domingo, 26 de março de 2017

Seeing Paris: Part One: On the Boulevards (1920s)

Falta na Europa um forte movimento comunista

As recentes eleições da Holanda realizaram-se sob
o signo da imigração e do terrorismo islâmico

No Governo de Angela Merkel, mais especificamente no Ministério dos Negócios Estrangeiros, parece que se suspira de alívio com a derrota de Wilders. É pelo menos isso que se dá a entender com o tweet do MNE alemão: “Uma grande maioria de eleitores holandeses rejeitaram os populistas anti-Europa. São boas notícias. Precisamos de vocês para uma Europa forte”, lê-se nessa mensagem, que é dirigida ao MNE da Holanda.
Observador
***«»***
Se eu fosse um europeísta convicto, que não sou, não alinharia neste triunfalismo do governo alemão, que nós sabemos ser apenas assumido, para efeitos de propaganda e para consumo da sua opinião pública. Politicamente, nas últimas eleições da Holanda, foi a extrema-direita que ganhou, tendo avançado no terreno eleitoral, ao contrário dos partidos do establishment, que, na sua maioria, perderam votos e deputados.  

Por vezes, a leitura aritmética dos resultados de umas eleições não é suficiente para compreender, na globalidade, o sentimento político dos eleitores. E não tenhamos dúvidas: a extrema-direita vai continuar a avançar, explorando habilmente as graves contradições do projecto europeu, que mesmo muitos europeístas já admitem, sem rebuço. A ideia, de que o euro é uma moeda que está, essencialmente, ao serviço da economia da Alemanha e que é a causa do agravamento das condições de vida dos trabalhadores e da classe média, começa a ganhar terreno, junto da opinião pública.

A minha grande preocupação é tentar perceber por que razão o descontentamento popular está a ser atraído pela extrema-direita e não se desloca para a esquerda. Alguém dizia, e com razão, que, em Portugal, a extrema-direita não consegue levantar a cabeça (por enquanto), porque existe um Partido Comunista, coeso, consequente e forte, o que inibe a onda populista e trava a deriva do PS, do PSD e do CDS para um posicionamento político mais à direita. E é isto que falta na Europa: o ressurgimento do movimento comunista internacional.      
Alexandre de Castro
2017 03 21

domingo, 19 de março de 2017

Poema de Sónia M. _ [celebração de um regresso (*)]

O Beijo _ Gustav Klimt _ 1907 e 1908

Dar-te-ia uma noite clara
Isenta de gritos e no
Zelo das margens do rio 

Que te banha a alma, beijaria 
Um a um os teus medos. Por 
Entre a sede das mãos, escorreria 

A verdade que entregámos aos pássaros.
Instante de luz a ofuscar os dias. 
Nesga de loucura a guardar os sonhos. 
Deitaria às águas um verso branco.
Astro fecundo nos meus verdes olhos. 

Mistério encostado ao céu da boca do 
Encanto, com que envolves 

As minhas mãos vazias. 
Morresse a lonjura no abraço do verso.
Antes não fosses um destino 
Sem tempo. Pátria perdida... à qual nunca regresso. 

Sónia M 

(*) Nota do editor.

Amabilidade da autora.

***«»***
Que belo é este poema, que fala da "verdade que entregámos aos pássaros", do “Astro fecundo nos meus verdes olhos”, que tanto encantam e seduzem, do “Mistério encostado ao céu da boca do Encanto”, mas que arrasta a sombra negra de um pesadelo amargo: "Antes não fosses um destino/Sem tempo, Pátria perdida… à qual nunca regresso”.
Um poema, que é um diamante. E não é pela sua intenção declarada, mas sim pela sua exigente construção metafórica e lexical. Há nele verdadeiras preciosidades poéticas, no jogo hábil das palavras e das metáforas, que só os grandes poetas conseguem exprimir..
2017 03 19

Abstracto - Preto Cinzento Branco _ Afonso de Castro


A prenda que recebi, no Dia do Pai.

