quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Notas do meu rodapé: Na produtividade, Portugal, no espaço europeu, apenas é superior à Polónia!...


O Relatório da Competitividade 2009,
apresentado pela AIP em Novembro,
indicava que a produtividade por pessoa
empregada em Portugal, correspondia
em 2008, a 70,8 por cento do valor médio
da UE, sendo apenas superior ao nível da
Polónia.

É na baixa produtividade da economia portuguesa que se encontra a raiz dos principais problemas da competitividade do país. E de nada vale apregoar que é necessário aumentar as exportações, para se poder regressar à convergência de crescimento com os países europeus, se os governos e os empresários não enfrentarem com rigor este problema. E a solução passa pela revisão de toda uma política errada, que há décadas tem vindo a ser aplicada, mas, que de momento, com a violenta erupção da crise internacional e com o aparecimento de novos concorrentes, no Leste da Europa, a disputarem, com vantagem, o nosso espaço económico, se revelou ainda mais desajustada. O modelo económico dos últimos trinta anos esgotou-se, e irá ser muito difícil e doloroso mudar de paradigma, já que qualquer reconversão a este nível apenas irá dar resultados daqui por alguns anos.
A falta de qualificação profissional de empresários, gestores e trabalhadores é o grande factor apontado para justificar a insuficiente produtividade da economia portuguesa, que é medida pelo quociente entre o total do Valor Acrescentado Bruto (VAP) e o número de trabalhadores, e isto não se resolve do pé para a mão, nem com medidas avulsas, ao sabor dos ciclos eleitorais e das conivências e conveniências do governo de turno e dos empresários. A solução passa por reformas profundas na educação, na formação profissional e na formação profissional contínua, orientadas no sentido de formar cidadãos aptos para um bom desempenho profissional.
O outro grande factor a prejudicar a performance da produtividade reside na organização e métodos da gestão da empresas, onde os nossos empresários e gestores evidenciam grandes carências e fragilidades.
Um terceiro factor, e este normalmente não é referido, por arcaico preconceito utilitarista, refere-se aos trabalhadores. À má qualificação profissional, junta-se a pouca motivação, por culpa de um patronato que ainda não percebeu que os baixos salários, o prolongamento do horários de trabalho e a precariedade não estimulam ninguém.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Notas do meu Rodapé: É necessário rever o Pacto de Estabilidade e Crescimento...


O presidente do Banco Central Europeu
(BCE), Jean-Claude Trichet, apelou
aos países da zona euro para que reduzam
o seu défice “o mais tardar em 2011”.
“Para defenderem a confiança nas finanças
dos Estados, os défices orçamentais na zona
euro deverão ser reduzidos o mais tardar
em 2011 e, em alguns países, em 2010”,
sublinha Trichet, num artigo publicado no
jornal alemão “Bild am Sonntag”, citado
pela AFP.
Público 2712/09

O apelo de Jean-Claude Trichet deve ser interpretado no contexto da severidade imposta pelo Banco Central Europeu (BCE) na aplicação do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC), que a crise financeira internacional conduziu ao incumprimento involuntário, confirmando-se assim a sua inconformidade com a teoria económica, que não o aceita.
Nascido por imposição da Alemanha, quando se criou o euro na União Económica Europeia, com o objectivo de domesticar a crónica indisciplina orçamental dos países mediterrânicos (Portugal, Espanha, Itália e Grécia), e marcadamente influenciado pela teoria monetarista, na altura já desacreditada a nível académico, o PEC foi considerado um tratado "estúpido", pois assumia-se como um instrumento pós-cíclico e de contra-ciclo, na medida em que reforçava e prolongava os efeitos dos períodos de expansão e dos períodos da recessão da economia europeia.
Num quadro de rigidez absoluta, ao fixar-se um limite máximo, imutável e constante, para o valor percentual, em relação ao PIB, do défice orçamental e da dívida pública dos estados membros, o PEC não deixa actuar os estabilizadores automáticos da economia, que emergem em cada um dos ciclos, a contrariar-lhe os efeitos. Quando a economia entra em recessão os valores relativos e absolutos do défice orçamental e da dívida pública aumentam naturalmente, já que as receitas fiscais diminuem, assim como o investimento, e as despesas sociais aumentam, e, neste caso, seria vantajoso fixar limites mais elevados, para que os estados encetassem, dentro de uma legalidade orçamental, a aplicação de políticas de contra-ciclo e de sustentabilidade social. Num quadro de expansão da economia, aqueles limites deveriam descer para um patamar inferior para obrigar os estados e os particulares a aumentar a poupança.
A falta de flexibilidade do PEC, ao manter um rácio fixo para o défice e para a dívida pública, não favorece a recuperação económica na fase da recessão, como se verificou durante a actual crise internacional, o que obrigou os estados membros a ignorar o quadro normativo do BCE, entrando numa fase de incumprimento, que agora se pretende reparar.
É pois necessário rever e alterar a filosofia do PEC.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Palestina: 60 anos de opressão, depois do Holocausto!... (2)






Aprendam (quem ainda não souber) e pratiquem!...



Esclarecimento da Ex-DGV:


Tendo em conta as disposiçoes aplicáveis do Código da Estrada, na redacçao que lhe foi conferida pelo Decreto-Lei n? 44/2005, de 23 de Fevereiro, constantes dos art?s 13?, n? 1; 14?, n?s 1 a 3; 15?, n? 1; 16?, n? 1; 21?; 25?; 31?, n? 1, c) e 43? e as definiçoes referidas no art.? 1? do mesmo Código, na circulaçao em rotundas os condutores devem adoptar o seguinte comportamento:
1- O condutor que pretende tomar a primeira saída da rotunda deve:
Ocupar, dentro da rotunda, a via da direita, sinalizando antecipadamente quando pretende sair.
2 - Se pretender tomar qualquer das outras saídas deve:
Ocupar, dentro da rotunda, a via de trânsito mais adequada em funçao da saída que vai utilizar (2? saída = 2? via; 3? saída 3? via);
Aproximar-se progressivamente da via da direita;
Fazer sinal para a direita depois de passar a saída imediatamente anterior a que pretende utilizar;
Mudar para a via de trânsito da direita antes da saída, sinalizando antecipadamente quando for sair.
Enviado pelo João Grazina

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Anotação do Tempo: RESISTENTES


RESISTENTES


Trouxeram da clandestinidade
a sombra líquida dos dias ...

Nos ossos quebrados do silêncio
ergueram o mito
à distância do desejo ...

E nem os desenganos do destino
fizeram quebrar esta esperança ...

(E uns tantos
saíram à rua de punho cerrado e erguido
mas esbarraram na esquina
com a sombra do esbirro ...)

Alexandre de Castro

ÁGUA QUE JÁ NÃO EXISTE...

Delhi - India. Todos querem apenas um pouco de água...



Dois sudaneses bebem água do pântanos com tubos plásticos, especialmente concebidos para este fim, com filtro para filtrar as larvas flutuantes responsáveis pela enfermidade da lombriga de Guiné. O programa distribuiu milhões de tubos e já conseguiu reduzir em 70% esta enfermidade debilitante.


Os glaciares que abastecem a Europa de água potável perderam mais da metade
do seu volume no século passado. Na foto, trabalhadores da estação de esquí do glaciar de Pitztal, na Austria, cobrem o glaciar com uma manta especial para proteger a neve e retardar seu derretimento durante os meses de verão.


As águas do delta do rio Niger são usadas para defecar, tomar banho, pescar e despejar o lixo.



Água suja em torneiras residenciais, devido ao avanço
indiscriminado do desenvolvimento.


Aldeões na ilha de Coronilla, Quénia, cavam poço profundos em busca do precioso líquido, a apenas 300 metros do mar. A água é salobra.

