sábado, 20 de outubro de 2012

Anotação do Tempo: A Manuel António Pina


A Manuel António Pina

Um a um os poetas vão morrendo
e a terra ficou árida, secou.
Um deserto de palavras
sem poemas, sem flores,
destinos cortados, a voz que se calou,
e um frio imenso a gelar o tempo,
por dentro.
Morreu a árvore que o poeta plantou.
Alexandre de Castro
Lisboa, Outubro de 2012
http://ponteeuropa.blogspot.pt/2012/10/momento-de-poesia.html