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terça-feira, 16 de março de 2010

segunda-feira, 15 de março de 2010

Rui Pedro Soares: Este rapaz é um génio!...

Rui Pedro Soares, convicto que está da sua impunidade, até se permite "brincar" com a situação e desrespeitar os deputados, que o ouviam no âmbito das audições sobre a liberdade de imprensa. O presidente da comissão, perante a diatribe, foi demasiadamente bem educado e cortês para com o rapazola. Ele teria merecido outro tratamento, a condizer com a sua grosseira desfaçatez. E é esta gentinha, medíocre e arrogante, que trepa na vida, através da política. O filme provocou-me um enorme vómito, tal foi o nojo que senti.

domingo, 14 de março de 2010

Citações: Paul Krugman


"Em termos mais gerais, confiar na magia do mercado como forma de garantir a segurança dos bancos tem sido sempre uma receita para a desgraça.
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"Por que razão são os empréstimos que envolvem maior risco propostos aos públicos menos sofisticados? A pergunta já encerra a resposta: os consumidores menos sofisticados são provavelmente levados ao engano de subscrever tais produtos."
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Paul Krugman

Ferreira Leite acha "muito bem" sanções a quem discorde da direcção


A líder cessante do PSD, Manuela
Ferreira Leite, afirmou hoje achar
"muito bem" haver no partido
sanções para militantes que
discordem da direcção do partido
nos 60 dias antes de actos eleitorais.
Diário de Notícias
***
O PSD acabou por dar um tiro no próprio pé. A partir de agora, os seus dirigentes, aqueles que não se demaracarem deste espúrio atentado contra a liberdade de opinião dos seus militantes, perpetrado no conclave de Mafra, ficam sem qualquer autoridade para falar na falta de liberdade, que outros queiram impor.
A máscara do partido dos caciques e dos populistas caiu estrondosamente e vai soltar todos os fantasmas do salazarismo.
Manuela Ferreira Leite, que, no passado, já se celebrizara com aquele infeliz desabafo, sobre a necessidade de se instaurar uma ditadura temporária para endireitar o país, sai da pior maneira da direcção do partido, revelando a sua pulsão totalitária. Em Mafra, demonstrou-se como a democracia pode ser perversamente aproveitada para impor como lei o mais severo autoritarismo.

Mário Soares critica privatizações previstas no Plano de Estabilidade e Crescimento

O ex-Presidente da República Mário Soares
criticou hoje as privatizações de grandes
empresas, previstas no Plano de Estabilidade
e Crescimento (PEC), e defendeu que o Governo
devia concentrar atenções no combate ao
desemprego, à pobreza e às desigualdades sociais.
PÚBLICO
***
Ao criticar o núcleo central das políticas de José Sócrates, Mário Soares entra em clara contradição com o apoio indefectível que, publicamente, lhe tem manifestado.
http://publico.pt/Economia/mario-soares-critica-privatizacoes-previstas-no-plano-de-estabilidade-e-crescimento_1426959

sábado, 13 de março de 2010

Notas do meu rodapé: Defender o serviço público dos CTT é um imperativo nacional (e patriótico)!...

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No Programa de Estabilidade e Crescimento, o governo inscreveu, como meio de reduzir a dívida pública, a privatização de algumas importantes empresas do Sector Empresarial do Estado, entre as quais os CTT. Além de se revelar um negócio ruinoso, uma vez que se trata de uma empresa altamente lucrativa, a medida ignora o seu grande contributo para o desenvolvimento da coesão territorial, uma vez que esta empresa pública comporta, na prestação de alguns dos seus serviços, muitas externalidades (efeitos não contabilizados pelo mercado) positivas. Além de se pretender alienar uma empresa emblemática, que já pertence ao nosso património histórico e à nossa memória colectiva, o governo, ao privatizá-la, vai permitir a constituição de mais um perigoso e indesejável monopólio. Nas mãos dos privados, e com o argumento da rentabilidade e da racionalidade do mercado, milhares de portugueses do interior do país, a viver em aldeias recônditas e isoladas, irão ficar excluídos dos serviços do correio, mesmo que, inicialmente, sejam feitas inúmeras e fingidas juras de que tal não irá acontecer. Sem concorrência, e com governos (quer os de sangue rosée, quer os de cor laranja) que não defendem o interesse público (ver o caso do Terminal de Alcântara, da responsabilidade de um governo socialista, e o caso do ruinoso contracto da concessão à Lusaponte de todas as travessias do Tejo, entre Vila Franca de Xira e Belém, da responsabilidade de um governo do PSD), o gigantesco monopólio, que se irá formar, rapidamente apresentará fabulosos lucros (uma vantagem da gestão privada!), à custa do encerramento dos serviços menos rentáveis e do imprescindível aumento dos preços dos serviços prestados (até a saliva para colar os selos passa a ser paga!).
José Sócrates, que tanto gosta de fazer comparações com a Europa, deveria analisar o que está a acontecer na Grã-Bretanha, onde o seu irmão Gordon Brown privatizou os sectores mais rentáveis do Royal Mail, estando a levantar uma onda enorme de protestos das empresas e dos cidadãos, já que se assiste a uma grande deterioração da qualidade dos serviços prestados. Repete-se com o Royal Mail, o que aconteceu com a privatização dos serviços ferroviários, por iniciativa do seu antecessor, Tony Blair, e que redundou num grande fiasco, em termos de qualidade e eficiência.

