terça-feira, 22 de dezembro de 2020

 

A ferida ainda sangra…

Não, meu amor,
não foste tu que desfizeste
o nosso sonho
e o cortaste rente por aquela raiz
que eu plantei nos meus poemas…
 
Não, não foste tu
que o queimaste
na secura da tua boca…
 
Foi o Tempo que o matou,
arrancando-lhe as entranhas
que eram as minhas…
 
Por isso me doeu tanto!
 
O golpe que me desferiu
foi duro e profundo
e a ferida aberta ainda sangra…
 
         Alexandre de Castro
Lisboa, Abril de 2007

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