Aquele que foi o quarto maior lago do mundo, agora é um cemitério poeirento
de embarcações que nunca mais zarparão..

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Fotografias enviadas pelo João Grazina
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A água potável ainda não é totalmente acessível a todas as populações do mundo. Calcula-se que, em 2025, vinte e cinco por cento da humanidade sinta grandes dificuldades em obtê-la, quer para uso doméstico, quer para a agricultura. Vive-se actualmente a guerra do petróleo (Iraque e Afeganistão), e há especialistas que prevêem a guerra da água, ainda neste século.

TAP e Aeroporto de Lisboa ao rubro!


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Sugerido por M.J. Neves
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A iniciativa, não sendo original, não deixa de surpreender agradavelmente. De sobremaneira, apreciei aquela bailarina/figurante, de saia azul, curta e travada, a realçar-lhe o volume e a elegância das pernas. Foi pena o realizador ter traído as minhas expectativas, não exibindo a sua imagem mais vezes e em ângulos mais favoráveis ao nosso olhar.
A TAP poderia manter este grupo ao seu serviço, em permanência, para entreter os passageiros, durante as longas esperas pelo seus voos. Não haveria protestos. Principalmente, se a bailarina/figurante de saia azul participasse.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Notas do meu Rodapé: "Compreender é transformar o que é"...

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Vídeo sugerido pelo meu sobrinho, João Castro Mota, um jovem doutorando de engenharia, interessado pelas questões políticas, sociais e económicas
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"Não é sinal de saúde ser bem
ajustado a uma sociedade
profundamente doente".
J. Krishnamurti
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"Ninguém está mais
desesperadamente escravizado
do que aqueles que falsamente
se acretitam livres".
Gothe (1749-1832)
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Já aqui foi referida, principalmente nos comentários inseridos nas Notas do meu Rodapé, a natureza predatória do sistema monetário dos Estados Unidos, e que a adopção das políticas monetaristas, defendidas pelas correntes neo-liberais e pelo tentacular poder financeiro, fez repercutir pelo mundo globalizado.
Com a adopção do dólar como moeda de pagamento internacional, através dos acordos de Bretton Woods, após a Segunda Guerra Mundial, e a sua desvinculação do padrão ouro, no início da década de setenta, do século passado, a maior economia do mundo ficou com as mãos livres para, através da sua moeda e da gigantesca maquinaria especulativa bolsista, criar uma economia virtual, desligada do valor da sua economia real, o que lhe permitiu recolher mais-valias exorbitantes.
O segredo, apenas conhecido por alguns, e escondido da maior parte da população, assenta na capacidade de criar dinheiro através da valorização artificial das acções, dos instrumentos do crédito e, também, pela emissão de moeda, cujo contravalor se reproduz em papel (Títulos do Tesoouro), provocando a contínua espiral inflacionista.
Este vídeo, entre outras coisas, explica bem este processo de criar moeda a partir do nada, utilizando a emissão de dívida, através dos Títulos do Tesouro. Por isso, a dívida pública dos Estados Unidos é colossal, e nunca mais irá ser saldada, o que leva os economistas não alinhados a afirmar que são as economias do resto do mundo que pagam a prosperidade imperial, sustentando-lhe os enormes défices.

sábado, 26 de dezembro de 2009


27 DE DEZEMBRO: VIGÍLIA EM FRENTE À EMBAIXADA NAZI-SIONISTA

Aproxima-se a data que assinala o 1º aniversário do início da criminosa incursão militar israelense contra a população palestiniana da Faixa de Gaza. Assim, o Conselho Português para a Paz e Cooperação e outras organizações decidiram marcar uma Vigília frente à embaixada de Israel em Lisboa. Será no dia 27 de Dezembro, entre as 15h e as 19 horas. O objectivo é evocar o massacre de Gaza, apelar ao apuramento da responsabilidade pelos crimes de guerra e crimes contra a Humanidade e exigir o levantamento do cerco ilegal a Gaza. Compareça.

A denúncia da meritocracia!...


Um texto de JOÃO PEREIRA COUTINHO


"Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição. Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho. Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima. Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!"
Sugestão do Diamantino Gertrudes

O gigante começa a acordar!...


Este ano, apesar da recessão global,
a economia chinesa deverá crescer
acima dos oito por cento e continuará
a ser a terceira maior economia do
mundo, a seguir aos Estados Unidos
e Japão.
...
O projecto (o Orçamento de Estado
2010 do Japão) deverá ainda ser
aprovado pelas câmaras do
Parlamento e estima um crescimento
económico de 1,4 por cento, insuficiente
para atenuar a previsão do FMI de que
a economia chinesa poderá ultrapassar
a japonesa em 2010.
Público online

Sócrates estica a corda, recorrendo a uma dramatização encenada...

Entretanto, nas últimas semanas, o tom
voltou a subir, com dirigentes socialistas
a tentarem envolver o Presidente da
República na estratégia de dramatização
sobre a governabilidade, e o chefe de
Estado a recusar entrar em "jogos que
possam aumentar a tensão" no país.
DN, 25/05/09

José Sócrates só consegue sobreviver num cenário de dramatismo emocional, artificialmente construído para ele poder exprimir-se em tensão permanente. Agora, inventou o drama da ingovernabilidade, envolvendo o Presidente da República e a Assembleia da República. Percebe-se o seu objectivo. Incapaz de governar com maioria simples, o que exige capacidade de negociação, flexibilidade e respeito pela opinião dos outros, qualidades que ele não possui, vai tentar, se as condições políticas assim o permitirem, precipitar o país para novas eleições, a fim de ganhar uma nova maioria absoluta.

Por vezes, a intimidade dá maus resultados!...


O cardeal patriarca de Lisboa lamentou
hoje a “indiferença, o agnosticismo e
mesmo o ateísmo” na sociedade e apelou
a uma maior intimidade dos cristãos com
Deus.
PÚBLICO, 25/12/09

Foi o que fez aquela mulher, no Vaticano, ao querer tocar e sentir corpo do papa Ratzinger, o máximo representante de Deus à face da Terra. Conseguiu a tal intimidade com o divino, ficando, no entanto, sem se saber se ela teve tempo de ter o mesmo tipo de orgasmos, como aqueles que foram sentidos e descritos por Santa Teresa d' Ávila.

Papa Bento XVI é derrubado durante Missa do Galo...





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Deus escreve direito por linhas tortas. E é bem verdade! A partir de agora, o Papa Ratzinger não mais poderá dizer que não caiu sobre o corpo de uma mulher.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

José Sócrates frisou que a AR tem de aceitar que quem governa é o Governo


É uma verdade que é ao governo que compete governar, e não à comissão de moradores de Alcabideche ou aos Gatos Fedorentos. Mas José Sócrates, com as suas marcadas tendências absolutistas e totalitárias, reveladas pelo seu autoritarismo, esqueceu-se de mencionar que o poder legislativo e o poder de fiscalização pertencem exclusivamente à Assembleia da República, que já não é mais aquela caixa de ressonância do governo, como o foi na anterior legislatura, onde os deputados do PS, paradoxalmente, mais se assemelhavam aos deputados da União Nacional, obedecendo irracionalmente à vontade indomável do chefe. E José Sócrates é um chefe em potência, ambicioso e narcísico, mas cuja ascendência acaba no último militante do PS. O resto do país já não o tolera.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Pinto Monteiro recusa divulgar teor das escutas telefónicas entre Vara e Sócrates!...


