sábado, 31 de julho de 2010

Anotação do Tempo: Fio de prumo


Fio de prumo

O fio de prumo dos meus olhos
desceu na vertical do teu corpo
traçou o rumo do desejo
no equilíbrio possível
daquilo que me ofereces
e daquilo que me negas
invocaste a tua torre de marfim
onde escondeste o teu silêncio
para que a solidão a que te entregas
não seja devassada por mim.

Alexandre de Castro