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domingo, 26 de julho de 2009

Conflito insanável com a Matemática!...


Cortesia de Pedro Frias, que me enviou este vídeo

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Decididamente, os primeiros ministros socialistas têm um conflito histórico com as contas de cabeça. Agora se compreende por que o governo nunca acerta nas previsões económicas e financeiras, assim como se justifica o facilitismo nos exames de Matemática. Suspeita-se que nenhum problema poderá ser incluído nos respectivos testes, se, previamente, Maria de Lurdes Rodrigues não o conseguir resolver, após dez tentativas.
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António Guterres já recomendou este professor de matemática ao primeiro ministro José Sócrates. À vigésima aula, a ensaiar contas de cabeça, Guterres deixou de gaguejar.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Exames: Melhores alunos dizem-se prejudicados


Segundo relata o jornal Público de ontem, apoiado em depoimentos de alguns docentes e de alguns alunos, teria havido um intencional excesso de zelo, por parte de alguns professores, na correcção das provas de Português B, ao aproveitarem a oportunidade oferecida pela formulação de duas perguntas de grande abrangência e de grande amplitude, para exercerem discricionariamente a sua subjectividade avaliadora nas respectivas respostas, aumentando o respectivo grau de exigência. Aquelas duas perguntas, uma versando os heterónimos de Fernando Pessoa, através de um texto de António Mega Ferreira, a outra propondo uma explanação sobre um conceito de liberdade, através de um texto de José Jorge Letria, não podiam ter respostas unívocas, a encaixar num grelha objectiva de avaliação, pois admitiam uma grande elasticidade na sua exposição.

O objectivo escondido desses professores seria tentar baixar as médias, para colocar mal o Ministério da Educação, através do aumento exagerado do rigor na avaliação. Não sei se esta será a verdade dos factos. O que é certo, é que este perverso procedimento, embora não tivesse conseguido baixar a média geral, teve efeitos devastadores nas expectativas dos melhores alunos, aqueles que na avaliação interna, ao longo do ano, obtiveram altas classificações. Os médios e os piores alunos não teriam sido prejudicados, já que, mesmo com uma correcção mais benevolente, não conseguiriam responder satisfatoriamente ao enunciado daquelas difíceis perguntas.

Perante este quadro lamentável, que exige uma averiguação por parte do ministério, ninguém pode ficar indiferente. São os interesses dos alunos que estão em causa. E, neste caso, dos melhores alunos, aqueles que, por mérito próprio, merecem ir para a universidade. Não é admissível que sejam considerados como arma de arremesso dos interesses corporativos e políticos.

Maria de Lurdes Rodrigues: O disparate à solta!...

Fotografia retirada do AOSINTHEGARDEN
Maria de Lurdes Rodrigues e o seu secretário de Estado, Valter Lemos, numa erupção irracional do seu desespero, como governantes falhados, recorreram à aleivosia de culparem a comunicação social, a Sociedade Portuguesa de Matemática e os partidos da oposição pelos maus resultados dos exames nacionais, lançando a torpe acusação de que teriam contribuído para a divulgação da ideia, entre os alunos, do exagerado facilitismo das provas realizadas no ano passado. Uma acusação sem nexo, totalmente despropositada, irreflectida, rasteira e pueril, e que teria sido formulada pela necessidade de aliviar as suas próprias culpas, endossando-as a terceiros, neste caso exacerbadas por um desejo de vingança. Se o país tivesse o azar de ter estes dois governantes em funções no final do próximo ano lectivo, ainda iríamos ficar surpreendidos, certamente, por falta de outros argumentos, com um eventual recurso ao expediente de atribuir à chuva, ou a um outro elemento meteorológico, a culpa pelo insucesso dos alunos nos exames nacionais.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Diário de um professor e de uma aluna (1)

a António Marques e Catarina Amaro (PÚBLICO)

Numa iniciativa original, o PÚBLICO vai publicar diariamente, durante as duas próximas semanas, as impressões de um professor de Artes Visuais e de uma aluna da área de Humanidades, sobre as respectivas vivências e expectativas em relação aos exames nacionais do 12º ano, que hoje se iniciaram com a prova de Português. Iremos acompanhá-los com atenção.

No seu primeiro depoimento, António Marques destacou a especificidade da sua área de docência, não aplicável às outras áreas, em que o aluno pode ser motivado e aliciado, no processo da aprendizagem, para um projecto criativo de descoberta, a nível individual, o que desencadeia outro entusiasmo e envolvimento. E isto, segundo este professor, que considera imprescindíveis as avaliações anuais padronizadas e universais, não é mensurável neste tipo de exames.

Na minha modesta opinião, penso que uma coisa não invalida a outra, já que estes exames nacionais se destinam a avaliar os resultados e não os processos de aprendizagem. Se o aluno aproveitou bem o tal projecto individual, criativo e motivador, com que o professor, com todo o mérito e competência, conseguiu seduzir o aluno, certamente que isso irá aparecer reflectido na maior parte dos casos, nos resultados finais.

A aluna Catarina Amaro escreveu um texto muito mais intimista. A sua grande preocupação reside nas opções que terá de fazer em relação ao curso que irá escolher. Apavora-a a ideia de tirar um curso profissional com poucas saídas profissionais e ter de se resignar, acabado o curso, a ter de trabalhar na caixa de um supermercado.

É legítima a preocupação da Catarina, preocupação esta de capital importância, que aflige a maioria dos alunos do ensino secundário, e à qual o Ministério da Educação não tem dado uma solução eficaz, remetendo o problema da escolha para a intuição de cada um e para o seu foro pessoal. Desta forma, o ministério está a lançar os alunos e as suas famílias para os braços de profissionais, alguns sem preparação adequada, que se dedicam empiricamente a fazer orientação profissional, baseando-se numa curta e redutora entrevista de confessionário e nas notas obtidas ao longo do percurso escolar. Normalmente, estes orientadores profissionais actuam em função das expectativas dos pais e dos alunos.

Nas próprias escolas, deveriam existir psicólogos, bem preparados através pós-graduações qualificadas e certificadas e devidamente enquadrados numa carreira profissional, que ao longo dos anos, e recebendo o contributo dos respectivos professores, traçassem continuamente o perfil psico-profissional dos alunos e lhes corrigissem atempadamente as ideias fantasiosas, assimiladas ao longo do tempo, em relação a algumas profissões, principalmente aquelas que, por serem muito sedutoras, preenchem o imaginário de um qualquer jovem e vão ao encontro dos desejos dos pais.

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1386588