Na justiça, Pinto Monteiro, tal como Sócrates na política, começa a ser parte do problema e não a sua solução. Pressentia-se, tais foram as suas tergiversações, que o homem, desde o primeiro momento, não estava nada interessado em fazer funcionar a justiça. Optou por a obstaculizar, deixando o país, mais uma vez, suspenso na dúvida sobre o carácter do primeiro-ministro.
Espero que não lhe esteja reservada uma qualquer condecoração no próximo dia 10 de Junho.
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José Sócrates assegurou que o Governo “está com a firme vontade de servir Portugal"


Com esta declaração solene, fiquei mais tranquilo! Já posso passar o Natal, mais descansado.
E eu a julgar que ainda havia governos que não tinham vontade de servir Portugal!...

OE 2008: um parecer arrasador do Tribunal de Contas...



Tribunal de Contas
Parecer sobre
a Conta Geral do Estado
de 2008

...¨ No tocante à realização de despesas à margem do Orçamento do Estado, salienta-se que, conforme recomendação reiterada do Tribunal, cessou, em 2008, a assunção de passivos e regularização de responsabilidades por operações específicas do Tesouro. Contudo, registou-se o pagamento de € 26 milhões ao Fundo de Pensões dos Militares das Forças Armadas com o produto da venda de património imobiliário, sem expressão quer na despesa, quer na receita orçamental.
¨ Subsiste a assunção de encargos sem dotação orçamental suficiente, tendo continuado a transitar para o ano seguinte elevados montantes de encargos vencidos. Destaca-se, neste domínio, a criação do programa “Pagar a tempo e horas” que, nomeadamente, fixou metas para a redução dos prazos médios de pagamento a fornecedores de bens e serviços praticados por administrações públicas. Em 2008, o prazo médio de pagamento dos organismos da administração central foi, ainda, de 51 dias, subsistindo, no entanto, reservas quanto ao seu apuramento.
¨ A comparabilidade da despesa tem sido afectada, nos últimos anos, essencialmente, por três ordens de razões: a alteração do universo dos organismos abrangidos pela Conta (em resultado, designadamente, da empresarialização dos hospitais e de outras entidades pertencentes ao sector público administrativo); a alteração de critérios contabilísticos; e a inexistência de informação final sobre a execução orçamental de algumas entidades. Em 2008, teve especial efeito na despesa a criação da contribuição de serviço rodoviário, destinada à EP – Estradas de Portugal, à margem do Orçamento do Estado.

 A informação constante da Conta relativa à execução do PIDDAC continua a considerar, em alguns mapas, saldos transitados na posse dos serviços – o que sobrevaloriza os montantes da despesa realizada – e, em outros, dados de despesa efectiva, não permitindo a respectiva comparabilidade. Observa-se também que em diversos ministérios a execução do PIDDAC comporta um peso excessivo de despesas correntes, contrárias à própria natureza do PIDDAC que é de investimento.
 A conta consolidada do Estado, incluindo a da Segurança Social, continua a apresentar deficiências já assinaladas em anteriores pareceres, de que se destaca a elevada dimensão financeira dos ajustamentos efectuados na sua elaboração, em resultado de erros significativos na classificação económica das receitas e despesas dos vários subsectores.
Em face do exposto, e à semelhança de anos anteriores, o Tribunal coloca reservas aos valores globais da receita e da despesa evidenciados na Conta Geral do Estado de 2008 e, consequentemente, ao valor do défice aí apresentado, na óptica da contabilidade pública.
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Comentário: O parecer do Tribunal de Contas à Conta Geral do Estado de 2008 é um autêntico atestado de incompetência passado ao governo, já que foram detectadas graves irregularidades e ilegalidades contabilísticas, que colocam em causa a sua transparência, além de não permitirem avaliar com rigor o montante do total das despesas e das receitas, assim como a dimensão do défice orçamental.
A disciplina orçamental é uma exigência para a credibilidade de um qualquer orçamento, e cuja importância não pode ser torpeada pelos golpes rasteiros da engenharia contabilística, normalmente destinados a colmatar os insucessos da execução das más políticas dos governos e a encobrir certas ligações suspeitas entre o Estado e as grandes empresas.
Perante a amostra do que se passou em 2008, é de prever que o parecer às contas públicas de 2009 ainda vá ser mais arrasador e desconfortável, já que se tratou de um ano marcadamente eleitoral, tendo como pano de fundo uma grave crise económica. Aí se irá saber que critérios foram utilizados na distribuição de cerca de 20 biliões de euros pelas empresas em dificuldades e como foram geridas todas as adjudicções por ajuste directo, que este governo tranformou em regra, quando, pela sua delicada natureza, deveria constituir uma excepção.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

FIFA Puskas Award 2009- Top ten goals of the year


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Para que não se diga que no Alpendre da Lua não se gosta de futebol!...

Provocação!...

Rachel Weisz


É esta "gaja" que anda a enviar-me mails (SPAM), todos os dias, a perguntar-me se eu não quero tomar o Viagra. Só não sei como ela descobriu que eu já tenho 65 anos de idade!...

A luta financeira: a opinião de Howard Davies*



Durante pelo menos um quarto de século, o sector financeiro cresceu muito mais rapidamente do que a economia, tanto nos países desenvolvidos como em países em desenvolvimento. A percentagem total de activos financeiros (acções, obrigações e depósitos bancários) representava, em 1980, 100% do PIB do Reino Unido. Em 2006, esta percentagem subiu para 440%. Na China, os activos financeiros passaram de não existentes para 300% do PIB durante o mesmo período. À medida que a indústria financeira crescia, também aumentava a sua rentabilidade. A percentagem total dos lucros das empresas financeiras dos Estados Unidos disparou de 10% em 1980 para 40% em 2006.
Perante este desempenho, não é surpreendente que os pagamentos no sector financeiro tenham disparado. A City de Londres, a baixa de Manhattan e poucos mais centros financeiros tornaram-se máquinas de fazer dinheiro que permitiram que a banca de investimento, os gestores dos "hedge funds" e de fundos de capital de risco ficassem excessivamente ricos. Líderes universitários, como eu, passam muito tempo a tentar persuadi-los a direccionar parte destes ganhos para as suas velhas escolas.
Durante os últimos dois anos as coisas foram diferentes. Muitas empresas financeiras reduziram drasticamente os seus balanços e, como é óbvio, algumas tiveram que fechar. A alavancagem caiu de forma abrupta. Bancos de investimento que em 2007 tinham uma alavancagem 30 vezes superior ao capital viram este valor cair para pouco mais de dez. Os volumes transaccionados caíram, tal como os empréstimos bancários, e registaram-se despedimentos nos centros financeiros de todo o mundo. Será um fenómeno de curto prazo? Iremos assistir a um rápido crescimento do sector financeiro, assim que a economia mundial recupere? O mercado está cheio de rumores de que os bónus estão a regressar, os "hedge funds" estão a realizar retornos de dois dígitos e que a actividade está a reavivar o mercado de capital de risco. Estes rumores são presságios de uma recuperação robusta do sector financeiros ou apenas mitos urbanos? Não existe uma resposta certa para esta questão, mas talvez a história económica possa dar algumas pistas.
Uma análise recente realizada por Andy Haldane, do Banco de Inglaterra, sobre os retornos do sector financeiro britânico sugere que os últimos 25 anos foram muito invulgares. Suponhamos que em 1900 tinha feito uma aposta de longo prazo em acções financeiras e uma aposta de curto prazo em acções gerais. De facto estaria a apostar que o sector financeiro britânico iria ter um melhor desempenho do que o mercado. Durante os primeiros 85 anos, teria sido uma aposta muito pouco interessante, que teria gerado um retorno médio de 2% ao ano. Mas entre 1986 e 2006 teria sido radicalmente diferente. Durante essas duas décadas, o retorno médio anual seria superior a 16%. Como refere Haldane, a "banca tornou-se na galinha dos ovos de ouro". De facto, não há nenhum período na história financeira recente do Reino Unido semelhante a essas décadas. Se tivesse desfeito a sua aposta há três anos estaria agora muito tranquilo - se tivesse optado pelo dinheiro, como é óbvio - porque o período que se seguiu a 2006 anulou a maioria dos ganhos. Se tivesse mantido as suas acções até ao final do ano passado, durante 110 anos o seu investimento teria gerado um retorno médio anual inferior a 3%, o que, de uma maneira geral, ainda assim, representaria uma estratégia de "break even". Porque é que esta experiência de 20 anos foi tão invulgar, com retornos muito mais elevados do que em qualquer outra altura do último século? A resposta mais sincera parece ser a alavancagem. Os bancos engrenaram de uma forma espectacular, numa corrida competitiva para gerar maiores retornos. Haldane descreve isto como um recurso à roleta.Talvez esta analogia seja um pouco insultuosa para os que jogam roleta. De facto, a frase "banca de casino" ignora o facto dos casinos terem um controlo bastante eficiente dos seus retornos. Normalmente, são muito astutos na gestão de risco, ao contrário de muitos bancos, que aumentaram bastante a sua alavancagem - e consequentemente o risco - durante os últimos 20 anos. As conclusões que podemos tirar para o futuro dependem muito da forma como os bancos centrais e os reguladores vão reagir a esta crise.
Actualmente, as instituições financeiras estão a aprender as lições por elas próprias, reduzindo a alavancagem e acumulando capital e liquidez, enquanto as autoridades tentam convencer os bancos a aumentar os empréstimos - precisamente a estratégia que levou à actual crise. Claro que no longo prazo vai ser necessária uma abordagem diferente. De facto, as autoridades estão a seguir a estratégia defendida, pela primeira vez, por Santo Agostinho. Elas gostariam que os bancos fossem "castos" mas não para já. Mas quando o crescimento regressar, a alavancagem será muito menor do que antes. Os reguladores já falam na possibilidade de impor rácios de alavancagem, bem como limites aos activos de risco. Se o fizerem, como eu espero, não haverá retorno para as estratégias das últimas duas décadas. Nesse caso, o sector financeiro deixará de ser uma indústria que sistematicamente supera o resto da economia. Claro que haverá vencedores e perdedores mas parece pouco provável que o desempenho do sector continue sistematicamente a superar o da economia. O que isso vai significar para as remunerações do sector financeiro é uma questão mais complexa, à qual voltarei.