Faleceu o Henrique Loureiro


Faleceu o Henrique Loureiro

Morreu o Henrique Loureiro, um antigo colega dos tempos em que frequentámos o Liceu de Lamego. A nossa amizade, que se formou na partilha das salas de aula, na equipa de andebol, em que nos sagrámos campeões distritais, e na cumplicidade das tertúlias, foi reavivada, depois de largos anos de ausência, nas manifestações da MEMÓRIA, promovidas pelos Antigos Alunos do Liceu de Lamego.
O Henrique (o Henrique Boné, e eu não sei qual a origem da alcunha) sempre foi um homem simples, modesto, honesto, generoso, franco e leal, qualidades raras numa só pessoa, e que eram reconhecidas por todos aqueles que com ele conviveram no liceu de Lamego.
Vou ter muitas saudades do Henrique.
Alexandre de Castro
2017 03 19

sábado, 18 de março de 2017

Fotografia sem título da "poeta" Maria Gomes

Clicar para ampliar a fotografia

Como se fosse um poema! Uma imagem que nos obriga a esperar pelo tempo das árvores...
Na "poeta" Maria Gomes, tudo é poesia...

quarta-feira, 15 de março de 2017

Teoria da Demanda de Keynes e Portugal e o seu labirinto…



Teoria da Demanda de Keynes e Portugal e o seu labirinto…

Os dirigentes políticos portugueses, antes de terem assinado a adesão à moeda única, o acordo com a troika e o Tratado Orçamental, deveriam ter aprendido esta lição de Economia, sobre a Teoria Geral da Demanda, de Keynes. Portugal não estaria hoje no grande buraco em que se encontra, se esses dirigentes não estivessem deslumbrados com a cavalgada neoliberal, a variante mais agressiva do capitalismo moderno - em que a liderança passou a estar nas mãos do capital financeiro – e que se caracteriza por aprofundar a transferência da riqueza dos países menos ricos para os países mais ricos, e, dentro de cada país, transferir os rendimentos do trabalho para os rendimentos do capital.

Devido à subserviência desses políticos, em relação a Bruxelas e a Berlim, Portugal passou à categoria de país semi-independente, e, se nada for feito em sentido contrário ou se a União Europeia conseguir resistir aos terramotos políticos, económicos e sociais, que se avizinham, daqui por uns anos, Portugal será uma colónia da Europa.

Há anos que eu e muitos outros andamos a dizer isto. E o que está a acontecer, hoje, na Europa, parece que nos está a dar razão. O ressurgimento da onda populista da extrema-direita deve-se essencialmente às contradições da construção europeia, que foi desenhada para fortalecer as economias da Alemanha e da França. O resto são histórias da carochinha, para embalar crianças.
Alexandre de Castro
2017 03 15

segunda-feira, 13 de março de 2017

Um grito de inconformismo _ por Maria De Fárima Duarte


Um grito de inconformismo 

Texto escrito, no Facebook, pela minha querida amiga Maria De Fátima Duarte, em resposta a uma minha intervenção naquele espaço. Um texto sem rodeios e sem preocupações estilísticas, que retracta a preto e branco a realidade vivida no nosso país, ao mesmo tempo que denuncia a indiferença e o alheamento de muitos portugueses, pela causa pública, que a todos diz respeito. Além de ser um texto escrito com alma e com raiva, é, acima de tudo, um grito de inconformismo, que pretende abanar as consciências adormecidas, pelo que merece ser aqui publicado.
Tomei a liberdade de o intitular “Um grito de inconformismo”.
AC
***«»***

Nem mais, meu querido amigo Alexandre de Castro, diz muito bem: "tudo o que fizermos de bem ou de mal vai repercutir-se nas próximas gerações".
E acrescento:
Temos feito mais mal que bem. E a factura para pagarmos é-nos apresentada com juros.
A maioria de nós, "zés" e "marias" e povinho, não tem noção da cratera em que estamos metidos. Pior, são egoístas e nem no futuro dos filhos pensam quanto mais no dos netos.
Alguns ainda conseguem ajudar seus filhos já adultos, mas não veem que eles não vão conseguir ajudar os deles por não terem como o fazer.
A falta de trabalho, os vencimentos e as reformas miseráveis, bem como o aumento do tempo para a reforma serão os maiores entraves.
No próximo ano, o tempo para a reforma vai de novo aumentar e, por este andar, em pouco mais de uma década a reforma vai passar para os 70 anos. E também há quem não perceba que roubar cinco anos aos idosos é muuuuuuuuuuuito tempo. Para muitos deles, são os últimos anos de suas vidas, nem vão chegar a usufruir das mesmas.
É mais preocupante o futuro dos nossos descendentes e o dos filhos deles do que propriamente o nosso.
E constato, indignada e triste, que há cidadãos que vivem com vencimentos e reformas mínimas e conformam-se, nada fazem para mudar o estado lastimoso do nosso Estado, senão maldizer de uns e irem em defesa de outros, recusando admitir que são todos farinha do mesmo saco.
Entretanto, o Alexandre, eu e outros como nós, que vemos a podridão em que estamos metidos, para além de lutarmos contra os politiqueiros permissivos e assaltantes, denunciando-os, ainda temos de ouvir os compatriotas "cegos e surdos", defenderem o indefensável e aceitarem os ruinosos erros e os desmandos dos carrascos. E, para cúmulo, ainda votam neles.
Maria De Fátima Duarte
2017 03 13

Agradecimento...


