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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

T-Mobile Sing-along Trafalgar Square (extended version)

Amabilidade da «poeta» Maria Gomes
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É comovente e exaltante!... Uma única ideia, um único pensamento, uma única luz e uma música emblemática unem em uníssono, num culto profano de irmandade, uma multidão de jovens... 
Apetece ter estado lá!...

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Pablo Picasso


Picasso fez uma revolução total na pintura. Uma ruptura radical com o passado e, de tal modo profunda e incisiva, que marcou não só a sua própria geração, mas, principalmente, todas as gerações que lhe sucederam, até à actualidade. Não há nenhum pintor da modernidade que não se inspire nas forma pictóricas, inventadas por Picasso.
Embora isto já tivesse sido tentado timidamente por pintores que o antecederam no tempo, foi com Picasso que a pintura deixou de ser uma representação do espaço real visível, para se transformar numa vibrante expressão criativa da imaginação, transmitida à tela. Para isso arriscou cortar com o cânone, recorrendo, em relação à forma, à distorção dos objectos e das figuras humanas, nestas principalmente ao nível da intervenção nos rostos (o espaço anatómico por ele preferido para fazer as suas experiências de representação, na procura de expressões geniais, bem vincadas)  e no recurso  às formas arredondadas dos corpos e ao jogos da desproporção das dimensões. Isto permitiu-lhe ganhar liberdade criativa (já que não pretendia captar o real) para poder jogar com o efeito das cores, principalmente as cores fortes e garridas, que acabavam por dominar o espaço visual do espectador.
Como se tivesse regressado à Idade Média, Picasso ignorou, na maioria dos seus trabalhos, a terceira dimensão, a da profundidade, para que o primeiro plano ganhasse relevo e importância. Seguiu um processo contrário ao do seu contemporâneo e compatriota, Salvador Dali (outro grande pintor), que, precisamente, preferiu a terceira dimensão para dar azo, através da desproporção das figuras, à sua imaginação febril e fantasmagórica.
Picasso ganhou a imortalidade. E vai ser difícil, nos próximos tempos, que um novo génio surja para lhe roubar a influência que continua a ter nos pintores da actualidade. Só se surgir uma revolução, recorrendo ao digital. Mas isso talvez não seja já pintura. Poderá ser outra coisa.

Alexandre de Castro  
4 de Novembro de 2015
***«»***



Carta a Picasso

(A propósito da pintura “Les Demoiselles d’ Avignon”)*

Não sei se as fodeste, antes de as pintares
para lhes matar o erotismo e a beleza
sei que não te enforcaste atrás da tela
como previra Derain
a carne rósea está lá, bem esquadrinhada,
sob o fundo azul da tua matriz original
e em explosivo esplendor,
resultado da tua arte,
mas espartilhada na frieza
das linhas firmes
rasgadas a régua e a esquadro.
Os rostos foram talhados a machado
e só os olhos brilham
em esquadrias angulosas
e não sei se há naqueles olhares
um qualquer desapiedado desprezo
ou algum apelo ou desagravo
ou até uma incisiva acusação,
pois ternura e afectos são coisas que lá não vejo.
Eu sei que te inspiraste em formas arcaicas
embora negues a herança negróide
do nariz de todas elas
mas quero dizer-te, Picasso,
com esta geometria descentrada
salvaste a pintura e a Humanidade
e soubeste afirmar a arte como mentira
tal como Plínio afirmou
a propósito daquele pintor romano
que pintou uvas tão perfeitas
que até os pássaros as foram debicar.
E, para comer, tu apenas nos deixaste
no fundo da tela
o cacho de uvas, a pêra, a maçã,
e uma talhada de melancia.
És um forreta, Picasso,
e agora já sei que as fodeste, antes de as pintares.

Alexandre de Castro

Ourém, Abril de 2009

* Célebre pintura de 1907, que inaugurou a corrente cubista.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Tchaikowsky - Swan Lake - Rudolf Nureyev - Margot Fonteyn

Amabilidade de Maria Gouveia

Como se os sonhos se traduzissem neste leve impulso de levantar as nuvens, tal como se levantam os delicados corpos das bailarinas, na geometria do espaço.
Fosse a geometria das ideias igual à geometria dos corpos, na fluidez da dança, e a essência do mundo compreender-se-ia melhor.
AC

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Pigeon: Impossible

Uma sugestão de João Fráguas
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Depois de ver este filme, que me encantou em todas as vertentes (exímia realização, uma narrativa fílmica bem estruturada e uma primorosa execução técnica), perguntei-me, em relação ao tema abordado, se o futuro não teria começado ontem.ou, dito de outra maneira, se a ficção não é já a realidade.

domingo, 18 de janeiro de 2015

O NAZISMO VOLTOU: A Ucrânia que a imprensa não mostra


Trazem o ódio nas línguas de fogo, com que acendem as tochas, e masturbam-se com a visão do sangue das suas vítimas, enquanto entoam cânticos pornográficas, que glorificam a morte. As pegadas da Besta que ensanguentou a Europa, há setenta anos, não foram apagadas, e são agora pisadas pelas botas cardadas dos carregadores do medo e do pesadelo, que, em triunfo, transportam nos ombros de ferro as novas suásticas.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Um Poema ao Acaso: VIVAMOS, LÉSBIA MINHA; E AMEMO-NOS [declamado] - Catulo


VIVAMOS, LÉSBIA MINHA, E AMEMO-NOS

Vivamos, Lésbia minha, e amemo-nos,
E os murmúrios dos velhos mais ressabiados
Consideremo-los todos como um simples tostão.
Os dias podem morrer e nascer,
Mas se esta nossa breve luz morrer
Nós dormiremos uma só noite sem fim
Dá-me mil beijos, e mais cem;
Dá-me outros mil, e mais cem;
Depois, mais uns mil, e mais cem.
E quando, enfim, os tivermos dado aos milhares,
Para esquecer tudo, baralhemos as contas,
De modo a que ninguém com mal possa invejar-nos
Um número de beijos tão grande.

