quarta-feira, 30 de novembro de 2016

MEMORIAL PARA FIDEL


Cinzas de Fidel vão percorrer 950 quilómetros em quatro dias

A urna com as cinzas de Fidel Castro deixou hoje de manhã Havana para uma viagem de quatro dias em caravana pela ilha até Santiago de Cuba, berço da revolução, onde serão enterradas no domingo.
… Após quatro dias de viagem e percorridos cerca de 950 quilómetros, as cinzas serão enterradas no domingo no cemitério de Santa Ifigenia de Santiago, ao lado do mausoléu de José Marti, herói da independência de Cuba.
Diário de Notícias
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MEMORIAL PARA FIDEL

É um momento solene de luto. Mas também é um glorioso momento de exaltação revolucionária, internacionalista e patriótica. Alejandro Fidel Castro não pertence apenas ao povo cubano. Pertence ao mundo dos oprimidos e dos humilhados e a todos aqueles que lutaram e lutam contra a tirania do imperialismo e contra a ditadura do capitalismo financeiro.
Honremos a herança, que nos deixou...
Alexandre de Castro

domingo, 27 de novembro de 2016

Para Fidel Castro…




Para Fidel Castro…


As árvores ficaram despidas e nuas
quando a tua voz se calou na sombra da noite
e os astros incandescentes se apagaram
ouviram-se os pássaros pendurados nos alpendres
e um relâmpago riscou o céu
da Serra Maestra até Havana
a iluminar o caminho da glória
da tua marcha heróica e triunfal…

Agora, junto a tua voz à minha memória
e à memória da voz do companheiro Che Guevara,
o outro astro incandescente da nova aurora
o outro herói da gesta revolucionária
que acendeu em nós a chama da liberdade
e que morreu lutando pelo sonho que sonhou…
Hasta siempre, comandante Fidel Castro…

Alexandre de Castro

Lisboa, Novembro de 2016

O outro lado de Cuba (o principal), que muitos não querem ver...

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sábado, 26 de novembro de 2016

Homenaje al Comandante en Jefe Fidel Castro






Morreu o HOMEM!... Hoje, também eu morri um pouco. Fidel  Castro foi uma referência incontornável da minha geração de militância.
Morreu o HOMEM que devolveu a dignidade ao povo cubano.
Hasta siempre, camarada El Comandante...

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Bilderberg: O Clube Secreto dos Poderosos


“Parece o argumento de um filme mas trata-se de algo real: o clube Bilderberg, que se reúne há 61 anos, congrega as individualidades mais poderosas do mundo e aqueles que um dia serão altos dirigentes”, afirma a TVI numa reportagem sobre o livro O Clube Secreto dos Poderosos, da jornalista Cristina Martín Jiménez. Esta sevilhana explica que os membros do Bilderberg “têm o poder como ideologia” e implementam “planos secretos para governar o mundo inteiro, destruindo gradualmente as soberanias nacionais e tirando aos países a capacidade de decidir. Desde o 25 de Abril que os portugueses estão muito alheados do que realmente se passa e muito dependentes dos políticos, que promovem certas pessoas e outras não. A crise terá sido fabricada entre quatro paredes para dar mais poder a quem já o tem.”
“José Sócrates foi ao Bilderberg um mês antes de ser líder do PS e um ano depois ganha as eleições legislativas. Quando eles vêem que alguém se pode destacar chamam-no e, se passar no teste, terá todo o apoio de Bilderberg”, garante Cristina Jiménez, recordando que António Costa é também – tal como Sócrates – outro servo das elites políticas, tendo ingressado no Bilderberg em 2008.
O vídeo acima inclui a entrevista que a escritora deu à revista Sábado.
In PORTUGAL CONFIDENCIAL

terça-feira, 22 de novembro de 2016

A entrevista de Bashar al-Assad à RTP e a tragédia do povo sírio...