O padre Alberto e as duas irmãs...

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Caminho de Santiago (2)

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Fotografias enviadas pelo João Fráguas, seguidor deste blogue

sexta-feira, 12 de março de 2010

O melhor, seria ir à bruxa!...



Fernando Nobre defende exames médicos periódicos para titulares de órgãos de soberania
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O candidato presidencial Fernando
Nobre defendeu quinta-feira à noite,
na Figueira da Foz, que os titulares
de órgãos de soberania sejam sujeitos
a exames médicos para avaliar as
condições que possuem para exercer
o cargo.
PÚBLICO
***
Quando li este título, ainda pensei estar a ler o Inimigo Público. Mas não. A frase foi proferida pelo Dr. Fernando Nobre, candidato às próximas eleições para a Presidência da República.
Se me é permitido opinar, preferiria que fossem os candidatos a titulares aos órgãos de soberania a terem de se submeter aos tais exames médicos.

Desenho: Pormenor da Quinta da Rita - de João Grazina

Carvão - Pormenor da Quinta da Rita
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O autor revela, neste desenho, uma grande maturidade no domínio das técnicas pictóricas, onde sobressai a sua preocupação no rigor do detalhe, no pequeno pormenor, o que transmite ao conjunto um grande realismo. Parabéns, João Grazina.
Nota: João Grazina é um leitor assíduo do Alpendre da Lua e é o editor do blogue Arroios.

Caminho de Santiago (1)

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Fotografias enviadas pelo João Fráguas, seguidor deste blogue

Governador Civil de Aveiro confirma de buscas da PJ


O Governador Civil de Aveiro, José Mota, foi, no
inicio desta semana, alvo de buscas pela Polícia
Judiciária, na sua residência, por suspeitas de
utilização de meios da autarquia para fins privados,
quando ocupava o cargo de presidente da Câmara
Municipal de Espinho.
Diário de Notícias
***
Mais um socialista, de sangue rosée, metido numa alhada. Aposto que também é amigo de José Sócrates. Desta vez não se trata de campanha negra nem de uma cabala. Trata-se apenas, segundo o visado, de uma acção de pulhas, provavelmente de Espinho.
Será que, neste caso, também existirão escutas telefónicas? Mais um trabalhinho para a Felícia Cabrita explorar.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Notas do meu rodapé: Economia portuguesa voltou às quedas no final de 2009



Portugal registou uma queda de 1% no
último trimestre do ano passado, face
ao período homólogo de 2008, e caiu
0,2 por cento face ao terceiro trimestre
do ano passado, interrompendo dois
trimestres de crescimento.
Diário de Notícias
***
Olhando para a evolução do PIB em 2009, verifica-se que a influência mais determinante na sua queda, em relação ao ano anterior, foi precisamente o consumo interno, profundamente afectado pelo sub-grupo, o consumo das famílias (o consumo interno do sub-grupo Estado até aumentou). Os valores das exportações e do investimento foram manifestamente insuficientes para contrabalançar o desequilíbrio provocado pela queda do consumo das famílias Esta retracção deveu-se principalmente ao aumento galopante do desemprego e à sua consequência directa, a existência de menos rendimento disponível.
Este quadro macro-económico vai agravar-se em 2010, uma vez que o previsível aumento do desemprego, que poderá atingir 13 por cento da população activa, e a diminuição do poder de compra, induzida pelas draconianas medidas do governo para reequilibrar as finanças públicas, e que vão penalizar fortemente a classe média, vão provocar uma mais acentuada queda do consumo interno. Não se antevendo um crescimento significativo das exportações nem do investimento, não se percebe a previsão do governo, ao apontar para um aumento do PIB de 0,7 por cento. O cenário mais provável, em relação ao ano anterior, será a sua estabilização.
Nota: Consumo interno= Consumo Total - Importações

