sábado, 13 de agosto de 2016

Muchas razones a defender - Canción a Fidel Castro


Fidel Alejandro Castro Ruz (Birán, 13 de agosto de 1926)

Fidel, o homem que devolveu a dignidade ao povo cubano...

Faz hoje 90 anos.

Para que Portugal continue a ser dos portugueses...

Marcelo Rebelo de Sousa admitiu realizar 
em São Paulo a cerimónia do 10 de Junho de 2018

Presidente da República anunciou intenção de comemorar 10 de Junho com os portugueses no estrangeiro ano sim ano não.
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Se estamos a perder Portugal, cá dentro, ao menos, que o façamos crescer, lá fora, onde quer que se encontre a nossa diáspora.
Alexandre de Castro
13 AGO 2016

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Uma política preventiva é o meio mais eficaz e menos oneroso de combater a praga dos incêndios florestais


Incêndios. Ministra esperava "maior solidariedade" de parceiros europeus

Portugal acionou mecanismo europeu de proteção civil. Itália respondeu ao pedido de ajuda, Espanha já tinha enviado dois aviões
A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, mostrou-se esta quinta-feira insatisfeita com a resposta dos parceiros europeus ao pedido de ajuda de Portugal civil para fazer face aos muitos incêndios que lavram no país.
"Estava à espera de uma maior solidariedade dos parceiros europeus", afirmou a ministra, sublinhando que Marrocos, apesar de não pertencer à União Europeia, respondeu prontamente ao pedido de auxílio.
Constança Urbano de Sousa disse ainda, em Arouca, que o dispositivo de combate a incêndios tem estado a responder "com enorme determinação" aos vários fogos que assolam o país, salientando que o trabalho tem sido dificultado pela "severidade" das condições meteorológicas.
"O nosso dispositivo de combate a incêndios é robusto, capaz e bem treinado. Ao longo destes anos foi sendo desenvolvido e está adequado para fazer face a grandes fenómenos com alguma severidade", assegurou.

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Uma política preventiva é o meio mais eficaz e menos oneroso de combater a praga dos incêndios florestais

A senhora ministra da Administração Interna ainda não percebeu que a Europa não é um espaço de solidariedade. É um espaço de negócio. Registe-se o altruísmo de Marrocos, da Espanha e da Itália.
A senhora ministra (que não tem culpa nenhuma da actual tragédia incendiária) também ainda não percebeu, e baseando-nos nas declarações por si proferidas, que por mais meios de combate que existam (bombeiros e helicópteros) para utilizar nos incêndios florestais, não é possível deter a fúria do fogo, nem evitar a sua deflagração, na época crítica, se não houver previamente uma verdadeira política de prevenção, que praticamente não existe. 
Ao contrário do que acontece com os incêndios urbanos, os florestais não podem ser extintos com água e ar, e a acção dos helicópteros é muito limitada. A estratégia correcta para evitar a sua ocorrência é "roubar-lhes o alimento", quer provocando, antes da época crítica (Julho e Agosto), incêndios controlados nos matagais entre zonas contíguas de denso arvoredo, quer limpando as matas e, ainda, e isto é importante, estimulando a actividade da pastorícia. Os rebanhos roubam o material combustível, que alimenta as chamas. Por este trabalho prestado à sociedade, os proprietários de rebanhos recebem um subsídio estatal, que o anterior governo reduziu, revertendo uma parte a favor dos bombeiros. Claro que os bombeiros (uns verdadeiros heróis, que não sabem chutar a bola) precisam de mais meios físicos e de mais incentivos, mas que deveriam ser custeados por outras fontes de financiamento, que não a que estava destinada para os pastores. 
Por outro lado, é necessário romper com os lobies de interesses que giram à volta do fogo, e que privilegiam a estratégia do combate às chamas, em vez da estratégia preventiva, ao mesmo tempo que dão a ganhar, a muita gente, dinheiro sujo. Veja-se o caso do serviço das frotas de helicópteros de empresas privadas, serviço esse que a Força Aérea está em condições de prestar com eficácia, a um custo muito menor. 
Pelo que disse, a senhora ministra tem muito que aprender sobre a natureza desta praga, que devora património e alarma as populações rurais, que apenas têm voz na comunicação social, quando as suas casas são consumidas pelas chamas.
Alexandre de Castro
11 AGO 2016

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

O "Fogo do Céu" de 1593, na ilha da Madeira


1593 - 26 de Julho. «Deu-se nesta ilha um fenómeno de incandescência atmosférica, que nas cronicas madeirenses ficou conhecido pelo nome de Fogo do Céu. Nos dias 24 e 25 do mês e ano referidos soprara violentamente o conhecido ‘vento leste’ acompanhado de tão intenso calor, que, no dizer duma testemunha coeva do acontecimento, ‘não havia pessoa viva que sahisse de casa nem abrisse janela, nem se podia sofrer dentro das casas, nem se podia nestas estar por ser o ar tão quente que tudo era cuidarem que pereciam e o vento era tal que parecia queimava os ossos, cousa que jamais os homens viram nestas partes’.Tornou-se cada vez mais intenso o calor e pelo começo da noite no dia 26 era já bem visível o raro mas conhecido fenómeno de incandescência atmosférica, que pelas 11 horas se transformou num pavoroso incêndio, queimando toda a vegetação e reduzindo a um enorme braseiro um numero considerável de habitações»,
Elucidário Madeirense

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Esta incandescência atmosférica, que o povo madeirense adoptou com a designação “Fogo do Céu”, teve causas meteorológicas, e provocou a total destruição do manto vegetal da ilha. O calor era de tal maneira intenso, que os madeirenses da orla marítima passaram a noite, mergulhados nas águas da beira-mar.    