Para garantir o pleno domínio no Médio Oriente, os EUA necessitam de abater o regime sírio. Não podendo fazer a guerra directamente, devido à impopularidade que essa acção desencadearia na opinião pública americana e na opinião pública mundial, mudaram de estratégia e começaram a encomendar a guerra a terceiros, a quem prestaram e prestam, juntamente com a França (socialista?), apoio logístico, financeiro e, ainda, um intenso treino militar no território sírio, dominado pelos rebeldes. O próprio ISIS é uma inspiração da CIA, que recrutou, doutrinou e instruiu os dois principais dirigentes daquele grupo terrorista, entre os prisioneiros árabes, que enclausurou nas suas prisões no Iraque, depois da invasão daquele país, ordenada por Bush e por Blair, e cuja justificação, que  veio a revelar-se falsa, se baseava na existência, em solo iraquiano, de armas de destruição maciça (nunca encontradas), ao dispor de Hussein Sadam. 

Na invasão da Líbia, os EUA recrutaram mercenários do Qatar, que se faziam passar, posando para as televisões ocidentais, por opositores líbios ao regime de Kadafi.

Kadafi e Sadam foram mortos, o primeiro de uma forma bárbara e o segundo foi enforcado, por sentença de um tribunal fantoche iraquiano, manipulado pela CIA. Houve a abjecta preocupação de exibir pelas televisões o seu enforcamento, para que a humilhação e o castigo servissem de exemplo para todos os dirigentes políticos que se atravessem a passar pelo caminho dos interesses estratégicos dos EUA.

Agora, as potências ocidentais querem fazer o mesmo ao líder sírio, Bashar-al-Assad . Para completar o cerco a Damasco, aquelas potências aliciaram as forças da oposição ao governo sírio, treinando-as e financiando-as, a fim de iniciarem uma guerra civil. Com o ISIS a atacar pelo nordeste e os grupos rebeldes a actuarem a oeste, o exército sírio não poderia, sozinho, oferecer resistência, se, entretanto, a Rússia, uma velha aliada do regime sírio, já desde do tempo da União Soviética, não entrasse na contenda, com a sua poderosa aviação militar.  

Com esta política suicida, que já tem vindo a ser aplicada, desde a fundação do Estado de Israel, os EUA criaram uma enorme desestabilização em todo o Médio Oriente e destruíram os dois países árabes com maiores afinidade culturais com o ocidente - o Iraque (a comunidade sunita) e a Síria. Mais grave ainda: com esta interferência criminosa no Médio Oriente, os EUA estão a contribuir para internacionalização do conflito, o que constitui uma ameaça para a paz mundial. 

A culminar toda esta desumana escalada da violência, provocada pela guerra, o mundo, incrédulo e estupefacto, confrontou-se com o drama dos refugiados, que escreveram a sua Odisseia Trágico-Marítima, que a História não apagará nem a memória colectiva esquecerá. 
Alexandre de Castro

domingo, 20 de novembro de 2016

Dia da Consciência Negra



Dia da Consciência Negra

O racismo ainda existe em muitos países. Até é possível que venha a aumentar no país que tem a maior economia do mundo. No entanto, quero aqui assinalar que o meu país, Portugal, a este nível, fez as pazes com a História. A integração das comunidades negras, oriundas das suas antigas colónias, está a ser muito bem sucedia.

O país que teve um grande império colonial, o país dos "negreiros", que praticou, em grande escala, o comércio e o tráfego de escravos negros, o país em que a principal casa ducal, a de Bragança, tinha em Vila Viçosa, confinados a um espaço específico, "escravos reprodutores", como se fossem cavalos, o país que manteve, durante treze anos, uma injusta Guerra Colonial, contra os movimentos de libertação da Guiné, de Angola e Moçambique, esse mesmo país redimiu-se dessa nódoa da História numa madrugada redentora de Abril, que a negritude da noite ainda não conseguiu engolir.

É certo que nos encontramos no princípio do caminho e ainda há muito a fazer para que a integração avance, corrigindo as desigualdades económicas e sociais. No entanto, a consignação dos direitos está garantida. E, neste aspecto, orgulho-me do meu país.
Alexandre de Castro

P.S - Em todas as épocas e em todo o lado, o preconceito sempre se sobrepôs à inteligência. O racismo é um problema de cultura, ou melhor, da falta dela.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

De quem é a culpa?


Não há extremista político, populista isolacionista, ditador ou candidato a ditador que não se encontre reconfortado com a vitória de Trump.
Vicente Jorge da Silva -  PÚBLICO
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De quem é a culpa?

