e a íntima ligação entre os interesses do capital financeiro e os interesses dos agentes políticos ao serviço do Estado.

A partir do seu desfecho, nada mais pode ser igual, mesmo que a Justiça, cedendo a pressões, claudique na sua decisão final, perante as provas documentais, meticulosamente carreadas para o processo, pelo procurador Rosário Teixeira.

Alexandre de Castro
2018 03 05



sexta-feira, 2 de março de 2018

Video Galeria _ Afonso Armada de Castro





Vídeo Galeria

Como pai do autor, não irei fazer nenhuma abordagem crítica a este seu trabalho.
No entanto, deixo aqui a opinião de um pintor consagrado, Ribeiro Farinha: " É um trabalho de características geométricas, nada orgânicas, mas que apresenta composições muito equilibradas: linhas verticais a atingir alguma sublimidade (ou instabilidade) em contraponto com as linhas horizontais. a restabelecer a ordem e a calma".
Alexandre de Castro
2018 03 02

quinta-feira, 1 de março de 2018

Recuso fazer a contabilidade da morte...





Recuso fazer a contabilidade da morte...


Recuso fazer a sinistra contabilidade
da morte, que companheiros ceifa,
o tempo escurece nas saliências da memória
e as flores da primavera já não são as mesmas
esgotam-se as incandescências da luz
que vestimos na juventude,
a endoidecer os astros
que nos acusavam aos deuses
das nossas tropelias e rebeldias…

Era o tempo puro da liberdade das aves
que não queriam morrer na praia nem no deserto…
Era a vida a pulsar nos punhos,
no turbilhão do sangue
e que agora morre, irremediavelmente,
no turbilhão do Tempo.

Alexandre de Castro

Lisboa, Dezembro de 2017

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Num instante, um clik _ Fotografia de Milú Cardoso



Um instante de magia, no momento do ocaso, em que o fogo incendeia os céus.
Alexandre de Castro
2018 02 26

A última declaração de amor…




A última declaração de amor…


Quando começarmos a decapitar e a enforcar as estátuas
é porque já estamos em declínio.
É o tempo em que o tempo se escapa pelos dedos.
E isto também é verdade para as praias e para os búzios.
Infelizmente...
Depois do naufrágio,
irei novamente subir as escarpas dos rochedos
que guardam a praia.
E ali ficarei a olhar o luzeiro do céu,
para ver as estrelas a incendiar as almas.
Farei então a minha última declaração de amor.

Alexandre de Castro

Lisboa, Novembro de 2015

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Homine…




Homine…


Na Antiga Idade,
era uma mercadoria
uma mercadoria com vida
que de escravo seria…

Apagavam-lhe a identidade
para lhe negar a liberdade…

Na Média Idade,
promoveram-no a servo,
da gleba, dizia-se,
mas negavam-lhe a terra
que a um senhor pertencia…

Na Nova Idade
passou a operário
trabalhava mais de metade do dia,
na fábrica ou na mina,
cumprindo um doloroso horário
em que lhe sugavam o sangue
negando-lhe o justo salário…

E chamaram a isso democracia…

E hoje, embora livre,
e com direitos consignados
pelo regime liberal,
sendo amanuense ou operário, 
continua a ser escravo,
dos senhores do Grande Capital…

E andam a dizer que isto é mais democracia…

Alexandre de Castro

Lisboa, Fevereiro de 2018

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Rui Rio: Um aspirante a ditador…



Rui Rio: Um aspirante a ditador…

Eu não quero meter-me na "chinfrineira" do PSD, nem tomo partido pelos "chefes" de cada facção. Entre eles, venha o diabo que escolha. São todos maus e venenosos. Mas, neste caso, o da não convocação de Hugo Soares para a reunião da Comissão Política do PSD, na qual, por inerência, ele tem assento, como presidente do grupo parlamentar, não posso deixar de criticar as declarações de Rui Rio, que justificou a exclusão do deputado, com ridículo argumento de que ele está demissionário daquela presidência e que a reunião iria ocupar-se apenas de assuntos políticos estratégicos do partido e não de assuntos de gestão corrente.

Ora, eu julgo que, estatuariamente, o presidente do grupo parlamentar não tem apenas assento nas reuniões da comissão política, cuja agenda apenas seja dedicada a assuntos de gestão corrente. Tem assento em todas.

E o facto de se encontrar na condição de demissionário, os seus poderes no cargo mantêm-se inalterados até ser ser substituído.

Rui Rio começou a mostrar o dedo e a unha de um aspirante a ditador... (ver aqui

 Alexandre de Castro

2018 02 20

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Morreu a escritora Natália Nunes


Morreu a escritora Natália Nunes, autora do romance Assembleia de Mulheres
Ver aqui

***«»***
O tempo passa, a morte avança, mas é sempre difícil aceitarmos a ideia...
Com toda a saudade, a minha homenagem a Natália Nunes.
Alexandre de Castro