Façam o vosso jogo [Mercados Financeiros não criam riqueza]


Façam o vosso jogo

Imagine que você tem dois amigos, ambos viciados em jogo e que se encontram proibidos de entrar em casinos...
Para poderem continuar a satisfazer a sua adicção, reúnem-se à mesa de um café e efectuam uma aposta sobre o preço que a onça de ouro atingirá no dia seguinte.
Os dois possuem expectativas opostas quanto ao comportamento do valor de fecho desse activo no dia seguinte: um aposta que vai subir e o outro aposta que vai descer – tem de ser assim, caso contrário, contra quem iriam os dois apostar?
Como toda e qualquer incerteza tem de implicar uma perda/ganho patrimonial para que se considere que existe risco para os intervenientes, vamos assumir que estes dois amigos vão colocar dinheiro em cima da mesa do café: cada um aposta cem euros.
Qual o resultado deste jogo? No dia seguinte, um deles perderá cem euros e o outro ganhará cem euros. Este jogo designa-se por um jogo de “soma-zero”: os cem euros que um dos amigos ganhar anulará os cem euros que o outro perderá. Em termos agregados, o ganho (ou perda) é zero, ou seja, não foi criado qualquer valor, porque, no início do jogo, cada um tinha cem euros; agora, no final, os duzentos euros estão apenas na mão de um deles.
Compreendeu este jogo? Se sim, e se você se sente confortável com o pressuposto de que nenhum dos dois jogadores possui qualquer informação privilegiada sobre a evolução do preço do ouro, então você acabou de compreender um dos princípios mais elementares da economia financeira.
Parabéns! Mais ainda, você implicitamente considerou que a probabilidade da onça de ouro subir é a mesma probabilidade de descer. Confesse que sim. E você está, grosso modo, certo.
Espero também que você tenha compreendido que, o facto de existir um mercado em que estes dois apostadores (ou milhões deles) arriscam dinheiro não cria, de per se, qualquer riqueza (cria apenas a que deriva de algumas pessoas terem emprego para que esteja assegurado que este “casino” opera convenientemente; este, a troco de uma comissão, providencia o necessário para que tudo corra bem).
Louis Bachelier, em 1900, foi o primeiro investigador a debruçar-se sobre o comportamento do preço dos activos financeiros (mais informação sobre o trabalho pioneiro de Bachelier). Este matemático, na altura visto como muito pouco ortodoxo, concluiu que, para se prever a evolução do preço de um activo financeiro, o comportamento passado do seu preço é irrelevante: apenas interessa o preço que esse activo possui hoje, para estimar qual o preço, que amanhã à mesma hora, esse activo evidenciará.
A forma como o preço oscilou em períodos anteriores não tem qualquer influência para efeitos de estimação do preço futuro. Confuso?
Espero que não mas, ao mesmo tempo, espero que se questione sobre qual o objectivo que este texto pretende atingir; devo confessar não é nada de excepcional: apenas sensibiliza-lo para o facto de uma parte da economia financeira ou, o que é o mesmo, uma parte dos activos financeiros nada dependerem da criação de valor ou a perda de valor de outros activos, os designados “activos reais”, esses sim com capacidade intrínseca para criar valor.
Deter um destes outros activos é tão legítimo como possuir o direito de se sentar com os seus amigos na mesa do café. Mas não se pode, em consciência afirmar muito mais do que isso. A parte da economia financeira que se consubstancia neste tipo de jogos movimentou, em 2015, 1,2 quadriliões de dólares, dez vezes mais do que produto interno bruto do mundo inteiro.