Catulo
(87 a.c.? – 54 a.c.)

Tradução de Gena e Filippo
Montera

Nota: Catulo rompeu com a tradição poética ligada à mitologia greco-romana e iniciou, com outros poetas, um processo de transformação estética e literária, com a poesia centrada na alma humana, no amor e nos sentimentos. Cícero, em sentido pejorativo, designáva-os por poetas novos.

Amabilidade da “poeta” Maria Gomes, que indicou o vídeo.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Poema: Maria Azenha - "Repórter local"



Repórter local

Nunca encarei a Poesia como uma epístola aos pobres
Nem como um espelho de paz
Nem como um passatempo literário
para entreter académicos
Vejo-a como um trabalho moderno de Hércules
através de um específico repórter local 
que se chama Poeta

que não faz outra coisa senão Deixar bilhetes ao acaso
numa gare qualquer com o aviso “perigo de morte!”
© maria azenha

***«»***
Os perigos são imensos, alguns dantescos, e inimagináveis para a perceção do cidadão comum, mas aquele "repórter local", a que se refere poema, e que também se chama "Poeta", sabe, certamente, com o seu olhar perscrutador e abrangente, que o mundo caminha sobre um enorme vulcão. É um verdadeiro "trabalho de Hércules" evitar que as crateras se abram sob os nossos pés. E a Poesia é também uma arma, tal como a canção.
A minha homenagem à "poeta" maria azenha.
AC
*
A "poeta" maria azenha colabora regularmente no Alpendre da Lua.

sábado, 27 de dezembro de 2014

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

DÍVIDA PÚBLICA - A MAIOR FRAUDE DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE!

Amabilidade de João Fráguas
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Já seria um grande avanço, se o Estado recuperasse o poder da emissão de moeda, que emprestaria a juro baixo aos bancos comerciais, com a condição de estes não ultrapassarem, nos empréstimos às empresas e às famílias, o valor das suas reservas (as de capitais próprios e as referentes aos capitais resultantes dos empréstimos, efetuados pelo Estado), para que, através desta via, não se constituíssem emissores de moeda.
Mas eu continuo a defender que os bancos, na sua atividade creditícia e de depositários das poupanças, deveriam ser nacionalizados, para que os lucros revertessem para o Estado, o que iria permitir, por exemplo, baixar os impostos e dinamizar mais a economia.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O engenho faz a Arte...

Amabilidade do João Fráguas, que enviou este vídeo.
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O árbitro nem sequer tinha um apito!...
Extraordinária peça cinematográfica, contada apenas por imagens, que é o que marca a originalidade da forma de expressão da Sétima Arte.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Jugular - Reis Novais: Direito constitucional para manequins


Será útil ouvir a voz avisada do Professor Reis Novais, em vésperas de uma decisão do Tribunal Constitucional (TC), (que,certamente, será histórica), sobre os pedidos de fiscalização preventiva de normas constantes no Orçamento de Estado de 2014. 
Espera-se que o TC não deixe impressionar-se pela chantagem movida pelo governo de Passos Coelho, pela comissão europeia, através da voz do português Durão Barroso, e pelas quadrilhas de políticos e comentadores, para quem a Constituição da República é um empecilho a impedir a satisfação das suas ambições. 
O veredito do TC poderá ser o virar de uma página ou, pelo contrário, um simples marcador dessa mesma página. Tudo poderá vir a ser diferente, para o melhor ou para o pior.
AC

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Humor: Senhora comenta o Suecia Portugal

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Eu nem digo nada! A senhora não deixa margem para nenhuma intervenção. O seu incontrolado riso é contagiante.
Belíssima peça de humor, concebida com inteligência e um grande sentido de oportunidade.

domingo, 17 de novembro de 2013

Esta merda tem de acabar!...

Amabilidade de Jorge M. Ribeiro
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O diagnóstico está feito, pelos cientistas. O mundo está doente! A terapêutica pertence aos povos e às suas vanguardas.

sábado, 29 de junho de 2013

O Problema em Portugal (e no Mundo)

Amabilidade de Diamantino Silva, que enviou este vídeo.
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A subordinação dos povos aos donos do mundo é o objetivo da ação de todas as instâncias dos diferentes poderes (o financeiro, o político, o educacional, o comunicacional e o religioso), que funcionam de forma articulada. Essa ação já tem uma dimensão global, o que lhe aumenta a eficácia, ao contrário das instâncias representativas dos trabalhadores e dos cidadãos inconformados, que ainda atuam numa dimensão nacional e, nalguns casos, até numa escala setorial e corporativa, o que lhes limita a força. 
O caminho para a globalização da luta ainda não está a ser percorrido!  

terça-feira, 28 de maio de 2013

O Planeta Terra és Tu

Amabilidade da minha irmã Helena
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O Homem nega-se a si próprio ao provocar uma desapiedada delapidação do planeta. Os demónios que governam tentacularmente o mundo negligenciam o Ambiente, confiando o seu destino à força cega dos mercados e aos desígnios do lucro fácil. Com a globalização não controlada da economia, perdeu-se o sentido de equilíbrio entre o Homem e a Natureza, equilíbrio este que norteou durante milénios a Humanidade. As futuras gerações irão pagar muito caro os desmandos ambientais que estão a ocorrer no nosso tempo, a que se juntam as trágicas repercussões da atual crise mundial. A uma ferida profunda junta-se outra, para agravar a infeção.