domingo, 16 de maio de 2010

Anotação do Tempo: Timor... meu Amor...


Timor... meu Amor...

Na flor do café, vermelha,
escorre o sangue quente do teu corpo...

Acordaste a aurora do tempo
no silêncio contido da tua voz sofrida.

És um olhar doce derramado
no continente frio da tua dor...
És o desafio do mundo
nos túmulos dos teus mortos inocentes...

O vento da liberdade
sopra da montanha... lá onde mora a lenda
e habita a esperança...
E essa, essa esperança de futuros,
não é a catana do javanês que a despedaça...

Alexandre de Castro

Lisboa, Setembro de 1999