
Timor... meu Amor...
Na flor do café, vermelha,
escorre o sangue quente do teu corpo...
Acordaste a aurora do tempo
no silêncio contido da tua voz sofrida.
És um olhar doce derramado
no continente frio da tua dor...
És o desafio do mundo
nos túmulos dos teus mortos inocentes...
O vento da liberdade
sopra da montanha... lá onde mora a lenda
e habita a esperança...
E essa, essa esperança de futuros,
não é a catana do javanês que a despedaça...
Alexandre de Castro
Lisboa, Setembro de 1999
Na flor do café, vermelha,
escorre o sangue quente do teu corpo...
Acordaste a aurora do tempo
no silêncio contido da tua voz sofrida.
És um olhar doce derramado
no continente frio da tua dor...
És o desafio do mundo
nos túmulos dos teus mortos inocentes...
O vento da liberdade
sopra da montanha... lá onde mora a lenda
e habita a esperança...
E essa, essa esperança de futuros,
não é a catana do javanês que a despedaça...
Alexandre de Castro
Lisboa, Setembro de 1999