quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Anotação do Tempo: Sinfonia poética a duas mãos (2) - por Sónia M e Alexandre de Castro

 Beti Timmalt
Sinfonia poética a duas mãos (2)

Hoje, os deuses do Olimpo, estremunhados,
acordaram em sobressalto. Descobriram
um ponto de luz intensa, a aparecer na Terra,
em todo o seu esplendor.
O poema é tanto mais perfeito quanto mais
as palavras obedecem à vontade do poeta,
e eu quero que este poema seja entendido
por quem o ouve e lê,
no pleno fulgor do instante.
Alexandre de Castro

Em pleno fulgor do instante
em que o poema se solta do punho do poeta,
houve alguém que o leu e entendeu.
Soube ainda pela boca dos deuses,
que eles procuram em desespero
a fonte de alimento dessa luz intensa.
Que energia será essa que tudo ilumina?
Sónia M.
Junho de 2012
Nota: Diálogo dos autores, a propósito do poema “Dissertação sobre a ternura”, publicado no Sussurros e no Ponte Europa.

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