Isabel Allende conta histórias de paixão... (e de amor)


Não sei o que mais admirar, nesta intervenção de Isabel Allende. Se a forma, se o conteúdo. Desformalizando o discurso, naturalmente solene nestas ocasiões, ela denunciou causticamente a impiedosa exploração das mulheres e das crianças, principalmente nos países mais pobres, onde a miséria anda sempre de mãos dadas com a ignorância. Recorrendo à sua destreza de contadora de histórias e exibindo a sua vivacidade e o seu talentoso humor, Isabel Allende contou meia dúzia de histórias verdadeiras, de um dramatismo lancinante, que arranham as nossas consciências e incomodam a nossa cúmplice indiferença.
***
(Ampliar o vídeo)
http://www.ted.com/talks/lang/por_br/isabel_allende_tells_tales_of_passion.html
Vídeo enviado pelo meu amigo José Camelo

quarta-feira, 10 de março de 2010

Deixai vir a mim as criancinhas, porque delas será o reino dos céus!...



Primeiro, o escândalo estalou nos Estados Unidos, depois rebentou na Irlanda, e, agora, é a vez da Alemanha, da Holanda e da Áustria se defrontarem com o horror dos abusos sexuais de crianças, perpetrados pelo clero católico. Os muros do silêncio começam a esboroar-se, permitindo às vítimas, que durante uma vida carregaram o sofrimento do sentimento da vergonha, aparecer em público a pronunciar a corajosa denúncia. Espera-se que os ex-seminaristas portugueses comecem a falar.
Já não basta pedir desculpas e indemnizar as vítimas. Se a Igreja Católica Apostólica Romana tiver algum interesse em acabar com a pedofilia intra-muros, tem de rever urgentemente o obsoleto e indigno estatuto do celibato do clero e permitir a abertura do exercício do sacerdócio às mulheres.
Também os governos não podem ficar indiferentes às condições de funcionamento do internato nos seminários católicos, assim como às exigências ao seu acesso, que apenas deveria ser permitido depois de alcançada a maioridade.

Pode-se bater. Mas, devagarinho...

Agora já percebo por que as muçulmanas têm de usar a túnica, o chador, o niqabe e o véu.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Notas do meu rodapé: O Brasil já não é o quintal das traseiras dos Estados Unidos...


Os Estados Unidos e a União Europeia violam constantemente os acordos sobre a liberalização do comércio mundial, que defenderam e que impuseram ao resto do mundo, em sede da Organização Mundial do Comércio (OMC). Subrepticiamente, e principalmente ao nível dos produtos agrícolas, onde não são competitivos, devido ao diferencial salarial existente, os EUA e a UE subsidiam irregularmente alguns daqueles produtos, protegendo-os nos seus mercados internos da concorrência externa, com custos mais baixos, e prejudicando os países para os quais a exportação desses mesmos produtos é essencial para as suas economias. Ao mesmo tempo, exigem a todos os países o cumprimento integral dos acordos de liberalização do comércio para as suas exportações.
Muitos países não têm força nem independência suficientes para se oporem a estas posições arrogantes e injustas da UE e dos Estados Unidos, que ainda actuam na cena internacional com os tiques dos tempos do colonialismo e perpetuando os poderes proporcionados pelo neocolonialismo.
O Brasil foi uma honrosa excepção, demonstrando aos yanques que o Brasil não é mais um quintal das traseiras dos Estados Unidos, como ainda são considerados muitos países latino-americanos. À concessão de subsídios aos produtores americanos de algodão, o governo brasileiro respondeu com determinação e dureza, ao decretar a aplicação de elevadas taxas aduaneiras aos principais produtos que importa dos Estados Unidos, o que irá causar à economia americana um prejuízo de cerca de 600 milhões de dólares.
O Brasil, ciente da sua enorme força económica, desferiu um golpe humilhante ao poder imperial dos Estados Unidos, apontando assim a atitude correcta a assumir para quem quer deus para si e o diabo para os outros.

Alá é grande!...

Fotografia enviada pelo João Fráguas, seguidor deste blogue
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Só não se sabe se estão voltados para Meca!...

Porto-Cidade: o que existe debaixo do solo...