* Howard Davies, Director da London School of Economics, foi o presidente fundador da Autoridade de Serviços Financeiros Britânica e é antigo vice-governador do Banco de Inglaterra.

Agradecimento...


O editor do Alpendre da Lua manifesta o seu agradecimento ao Celso Silva, pela sua decisão de se inscrever como seguidor deste blogue.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Lista das 10 principais descobertas científicas, eleitas pela revista Science




As dez mais:


- A identificação do Ardipithecus ramidus, uma espécie de hominídeo que viveu há 4,4 milhões de anos na actual Etiópia e conhecido por "Ardi", e cujos restos fossilizados precedem em mais de um milhão de anos os de "Lucy", o mais antigo esqueleto parcial conhecido de um hominídeo, e que aproximam os investigadores do último antepassado comum a humanos e chimpanzés.
- Detecção de pulsars pelo Fermi: o telescópio espacial de raios-gama Fermi, da NASA, ajudou a identificar novos pulsars (estrelas de neutrões muito magnetizadas e de rotação rápida) e a compreender melhor a sua emissão única de raios-gama.
- Rapamicina: investigadores constataram que mexendo numa via essencial de sinalização podiam agir sobre a duração da vida de ratinhos, no primeiro resultado deste tipo obtido em mamíferos. A descoberta teve a particularidade notável de revelar que o tratamento só funciona quando os ratinhos atingem a meia-idade.
- Grafeno: numa série de progressos fulgurantes, cientistas de materiais testaram as propriedades do grafeno (camadas muito condutoras de átomos de carbono) e começaram a utilizar este material para fabricar sistemas electrónicos experimentais.
- Receptor de ácido abscísico (ABA) nas plantas: a resolução da estrutura no espaço de uma molécula crucial para ajudar as plantas a sobreviver às secas poderá ajudar os cientistas a conceber novos meios de protecção das plantas contra períodos prolongados de seca, o que poderá ajudar a melhorar os rendimentos agrícolas em todo o mundo e permitir a produção de biocarburantes em terrenos marginais.
- LCLS e SLAC: o SLAC National Accelerator Laboratory (o acelerador linear de partículas de Stanford) apresentou o primeiro laser de Raios-X do mundo, uma poderosa ferramenta de investigação capaz de captar imagens de reacções químicas em progresso, de alterar estruturas electrónicas dos materiais e fazer muitas outras experiências numa vasta gama de áreas científicas.
- Regresso da Terapia Genética: investigadores europeus e norte-americanos descobriram uma forma de combinar a terapia genética e a terapia celular com células estaminais do sangue para tratar a cegueira hereditária, uma doença genética mortal que afecta o cérebro.
- Monopolos: Físicos que trabalham com estranhos materiais cristalinos chamados "vidros de spin" realizaram uma proeza experimental ao criar ondulações magnéticas que reproduzem o comportamento previsto dos "monopolos magnéticos", ou seja, partículas fundamentais com um único pólo magnético.
- LCROSS (Lunar CRater Observation and Sensing Satellite) encontrou água na Lua: em Outubro, sensores a bordo daquela sonda da NASA detectaram vapor de água e gelo em detritos de uma colisão de um segmento de um foguetão que os investigadores fizeram despenhar deliberadamente perto do pólo Sul da Lua.
- Reparação do Hubble: em Maio, uma última missão quase perfeita de reparação efectuada por astronautas da estação espacial permitiu conferir ao telescópio espacial Hubble uma melhor visão e prolongar a sua duração, com a obtenção das imagens mais espectaculares de sempre.

2010

Numa antevisão de 2010, a revista aponta como "assuntos quentes a acompanhar:
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- o metabolismo das células cancerosas.
- o Espectrómetro Alpha Magnetic (MAS)
- a sequenciação das doenças do exoma (pequena parte do genoma humano com influência nos fenótipos).
- a utilização de células estaminais pluripotentes no tratamento de doenças neuropsiquiátricas e o futuro dos voos tripulados no espaço.

A sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde - Um texto de Pedro Frias