2018 02 14

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

A parolice do doutor Costa em relação aos novos impostos da UE


A parolice do doutor Costa em relação
aos novos impostos da UE

Ao chegar-se à frente na questão da criação de mais impostos europeus, o doutor Costa quer ser mais papista que o próprio Papa. Ou, então, estará a abrir caminho - através da exibição de um fanático e ridículo europeísmo - para vir a ocupar, no futuro, um cargo de prestígio nas instâncias europeias, após cessar as suas funções de primeiro-ministro de Portugal. Seja como for, fica-lhe mal a assumpção desta expressiva e bacoca profissão de fé europeísta, inquinada por um escandaloso e rasteiro servilismo, que envergonha o país. Eu até não sei se a ideia não lhe teria sido encomendada por alguém importante, de Bruxelas, de Paris ou de Berlim, para, assim, se iniciar uma campanha promocional que facilite a aceitação, por parte da opinião pública europeia, da criação de mais impostos comunitários. É que esta declaração extemporânea e absurda, que não cabe em nenhum contexto político das funções de um primeiro-ministro, enquanto tal (nenhum primeiro-ministro dos países da UE veio a terreiro falar disto), vai levar o médio cidadão europeu a formular o seguinte raciocínio: Se Portugal, um país pequeno e pobre, e que foi crucificado na cruz da troika, aceita, de bom grado, a criação de mais impostos comunitários, porque não aceitar a ideia como útil e razoável?

Mais uma vez, Portugal tem um primeiro-ministro a fazer a quixotesca figura do "Bom Aluno" da Europa, uma postura que foi comum a todos os primeiros-ministros, depois da adesão à UE. Parolice promovida...

Alexandre de Castro
2018 02 13
Ver aqui e aqui

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

É urgente acabar com a vandalização do mercado de trabalho



Bruxelas: Portugal protege excessivamente "contratos permanentes"

O alerta consta de um estudo da Direção-Geral para os Assuntos Económicos e Financeiros e refere-se aos contratos sem termo. Bruxelas considera que estes contratos têm "excesso de proteção".
***«»***

É urgente acabar com a vandalização
do mercado de trabalho

Os trabalhadores portugueses devem começar a pensar em que partidos irão votar nas próximas eleições legislativas. É que Bruxelas está a iniciar o ataque à estabilidade social do nosso país, a nível do emprego. Por agora, o aviso vem pela via burocrática - uma Direcção Geral, que não tem rosto - mas, se o governo português não obedecer, no futuro, far-se-á ouvir a voz grossa da cúpula política da UE.

Percebe-se a estratégia de Bruxelas. Por um lado, impor o modelo neoliberal, que tem a sua expressão máxima na liberalização total do mercado de trabalho, dando plenos poderes ao patronato de  suspender unilateralmente (e sem justa causa), um qualquer contracto de trabalho, a termo certo. Por outro lado, se esta ideia for aplicada, os empresários vão começar a despedir os trabalhadores dos grupos etários mais elevados - que já não terão a oportunidade de encontrar um novo emprego e que serão penalizados nas suas reformas - e substitui-los, com contractos a prazo, por jovens trabalhadores.

Com a recuperação deste poder discricionário, que vigorou durante o regime fascista de Salazar e Caetano, o patronato fica com uma poderosa arma na mão, para contrariar a capacidade reivindicativa dos trabalhadores e dos sindicatos ligados à CGTP, ao mesmo tempo que vai servir-se da cumplicidade dos sindicatos amarelos, que, nos momentos críticos, acabam por alinhar, embora com alguns disfarces, com as teses do patronato.

Perante esta potencial ameaça para o mundo do trabalho, é importante, desde já, confrontar o governo do PS de António Costa com esta abusiva e descarada recomendação de uma obscura Direcção-Geral da Comissão Europeia, que, de certeza, não actuou de moto-próprio e sem o aval da respectiva cúpula política.

É óbvio, que esta luta também tem de envolver a reivindicação de acabar com a actual precaridade trabalho dos jovens trabalhadores, precaridade esta que ainda não mereceu a atenção do actual governo. A maioria dos contractos de trabalho, que são oferecidos aos jovens trabalhadores, principalmente aos de média e pequena qualificação, contemplam apenas um perídio de seis meses. Entre este universo, são muito raros os casos de jovens trabalhadores que conseguem fixar-se num posto de trabalho, com um contracto sem termo.

Esta vandalização do mercado de trabalho, levada a cabo, principalmente, pelos médios e pequenos empresários, e que tem tido a cumplicidade passiva do governo do PS, vai ter, no futuro, repercussões a nível demográfico, acentuando o envelhecimento da população portuguesa, uma vez que estes jovens não têm condições económicas de organizar uma família e de assegurar a sucessão geracional.

É urgente acabar com esta vandalização do mercado de trabalho.

Alexandre de Castro
2018 02 06

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Afinal, os “gangsters” são os banqueiros!...


Sabe quanto gasta por ano em comissões bancárias?
“Considerando a anualidade e a taxa de manutenção, no total, cada português é obrigado a desembolsar 63 euros por ano. Parece pouco? Este valor representou dois mil milhões de euros em 2017, o que significa que são cobrados cinco milhões de euros por dia aos portugueses”.
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Afinal, os “gangsters” são os banqueiros!...

Afinal, os “gangsters” são os banqueiros!... Levaram os bancos à falência, com o crédito ao desbarato, durante os anos de ouro da especulação imobiliária, tendo arrecado lucros fabulosos, e, agora, querem que sejam os depositantes a pagar a factura. E como Portugal está amarrado de pés e mãos à União Bancária Europeia, coordenada pelo BCE, o governo pouco pode fazer, para não dizer que não pode fazer nada.
Mais uma delícia do "paraíso" europeu que o PS, PSD e CDS, ardilosamente, venderam aos portugueses. Mas, descansem, que a procissão ainda só vai no adro. Quando chegar à igreja vai ser "o bom e o bonito".
Alexandre de Castro
2018 02 03