Imagens enviadas por M.J. Neves
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Para época, foi uma obra arrojada e visionária, já que garantiu sustentabilidade ao crescimento populacional da cidade no Porto, que, durante o sec. XVII, se constituiu num importante polo de desenvolvimento do país, principalmente através do incremento das exportações do vinho do Porto.

É da China que chegam as novidades!

Informo que também pode ser usado nas alheiras de Mirandela!

Lisboa debaixo de terra O Palacio Foz (12)

domingo, 7 de março de 2010

Freitas do Amaral avisa: Vem aí uma "tempestade"


"Toda a gente já percebeu que, além da
crise económica, Portugal está a viver
neste momento uma crise política. Só
o PS não quer reconhecê-la".
A acusação é de Freitas do Amaral,
primeiro Ministro dos Negócios
Estrangeiros de José Sócrates, que
antecipa a iminência de uma
"tempestade".
Jornal de Negócios
***
Não se pode dizer que Freitas do Amaral seja inimigo de José Sócrates, nem que esteja envolvido em qualquer cabala ou campanha negra contra o primeiro ministro. Ele foi seu ministro dos Negócios Estrangeiros, e, que se saiba, não saiu do governo em litígio com a respectiva política seguida, a não ser aquela que se referia à política externa, em que rejeitava a predominância da opção atlantista, que o seu sucessor veio a perfilhar.
Como político experiente, Freitas do Amaral percebeu a fragilidade de José Sócrates, e a sua incapacidade de, na actual situação, poder dirigir os destinos do país. Por isso condena a cegueira dos dirigentes do PS, que obstinadamente teimam em negar o óbvio, e a não retirarem as necessárias ilações dos factos revelados pelas escutas. Mas, na sua crítica, Freitas do Amaral não deixa também de apontar o dedo ao Procurador Geral da República e ao Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, por não terem logo esclarecido toda a verdade.

Manuel Godinho: "Nunca paguei a ninguém para obter favorecimentos"

Na primeira entrevista desde que foi
detido, o sucateiro de Ovar nega todas
as acusações que lhe são imputadas
e fala da sua relação com Armando
Vara. Godinho diz que não é cabecilha
de nenhuma organização criminosa
e desconhece quem é a face oculta
deste processo.
Diário de Notícias
***
O homem, a quem já chamam o Bibi da Face Oculta, também tem todo o direito de mentir! Lá por ser sucateiro, não é menos do que os outros.

Esclarecimento (2)


Os dois posts anteriores constituem uma reposição corrigida daqueles que foram publicados na quarta feira passada, e que apresentavam evidentes anomalias ao nível do ordenamento das palavras nos seus respectivos textos. Um ataque fulminante e conjugado de dois vírus, o Trojan Horse Ao127423 e o Trojan Horse mspi.exe, afectou electivamente o processo da edição do Alpendre da Lua, não provocando danos em nenuma das outras funcionalidades do computador, o que não deixa de ser estranho. A acção vandalizadora foi cirurgicamente dirigida e consumada por quem quer que seja, e que, possivelmente, se sentia incomodado com a orientação editorial do Alpendre da Lua. Foi um ataque cobarde de quem não tem outros argumentos para defender as suas ideias no palco proporcionado pela palavra e pelo discurso, e onde a razão é a única medida aferidora da verdade possível.
Para deleite dos autores, que pretenderam silenciar ou condicionar o Alpendre da Lua, deixo aqui as marcas da sua abjecta acção, mantendo no blogue, no seu espaço próprio, os dois posts cobardemente vandalizados.

Com artifícios de linguagem, o CSMP blindou mais mais uma porta da fortaleza do Procurador...



"O conselho considera Unanimidade, por, que estão em causa Intervenções de magistrados não Legítimo Exercício das suas competências funcionais, com observancia das metodologias e dos Procedimentos característicos da actividade judiciária", lê-se na nota. O CSMP reafirma ainda "a sua determinação em impedir uma contaminação do MP por considerações de índole política, em Cumprir e preservar os Procedimentos decisórios Próprios e em não admitir que se insinuem Motivações para extrajurídicas como posições processuais que o Procurador-Geral da República ou cada Magistrado entenda tomar de acordo com a Constituição ea lei ".
PÚBLICO
***
Li várias vezes este excerto do texto do comunicado do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) e, confesso, que não consegui entender-lhe o sentido, assim como ontem, Através da televisão, não entendi o texto na íntegra, após uma sua leitura Por um dos membros daquele órgão judicial. Inócuo, inútil e patético, é assim que eu classifico aquele documento, de linguagem cifrada, densa e ininteligível, diz que tudo para não dizer nada, que aprova e desaprova, ao mesmo tempo, e que se fica nas meias tintas, deixando o cidadão mais confuso e aturdido. A falta de Transparência do CSMP ea sua intencionalidade em esconder da opinião pública os factos relevantes, que eram O objecto daquela reunião, ficaram bem patentes naquele documento espúrio, que nada dignifica a autonomia do Ministério Público.