Em Portugal, e no que diz respeito à área da saúde, o direito a ter acesso a cuidados de saúde de forma universal, geral e gratuita foi uma das conquistas de Abril, consagrada na Constituição da República, e originando, em 1979, a criação do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Desde a sua criação e mesmo antes disso, ainda na fase da sua discussão, que a direita mais arreigada tem tentado subverter os seus valores principais e reduzir o papel do estado nesta importante função social a um papel minimalista. A serem atingidos os seus objectivos, a consequência seria dramática para os cidadãos portugueses, uma vez que o que seria colocado em causa seria o acesso a cuidados de saúde.
Muitos foram os ataques que sucessivos Governos do PS e do PSD, com ou sem CDS-PP, foram lançando ao SNS, pretendendo esconder dos cidadãos as suas verdadeiras potencialidades e capacidades, gerando justa insatisfação nos utentes que sentem estar a contribuir com os seus impostos para a sustentabilidade de um serviço que não corresponde com eficácia e eficiência às suas expectativas e necessidades em matéria de cuidados de saúde.
Um dos muitos exemplos desta ferocidade insanável e insidiosa de desgaste do SNS é o debate, que de quando em vez surge pela voz de certos opinion-makers encartados mas ao mesmo tempo desconhecedores da realidade e especificidades do sector, sobre a sustentabilidade financeira do SNS.
O último Governo PS chegou mesmo a nomear uma “Comissão para a sustentabilidade do financiamento do SNS”, que no seu relatório concluía que a actual situação de despesas com saúde é insustentável e que seriam de tomar as seguintes medidas:
» aprofundar as medidas de contenção orçamental aplicadas, pelo anterior Governo PS, às instituições de saúde;
» utilização de mais mecanismos de avaliação clínica e económica do desempenho das instituições de saúde;
» fim dos subsistemas de saúde (ADSE, ADME, entre outros);
» redução dos benefícios fiscais nas despesas de saúde de 30% para 10%;
» aumento das taxas moderadoras (cerca de 33%) e redução dos isentos em cerca de 15%.
Como facilmente se constata, as medidas propostas seriam no sentido de penalizar os cidadãos e fariam com que, à custa dos mesmos de sempre, se garantisse o adequado financiamento do SNS e a sua, suposta, sustentabilidade financeira. Estas propostas surgiam ainda num quadro em que os utentes já hoje pagam uma importante fatia do acesso a cuidados de saúde, convirá relembrar que, no plano da União Europeia, os Portugueses são os que mais pagam pelos cuidados de saúde, apesar de continuarem a ser os que têm os salários e as pensões mais baixas.
Assim sendo, entendo que a sustentabilidade financeira do SNS não poderá solucionar-se com mais e maiores penalizações sobre os utentes, nem em medidas que, usando apenas critérios meramente financeiros, se revelariam serem redutoras e limitadas no seu alcance. O que seria necessário era serem tomadas medidas que, a título de exemplo, promovessem:
» evitar o subfinanciamento crónico das unidades de saúde que advém da redução das transferências reais do Orçamento de Estado (OE) para o SNS (dados do INE referem que em 2005 era de 5,1% do PIB e em 2009 foi de apenas 4,8% do PIB – não levando em consideração o aumento de preços verificado entre 2005 e 2008 que foi de, segundo os próprios Orçamentos de Estado, 10, 8%);
» a eliminação da promiscuidade existente entre os sectores público e privado, garantindo desta forma uma maior eficiência dos serviços públicos;
» a utilização de toda a capacidade e potencial instalado dos equipamentos no sector público que evitem, por exemplo, o envio de muitos milhares de utentes do serviço público para o sector privado para realizarem meios complementares de diagnóstico e terapêutica;
» a utilização mais eficiente dos recursos existentes através de um eficaz planeamento e interligação entre as diversas unidades de saúde públicas;
» a redução do consumo excessivo de medicamentos, uma verdadeira promoção dos genéricos (que faria baixar os preços) e investimento na indústria farmacêutica pública;
» a aposta nos Cuidados de Saúde Primários, através da promoção da saúde e da prevenção da doença, que se revelam cuidados economicamente menos dispendiosos, que potenciam a melhoria dos indicadores de saúde e reduzem a necessidade de cuidados hospitalares que se mostram mais onerosos;
» o envolvimento dos trabalhadores do sector no aumento da eficiência e qualidade do SNS através da sua dignificação, alterando as políticas que têm vindo a ser seguidas e que pretendem liquidar os seus direitos.
Bem poderão os destacados dirigentes do PS (que defendem o aprofundamento e ampliação da gestão empresarial das unidades de saúde), do PSD (que apontam para a gestão fundacional) e do CDS-PP (que vão mais longe e referem ser necessário um maior papel de complementaridade entre o sector público e o sector privado e social na saúde), tecer falsas loas ao SNS. A sua ideia é, hoje como no passado, arrasar o SNS.
Cá estaremos, trabalhadores do sector e utentes, juntos na luta pela defesa do cumprimento de um SNS universal, geral, público e gratuito, um SNS que esteja ao serviço das populações e do País, pela defesa do princípio de que a saúde não é um privilégio de alguns mas um direito de todos.

Pedro Frias
21 de Dezembro de 2009

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Anotação do Tempo: Imigrantes de Leste


Imigrantes de Leste


Vieram de longe
à procura da sorte ...

De sílabas cortantes,
palavras em socalcos,
a sua fala arranha,
a língua é estranha …

Eles são fortes e louros,
elas transportam no olhar o azul do mar ...

Carregam a esperança
que lhes foi negada
na terra onde nasceram,
mas arrastam consigo, nos olhos tristes,
a saudade de tudo o que perderam ...

Vieram do Leste,
daquele ponto cardial
que agora é referência
de uma realidade social ...

Vieram para Oeste
cruzaram a Europa
e acabaram por ficar neste pobre Portugal ...

Alexandre de Castro

Capela de S. Pedro de Balsemão - Lamego

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Construída em época visigótica, séc. VII, a pequena capela de São Pedro de Balsemão constitui um dos raros exemplos de arquitectura religiosa altimedieval actualmente conservados em território português.O templo foi substancialmente modificado ao longo dos tempos, como se comprova pela actual entrada Sul, barroca, e pela solução dada à fachada ocidental, onde se situaria a entrada principal, adossada a um edifício residencial bastante posterior datado dos séc. XVII/XVIII.Da primitiva edificação conserva-se a disposição geral do interior, de três naves separadas por séries de três arcos de volta perfeita assentes em capitéis coríntios, talvez aproveitamento de colunas e capiteis Romanos, e cabeceira com capela única quadrangular.Deste período destaca-se a abundante decoração de base geométrica, cuja profusão de elementos não encontra paralelo em nenhum outro monumento peninsular contemporâneo.No século X, em pleno processo de repovoamento, a igreja foi objecto de uma renovação, ainda mal conhecida, mas cujos dados apontam para uma manutenção geral das estruturas já existentes.Durante a Baixa Idade Média a Capela passou para a posse do bispo do Porto, D. Afonso Pires, que aí se fez sepultar num túmulo gótico no final do séc. XIV, e cuja qualidade plástica está patente no grupo escultórico do Calvário na testeira. Já no século XVIII a Capela foi aproveitada para panteão da família que detinha estas terras e, mais recentemente, na primeira metade do século XX, procedeu-se ao primeiro restauro do monumento.Actualmente esta pequena igreja basilical disputa com 3 outros templos, de norte a sul do pais, o título de templo Cristão mais antigo do país:

Planta da Capela


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Aspecto do interior com os arcos de separação das naves e os respectivos capitéis Coríntios e o túmulo do bispo do Porto do séc. XIV que tem a cabeça virada para onde seria antigamente a entrada principal do templo: começo pelo arco que faz a separação da capela-mor do restante edifício, não se tem certeza de nada mas calcula-se que seja este o sector adicionado no séc. X à basílica Visigótica, não a capela mor mas sim a separação desta com a nave, é k se repararmos no arco apoiado em travesseiros verificamos uma certa semelhança com a arte pré-Românica e Moçárabe:







Opera en el Mercado


Vídeo enviado pelo Diamantino Gertrudes
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Quando a cultura desce à rua é sempre bem-vinda! E emocionante!...

domingo, 20 de dezembro de 2009

Favelas: Os pontos negros dos mapas das cidades (3)





Fotografias enviadas por Pedro Frias

A polícia, agressivamente armada, é o recurso mais fácil para domesticar os excluídos.

Os principais culpados pelo fracasso em Copenhaga, segundo a Quercus...


- Estados Unidos da América- que não querem assumir por agora metas de emissões ambiciosas e vinculativas.

- China- que se recusou a ver acompanhado internacionalmente o seu esforço de redução de emissões.

- Canadá- por trazer uma posição muito fraca para Copenhaga e sem intenção de a melhorar, recebendo o prémio “fóssil do ano” atribuído pelas ONGs.

