domingo, 6 de dezembro de 2020

Deixem-me dormir descansado…

               Após a demolição, talhou-se na pedra a inscrição                               
                                       em honra da Rainha

Deixem-me dormir descansado
no bravio rio da minha infância,
a ouvir o canto lúdico das águias,
o silêncio sagrado das fragas
e o suave murmúrio das águas...
 
É aqui, no grande cachão,
(que a mão do Homem derrubou,
destruindo o que Deus criou)
que eu quero terminar o meu canto,
escrevendo o meu último verso,
no grande poema da Humanidade,
sobre os mistérios da Vida, da Morte e do Universo...

                                                   Alexandre de Castro

Lisboa, Janeiro de 2019

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