Fraca produtividade na Procuradoria Geral da República: Três dias a dactilografar despacho das escutas!


O despacho de arquivamento do caso das
escutas, que envolve o primeiro-ministro
e possui 26 páginas, demorou três dias a
dactilografar. Foi este o esclarecimento
dado ontem pelo procurador-geral da
República, Pinto Monteiro, para explicar
por que é que a 21 de Novembro disse
que proferiu o despacho nesse dia e
dois meses mais tarde afirmou que o
documento, afinal, era de 18 de Novembro.
PÚBLICO
***
Considerando que o(a) funcionário(a) da Procuradoria Geral da República trabalhou afincadamente, durante aqueles três dias, a dactilografar o despacho de arquivamento produzido por Pinto Monteiro, conclui-se, por cálculo, que, por dia, apenas dactilografou 8,6 páginas .
Está explicada a morosidade da justiça em Portugal!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Esclarecimento


Uma anomalia do sistema informático, visível ao nível do ordenamento das palavras, nos títulos e nos textos dos últimos posts, vai obrigar a uma suspensão temporária da edição do Alpendre da Lua.

Com artifícios de linguagem, o CSMP blindou mais mais uma porta da fortaleza do Procurador...


"O conselho considera Unanimidade, por,
que estão Intervenções em causa de
Magistrados não Legítimo das Exercício
suas competências funcionais, com
observancia das metodologias e dos
Procedimentos característicos da
Atividade Judiciária ", lê-se na nota.
O CSMP reafirma ainda "uma sua Determinação
impedir em uma Contaminação do MP
por considerações de índole política,
Cumprir em preservar e os Procedimentos
decisórios Próprios e em admitir que não
insinuem se Motivações extrajurídicas
Para as posições processuais que o
Procurador-Geral da República ou cada
Magistrado entenda tomar de acordo com
uma Constituição e uma lei ".
PÚBLICO
***

Li várias vezes este excerto do texto do comunicado do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) e, confesso, que não consegui entender-lhe o sentido, assim como ontem, Através da televisão, não entendi o texto na íntegra, após uma sua leitura Por um dos membros daquele órgão judicial. Inócuo, inútil e patético, é assim que eu classifico aquele documento, de linguagem cifrada, densa e ininteligível, diz que tudo para não dizer nada, que aprova e desaprova, ao mesmo tempo, e que se fica nas meias tintas, deixando o cidadão mais confuso e aturdido. A falta de Transparência do CSMP ea sua intencionalidade de esconder da opinião pública os factos relevantes, que eram O objecto daquela reunião, ficaram bem patentes naquele documento espúrio, que nada dignifica a autonomia do Ministério Público.

Fraca produtividade na Procuradoria Geral da República:Três dias a dactilografar despacho das escutas


O despacho de arquivamento do caso das
Escutas Envolvem, que o primeiro-ministro
e Possui 26 páginas, demorou três dias a
dactilografar. Foi este o esclarecimento
dado ontem pelo procurador-geral da
República, Pinto Monteiro, para explicar
Por que é que a 21 de Novembro disse que
proferiu o despacho nesse dia e dois meses
mais tarde Afirmou que o documento, afinal,
Era de 18 de Novembro.
PÚBLICO
***
Considerando que o funcionário (um) (um) da Procuradoria Geral da República Trabalhou afincadamente, durante Aqueles três dias, uma dactilografar o despacho de arquivamento produzido por Pinto Monteiro, conclui-se cálculo, por, dia dactilografou que apenas 8,6 por páginas .
Explicada Está a morosidade da justiça em Portugal!

