sexta-feira, 20 de julho de 2012

Poema: A leveza dos meus sentidos - por Sónia M


A leveza dos meus sentidos

O chão já não range à minha passagem,
nem sinto a pedra fria
nos meus pés descalços.
Desconfio que morri durante a noite
pela estranha leveza do meu corpo.
E só pode ser morte!
Porque já não sinto o peso do mundo.
Posso dançar, agarrada à pena que perdeste
ao fugir pela janela,
rasgando o ar que respiro
com o seu delicado baile.
...e deixar-me cair suavemente,
sorrindo, como naquele dia
em que me chamaste Amor, pela primeira vez!
Sónia M.

Retirado do blogue Sussurros
http://soniagmicaelo.blogspot.pt/2012/06/leveza-dos-meus-sentidos.html

3 comentários:

Sónia M. disse...

...estranha leveza esta...
a brisa mais suave, brinca com eles,
eleva-os em rodopio,
revira-os...
soprou-os a noite inteira
e suavemente os depositou aqui...
...no dia seguinte.

Obrigada Alexandre
Um beijo
Sónia

olimpio pinto disse...

O Pássaro Azul nunca foge...
Denodo e coragem tem!
Mas fica um Ser sem ninguém
Quando alguém a quem protege
O expulsa com desdém.

Maria José Meireles disse...

Parabéns!...