- Brasil- que teve um Presidente a fazer um discurso com um conteúdo brilhante, mas que pretende uma abertura a projectos inadequados no mecanismo de desenvolvimento limpo e que participou activamente com os Estados Unidos na elaboração do famigerado acordo.

- O Presidente da Conferência (primeiro-ministro dinamarquês Rasmussen)- foi também um contributo para um final confuso e algo infeliz (na última parte já sem ele a conduzir os trabalhos)".

Recordar o Rock and Roll...


video


O meu amigo João Fráguas, que enviou este vídeo, referiu com ironia que estava encontrada a razão por não ter sido necessário apetrechar os liceus e os colégios com ginásios, nas décadas 50/60. A ginástica fazia-se de outra maneira. E é verdade, embora o filme não faça referência aos dois exercícios fundamentais, o da barra e o das paralelas assimétricas. É certo que o pino e o salto mortal, também não referidos, faziam-se noutros sítios e noutros momentos, com mais ou menos habilidade, conforme a preparação física dos ginastas, mas seria gratificante exibi-los para refrescar a memória.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Notas do meu rodapé: Cimeira de Copenhaga, um vergonhoso fracasso!...


Quem alimentou grandes expectativas sobre Barack Obama, quando foi eleito presidente, e quem ainda nele depositava alguma esperança, decorrido um ano no exercício do cargo, sobre a sua capacidade de inverter a agressiva posição imperialista dos Estados Unidos, deverá fazer sem preconceitos uma dupla reflexão. Em primeiro lugar, perceber que, no actual estadio do processo histórico, os governos das democracias ocidentais, Portugal incluído, não são mais que uma expressão da grande aristocracia financeira, estruturada em vários patamares, nos países ricos, e para quem a política não é mais do que uma extensão dos seus negócios, competindo aos governos, que controla, tudo fazer para facilitar a sua progressão ilimitada e tentar alienar e controlar, através de todos os meios, os anseios e os descontentamentos das classes médias, constituindo-as em almofadas sociais contra qualquer revolução. Em segundo lugar, perceber que a eleição de um presidente não deriva exclusivamento dos votos dos eleitores. O sistema, antes, através dos meandros da complexa organização do poder político, já fizera a escolha acertada, limitando-se a oferecer aos eleitores apenas duas opções, aparentemente diferentes na forma, mas substancialmente idênticas no conteúdo. Sejam democratas ou republicanos ou, no nosso caso doméstico, socialistas ou sociais-democratas, o poder económico e financeiro, de uma forma encapotada, garante o poder efectivo sobre a governação. Uns, de uma forma mais dura e cruel, os outros, de uma forma mais subtil, para que a contestação seja atenuada.
Era de prever que, em relação às alterações climáticas, Obama não pudesse fazer mais do que Bush, já que a aristocracia económica e financeira mais poderosa do mundo já decidira que terão de ser os outros países a ter de reduzir as emissões de carbono, para que os Estados Unidos possam continuar a poluir.
Esta terá de ser a conclusão mais óbvia a fazer do que se passou em Copenhaga. O resto, todas aquela expressões de boa vontade, a encenação dos avanços e dos recuos, não foram mais do que a exibição dos normais artifícios da diplomacia e do seu fingimento.

O sexo revela-se útil, mesmo em situações inesperadas!...

Clicar para aumentar a imagemEnviado por M.J.N.
Apesar do recurso ao calão, que deveria andar arredado deste blogue, não resisti a esta peça, de um humor surpreendente, que sabe jogar com um final inesperado.

EUA: A guerra da canhoeira, alargada a todo o mundo!...