Jorge Lacão acusa PSD de precipitar inquérito para promover "ataque pessoal" a Sócrates

O ministro dos Assuntos Parlamentares acusou
hoje o PSD de precipitar uma comissão de inquérito
sobre o negócio da TVI com o “único propósito”
de promover um “ataque directo e pessoal” à figura
do primeiro-ministro.
PÚBLICO
***
Regressa em força a tese do "ataque directo e pessoal" a José Sócrates, agora protagonizada por Jorge Lacão e por Francisco Assis, os dois dirigentes do PS a quem vai caber a dificílima tarefa de defender o primeiro ministro, durante os debates da comissão de inquérito. Quer um quer outro tentam desacreditar as intenções da iniciativa, junto da opinião pública, desvirtuando a função fiscalizadora da Assembleia da República, e querendo negar à oposição, maioritária naquele órgão, o direito de obter uma resposta definitiva sobre o eventual envolvimento do primeiro ministro na tentativa de, com a cumplicidade da PT, formar um grupo da comunicação social, politicamente favorável, através da aquisição de uma estação televisiva e de vários jornais de referência.
Como a justiça, ao nível dos seus dois mais altos representantes, obstaculizou a procura da verdade dos factos e como o primeiro ministro se recusou sistematicamente a prestar os devidos esclarecimentos, escudando-se no segredo de justiça e na ilegalidade da divulgação das escutas, não se apresentou aos deputados outra alternativa, que não fosse a de recorrer à figura parlamentar da comissão de inquérito, que, segundo a lei, adquire parcialmente as prerrogativas de um tribunal.
Se José Sócrates está inocente, não se vislumbra a razão de tanto nervosismo por parte do PS, já que a função da comissão é descobrir a verdade. E só quem tem medo de descobrir a verdade, como é o caso de Jorge Lacão e Francisco Assis, é que vem para a praça pública denegrir a nobre função do parlamento e acenar desesperadamente com os espantalhos das cabalas, das campanhas negras e dos ataques pessoais.

terça-feira, 2 de março de 2010

Nana Mouskouri – Libertad

Grécia: Nana Mouskouri abdica de pensão por causa da crise


Nana Mouskouri renunciou à sua pensão
de eurodeputada num gesto de solidariedade
para com os cortes na despesa pública que
O Governo socialista está a fazer na Grécia.
Diário de Notícias
***
Por vezes, somos surpreendidos por gestos exaltantes, que ultrapassam, em profundidade, os que não residem mero simbolismo. É esta a virtude dos seres superiores, que abdicam da materialidade, em benefício do bem comum. Nana Mouskouri, uma cantora por quem sempre cultivei um enorme fascínio, ao assumir este gesto altruísta, o da renúncia à sua pensão de eurodeputada, a favor da sua Pátria, transcende uma vulgaridade do nosso tempo, marcada pelo egoísmo e pela desmedida ambição pessoal, mesmo a que se obtém a qualquer preço. Que o gesto sirva de lição a todos Aqueles que, em todas as partes do mundo, afirmam, às vezes em vão, estar ao serviço do seu país e do seu povo.
http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1508989&seccao=Europa

A Madeira que não vemos

Não gosto de unanimismos. Como a prática ensina, os unanimismos trazem hipocrisia e cinismo atrelados. Algo que a tragédia da Madeira dispensa. Na verdade, não tenho de simpatizar com os regimes para ser solidário com os seus povos. Choro a Madeira. Mas não a Madeira erguida ao longo de décadas pelo doutor Alberto João Jardim. Essa não me merece qualquer tipo de condescendência ou caridadezinha de telejornal, à boleia de um qualquer heroísmo.
Explico: Jardim construiu no arquipélago um modelo de irresponsabilidade e inconsciência política. Está à vista. Tragicamente. A sua governação - ainda que disfarce algumas benfeitorias - entusiasmou e apadrinhou comportamentos, práticas e medidas que, em casos estudados e documentados, deixaram uma boa parte da região autónoma entregue à sua sorte. E quando a sorte de um povo depende da bondade ou maldade do tempo que faz, o crime tem nome: chama-se incúria. No mínimo.
O doutor Jardim terá dado à Madeira o betão e o folclore de que precisa para a sua sobrevivência política. Por demasiadas vezes - e assim continua - os governos da República lhe toleraram o intolerável. Não falo sequer das dívidas da região ou do saco sem fundo da governação de Jardim, permitido sem escrutínio nem açaime. Falo do olhar turístico que sempre tivemos sobre o problema clínico: como o doutor Jardim é um Carnaval em permanência, ignoramos o desplante e rimos com a alarvidade. O homem e a prática têm, por isso, mais cúmplices do que se julga.
Não se iludam: depois da lama, do entulho, das mortes, dos desaparecidos, dos sem abrigo, a Madeira imprevidente, a Madeira das negociatas e das obras de fachada que tentam domar a natureza, continuará sem julgamento nem condenação. Provavelmente, até ganhará com o regresso à normalidade.
Os outros, os que neste País perdem família numa ponte, num desabar de terras, numa fúria das águas e numa qualquer tragédia anunciada e documentada, têm a sentença escrita: mesmo com toda a solidariedade do mundo e do momento, continuarão sós. Entregues a quem deles não cuida, a quem os ignora quando faz sol. Até à próxima tragédia.Se não perceberam o Haiti, tentem ao menos perceber a Madeira. E aí talvez ainda se vá a tempo de responsabilizar quem merece. Uma vez que seja.
Miguel Carvalho
Jornal Expresso
***
Dar dinheiro a Alberto João Jardim, sem qualquer controlo, é o mesmo que dar o "ouro ao bandido". Se não existir uma centralização da contabilização de todos os donativos em dinheiro, que a solidariedade dos "cubanos" do continente recolheu, corre-se o risco de estar a alimentar a ambição faraónica do soba da Madeira e a sua obsessão pelas obras de fachada, pelos festejos carnavalescos e pela promoção do futebol ilhéu.