Agradeço à Clotilde Amand Houzell, à Mirita Baars e ao Joaquim Correia a amabilidade de terem aderido ao Alpendre da Lua.

sábado, 11 de março de 2017

Fórum Médico _ COMUNICADO



COMUNICADO

Fórum Médico

Os médicos e os doentes portugueses estão indignados com a situação que se vive actualmente na Saúde.
A pressão excessiva e a interferência, por parte da tutela, nas boas práticas médicas e, consequentemente, na qualidade da medicina, ultrapassou o limite do aceitável.
O acesso aos cuidados de saúde continua a agravar-se, existindo uma gritante injustiça e desigualdade entre os grandes centros urbanos e as regiões mais periféricas, mais carenciadas e mais desfavorecidas.
As condições de trabalho continuam a agravar-se. O contexto laboral e salarial mantém-se em níveis de deterioração elevados. A capacidade formativa está amputada devido à escassez de capital humano e requisitos no SNS. A interferência incompreensível na formação médica e na investigação clínica no sector público é mais um contributo negativo para a qualidade da formação. A política deliberada de tentar espartilhar a autonomia técnico-científica e os actos médicos, em nome da sustentabilidade, não defende nem respeita os doentes nem os profissionais de saúde.
A violação sistemática da legislação laboral por parte dos profissionais da gestão e das administrações nomeadas, a legislação inadequada que impede o funcionamento e flexibilidade necessária para responder aos desafios do presente e do futuro, contribuem também para agravar a indignação que cresce no seio dos médicos que, apesar de todas as adversidades, têm mantido o SNS a funcionar, com milhares de horas de trabalho que ultrapassam largamente os limites da própria legislação.
Os exemplos são muitos, não foram resolvidos, e irão ser em breve divulgados num diagnóstico da situação, que será entregue ao Ministro da Saúde e ao Presidente da República Portuguesa.
Se as promessas ministeriais se transformassem em atos concretos e em medidas de solução dos problemas existentes, hoje não estaríamos aqui reunidos. Chegamos a uma situação que já não permite qualquer atitude expectante.

Face ao exposto, as organizações médicas hoje reunidas no Fórum Médico entendem:
1 – Defender um SNS de qualidade que respeite os preceitos Constitucionais, com o orçamento público adequado.
2 – Congratular-se com a união e convergência de todas as organizações médicas e de todos os médicos na defesa dos doentes e da qualidade da medicina.
3 – Estimular as organizações médicas para que, no âmbito das suas competências legais, apresentem um programa de negociações, dotado de um curto calendário negocial e onde todos os problemas que afectam a medicina e os médicos sejam objecto de análise e resolução.
4 – Tal programa global de negociações deve contemplar aspectos fundamentais vertidos nos cadernos negociais dos sindicatos médicos já reiteradamente entregues ao Ministério.
5 – A questão da reposição do valor remuneratório do trabalho suplementar a que os médicos são obrigados, não sendo matéria isolada é de imperiosa resolução a muito curto prazo.
6 – Caso as negociações não se traduzam a curto prazo em resultados inequivocamente positivos, as organizações sindicais médicas estão preparadas para desencadearem os adequados mecanismos legais de convocação de uma greve nacional dos médicos.
7 – O Fórum Médico decide ainda constituir-se em estrutura informal dotada de um regular funcionamento e como um espaço privilegiado de diálogo, articulação e convergência entre as várias organizações médicas.