INVASÕES AMERICANAS NO MUNDO
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Organizado por Alberto da Silva Jones (professor da UFSC):
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Entre as várias INVASÕES, que as forças armadas dos Estados Unidos fizeram nos séculos XIX, XX e XXI, podemos citar:
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1846 - 1848 - MÉXICO - Por causa da anexação, pelos EUA, da República do Texas
1890 - ARGENTINA - Tropas americanas desembarcam em Buenos Aires para defender interesses económicos americanos.
1891 - CHILE - Fuzileiros Navais esmagam forças rebeldes nacionalistas.
1891 - HAITI - Tropas americanas debelam a revolta de operários negros na ilha de Navassa, reclamada pelos EUA.
1893 - HAWAI - Marinha enviada para suprimir o reinado independente anexar o Hawaí aos EUA.
1894 - NICARÁGUA - Tropas ocupam Bluefields, cidade do mar do Caribe, durante um mês.
1894 - 1895 - CHINA - Marinha, Exército e Fuzileiros desembarcam no país durante a guerra sino-japonesa.
1894 - 1896 - COREIA - Tropas permanecem em Seul durante a guerra.
1895 - PANAMÁ - Tropas desembarcam no porto de Corinto, província Colombiana.
1898 - 1900 - CHINA - Tropas dos Estados Unidos ocupam a China durante a Rebelião Boxer.
1898 - 1910 - FILIPINAS - As Filipinas lutam pela independência do país, dominado pelos EUA (Massacres realizados por tropas americanas em Balangica, Samar, Filipinas - 27/09/1901 e Bud Bagsak, Sulu, Filipinas 11/15/1913) - 600.000 filipinos mortos.
1898 - 1902 - CUBA - Tropas sitiaram Cuba durante a guerra hispano-americana.
1898 - PORTO RICO - Tropas sitiaram Porto Rico na guerra hispano-americana, hoje 'Estado Livre Associado' dos Estados Unidos.
1898 - ILHA DE GUAM - Marinha americana desembarca na ilha e mantém-a como base naval até hoje.
1898 - ESPANHA - Guerra Hispano-Americana - Desencadeada pela misteriosa explosão do couraçado Maine, em 15 de fevereiro, na Baía de Havana. Esta guerra marca o surgimento dos EUA como potência capitalista e militar mundial.
1898 - NICARÁGUA - Fuzileiros Navais invadem o porto de San Juan del Sur.
1899 - ILHA DE SAMOA - Tropas desembarcam e invadem a Ilha em consequência de conflito pela sucessão do trono de Samoa.
1899 - NICARÁGUA - Tropas desembarcam no porto de Bluefields e invadem a Nicarágua (2ª vez).
1901 - 1914 - PANAMÁ - Marinha apoia a revolução quando o Panamá reclamou independência da Colômbia; tropas americanas ocupam o canal em 1901, quando teve início sua construção.
1903 - HONDURAS - Fuzileiros Navais americanos desembarcam em Honduras e intervêm na revolução do povo hondurenho.
1903 - 1904 - REPÚBLICA DOMINICANA - Tropas norte americanas atacaram e invadiram o território dominicano para proteger interesses do capital americano durante a revolução.
1904 - 1905 - COREIA - Fuzileiros Navais dos Estados Unidos desembarcaram no território coreano durante a guerra russo-japonesa.
1906 - 1909 - CUBA -Tropas dos Estados Unidos invadem Cuba e lutam contra o povo cubano durante o período de eleições.
1907 - NICARÁGUA - Tropas americanas invadem e impõem a criação de um protectorado, sobre o território livre da Nicarágua.
1907 - HONDURAS - Fuzileiros Navais americanos desembarcam e ocupam Honduras durante a guerra de Honduras com a Nicarágua.
1908 - PANAMÁ - Fuzileiros Navais dos Estados Unidos invadem o Panamá durante período de eleições.
1910 - NICARÁGUA - Fuzileiros navais norte americanos desembarcam e invadem pela 3ª vez Bluefields e Corinto, na Nicarágua.
1911 - HONDURAS - Tropas americanas, enviadas para proteger interesses americanos durante a guerra civil, invadem Honduras.
1911 - 1941 - CHINA - Forças do exército e marinha dos Estados Unidos invadem mais uma vez a China durante período de lutas internas repetidas.
1912 - CUBA - Tropas americanas invadem Cuba com a desculpa de proteger interesses americanos em Havana.
1912 - PANAMÁ - Fuzileiros navais americanos invadem novamente o Panamá e ocupam o país durante eleições presidenciais.
1912 - HONDURAS - Tropas norte americanas mais uma vez invadem Honduras para proteger interesses do capital americano.
1912 - 1933 - NICARÁGUA - Tropas dos Estados Unidos, com a desculpa de combaterem guerrilheiros, invadem e ocupam o país durante 20 anos.
1913 - MÉXICO - Fuzileiros da Marinha americana invadem o México com a desculpa de evacuar cidadãos americanos durante a revolução.
1913 - MÉXICO - Durante a Revolução mexicana, os Estados Unidos bloqueiam as fronteiras mexicanas em apoio aos revolucionários.
1914 - 1918 - PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL - Os EUA entram no conflito em 6 de abril de 1917, declarando guerra à Alemanha. As perdas americanas chegaram a 114 mil homens.
1914 - REPÚBLICA DOMINICANA - Fuzileiros navais da Marinha dos Estados invadem o solo dominicano e interferem na revolução do povo dominicano em Santo Domingo.
1914 - 1918 - MÉXICO - Marinha e exército dos Estados Unidos invadem o território mexicano e interferem na luta contra nacionalistas.
1915 - 1934 - HAITI- Tropas americanas desembarcam no Haiti, em 28 de julho, e transformam o país numa colónia americana, permanecendo lá durante 19 anos.
1916 - 1924 - REPÚBLICA DOMINICANA - Os EUA invadem e estabelecem um governo militar na República Dominicana, em 29 de novembro, ocupando o país durante oito anos.
1917 - 1933 - CUBA - Tropas americanas desembarcam em Cuba, e transformam o país num protectorado económico americano, permanecendo essa ocupação por 16 anos.
1918 - 1922 - RÚSSIA - Marinha e tropas americanas, enviadas para combater a revolução Bolchevista. O Exército realizou cinco desembarques, sendo derrotado pelos russos em todos eles.
1919 - HONDURAS - Fuzileiros norte americanos desembarcam e invadem mais uma vez o país durante eleições, colocando no poder um governo ao seu serviço.
1918 - JUGOSLÁVIA - Tropas dos Estados Unidos invadem a Jugoslávia e intervêm ao lado da Itália contra os sérvios na Dalmácia.
1920 - GUATEMALA - Tropas americanas invadem e ocupam o país durante greve operária do povo da Guatemala.
1922 - TURQUIA - Tropas norte americanas invadem e combatem nacionalistas turcos em Smirna.
1922 - 1927 - CHINA - Marinha e Exército americano mais uma vez invadem a China durante revolta nacionalista.
1924 - 1925 - HONDURAS - Tropas dos Estados Unidos desembarcam e invadem Honduras duas vezes, durante eleição nacional.
1925 - PANAMÁ - Tropas americanas invadem o Panamá para debelar greve geral dos trabalhadores panamenhos.
1927 - 1934 - CHINA - Mil fuzileiros americanos desembarcam na China durante a guerra civil local e permanecem durante sete anos, ocupando o território chinês.
1932 - EL SALVADOR - Navios de Guerra dos Estados Unidos são deslocados durante a revolução das Forças do Movimento de Libertação Nacional - FMLN - comandadas por Marti.
1939 - 1945 - SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - Os EUA declaram guerra ao Japão em 8 de dezembro de 1941 e depois à Alemanha e à Itália, invadindo o Norte da África, a Ásia e a Europa, culminando com o lançamento das bombas atómicas sobre as cidades desmilitarizadas de Hiroshima e Nagasaki.
1946 - IRÃO - Marinha americana ameaça usar artefatos nucleares contra tropas soviéticas, caso as mesmas não abandonem a fronteira norte do Irão.
1946 - JUGOSLÁVIA - Presença da marinha americana, ameaçando invadir a zona costeira da Jugoslávia, em resposta a um avião espião dos Estados Unidos abatido pelos soviéticos.
1947 - 1949 - GRÉCIA - Operação de invasão de Comandos dos EUA garante vitória da extrema direita nas "eleições" do povo grego.
1947 - VENEZUELA - Através de um acordo feito com militares locais, os EUA invadem e derrubam o presidente eleito, Rómulo Gallegos, como castigo por ter aumentado o preço do petróleo exportado, colocando um ditador no poder.
1948 - 1949 - CHINA - Fuzileiros americanos invadem pela ultima vez o território chinês para evacuar cidadãos americanos antes da vitória comunista.
1950 - PORTO RICO - Comandos militares dos Estados Unidos ajudam a esmagar a revolução pela independência de Porto Rico, em Ponce.
1951 - 1953 - COREIA - Início do conflito entre a República Democrática da Coreia (Norte) e República da Coreia (Sul), na qual cerca de 3 milhões de pessoas morreram. Os Estados Unidos são um dos principais protagonistas da invasão, ao lado dos sul-coreanos, usando como pano de fundo a recém criada Nações Unidas. A guerra termina em Julho de 1953, sem vencedores, e com dois estados polarizados: comunistas ao norte e um governo pró-americano no sul. Os EUA perderam 33 mil homens e mantêm até hoje a base militar e aero-naval na Coreia do Sul.
1954 - GUATEMALA - Comandos americanos, sob controle da CIA, derrubam o presidente Arbenz, democraticamente eleito, e impõem uma ditadura militar no país. Jacobo Arbenz havia nacionalizado a empresa United Fruit e impulsionado a Reforma Agrária.
1956 - EGIPTO - O presidente Nasser nacionaliza o canal de Suez. Tropas americanas envolvem-se, durante os combates no Canal de Suez, sustentadas pela 6ª Frota dos EUA. As forças egípcias obrigam a coligação franco-israelense- britânica a retirar-se do canal.
