segunda-feira, 8 de junho de 2015

Poema: ...e se parto, não me despeço _ por Sónia M

Pintura, Roman Urbinsky [selecionada pela autora]

...e se parto, não me despeço

...e se parto, não me despeço.
Sempre chego sem que me notem.

Regresso sempre com algum lugar atado aos dedos,
um grito cravado nas unhas

ou um rio a transbordar do peito.

Nunca sei se vou, se venho, ou se alucino.
Desconfio que as melhores viagens,
foram entre as paredes deste quarto.

Seja como for,
há sempre um voo que se derrama
numa folha de papel...
A poesia "caminha-nos" lado a lado.

Sónia M

***«»***
A poesia faz-se no silêncio e de silêncios, para melhor ouvir o eco das palavras que nos atormentam.

A "poeta" Sónia M colabora regularmente no Alpendre da Lua

1 comentário:

Ana disse...

.e se saio, não me licencio.
Sempre acerco sem que me percebam….

Belíssimo poema....