A culpa pelo ressurgimento da extrema-direita não é dos políticos extremistas, dos populistas isolacionistas e dos ditadores ou dos candidatos a ditadores. É, somente, culpa do sistema e das actuais elites políticas, económicas, financeiras e culturais (incluindo a comunicação social), que dirigem esse sistema. 

Um sistema que, pelo delírio neoliberalizante, alargou o fosso entre ricos e pobres. 

Um sistema que regressou aos argumentos da guerra, e que, agora, passou a ser encomendada a terceiros, para iludir as respectivas opiniões públicas.

Um sistema que fez da globalização uma bandeira, ignorando a sua rectaguarda ao nível do emprego, cuja oferta diminuiu, estando, assim, cada vez mais distante o pleno emprego, prometido tantas vezes.

Um sistema que deixou o sector financeiro à solta, sem freios e sem lei nem roque, para fazer todas as tropelias, que os contribuintes tiveram de pagar.
AC

Globalização: quem ganha e quem perde…


Globalização: quem ganha e quem perde…

Neste insano esforço de defender a desregulamentação dos mercados, promovida pela globalização, em que se enaltecem, e bem, os benefícios recebidos pelos países subdesenvolvidos, para onde foram deslocalizadas as indústrias dos países desenvolvidos, e, ao mesmo tempo, se destaca o baixo preço dos produtos, importados desses países, esquecem-se dois aspectos importantes:

1- Os milhões de desempregados que a deslocalização das indústrias provocou nos países ricos, e que ficaram sem alternativa de emprego compatível, assim empobrecendo. Foram estes segmentos populacional que, nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, deram a vitória, respectivamente, a Donald Trump e ao Brexit. Cá se fazem, cá se pagam.

2- Também é necessário contabilizar o aumento exponencial de lucros verificado, o que enriqueceu ainda mais os accionistas dessas empresas deslocalizadas, essencialmente, as grandes multinacionais.
Poder-se-à dizer que que esses ganhos foram conseguidos à custa do empobrecimento dos trabalhadores despedidos, o que foi injusto E pouco se fala desta injustiça, porque o sistema quer resguardar a imagem pública do neoliberalismo e a desregulamentação dos mercados, provocada pela globalização.
Alexandre de Castro


domingo, 13 de novembro de 2016

Agradecimento



Agradeço à Branca Costa a amabilidade de ter aderido ao Alpendre da Lua

Blowing In The Wind (Live On TV, March 1963) - Bob Dylan





 Blowing in the wind

Quantos caminhos deve um homem percorrer
antes que o chamem de Homem?

Quantos mares deve
uma pomba branca navegar
antes que possa repousar na praia?

Quantas vezes mais
as balas de canhão voarão
até que sejam banidas para sempre?

A resposta, meu amigo, está
em soprar no vento...

Quantos anos deve uma montanha existir
até que desapareça no mar?

Quantos anos devem algumas pessoas existir
até que lhes seja permitido de serem livres?

Quantas vezes pode um homem virar a sua cabeça
e fingir que, simplesmente, não vê?

A resposta, meu amigo, está
em soprar no vento...

Quantas vezes um homem deve olhar para cima
antes que possa ver o céu?

Quantos ouvidos deve um homem possuir
até que possa ouvir o pranto do seu próximo?

Quantas mortes ainda serão necessárias
até perceber que morreram pessoas demais?

A resposta, meu amigo, está
em soprar no vento...

Bob Dylan
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Esta publicação foi inspirada nas fotografias de Bob Dylan, contidas num álbum que o meu amigo João Fráguas me enviou, a propósito da nomeação do grande cantor, compositor e poeta  para o Prémio Nobel da Literatura. 

sábado, 12 de novembro de 2016

Carta a uma amiga sobre a semelhança entre Donald Trump e Hitler


Carta a uma amiga sobre a semelhança entre Donald Trump e Hitler

Amiga Lara:

No meu texto, que lhe enviei, e que anteontem publiquei no blogue Alpendre da
Lua, eu dizia que Trump me recordava Hitler.

