quinta-feira, 21 de junho de 2012

Poema: O Pássaro Azul - por Sónia M

Pássaro Azul - de Alice Mantellatto*

O Pássaro Azul
 
Acordei com um sorriso nos lábios.
Da janela do meu quarto, um pássaro azul,
empreendia o seu voo em direção ao sol.
Voltei a sorrir, quando me dei conta
que ainda levava doçura no bico.
A mesma doçura, que ainda me escorria dos lábios mornos.
A mesma que usou para tocar a minha pele,
de dentro para fora... enquanto dormia.
Restava agora,
o fogo estranho que me ardia no peito,
pela nítida lembrança, de me chamar "sua", a noite toda.
Como se me possuísse, muito antes da existência...
... para além da vida...
e muito depois de qualquer morte!
Esta noite...
volto a deixar a janela aberta...
Sónia M
Poema oferecido pela autora ao Alpendre da Lua.
Ilustração do Alpendre da Lua.

Também publicado no blogue Sussurros.

4 comentários:

olimpio pinto disse...

Ele era um falcão...
Um outro falcão!
-De pena azul-pura, e sem um senão!
-Apenas paixão!
Bebeu toda a noite de taça divina...
Corpo cheio de mel, odor cristalino...
Saíu da janela e voou para o Sol
De olhos abertos, guardando memória
Procurando esfriar, no centro fundente,
O calor mais candente que a noite lhe dera!
-Prazer infinito...onde quase morrera...
-na mais doce agonia...
- num Éden de glória!

Sónia M. disse...

Alexandre, obrigada por abrigar o Pássaro Azul no seu Alpendre :)

Um beijo
Sónia

olimpio pinto disse...

ABSOLUTO

Olhar os teus olhos
Afagar teus cabelos
Beijar tua boca
Apertar o teu peito...

Abraçar o teu corpo
Tatear tua pele
Sorver o teu cheiro...
Morrer de desejo!

Vibrar em teu ventre...
Sentir a loucura!

Uma vez...
Para sempre!

olimpio pinto disse...

O Absoluto...

Não tem o Nunca
Não tem o Quando
Tão pouco o Como...

Não tem o Quanto
Nem sequer o Onde...

E embora seja Tanto
Não tem o Muito
Não tem o Pouco...

Tão pouco o Nada...

Não tem o Certo
Nem o Errado
Nem o Talvez...

E embora seja Louco...

Tem sempre o Sempre
Tem sempre o Tudo...

Tem a Constância
Da mor Angústia...

Da vera Ânsia.