APROVADO por unanimidade e aclamação

Lisboa, 10 de Março de 2017

Secretariado do CN
Ordem dos Médicos

Anúncio no Diário de Notícias previa Fátima dois meses antes


Os três videntes da Cova da Iria (Fátima)
*
Anúncio no Diário de Notícias de 10 de Março de 1917 

Um anúncio no DN de há exactamente cem anos anunciava acontecimentos extraordinários para o dia 13 de maio de 1917
Diário de Notícias [Ler aqui]
***«»***
Afinal, aconteceram dois milagres, o de Fátima, propriamente dito,  consagrado pela Santa Madre Igreja, e o do anúncio do Diário de Notícias, por inspiração divina de uma seita espirita.
Alexandre de Castro
2017 03 11

A extrema-direita fascistóide começa a querer levantar a cabeça


A extrema-direita fascistóide começa a querer levantar a cabeça

A extrema-direita fascistóide começa a querer levantar a cabeça. E é nas universidades que ela está mais activa, procurando criar um ambiente de violência, com recurso à intimidação e à ameaça física. É a mesma táctica, usada nos anos finais da República, em que se celebrizou, como activo militante de uma organização fascista, um estudante da Faculdade de Direito de Lisboa, de nome Marcelo Caetano. Foi esta, também, a mesma táctica, adoptada pelas juventudes hitlerianas, nos anos trinta, do século passado.
Foi perante a existência desse ambiente de potencial violência, promovido por estudantes fascistóides, já devidamente organizados e teleguiados, que a direcção da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa resolveu, e bem, suspender a conferência do fascistóide Jaime Nogueira Pinto.
Alexandre de Castro
2017 03 11

quarta-feira, 8 de março de 2017

DIA INTERNACIONAL DA VARANDA _ Poema de Maria Azenha

Coluna partida _ Frida Kahlo


DIA INTERNACIONAL DA VARANDA:

da Mulher,
da Colher,
de Flaubert,
de Almoster,
de Alenquer,
de Aluguer,
de Qualquer,
aspas
aspas
raspas
aspas
aspas
caspas
aspas
aspas
aspas
basta!
Disse Adília Lopes:”os peixinhos- de- prata e os camarões ainda são parentes.”
Estas são as primeiras páginas da física quântica.
Adão e Eva: um vaso com meninos e plantas.

©maria azenha
***«»***
Um poema ironicamente cáustico de Maria Azenha, de uma grande originalidade, e que retira do baú das futilidades os estereótipos e as rotineiras referências ao Dia Internacional da Mulher, ridicularizando-as.
É uma forma saudável de homenagear a Mulher.
Alexandre de Castro
2017 03 08

DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Em 1977 ficou reconhecido pelas Nações Unidas o dia 8 de Março, como o Dia Internacional da Mulher. Nesse mesmo ano, realizou-se o Congresso de todos os Sindicatos, da Intersindical, com reivindicações específicas das mulheres trabalhadores.

Este artigo encontra-se em:
Entrada – CGTP-IN http://bit.ly/2lWYpde

Imagem e texto retirados do blogue Abril de Novo Magazine.

terça-feira, 7 de março de 2017

A Europa já é um cadáver adiado


A minha resposta a uma mensagem de uma amiga, que me enviou o texto do Livro Branco sobre o Futuro da Europa.

Querida amiga:

Julgo que o futuro da nossa "querida" Europa foi decidido ontem, em Paris, pelo Bando dos Quatro, com o mesmo cinismo com que, no passado, se contava às criancinhas a história do Menino Jesus, a descer pela chaminé, no dia de Natal, para deixar prendas no sapatinho.

A proclamação de que a Europa iria caminhar, com sucesso, ao encontro de um risonho futuro (para a Alemanha e para a França, digo eu) num comboio a duas velocidades (já há quem diga que é a várias velocidades, ficando sem se saber se se pode meter a marcha atrás), soou a uma declaração fúnebre do projecto europeu. De tal forma, que nem sequer fomos brindados com os beijinhos da praxe à czarina, beijinhos esses que, no passado, o infeliz Sarkozy não desperdiçava.

A Europa já é um cadáver adiado. As contradições da sua existência, como espaço económico unificado, são, desde há muito tempo, evidentes. Uma evidência que dói, pois é de dor o cenário que se vislumbra em Portugal, na Grécia e no Chipre. A chantagem financeira e política substituiu a solidariedade falsamente apregoada, solidariedade esta, em que eu nunca acreditei, pois considerei sempre que a UE era um espaço de negócio, desenhado para benefício dos dois países ricos, que a dominam, a Alemanha e a França.

E eu pasmo de espanto como os nossos dirigentes políticos ainda sonham que podem conduzir o carro europeu em quinta velocidade! O meu conselho é que o governo compre uma carroça e um burro mirandês. Pelo menos, poupa dinheiro em gasóleo.
Alexandre de Castro
2017 03 07

domingo, 5 de março de 2017

FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS - COMUNICADO_ BASTA!


FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS

COMUNICADO

BASTA!