Lisboa competitiva: um caso perdido - por Luís Todo Bom*

A competição entre as Cidades assume cada vez maior preponderância nos modelos competitivos globais, pelo que a competitividade de Lisboa surge, periodicamente, como um tema de análise recorrente. A competitividade das cidades nestes modelos é analisada através de um conjunto de indicadores, nomeadamente, a sua capacidade para atraírem sedes de empresas multinacionais, o volume do seu turismo de negócios, a dimensão e qualidade dos seus congressos e exposições, a sua base de produção e transformação do conhecimento e a qualidade de vida dos seus cidadãos, em geral. Nestes modelos de análise competitiva, o posicionamento de cada cidade nas diferentes variáveis é estabelecido, não só em termos individuais, mas sobretudo em termos de comparação ou de "bench-marking" em relação aos seus competidores mais directos, no caso de Lisboa, em relação a Madrid e Barcelona. A minha opinião sobre este tema, suportada na análise do sistema competitivo, é clara: Lisboa é uma cidade não competitiva em praticamente todos os indicadores referidos, com a agravante de se assistir a uma degradação desse sistema competitivo, em relação às suas congéneres Ibéricas. De facto, Lisboa é uma cidade pouco limpa, com um património urbanístico deplorável, um trânsito caótico, uma indisciplina sistemática no estacionamento, edifícios mal conservados, monumentos nacionais em degradação, com alguns mesmo em ruínas, com uma paisagem social em que se incluem os famosos "arrumadores", deprimente, com um parque académico, sobretudo universitário, mal organizado e sem prestígio internacional, sem um conjunto relevante de institutos de investigação ligados a incubadoras de empresas, com um sistema de transportes urbanos caro e ineficiente e com uma medíocre qualidade de vida genérica dos seus cidadãos. Só quem não conhece Madrid e Barcelona pode acreditar que Lisboa conseguirá atrair alguma empresa multinacional que esteja lá sediada. Pelo contrário, aquelas cidades continuam a atrair empresas localizadas em Lisboa que passam a concentrar em Espanha todos os seus negócios na Península Ibérica. Aliás, a única razão pela qual todos nós, que estudámos, trabalhamos e vivemos em Lisboa, continuamos a gostar desta cidade é porque nos recusamos a ver a sua realidade e sobretudo a compará-la com outras cidades europeias. É pois, um sentimento irracional e afectivo - "quem feio ama…". A entidade gestora da cidade de Lisboa é a Câmara Municipal de Lisboa, organização que costumo dar de exemplo aos meus alunos como a organização portuguesa mais mal gerida que se conhece. E, infelizmente, dou esse exemplo há vários anos, pelo que não se aplica especificamente a nenhum período de tempo limitado a um determinado executivo camarário. De facto, a Câmara Municipal de Lisboa, tem um excesso de pessoal enorme qualquer que seja o indicador que se utilize, uma situação de debilidade financeira crónica, um "ratio" entre despesas correntes (em especial despesas de pessoal) e despesas de investimento desajustada, uma ineficiência enorme em termos de prazos de aprovação de qualquer actividade que exija a intervenção camarária, uma completa incapacidade para disciplinar o estacionamento, regular o transito e melhorar a eficiência dos transportes colectivos, uma gestão social medíocre, sendo incapaz de resolver os problemas dos "arrumadores", tóxico-dependentes e pequenos delinquentes, incapaz de garantir a segurança, limpeza e qualidade de vida dos seus cidadãos. Com orçamentos anuais muito significativos e superiores a todas as Câmaras dos municípios limítrofes, não se vê em Lisboa um programa estratégico de intervenção, um desígnio estratégico para onde se move, obras e intervenções significativas, o ataque e a melhoria dos pontos negativos atrás referidos. Pelo contrário, as receitas da autarquia vão sendo consumidas por aquela máquina enorme, ineficiente e insaciável que se auto-alimenta sem qualquer produção externa relevante, fazendo com que Lisboa caminhe inexoravelmente para a sua insignificância como Capital Europeia. Os famosos e já antigos programas de reabilitação habitacional, de requalificação do património imobiliário nomeadamente na área cultural, de reordenamento do estacionamento através da construção de novos parques e criação de condições de obrigatoriedade de libertação das vias públicas, de criação de condições para o desenvolvimento de novos parques tecnológicos ligados às Universidades e de novos centros de investigação de nível europeu, são miragens que todos os lisboetas já perceberam que nunca serão uma realidade. Continuamos a ter de nos contentar, exclusivamente, com a luminosidade com que a natureza abençoou a nossa cidade. Esta não competitividade e baixa qualidade em geral tem reflexos directos em toda a industria turística com a degradação dos preços e das margens das suas unidades de maior qualidade, na vida empresarial com o abandono dos centros de excelência, no imobiliário com a degradação dos preços e das taxas de ocupação, nas universidades que não conseguem atrair alunos internacionais de elevado potencial, nos institutos de investigação que não conseguem atrair bons investigadores internacionais, enfim na qualidade de vida global da cidade para todos os seus cidadãos. É necessária e urgente uma mudança radical na cidade de Lisboa. As dificuldades económicas e financeiras que o País atravessa podiam ser fortemente atenuadas se Lisboa cumprisse a sua função dinamizadora do investimento e do desenvolvimento empresarial, científico e social. Mas os constrangimentos referidos para a entidade gestora da cidade são de tal monta que não acredito que a mudança necessária venha a acontecer. Lisboa competitiva será, assim, definitivamente, um caso perdido. E digo isto com tristeza, porque também faço parte dos que gostam, irracionalmente, desta cidade.

