
Dissertação sobre a ausência…
A ausência cansa e dói
e não há balanças que a pesem
nem cabe nas distâncias que há no mundo
e por isso desisti de contar as estrelas
e adormecer as noites
vou partir por um caminho que desconheço
e que não tem fim
sem mapa, sem bússola
apenas com a minha geografia dos lugares,
para que ninguém me encontre mais
e descansarei nos abrigos de todas as luas
como os lobos
encostado aos muros
e aí ficarei à espera dos cães…
Alexandre de Castro
Tradução em castelhano:
http://alpendredalua.blogspot.com/2010/08/anotacao-do-tempo-dissertacao-sobre_28.html
A ausência cansa e dói
e não há balanças que a pesem
nem cabe nas distâncias que há no mundo
e por isso desisti de contar as estrelas
e adormecer as noites
vou partir por um caminho que desconheço
e que não tem fim
sem mapa, sem bússola
apenas com a minha geografia dos lugares,
para que ninguém me encontre mais
e descansarei nos abrigos de todas as luas
como os lobos
encostado aos muros
e aí ficarei à espera dos cães…
Alexandre de Castro
Tradução em castelhano:
http://alpendredalua.blogspot.com/2010/08/anotacao-do-tempo-dissertacao-sobre_28.html
Um belíssimo poema . de resistência.
ResponderEliminarCom o selo das montanhas ...e a incandescência dos lugares mais puros...
Belo, belo, belo!
Um belíssimo poema . de resistência.
ResponderEliminarCom o selo das montanhas ...e a incandescência dos lugares mais puros...
Belo, belo, belo!
Só uma grande "poeta" como a Maria poderia ter escrito este belo e poético comentário. Obrigado.
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