A FNAM tem vindo a alertar em sucessivas ocasiões para a crónica incapacidade do Ministério da Saúde em definir e implementar soluções concretas para os delicados e urgentes problemas que se colocam aos profissionais de saúde, em particular aos médicos, e à própria viabilidade e sustentação do SNS.

Nas últimas semanas, o Ministério da Saúde decidiu enveredar pelo confronto directo com as organizações sindicais médicas ao publicar legislação sem respeitar a obrigatoriedade legal e constitucional em proceder à sua prévia negociação, bem como ao desrespeito pelos compromissos negociais assumidos.

A publicação, ontem, do DL nº25/2017 relativo à Lei de Execução Orçamental, constitui um acto de má-fé negocial e que espezinha todos os compromissos negociais que já tinham sido assumidos quanto à reposição legal do pagamento do trabalho extraordinário.
Estes factos assumem uma extrema gravidade e a não serem imediatamente corrigidos impõem a adopção inadiável de enérgicas medidas de contestação reivindicativa.

Nesse sentido, o Conselho Nacional da FNAM aprovou hoje o desencadeamento imediato de contactos com o SIM e com outras organizações médicas com vista à convergência de formas de luta.

Os médicos saberão responder, como noutros momentos difíceis, a esta situação intolerável.

O Conselho Nacional da FNAM 
Coimbra, 04 de Março de 2017

                                                                                                                                            

Nota a propósito do livro “Uma história portuguesa de Deus”, do padre Alexandre Borges




Nota a propósito do livro “Uma história portuguesa de Deus”, do padre Alexandre Borges

O fenómeno de Fátima, planeado, fabricado e executado, sob o patrocínio oculto das altas instâncias da ICAR(*), pelos padres de Ourém e pelo Bispo da Diocese de Leiria, é a maior burla da História das Religiões, e que só é igualada, na perfídia da mentira e na perversidade rasteira da manipulação das consciências, pelas fantasias romanescas dos Evangelhos. 
   
Os milagres de Fátima - entre os quais se destaca o milagre do Sol, devido à sua capacidade de inspirar o terror e o medo endémico, pela aproximação do fim do mundo - só podiam acontecer num país analfabeto, inculto e embrutecido, pelas sucessivas aristocracias, que o escravizaram, ao longo dos séculos, através de uma aliança espúria entre os poderes políticos e económicos e os poderes da ICAR. 

O espírito das Cruzadas, a demência da Inquisição, o engodo dos milagres de Fátima e o da sua repercussão, constituíram-se, a nível global, nos três sólidos pilares da Fé, que, ao longo dos séculos, garantiram a sobrevivência do Vaticano.
Alexandre de Castro
2017 03 05
(*) ICAR: Igreja Católica Apostólica Romana

sábado, 4 de março de 2017

Parece-me que os comunistas não andam a dormir.


Rui Rio diz que PSD já devia ter-se demarcado do "lamentável dossiê"

Paulo Núncio já assumiu a responsabilidade política por essa não publicação - depois de num primeiro momento ter responsabilizado a Autoridade Tributária - mas agora a maioria de esquerda quer que Vítor Gaspar e Maria Luís Albuquerque também o façam. Pelo menos quanto a Maria Luís há um documento oriundo do seu gabinete no Ministério das Finanças, dirigido ao PCP, em que é patente a ocultação de dados sobre as transferências para paraísos fiscais, dados que os comunistas insistentemente pediram, pelo menos desde 2013.
***«»***
Parece-me que os comunistas não andam a dormir. Pelo menos, desde 2013…
Alexandre de Castro
2017 03 04

quinta-feira, 2 de março de 2017

Mais de um milhão de migrantes ilegais podem ser expulsos da Europa


Mais de um milhão de migrantes ilegais podem ser expulsos da Europa

Então, agora, Donald Trump também já manda na Europa?! Ou será que a Comissão Europeia também vai construir um Muro, desde o Cabo de S. Vicente atá ao Bósforo?
Vou ficar à espera que. todos aqueles que tanto criticaram Trump, de pretender continuar a construção do Muro, que Clinton iniciou, venham agora, aqui, protestar contra a hipotética possibilidade de a civilizada Europa deportar 1,1 milhões de imigrantes ilegais.
Eu não sei como os europeístas ferrenhos vão descalçar esta bota, em que a hipocrisia política é manifesta. "Faz o que eu digo, mas não faças o que eu faço", é um aforismo, digno de constituir-se em mais um leme desta Europa, que já esgotou o seu tempo histórico.
Alexandre de Castro
2017 03 02

Dois pesos e duas medidas, numa balança viciada