*Professor Associado Convidado do ISCTE

Jornal de Negócios
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Era o texto que faltava para enquadrar com rigor as razões das crónicas incapacidades do país e a sua endémica fragilidade. Copia-se o projecto que vem de fora e que está na moda, assimila-se o conceito, alardeamos a modernidade, e, depois, tudo falha. Uma mentalidade atávica amarra o país ao seu atraso secular e não há maneira de desatar o nó górdio que nos aprisiona. E este não é um problema só dos políticos. É também dos cidadãos. Também não será o TGV nem o novo aeroporto que irão operar o milagre da necessária transformação.

Rodrigo Leão . Pasión- Voz de Luna Pena

segunda-feira, 1 de março de 2010

O humor brasileiro em acção...

Enviado pelo João Fráguas, seguidor deste blogue

A recente prisão de José Roberto Arruda, governador do Estado de Brasília, sob a acusação de corrupção (ver hiperligação), não podia deixar de entrar em força no anedotário do povo brasileiro. Um vídeo traiçoeiro, que a lei criminal portuguesa não aceita como elemento de prova, não deu margem de manobra ao governador, para poder ensaiar a conhecida rábula da campanha negra e da cabala, já com várias edições em Portugal.

http://alpendredalua.blogspot.com/search/label/Pa%C3%ADs%20Brasil

É o que se pode chamar um "chefe pio"!...

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Retirado do Ponte Europa
Será que este milagre, de inspiração divina, através da mediação da Raínha Santa Isabel, ainda irá um dia servir de prova para a canonização do "nosso Chefe Salazar"? Não me admiraria nada, já que a fábrica de santos e beatos, no Vaticano, agora a funcionar no modelo da produção em série, não foi afectada pela crise internacional. Antes pelo contrário. A sua produtividade deixa os analistas boquiabertos, com aquela facilidade com que se fabricam santos e beatos para todos os gostos.

A Madeira virada do avesso (4)







A água nunca pede licença para entrar. E quando lhe fecham as portas ou não a deixam passar, em liberdade, rebenta com tudo.

Lisboa debaixo de terra Os Moinhos de Vento (11)