1958 - LÍBANO - Forças da Marinha americana invadem apoiam o exército de ocupação do Líbano, durante sua guerra civil.
1958 - PANAMÁ - Tropas dos Estados Unidos invadem e combatem manifestantes nacionalistas panamenhos.
1961 - 1975 - VIETNAM. Aliados ao sul-vietnamitas, o governo americano determina ainvasão do Vietnam e tenta impedir, sem sucesso, a formação de um estado comunista, unindo o sul e o norte do país. Inicialmente a participação americana restringe-se à ajuda económica e militar (conselheiros e material bélico). Em Agosto de 1964, o congresso americano autoriza o presidente a lançar os EUA na guerra. Os Estados Unidos deixam de ser simples consultores do exército do Vietnam do Sul e entram num conflito traumático, que viria a afetar toda a política militar dali para frente. A morte de quase 60 mil jovens americanos e a humilhação imposta pela derrota do regime do Sul, em 1975, dois anos depois da retirada dos Estados Unidos, moldou a estratégia futura de evitar guerras que impusessem um custo muito alto de vidas americanas e nas quais houvesse inimigos difíceis de derrotar de forma convencional, como os vietcongues com as suas tácticas de guerrilhas.
1962 - LAOS - Militares americanos invadem e ocupam o Laos durante guerra civil contra guerrilhas do Pathet Lao.
1964 - PANAMÁ - Militares americanos invadiram mais uma vez o Panamá e mataram 20 estudantes, ao reprimirem a manifestação em que os jovens queriam trocar, na zona do canal, a bandeira americana pela bandeira do seu país.
1965 - 1966 - REPÚBLICA DOMINICANA - Trinta mil fuzileiros e pára-quedistas norte americanos desembarcaram na capital do país São Domingo para impedir a nacionalistas panamenhos de chegar ao poder. A CIA conduz Joaquín Balaguer à presidência, consumando um golpe de estado que depôs o presidente eleito Juan Bosch. O país já fora ocupado pelos americanos de 1916 a 1924.
1966 - 1967 - GUATEMALA - Boinas Verdes e marines americanos invadem o país para combater movimento revolucionário contrario aos interesses económicos do capital americano.
1969 - 1975 - CAMBOJA - Militares americanos invadem e ocupam o Camboja.
1971 - 1975 - LAOS - EUA dirigem a invasão sul-vietnamita, bombardeando o território do vizinho Laos, justificando que o país apoiava o povo vietnamita na sua luta contra a invasão americana.
1975 - CAMBOJA - 28 marines americanos são mortos na tentativa de resgatar a tripulação do petroleiro estado-unidense Mayaquez.
1980 - IRÃO - Após a instauração do estado islâmico fundado pelo Aiatolá Khomeini, estudantes, que haviam participado da Revolução Islâmica do Irão, ocuparam a embaixada americana em Teerão e fizeram 60 reféns. O governo americano preparou uma operação militar surpresa para executar o resgate, frustrada por tempestades de areia e falhas em equipamentos. No meio da frustrada operação, oito militares americanos morreram no choque entre um helicóptero e um avião. Os reféns só seriam libertados um ano depois do sequestro, o que enfraqueceu o então presidente Jimmy Carter e elegeu Ronald Reagan, que conseguiu aprovar o maior orçamento militar em época de paz até então.*
1982 - 1984 - LÍBANO - Os Estados Unidos invadiram o Líbano e envolveram-se nos conflitos do Líbano, logo após a invasão do país por Israel - e acabaram envolvidos na guerra civil que dividiu o país. Em 1980, os americanos supervisionaram a retirada da Organização pela Libertação da Palestina de Beirute. Na segunda intervenção, 1.800 soldados integraram uma força conjunta de vários países, que deveriam restaurar a ordem, após o massacre de refugiados palestinos por libaneses aliados a Israel. O custo para os americanos foi a morte 241 fuzileiros navais, quando os libaneses fizeram explodir um carro bomba perto de um quartel das forças americanas.
1983 - 1984 - ILHA DE GRANADA - Após um bloqueio económico de quatro anos, a CIA coordena esforços, que resultam no assassinato do 1º Ministro Maurice Bishop. Seguindo a política de intervenção externa de Ronald Reagan, os Estados Unidos invadiram a ilha caribenha de Granada, alegando prestar proteção a 600 estudantes americanos que estavam no país, e as suas tropas eliminaram a influência de Cuba e da União Soviética sobre a política da ilha.
1983 - 1989 - HONDURAS - Tropas americanas, enviadas para construir bases em regiões próximas à fronteira, invadem o Honduras
1986 - BOLÍVIA - Exército americano invade o território boliviano com a justificação de auxiliar tropas bolivianas nas suas incursões nas áreas de cocaína.
1989 - ILHAS VIRGENS - Tropas americanas desembarcam e invadem as ilhas, durante revolta do povo do país contra o governo pró-americano.
1989 - PANAMÁ - Baptizada de Operação Causa Justa, a intervenção americana no Panamá foi provavelmente a maior rusga policial de todos os tempos: 27 mil soldados ocuparam a ilha para prender o presidente panamenho, Manuel Noriega, antigo ditador aliado do governo americano. Os Estados Unidos justificaram a operação como sendo fundamental para proteger o Canal do Panamá, defender 35 mil americanos que viviam no país, promover a democracia e interromper o tráfico de drogas, que teria Noriega, como principal responsável na América Central. O ex-presidente cumpre prisão perpétua nos Estados Unidos.
1990 - LIBÉRIA - Tropas americanas invadem a Libéria, justificando a evacuação de estrangeiros durante guerra civil.
1990 - 1991 - IRAQUE - Após a invasão do Iraque ao Kuwait, em 2 de Agosto de 1990, os Estados Unidos com o apoio de seus aliados da NATO, decidem impor um embargo económico ao país, seguido pela formação de uma coligação anti-Iraque (reunindo, além dos países europeus. membros da NATO, Egito e outros países árabes) e que ganhou o título de "Operação Tempestade no Deserto". As hostilidades começaram em 16 de janeiro de 1991, um dia depois do fim do prazo dado ao Iraque para retirar tropas do Kuwait. Para expulsar as forças iraquianas do Kuwait, o então presidente George Bush destacou mais de 500 mil soldados americanos para a Guerra do Golfo.
1990 - 1991 - ARÁBIA** SAUDITA - Tropas americanas instalam-se na Arábia Saudita, que era base militar na guerra contra Iraque.
1992 - 1994 - SOMÁLIA - Tropas americanas, num total de 25 mil soldados, invadem a Somália, na sequência do cumprimento de uma missão da ONU para distribuir mantimentos pela população esfomeada. Em Dezembro, forças militares norte-americanas (comando Delta e Rangers) chegam a Somália para intervir numa guerra entre as facções do então presidente Ali Mahdi Muhammad e tropas do general rebelde Farah Aidib. Sofrem uma fragorosa derrota militar nas ruas da capital do país.
1993 - IRAQUE -No início do governo Clinton, é lançado um ataque contra instalações militares iraquianas, em retaliação a um suposto atentado, não concretizado, contra o ex-presidente Bush, em visita ao Kuwait.
1994 - 1999 - HAITI - Enviadas pelo presidente Bill Clinton, tropas americanas ocuparam o Haiti, com a justificação de devolver o poder ao presidente eleito Jean-Betrand Aristide, derrubado por um golpe, mas o que a operação visava era evitar que o conflito interno provocasse uma onda de refugiados haitianos nos Estados Unidos.
1996 - 1997 - ZAIRE (EX REPÚBLICA DO CONGO) - Fuzileiros Navais americanos são enviados para invadir a área dos campos de refugiados Hutus, onde os Marines evacuam civis.
1997 - LIBÉRIA - Tropas dos Estados Unidos invadem a Libéria para evacuar estrangeiros durante guerra civil.
1997 - ALBÂNIA - Tropas americanas invadem a Albânia para evacuarem estrangeiros.
2000 - COLÔMBIA - Marines e "assessores especiais" dos EUA iniciam o Plano Colômbia, que inclui o bombardeamento da floresta com um fungo transgênico fusarium axyporum (o "gás verde").
2001 - AFEGANISTÃO - Os EUA bombardeiam várias cidades afegãs, em resposta ao ataque terrorista ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001. Invadem depois o Afeganistão, onde ainda se encontram.
2003 - IRAQUE - Sob a alegação de Saddam Hussein esconder armas de destruição e financiar terroristas, os EUA iniciam intensos ataques ao Iraque. É baptizada pelos EUA de "Operação Liberdade do Iraque" e por Saddam de "A Última Batalha", a guerra começa com o apoio apenas da Grã-Bretanha, sem o apoio da ONU e sob protestos de manifestantes e de governos no mundo inteiro. As forças invasoras americanas, até hoje, ainda estão no território iraquiano, onde a violência aumentou mais do que nunca.
Na América Latina, África e Ásia, os Estados Unidos invadiam países, ou para depor governos democraticamente eleitos pelo povo, ou para dar apoio a ditaduras criadas e montadas pelos Estados Unidos, tudo em nome da "democracia" (deles)........Aliás como fizeram recentemente nas Honduras.
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Texto enviado pelo Pedro Frias, seguidor deste blogue.
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Nota do editor: Este texto, de origem brasileira, foi adaptado à ortografia em vigor em Portugal.