quarta-feira, 6 de março de 2013

Anotação do Tempo: Dois de Março, contra a troika…


Dois de Março, contra a troika…

Quero dizer-te, meu amor:
Hoje, no Terreiro do Povo,
no meio de um vulcão de emoções
com a raiva nos dentes e um cravo na mão
gritei, cantei e chorei
por mim, por ti,
e por todos aqueles
que ergueram barricadas de nuvens
derrubando os muros do silêncio…
e libertei o poema, soltando-o ao vento
antes que a esperança se apague
e a minha mão desfaleça…
E eu era um, entre muitos,
cantando a heróica canção
e plantei o meu cravo
num canteiro daquele chão.

Alexandre de Castro
Lisboa, 2 de Março de 2013
Também publicado no Ponte Europa e no Sussurros.

1 comentário:

Ana disse...


E eu era um, entre bastantes,

Entoando a homérica ária

e prantei o meu cravo

num poial daquele raso
Adorei...belíssimo..