domingo, 26 de setembro de 2010

Anotação do Tempo: As tuas madrugadas



As tuas madrugadas

Visito o esplendor das tuas madrugadas
percorro as avenidas de álamos
que engalanam o sonho
que te acordou.
Já não esperas o meu beijo
nem as flores
suspensas nos meus dedos.
As ausências
são ásperas e frias
e os silêncios
são o fino gume dos punhais
a trespassar a dor
e a esfaquear a esperança.

Alexandre de Castro

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