quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Poema(s): 23 Setembro, 2013 - por Sónia M e Maria João Correia

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23 Setembro, 2013

Conta comigo sempre,
nada pergunto,
nada quero saber,
a não ser o que entendas que preciso.
Para mim o único importante
é o teu bem estar.
E se para isso tiveres que ir,
vai!
Sabes sempre que podes voltar,
estarei sempre aqui,
no lugar onde me deixaste,
de braços abertos para ti.
Não há zangas entre nós,
nisso consiste a amizade
...que nos une, para lá de todas as distâncias.

Sónia M

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Nem sempre choro por dor
Choro agora de alegria
Vivo também deste choro 
Um choro de afectos sem palavras
Choro sobre as palavras que escrevo
Como se já antes as tivesse escrito 
Em algum outro lugar
Antes de ser 
Antes daqui 
Antes de mim
E é por tudo isto também
Que me deixo ser 
Me deixo estar 
Me deixo ficar

Maria João Correia


Há pessoas que nos tocam de uma forma quase divina. 
São esses "encontros", que devemos celebrar a diário...
Sónia M

Nota: Sónia M e Maria João Correia construíram entre si uma amizade indestrutível, que resiste ao desgaste do tempo e aos incidentes e às contrariedades da vida. É uma amizade solidária, impregnada de uma intensa comunhão de ideais e de confidências íntimas, que reservam só para si. É um mundo vedado aos intrusos.
No entanto, eu tive o privilégio de poder observar, de longe, através das relações estabelecidas, a parte visível dessa amizade, que não é exibida por diletantismo, mas que assume a naturalidade do que é intensamente autêntico.
E porque senti que, naquela amizade, há algo de empolgante e de sedutor, quero aqui distingui-las, em singela homenagem, publicando no Alpendre da Lua os dois poemas, que, recentemente, dedicaram uma à outra.
AC

3 comentários:

Maria disse...

Grata pela homenagem, Alexandre e também pelo fato de o ter como amigo nestes pequenos mas tão grandes "espaços".

Beijinho
Maria

Sónia M. disse...

Este meu café da manhã, hoje, teve um gostinho especial... (olha que 3, que aqui se juntaram!)

Eu acho que o Alexandre, deveria ser homenageado todos os dias.
Que alguém lhe preste homenagem aos olhos.
Que alguém lhe coloque uma medalha no peito.
Gritem os que ainda sabem gritar,
para aqueles que ainda conseguem ouvir,
que ainda existem olhos grandes,
capazes de ver mais além do visto.
Num mundo, onde ver e sentir,
é cada vez mais raro.

Sónia M

Um beijo e um abraço aos dois.

Alexandre de Castro disse...

Queridas amigas (de coração) Sónia e Maria João: Obrigado por me surpreenderem com a vossa ternura. É bem verdade Sónia. É verdade que vivemos "num Mundo, onde ver e sentir, é cada vez mais raro". Muitos continuam a olhar para dentro.
Beijos.
Estes vossos poemas já estão no Facebook.