Hitler ganhou o poder, porque, discretamente, foi apoiado fortemente, no ponto de vista político e financeiro, pelos grandes industriais alemães, que viviam em pânico, perante o avanço do movimento comunista. Cada vez mais, intelectuais, operários e franjas das classes médias começaram a aderir ao marxismo. Por outro lado, as eleições “livres”, burguesas, antes, devidamente condicionadas pelo pensamento dominante, inspirado pelo grande capital, começaram a abrir brechas e a não corresponder aos interesses das classes dominantes. Era necessário uma ditadura e um demagogo, que a dirigisse, e que soubesse, para encobrir o que de odioso todas as ditaduras têm, encontrar um inimigo, que o povo, intimamente, também odiasse. Esse povo, foi o povo judeu. E à boleia da perseguição aos judeus, meteram-se no mesmo saco os comunistas.

Donald Trump poderá muito bem ser uma emanação política dos mais secretos e sujos interesses das multinacionais americanas e do poderosíssimo clã sionista-judaico, que impera na banca e move todos os cordelinhos na política.
Aliás, Israel vive à custa dos movimentos desses cordelinhos.

Falta falar da guerra. Há duas semanas, a tensão entre os EUA e a Rússia esteve ao rubro, o que levou Putin a ter de exibir um sofisticado míssil balístico, capaz de atingir o coração da América, respondendo assim à construção de bases de lançamento de mísseis, pela NATO, na sua fronteira ocidental. A guerra da Síria, país que os EUA precisam de neutralizar, para dominar o Médio Oriente, está a ser o ensaio geral de uma guerra total. E Trump é suficientemente louco, tal como Hitler, para a desencadear.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

As eleições americanas serão o princípio do fim?


As eleições americanas serão o princípio do fim?

O que eu valorizei mais, nestas eleições dos EUA, foi a estrondosa derrota do establishment. Além das elites políticas e económicas americanas, quem também está verdadeiramente assustado, com a vitória de Trump, são os dirigentes políticos dos países da ortodoxia neoliberal, aliados do império, e que já estão a ver o poder a fugir-lhes debaixo dos pés. Foi confrangedor ouvir e ver Holland, no seu discurso de felicitações (a fazer fisgas) ao novo presidente dos EUA, que mais parecia um discurso fúnebre, da assumpção da derrota, numas eleições francesas.

Trump, como elemento off side do sistema, baralhou o jogo do discurso do politicamente correcto, ao falar para todos aqueles americanos, que já não se reviam no sistema do bipartidarismo instituído, e que os impedia de aceder a uma vida digna. A população branca americana, marginalizada e pobre, descobriu, nestas eleições, um processo de dar uma grande machadada nas elites da política, da economia e das do mundo académico, que sempre a ignoraram, não optando, agora, pela clássica abstenção, mas votando em Donald Trump. Assim, Donald Trump seria o elefante, que iria entrar numa loja de porcelanas.

É certo que Trump é um populista perigoso e a sua eleição lembra-me a eleição de Hitler, como chanceler, que centrou o seu discurso na xenofobia, no antissemitismo e na restauração do orgulho germânico, humilhado em Versalhes.

De qualquer forma, não deixo de recorrer ao paradigma da História: os impérios nascem, crescem, atingem o firmamento na idade adulta, envelhecem e morrem. E o império americano e os seus apêndices ocidentais já estão, de forma acelerada, a envelhecer. Não sei se será Trump, que, inadvertidamente, lhes dará a machadada final. No entanto, uma coisa é certa: as contradições do imperialismo já são enormes e não têm solução à vista (a crise da dívida e do euro já dura há seis anos - são muitos anos - e uma nova crise financeira mundial está prevista para breve).

O Brexit constituiu o primeiro alarme, a evidenciar o desconforto de grande parte do eleitorado, em relação ao sistema, principalmente o oriundo da classe média. E, possivelmente, outras hecatombes eleitorais irão ocorrer brevemente na Europa (França, Itália e Alemanha).
Será o princípio do fim?
Alexandre de Castro

Agradecimento...


Agradeço ao Manuel, ao Francisco Serra, ao Álvaro Cartas e ao João Fernandes a amabilidade de terem aderido ao Alpendre da Lua