Há inúmeros exemplos destes tipos de activos – conhecidos como derivativos porque o seu valor “deriva” ou depende do comportamento futuro de uma variável. Há de tudo como na farmácia, desde contratos em que investidores apostam sobre o preço futuro de acções de empresas, evolução de taxas de câmbio, do petróleo, do café, óleo de palma, do trigo, do algodão, da prata e, até, do sumo de laranja.
Se você for um empresário que necessita de um destes activos para desenvolver a sua actividade (imagine que, quando se senta à mesa do café, você é na verdade um fabricante de jóias de ouro) então você vai querer saber mais alguma coisa sobre este assunto.
Caso contrário, não há justificação para tal: o “racional” por detrás do comportamento dos preços destes activos é, grosso modo, o mesmo “racional” que o faz apostar que o mês de Agosto de 2019 será mais quente do que o de 2018. Não tendo em consideração o impacto que o aquecimento global poderá ter, lamento dizer-lhe que apenas poderá concluir que as coisas podem igualmente correr bem ou mal.
Tire uma moeda não viciada do bolso, lance-a ao ar e você estará, grosso modo, a jogar o mesmo jogo.
Espero que, depois de ler estas linhas, você consiga reagir em conformidade quando algum “radical de esquerda” se referir a uma parte (sublinho, uma parte) da economia financeira que nos destruiu em 2008, como “economia de casino” e como sendo “uma jogatana”.
A não ser, claro, que você seja daqueles que acreditam que o comportamento desta parte da economia financeira está positivamente correlacionada com o comportamento da economia real. Nesse caso, faça como eu: descanse, retempere energias e goze muito as suas férias.

João Ribeiro
Professor universitário, Doutorado em Finanças.
Investigador na área de avaliação de activos.


Sugestão de Lara Ferraz

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E, além deste esquema da economia de casino, de pura especulação, ainda há um outro, ao nível dos bancos, em que o banqueiro empresta o que tem (o dinheiro dos depositantes) e o que não tem, criando moeda escritural, já que não é moeda física o que o devedor recebe. Este esquema, que é inerente ao funcionamento dos bancos, tem uma capacidade infinita de se multiplicar, até ao momento em que começam a aparecer as imparidades e os produtos tóxicos (dívidas incobráveis), o que conduz à bancarrota, sendo depois reposta a normalidade do sistema (que continuará a manter-se inalterável) com o dinheiro dos contribuintes.
Alexandre de Castro
10-08-2016

sábado, 6 de agosto de 2016

Furacão Trump: guerra aberta no Partido Republicano

 


Furacão Trump: guerra aberta no Partido Republicano

Nos EUA cresce a tensão entre os republicanos. Num partido já dividido quanto ao controverso candidato à Casa Branca, Donald Trump veio reacender esta terça-feira a polémica ao declarar que não iria apoiar Paul Ryan na campanha para a reeleição no Congresso, nem a candidatura do senador John McCain no Arizona.
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Trump sabe (e há muito tempo) que só ganhará a Casa Branca se conduzir a campanha eleitoral num clima de permanente crispação. É o que ele tem andado a fazer. O discurso do politicamente correcto não serve os seus objectivos, nem se insere no seu truculento perfil psicológico. Ele percebeu que não pode ser igual aos seus rivais. 
Se me é permitido um prognóstico, eu diria que ele vai ser o próximo presidente dos EUA. Mas não me perguntem se isso vai ser bom ou mau. Seja qual for o presidente eleito, republicano ou democrata, ele será sempre mau, como história recente tem demonstrado.
AC
2016 08 06

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Viagem de governante ao Euro com a Galp chega à Justiça


Viagem de governante ao Euro com a Galp chega à Justiça

O Ministério Público está a recolher elementos sobre a viagem do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Rocha Andrade, a convite da Galp, para ver a seleção. São três os envolvidos.

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Mesmo que fosse legal (e não é legal, segundo prescreve o Artigo 16.º da Lei nº 41/2010 de 03-09-2010), é política e eticamente condenável. Um membro do governo tem de estar acima de qualquer suspeita. E é por estes pequenos favores, embora, de imediato, sem prejuízos para o erário público, que começam as cumplicidades para o desencadeamento posterior de outros favores, então já ilícitos, e que acabam por se transformar em chorudos negócios. 
Lembrei-me agora dos robalos do sucateiro e do ex-governante Armando Vara.
AC
2016 08 04

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Sem cantar "vitória", PCP aconselha cimeira intergovernamental a Costa

João Oliveira, líder parlamentar do PCP

Sem cantar "vitória", PCP aconselha cimeira 
intergovernamental a Costa

O líder parlamentar do PCP condenou hoje a decisão de Bruxelas de suspender a eventual multa a Portugal por défice excessivo de 2015, sem cantar "vitória" porque se mantém o processo de "pressão e chantagem" da União Europeia (UE).

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Na realidade, não se tratou de nenhuma vitória. Foi uma pena suspensa, que não é a mesma coisa do que uma absolvição. A marca ficou registada na caderneta. A nódoa negra é a prova de que houve castigo. 
Pretendeu-se humilhar Portugal, para se ganhar balanço para desencadear, depois do Verão, a ameaça do corte dos fundos comunitários, procurando-se assim condicionar a elaboração do Orçamento de Estado de 2017. E isto tudo, apenas porque Portugal tem um governo que não encaixa no perfil do governo ideal, adoptado pelo cartel político da Europa. 
Está em curso um novo tipo de colonização dos povos, não através das armas e da ocupação territorial, mas através da tirania financeira e de uma muito bem organizada federação de interesses do capitalismo europeu, que não hesita em recorrer aos golpes baixos da chantagem. Se quisermos comer a cenoura, temos que levar "porrada", e ficar caladinhos..
Esta não é a Europa que nos prometeram
AC.
2016-08-04