A ferida
ainda sangra…
Não, meu amor,
não foste tu que desfizeste
o nosso sonho
e o cortaste rente por aquela raiz
que eu plantei nos meus poemas…
Não, não foste tu
que o queimaste
na secura da tua boca…
Foi o Tempo que o matou,
arrancando-lhe as entranhas
que eram as minhas…
Por isso me doeu tanto!
O golpe que me desferiu
foi duro e profundo
e a ferida aberta ainda sangra…
Alexandre de Castro
Lisboa,
Abril de 2007
não foste tu que desfizeste
o nosso sonho
e o cortaste rente por aquela raiz
que eu plantei nos meus poemas…
Não, não foste tu
que o queimaste
na secura da tua boca…
Foi o Tempo que o matou,
arrancando-lhe as entranhas
que eram as minhas…
Por isso me doeu tanto!
O golpe que me desferiu
foi duro e profundo
e a ferida aberta ainda sangra…
Sem comentários:
Publicar um comentário