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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Deus e o Diabo...

Deus e o Diabo
No quadro da mitologia judaico-cristã, em que existe uma assanhada luta entre deus e o diabo pela conquista das almas, eu nunca percebi lá muito bem quem é que, na realidade, fundou o inferno e criou o diabo. Julgo ter sido deus, já que ele é apresentado nos textos bíblicos como o criador de todo o universo e de todas as coisas. Porque diabo, agora, anda deus a queixar-se que o diabo não deixa de querer roubar-lhe as almas dos homens?!

11 comentários:

  1. Alexandre: Depois de ter passado pelos manifestantes condenados, pelo novo alienígena de Terreiro, achei por bem repousar aqui. Mas olhando bem para esta imagem, desconfio que o Deus ai representado, deveria na altura de sentir-se muito aborrecido, dai a criação do Diabo. E não esqueça, que fomos todos feitos a sua semelhança!
    Bom fim de semana
    Beijo
    Sónia

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  2. Só há um Deus - o Mistério que antecede o princípio do Espaço e do Tempo.
    Há muitos Diabos - nenhum fora do ser humano.

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  3. Carta a Deus

    Reza por mim ao teu Deus
    com a tua fé exacta e pura
    porque eu não sei rezar
    nos teus livros sagrados
    nem ler o destino nas estrelas
    e muito menos a sina
    na palma da minha mão.
    Reza por mim, se na realidade
    acreditas que o teu Deus
    tudo ilumina
    e tudo anima naquilo em que toca.
    Leva-lhe esta carta
    e pede-lhe para que me apareça
    no Sinai ou em Meca,
    que me entregue novamente as Tábuas
    me inspire outro Livro em qualquer gruta.
    Que me diga onde está, onde mora
    e também que idade tem
    e o que fazia nas horas vagas
    antes de criar o Universo
    e, na Terra, instalar o Homem e a Mulher.
    Pergunta-lhe também como explica Ele
    aquela pedra com que Caim matou Abel.
    E, por fim, para não O cansares mais,
    e no caso de Ele ser uno e único, como se diz,
    e ser ao mesmo tempo Deus, Alá e Jeová,
    pergunta-lhe pelos Profetas,
    por Moisés, pelo Messias e pelo Maomé,
    se todos eles estão sentados a seu lado
    como bons irmãos
    ou se prolongam lá no Céu
    a guerra santa que lavra aqui na Terra.

    Alexandre de Castro

    Lisboa, Maio de 2007

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  4. Dissertação sobre o Big Bang…


    E naquele momento zero em que tudo começou,
    no primeiro segundo cósmico,
    surgido a partir do Nada
    a energia, concentrada e tensa, explodiu
    fazendo saltar matéria incandescente a alta velocidade
    para formar estrelas, cometas, planetas e galáxias
    a ensaiar uma louca dança orbital
    e a obedecer com precisão infinita
    à lei da gravitação universal
    Newton ainda estava a muitos anos-luz de distância
    na escala temporal, até uma maçã o despertar
    Galileu leu todos os sinais dos céus,
    observou, fez experiências, analisou e calculou
    e tudo ficou mais claro e transparente
    para um cabal e definitivo entendimento
    nem o Papa, que o mandou calar,
    nem a sentença da Sagrada Inquisição
    estancou aquele pensamento perverso
    de ser a Terra continuamente a rodar
    e de nunca ter sido o centro do Universo
    desmentindo assim as verdades divinas
    vertidas pela Fé nas Escrituras
    e o Mundo continuou a girar, a girar,
    rasgando segredos e descobrindo infinitos
    com estrelas ainda a nascer
    e outras a desaparecer, em lenta agonia cósmica
    até um buraco negro as devorar
    como se tudo se reduzisse a uma liminar equação
    entre energia e matéria, na sua matemática relação
    e que Einstein revolucionariamente resolveu
    mas há ainda uma outra lei desconhecida,
    a do ciclo e do contra-ciclo, marcada pelo tempo,
    com o Universo a inverter-se e a matéria a contrair-se
    quando a energia se esgotar e o espaço terminar,
    deixando de se dilatar
    aparecendo, então, uma força descomunal
    a esmagar galáxias, estrelas, cometas e planetas
    (fulminando a Humanidade, se ela ainda existir)
    até a matéria se dissolver
    e a energia regressar ao ponto inicial
    para um outro Big Bang começar…

    Alexandre de Castro

    Lisboa, Dezembro de 2008

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  5. Os meus agradecimentos à Sónia e ao Olímpio.

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  6. Sinto muito!
    Sinto tanto...
    De nunca um Deus ter encontrado,
    para lhe poder falar!
    Mas se algum dia, essa honra ou magia
    acontecer, serão as suas palavras com certeza que lhe vou querer dizer!
    Adorei a sua carta Alexandre.
    Beijos
    Sónia

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  7. Tomei a liberdade (que espero não ser excessiva) de partilhar a sua carta no meu blog.
    Bjs. Sónia

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  8. Obrigado, Sónia, pela partilha. Para mim é uma honra.
    Beijo
    Alexandre

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  9. Embora não saiba o que é o Infinito, o Homem, por fascínio,aborda-o através da Matemática, conseguindo obter alguma Paz por meio de raciocínio criador de umas quantas "simples equações",determinantes no "levantamento" de algumas indeterminações.Muito mais simples de abordar é o conceito do Bem e do Mal (ao qual a Matemática não se aplica)mas que existe na mente e consciência de qualquer ser humano.Como "corolário"deste conceito, existe o da Justiça.Paradoxo terrível, inexplicável(?),é a incapacidade(?) humana de conciliar aqueles dois conceitos mores da natureza Humana - Talvez o primeiro e mais fatal Anátema - o verdadeiro pecado original.

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